Spring day

1 Quem é Inosuke?


Notas iniciais
Oi gente!
Minha primeira fanfic do Inosuke e eu estou muito animada com ela. Espero que gostem!

— Papai, você acertou um humano!

O grito esganiçado de Tsukushi assustou seu pai que imediatamente deu alguns passos para trás, junto ao seu filho, se dando conta do acontecido. A malhada de javalis não demorou em começar a perseguir a família, visivelmente furiosos e agressivos. Nakatsuka tomou seu filho mais velho nos braços e quando fez a menção para fazer o mesmo com a filha, ela não estava ali e o desespero dentro de si espalhou-se como uma doença.

Tsukushi corria floresta adentro, logo atrás do garoto que havia sido alvejado por seu pai. Ele não estava muito distante, mas parecia um animal ferido que não pararia até achar um local seguro.

— Espere! – A garotinha gritava ofegante. Nenhuma resposta era dita, ele apenas continuava seu caminho.

Atrás de si ouviu algo entre as árvores, era rápido e quebrava tudo em seu caminho, ao virar sua cabeça em um movimento mal pensado para ver o que a acompanhava, um javali furioso quase a alcançava. O medo paralisou suas pernas já cansadas e Tsukushi caiu, em uma queda violenta até o chão, onde se feriu pelos galhos pontiagudos espalhados ali. As lágrimas escorriam quentes por seu rosto misturando-se ao seu suor, alguns fios ruivos caíam sobre seu rosto e seu peito subia e descia com rapidez. Em seu coração sentia que morreria ali, então apenas fechou seus olhinhos esperando o pior. Alguns segundos haviam passado e nada havia acontecido... Ou havia?

— Será que já estou morta? – A ruiva começou a tatear seu corpo para checar se tudo estava intacto. Aos poucos conseguiu abrir suas pálpebras e a cena em sua frente era tão inesperada quanto ela não estar morta.

O garoto que seu pai havia ferido estava ali. Ela o reconhecia pelos cabelos negros. Ali estava ele, com os braços abertos, como se fizesse uma barreira para protegê-la. O javali se afastava receoso, enquanto o garoto mantinha sua postura imponente.

— Qual o seu nome? – Tsukushi tinha tantas perguntas e agradecimentos, mas isso foi o máximo que conseguiu dizer.

— Inosuke. – Respondeu apático.

Tsukushi olhou para o céu e percebeu que já escurecia, deveria realmente estar muito longe para o seu pai não a ter encontrado. “Outch” um grunhido de dor foi o bastante para tira-la de seus devaneios e lembrar que Inosuke estava ferido. O sangue escorria do braço do garoto pingando em algumas folhas no chão. A ruiva se levantou com um pouco de dificuldade, havia machucado seus joelhos e ardia e foi até a frente dele, recebendo um olhar desconfiado.

— Eu não vou te machucar. – Ela tirou de uma bolsa de pano que estava presa em sua roupa um lencinho que carrega desde que é uma criancinha. De lá tirou também um cantil que usou para molhar o lenço, na tentativa de limpar o machucado de Inosuke.

Ele se afastou, resmungando. Calmamente, se aproximou novamente. Dessa vez, ele só a olhou sem se mover, como se estivesse em transe. Tsukushi conseguiu pousar o tecido sobre o machucado e delicadamente, limpa-lo.

— Meu nome é Tsukushi Tomiura. Porque estava no meio daqueles javalis? Onde estão seus pais? Não deveria ficar sozinho por aí! – Dizia como uma mãe mandona. Antes que pudesse continuar seu interrogatório, ouviu a voz de seu irmão, gritando seu nome.

— Está ouvindo, Inosuke? É o meu irmão! Posso leva-lo para jantar conosco hoje como pedido de desculpas.

Parou de limpar o machucado e se levantou por alguns segundos para acenar ao irmão e assim que voltou sua atenção para trás, o garoto não estava mais ali. Nesse instante sentiu o abraço quentinho de Tsuyoshi, seu irmão. Logo seu pai estava ali também, trazendo uma feição totalmente de alivio, enquanto podiam-se ver as lágrimas secas em seu rosto.

— Tsukushi, porque entrou na floresta?! – Seu pai indagou, preocupado.

— Eu não podia deixar o Inosuke ferido!

— Inosuke? – Tsuyoshi parecia confuso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.