− Você conseguiu, eles foram condenados e vão pagar pelas atrocidades que cometeram.

− Conseguimos J.J, conseguimos. – O alivio percorre meu coração me fazendo suspirar. – Esperei muito esse dia mas não consegui ter estomago o bastante para ver isso. Mas estou feliz que enfim essas pobres vitimas terão justiça. – Ela concorda comigo do outro lado da linha. – Obrigada J.J, por tudo.

− De nada, e divirtam-se. – Eu posso ver um sorriso sugestivo no rosto dela.

“você gosta do Spencer, admite” as palavras dela vem na minha mente enquanto eu desligo o celular:

“e quanto ao Reid?

− O que tem o Spencer? – As curvas contornam os meus olhos assim como minhas sobrancelhas.

− Olha só. Ele também sente algo por você. – Me espanto com isso.

− Como você sabe?

− Ser perfilladora tem as suas vantagens.

− J.J você deve estar Imaginando coisas.

− Será? – De sobrancelha erguida e com um sorriso de canto. Ela diz sugestivamente.” Lembrar da nossa conversa me ajudou a refletir. Todo o momento que eu precisei, ou na maioria dos casos, ele esteve comigo. Será que J.J tem razão? Será?

Desperto dos meus pensamentos.

− Aquilo que você contou, no tribunal. – Olho para ele dirigindo para sabe só ele onde.

− O que tem? – Com o cotovelo apoiado a porta, apoio-a a boca.

− Era isso que a J.J não poderia contar?

− Entre outras coisas, o que faziam com minha irmã e comigo.

Aceitar que J.J tinha razão significaria arriscar tudo, oh não, o que eu sou? Mal sai de algo parecido com um relacionamento e já vou ser tão ousada a esse ponto? Não quero dizer que vai passar disso, ou que quer que seja mas... eu estou apreensiva.

Ao longo do tempo eu acabei me sentindo... “Quer saber...” aquele beijo...

− Tudo aqui é tão... você. – Recolho as mãos envoltas nos bolsos do meu casaco observando rapidamente os abajures acesos um deles rente a porta castanha, tal como o piso cintilante e até mesmo o longo tapete felpudo, os livros organizados minuciosamente nas prateleiras das estantes cada uma de um lado da sala, inclusive tendo um quadro entre as mesmas, em meios ao verde abacate e detalhes negros assim como outras ao longo do percurso. Os quadros pretos e vermelhos do tabuleiro de xadrez componha a mesinha, na qual também tem alguns livros e arrisco dizer que são os são mais lidos que são iluminados pela luz da cidade que adentra através das cortinas que guardam os vidros com cores de verde, roxo, vermelho, rosa e azul.

− Senta. – Aponta para o sofá. −Não seria de outra forma. – Descanso meu corpo sob o macio sofá cor de chocolate, como poltronas que formam o jogo, em meio a almofadas avermelhadas assim como, o suporte enorme que ficara de frente para o mesmo contendo quadros e troféus, e gavetas. – Esta melhor? – Movo a cabeça de baixo para cima, ele repete meu até sentando-se na poltrona.

–Obrigada por... você sabe, estar comigo. Foi importante.

− Não a de que.

−Isso é uma das coisas que eu gosto em vocês. J.J é a irmã mais velha, que cuida e auxilia; Garcia é mais nova, a que coloca leveza num trabalho tão exaltante; Rossi é o tio maravilhoso que trás consigo a experiência e a cumplicidade; Hotch é o pai que protege a todos Morgan o irmão mais velho que conquista a todos. São uma família.

− Você também faz parte dessa família agora.

−Mas você... você com o seu altíssimo QI, as impressionantes 20 mil palavras por minuto, tornam você especial sim, mas não é o que eu gosto em você. Você se esconde atrás disso tudo... – Dizer a ele o que eu penso sobre ele ou mesmo o que eu sinto, faz minhas mãos tremerem levemente, minha boca secar, meu estomago esfriar. Permanece em silencio por alguns segundos . −Confesso que sinto o meu rosto esquentar, mas sinto que eu preciso dizer. Que se não tentar agora, não direi nunca mais. − Sabe o que eu acho?

− O que? – Ele apoia os cotovelos sobre as próprias pernas e une as mãos. Me encarando sugestivamente.

− Sabe, Acho que essa sua paranoia não é apenas pelos micro organismos. – As palmas das minhas mãos tocam-se e eu rapidamente aperto os lábios. – Quer dizer, de meio modo é. – Agora encaro-o nos olhos. – Mas também por que não quer ter contato com pessoas estranhas, e eu entendo isso.

− Compreende?

− Sim. – Levanto apenas para curvar meu joelho a sua frente e segurar a sua mão. –Sabe, eu tive uma jornada complicada até aqui.

−Teve?

