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5 Pedido de ajuda
Acordei com vários papéis espalhados pela minha cama. Tinha passado a noite fazendo pesquisas.
Ver minha cama neste estado me assustou um pouco. Vai ver estou mesmo ficando maluco.
- Tom! — ouvi Bill gritar, enquanto batia na porta. — Já está pronto?
- Tô quase — menti. Tinha esquecido de pôr um despertador.
Arrumei-me um pouco mais para chamar mais a atenção da Loreley. Não que eu já não chamasse.
Assim que entrei no carro, Bill me perguntou: — Não vai mesmo me contar onde esteve ontem?
- Não — disse. Não gostava de mentir para o Bill, mas ele não acreditara em mim, então não vejo razão para contar.
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Foi um dia bom. Hoje eu e o Bill nadamos com golfinhos. Teria sido melhor se não tivéssemos que aturar o idiota do Ben. Ele tem uma risada ridiculamente babaca, está sempre sorrindo que nem bobo e ainda faz trocadilhos ridículos.
Já eram quatro da tarde, e nenhum sinal da Loreley, até que...
- Lore! — ouvi o Panaca do Ben gritar. Loreley veio até nós, que estávamos no píer. Ben, que tinha acabado de sair da água, foi até seu encontro.
- Oi Ben — ela disse sorrindo. Quando foi abraçá-lo, ela hesitou e recuou.
- Que foi Lore, eu não mordo. Só quero um abraço — o jeito babaca com que o Ben falava me irritava de um modo que não sei explicar. E não é só pelo fato de ele ter intimidade com a Loreley.
- Ah, é que você está todo molhado.
- São só uns pingos. Não entendo essa sua frescura em se molhar. Você trabalha em um parque marinho — Quando o Ben disse isso, me lembrei do que aquela senhora havia dito sobre as sereias não poderem encostar-se à água.
- Eh, pois é — ela pareceu um pareceu um pouco incomoda. Então ela se virou e foi em bora.
- O que é que deu nela hein? — perguntou Ben. — Mulheres — ele deu de ombros.
Depois de tomar banho, eu e o Bill fomos ao encontro de Marissa, que estava em seu laboratório. Junto a ela estava Loreley, com o cabelo preso em um rabo de cavalo e usando uma bata.
- Olá queridos, entrem e me falem como foi o dia — entramos e nos sentamos em uns banquinhos de madeira desconfortáveis. Logo Bill começou a fazer o melhor sabia, além de cantar, e começou a tagarelar sobre o que fizemos hoje. Eu nem prestei atenção, estava ocupado de mais olhando para Loreley, que mexia em umas paradas e fazia umas anotações. Ela parecia inteligente.
Uma vez ou outra ela percebia que eu a encarava descaradamente, então eu desviava o olhar. Mas era inevitável não olha-la. Sei lá, é como se tivesse algo dentro de mim que me obrigasse a ficar olhando para ela.
- Ótimo. — disse Marissa, me tirando do transe hipnótico que a Loreley me deixava. — Então depois de amanhã estejam aqui para gravar o comercial.
Nossa, eu não prestei atenção em nada mesmo. Depois eu pergunto ao Bill sobre esse comercial.
Quando estávamos de saída, Bill foi andando mais a frente, era o tempo que eu precisava para falar com a Loreley.
- Loreley – chamei-a, e ela olhou para mim. Seu olhar de certa forma me fazia hesitar quanto a minha decisão. E isso era bastante estranho. Nunca me senti assim antes.
- Sim.
- É, hm. Eu queria saber se você... Se você gostaria de, eh... – eu não parava de gaguejar, o que estava acontecendo comigo?
- Eu adoraria – ela disse. E aposto que ela se continha para não rir. Espera. Ela disse sim. Nunca fiquei tão feliz por poder sair com alguém.
- Tom! – só podia ser o Bill para atrapalhar.
- Eu já vou. A gente se fala.
- Claro.
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- Tom — aquela voz novamente. Mas dessa vez não me chamava de forma suave e sedutora, e sim de uma forma desesperada. — Socorro. Tom me ajuda.
A figura de Loreley sendo levada por um homem grande, cabelos loiros chegando aos ombros, com uma barba mal feita, tomou minha mente. Ele a puxava de forma brusca, em quanto ela se debatia e gritava por ajuda.
- Loreley! — gritei. E tudo em minha frente se desmanchou.
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