− Tive, e desculpe por não contar ou pedir para que J.J não contasse. Eu também tenho medo, medo do que essa fase significa para o meu futuro. – Olho para nossos dedos entrelaçados, e olho para ele. – Viu?

−O que? – Ele replica meus movimentos.

− Eu estou tocando você, e você não está... sabe. – Encolho os ombros. E como se percebesse, me encara e, eu sem perceber, lentamente me aproximo o bastante para sentirmos a respiração um do outro. Os seus olhos fecham-se e temperatura e a maciez da sua pele recebem meu toque quando deslizo o polegar pela sua bochecha. – Sente algo ruim sobre isso?

− Não. – Sopra no meu rosto neutralmente.

− Meu passado foi horrível, e eu sei que eu não posso muda-lo.

− Nem eu.

− Eu sei, não podemos mudar isso. Mas não podemos também pensar no futuro sem você é algo que eu não consigo fazer, sabe, quando J.J me disse que você ficou ao meu lado no hospital e do abraço, eu quis me enterrar viva de vergonha... – Na minha mão, sua bochecha infla assim que um sorriso mais ameno surge reluzente no seu rosto. – Ela sugeriu isso mas eu pensei:” nossa, isso é uma loucura porque você sempre foi tão...”

− Eu sei me camuflar bem.

− Eu sei, isso ajudou muito. Mas eu não consegui tirar aquele beijo da cabeça. – Eu acabo pesando a cabeça para o lado, mas surpreendentemente, as pontas de seus dedos trazem meu rosto de volta ao seu.

− Eu... eu também não.

− Spencer eu...

− O que? – Seus lábios entre abertos são tão convidativos pra mim.

O açúcar ainda está lá, entre seus ternos lábios, como da primeira vez.

A medida em que nossas bocas se contornam com mais intensidade, mais minha cabeça fervilha embora eu tento dissipar.

Sei também que da primeira vez, não obtive oportunidade. Mas constato o quão seus cabelos alongados são macios quando meus dedos enroscam-se entre eles de modo que um fervor intenso se intensifique mais e mais, à medida que suas − nem tão mais tímidas – mãos deslizam minhas costas de baixo a cima, de cima a baixo fico cada vez mais .

− Rebeca, Rebeca, − Nos afastamos por um instante. –tem certeza disso? Eu posso não ser muito bom nisso.

− Eu anho, ou você não...

− Não. Quer dizer, eu quero, quero muito mas...

− Calma, − Deslizo as pontas dos meus dedos no seu rosto. – Vamos só sentir, ok? – Ganho um sim bem-vindo da sua parte. – Agora, onde estávamos?

− Hum, não me lembro. Mas acho que sei.

Tanta tensão de minutos anteriores, por alguns instantes, se esvaem pela minha mente quando nossos lábios começam de onde paramos.

Por entre seus dedos, ele agarra a barra da minha camisa para cima e logo ela passe além da minha cabeça, deixando meu busto visível ainda que o sutiã ainda esteja junto a mim.

Retomar ao beijo não fora a tarefa mais difícil enquanto que as pontas dos seus dedos desajeitados travam uma briga com o fecho escuro do mesmo. Eu sorrio nos seus lábios.

Coloco minhas mãos para guiar as suas pelas minha costas para que retire o sutiã de renda. O que não é demorado.

Apoiando-me nas suas mãos encaro suas pupilas brilhantes, me fitarem os olhos, dos olhos aos lábios, dos lábios ao intervalo entre minha cabeça e além dos meus ombros completamente nua e a sua inexpressividade inicial me causa um pouco de apreensão.

Com os dedos no meu queixo e seu polegar deslizando em meu rosto me faz apertar o lábio inferior.

Mas logo em seguida um sorriso acompanhado de um beijo mais impulsivo tira meus pés do chão me fazendo sentir a textura de suas bochechas nas palmas das mãos.

Sinto as pontas dos meus dedos tropeçarem nos botões da sua camisa que está em baixo do terno impecável, subo as mãos sem pressa sob o tecido agradável da camisa até que adentrassem os caminhos para seus ombros; separo o terno dos seu corpo e devagar, devagar, trago-o comigo. Além de suas extensões largas. Deixando seu o colete e sua camisa roxa a mostra; me sinto ainda menor quando me despeço dos meus sapatos.

− Não é justo. – Contorço meu rosto em uma careta e ele sorri quando vê que eu o fito de baixo para cima.

− Posso dar um jeito nisso.

Dedos deslizam até a palma das mãos, lábios se conduzindo como se a vida dependesse disso. Olhos que transparecem o que sentimos.

Ainda que o inverno esteja se aproximando dia a dia, as cores para mim nunca foram tão presentes nesses últimos dias. Tá legal, confesso que me assustei no inicio mas... eu ainda estou insegura sobre isso. Medo de que não dê certo.

Fingir para perfilladores é como negar o inegável, e não demorou muito para que descobrissem enquanto estávamos em um caso. Sobrou para ele claro. Ficava todo sem graça. Mas sem jeito quem ficou foi eu quando fomos para Vegas visitar e comunicar sua mãe na clinica, oh céus, o pavor, enquanto estávamos a caminho ele perguntou: “mas ela já conhece você, por que o nervosismo?” e eu movida pela insegurança disse que não do jeito que pretendíamos, ele apenas tomou a minha mão e sorriu para mim.

Não quero, não quero, já disse que eu não quero acordar? Mas a insistência é tanta que como magneticamente, minha mão tateia para o lado em busca daquele aparelho irritante.

− Alô? – Coço os olhos para me acostumar com a luminosidade que adentra o quarto mesmo que só um pouco, e me deparo com um homem lindo dormindo tranquilamente ao meu lado. Sorrio quando os curtos segundos de devaneio se dissolvem e as lacunas das minhas memórias são preenchidas mas não antes de sentir meu rosto aquecer.

− Alô? Com quem eu falo? – Aperto o lençol entre meus dedos ao ouvir uma voz feminina do outro lado e me apoio no colchão macio. Por estar um pouco sonolenta não assimilo quem seja.

− Você poderia dizer quem é primeiro? – Resisto.

−Eu sou Penélope Garcia... espera? Rebeca é você? – Como um choque, sinto um frio tomar meu estomago.

− Sou eu Penélope, quem mais séria? – Franzo os olhos enquanto faço contorcionismo com o rosto.

− Oh não sei querida, quem sabe quem eu esperaria que fosse. Dr. Reid. – Ai meu Deus! Ai meu Deus! Ai meu Deus! Eu olho novamente para a tela constando que não é meu. E agora?

− Ontem eu estive com ele, talvez tivéssemos trocado os telefones. Temos um caso?

− Oh sim, acredito. Bem pombinhos. Hotch quer todos aqui em 20 minutos. Até mais. – é como se eu pudesse vê-la dando tchauzinho não me dando tempo para responder.

Suspiro, com os joelhos dobrados e mãos na cabeça.

− O que foi? – Eu não tinha percebido que ele havia despertado, e logo as águas esverdeadas de seus olhos, e sua carinha de sono me encarando com os olhos e sobrancelhas franzidas.

− Eu acabei atendendo o seu telefone sem querer. Querem a gente na UAC daqui a pouco. – Falando em trabalho, não consigo ficar sem pensar numa questão.

Ele se senta na cama apoiando-se na mesma e inclinando-se sobre mim.

− Está tão pensativa, − As curvas de sua mão brinca com meu rosto enquanto vai e vem e eu retribuo o gesto. – no que está pensando?

− Estava pensando o que será que a direção decidirá quando descobrir sobre a gente, − Seu rosto descansa na minha palma com os cílios se tocando. – Será que vão trocar nossas unidades?

− Tente não pensar nisso, ok? – Trago sua face junto a minha, estreitando a distância.

− Está bem. Não prometo nada. – Sorri junto comigo nos aproximamos um pouco mais. Mas logo olhamos para o lado onde nossos celulares começam a tocar.

“Cruz: preciso falar com você” Vi o recado na tela do meu celular e mentira se disse que o medo não tomou conta do meu estomago.

− Algum problema? – Enquanto ajeita o terno sobe os ombros, ele me questiona, eu tento desconversar.

− Não é nada. Estou pronta. – Passo as alças da bolsa no ombro e o encaro, por um momento, aqueles olhos de lagoa esverdeada me fitam de volta de modo tão... tão...

− Tem certeza?

− Eu tenho. Vamos? Ou vamos nos atrasar. – Ainda um pouco contrariado, ele pegou as chaves onde sempre as deixa antes de fechar a porta do apartamento.

− Hum, o que o mais novo casal estava fazendo? – Não disse? Lá estão o pigarro indiscreto, os olhos verdes bem evidentes e as linhas nítidas na sua testa, me causando um ataque de risos interno. E eu nao fui a única já que Morgan fez uma careta engraçada. – Não, eu não quero saber. – Penélope realmente sabe como deixar alguém desconcertado. De fato.

− Garcia. – Adverti com um certo sorriso no rosto.

− Rebeca, você não vai se atualizar sobre o caso? – Em meio a risos, todos sobem para a mesa de reunião. Menos Rossi, que me encara por um momento.

− Não, eu, eu recebi uma mensagem da direção hoje. Eu tenho uma reunião com a diretoria

− E pela cara do Reid, ele não sabe. – Sugere.

−Não, não sabe. Eu não quis contar.

− Mas uma hora ou outra, ele terá que saber. – De fato.

− Me chamou?

− Sim, por favor. Entre. – Fecho a porta atrás de mim.

− Do que se trata?

− Bem, Srta. Eu serei direto. A direção não vê com bons olhos a confraternização de agente da mesma unidade. Deveria saber disso.

− Eu sei.

−Por tanto. A mando da direção, a Srta Rews está sendo

transferida para outro departamento imediatamente. Nem mesmo a percistencia do agente Hotchner impediu tal fato, e como o Dr. Reid está há mais tempo que você, você sairá da equipe. – Logo o documento está diante dos meus olhos, com uma linha pontilhada. – Por favor, assine isto.

− Eu não tenho escolha, não é? – Juro que uma caneta, só de tê-la em meu alcance, nunca pesou tanto.

− Não, não tem.

O fato de eu não ter direito a escolha, me deixa mais atordoada. Eu não quero ir, não quero mudar de unidade logo agora que minha vida está se ajeitando, parecendo entrar nos eixos. Logo agora que eu finalmente posso dizer que estou bem.

A cada traço azul sob o documento é como uma faca encravar no meu peito, eu preciso ir, não, eu sou obrigada a ir. E agora? Como vou dizer isso?

Das janelas, através das persianas, observo minha ex equipe apreensiva. Aguardando por novidades.

Minhas mãos firmam-se na madeira bruta da mesa para tentar me por de pé, mas meus pés pesam, quase que não me permitindo andar nesse momento. No corredor que fica acima das mesas, o mesmo leva para a sala de conferencia ou para a sala de Hotch, eu me firmo nos corrimões de metal admirando a vista. É impossível não pensar na primeira vez que entrei aqui. Para a equipe. Suspiro profundamente, com pesar.

− Estava te procurando, Hotch quer todos no avião em 20 minutos− Eu não consigo nem encara-lo direito, como vou dizer que não estou mais na equipe? −O que foi? Vai buscar suas coisas?

− Eu não vou poder ir. – Sussurro. Ainda sem coragem sem olha-lo diretamente.

− Por que não? – Meus ombros sobem e meus pulmões expandem quando aspiro o ar profundamente, a tristeza e tensão fazem minhas mãos soarem e meu coração arder. Olhar no rosto apreensivo de todos, exceto meu chefe, ou melhor; meu ex chefe que provavelmente já saiba. Não será nada fácil.

− Por que eu estou fora do caso e fora da equipe.

− Não. – É a primeira coisa que Penélope diz assim que desço as escadas. Pela primeira vez a vejo com o olhar mais triste embora tudo entorno dela fosse iluminado.

− Infelizmente sim. – Sinto o choro quase me sufocar.

− Espera, o Hotch não ia.... – As curvaturas em torno das sobrancelhas de Morgan deixam sua revolta mais evidente.

− Eu sinto muito, mas está bem acima dele. eu não quero causar mais problemas. Se é assim que tem que ser, será.

− O que eles pretendem? Nos sufocar? – Eu não sei o que dizer. – Esse trabalho já é tão difícil. – Quando cheguei aqui, pensava no que tornava a UAC tão especial. E hoje eu sei. E ao colocar as mãos dentro do casaco eu confirmo o que vi durante todos esses anos. Essa equipe só funciona, porque são uma família.

− Nossa perda é o ganho para outros, terão uma colega muito competente. – Será que eles não percebem que não somos apenas uma equipe? Mas que somos uma família? Que é assim que fazemos dar certo?

− Penélope, você sabe que tudo está a um clique de distancia e que com certeza você saberia me achar.

− Você sabe que sim. – Ela me adverte divertidamente.

− Não podem fazer isso, é por minha causa? – Um rostinho mais triste, do contrario do que eu havia visto hoje pela manhã. Toma corta meu coração.

− É por NOSSA causa. Lembre-se disso. – Em poucos passos, tento soar o menos dolorida possível. – Lembra de quando você disse que em um momento determinado, um de nós iria deixar a equipe? E que certamente esse alguém não seria você ? – Em um pequeno subir e descer de cabeça, minhas palavras parecem reviver na sua memória.

− Aquelas eram outras circunstancias, eu não quero que você vá.

Como se não quisessem que ouvíssemos, a equipe sai de fininho. Deixando apenas nós entre as mesas.

− Vai ficar tudo bem. – Eu sei que essas palavras podem ter deixado meus lábios, mas eu sei também que a incerteza de um futuro desconhecido faz as mesmas saírem mais para mim, do que para Spencer. Minha vontade é de abraça-lo e repetir essas mesmas palavras, mas reprimir as vontades para não deixar que sucumbam é primordial já que estamos no nosso local de trabalho. – Vai ficar tudo bem. – Um sutil e discreto aperto de mãos foi o máximo que conseguimos.

Um fechar de portas de elevador nunca doeu tanto.

− Oh, Rebeca, eu... eu sinto muito. – Sua mão macia toca meu ombro com pesar.

− Eu também Penélope, eu também.