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3 Ela? Mas como?


Notas iniciais
desculpa a demora para postar, é que eu estava viajando, mas agora estou de volta com mais capítulos fresquinhos pra vcs.
Boa leitura, deixem reviews!

Após três dias do meu acidente no barco, finalmente vou poder tirar o curativo em minha cabeça. Retirei com cuidado e o joguei no lixo do banheiro, e dei uma boa olhada em mim no espelho. É Tom, mesmo depois de tudo isso você continua um gato.

Ouvi o telefone de casa tocar, então resolvi descer para atender. Mas quando cheguei lá, Bill já tinha atendido.

- Alô? Sim é ele... Claro... Sim, vamos adorar... Agora? Ok... Com certeza... Tá bom, tchau — Bill desligou o telefone e sorriu para mim.

- O que foi? – perguntei desconfiado de sua cara.

- É que fomos convidados por uma bióloga marinha para participarmos de um programa de salvamento das praias e animais marinhos — ele dizia empolgado.

- Quando?

- Hoje, então é melhor irmos nos arrumar – ele já foi correndo para as escadas, sabendo que eu iria reclamar.

- Foi muito em cima da hora. Mas eu vou.

- É claro que vai, se não eu o arrastaria — ele disse em tom autoritário.

- Ei, não se esquece de que eu sou mais velho e mais forte.

- Tá, tá. Agora vamos.

0o0o0o

Estacionei o carro, e fomos ao encontro da bióloga marinha em seu laboratório no parque aquático. Ela era loira, de estatura média e aparentava ter uns quarenta anos.

- Olá senhores Kaulitz. Desculpe pelo inconveniente de tê-los chamado tão em cima da hora.

- Sem problema — disse Bill.

A bióloga, cujo nome era Marissa, ficou falando sobre seu projeto principal, que era o salvamento de golfinhos, e que seria ótimo ter pessoas famosas como nós apoiando o projeto. O estranho é que ela disse que um artigo sobre nós foi parar “misteriosamente” em sua mesa, e foi assim que ela nos achou.

Ela nos mostrou o parque, e seu laboratório. Depois ficamos discutindo um pouco sobre o projeto, o que levou quase a tarde inteira.

De repente, a porta do laboratório se abriu, e então eu a vi. Era ela, mas como? Só posso estar ficando maluco. Ela estava lá, mas não daquele jeito que tinha visto antes. Ela estava normal, tipo, usando roupa e tinha pernas. Mas continuava com seu cabelo ruivo alaranjado, olhos cor de âmbar, pele branca e corpo incrivelmente sensual. Estava em completo estado de choque. Aquilo não podia ser real. Ela estava usando uma bata de laboratório e segurava uma prancheta.

- Oh, esta é minha assistente Loreley. Loreley, estes são Bill e Tom kaulitz, aqueles que vão ajudar a fazer a propaganda do projeto.

- A sim, é um prazer — ela disse sorrindo. Aquela voz. Eu a reconheceria em qualquer lugar. É uma voz única. É doce, suave e sedutora.

- Igualmente — disse Bill. Não consegui dizer nada, apenas encarar aquela pessoa em minha frente. E aquilo levantava uma pergunta, além de várias outras: Será que o que eu vi em meu acidente é real? Isso estava realmente me confundindo.

- Estaremos aqui amanhã — disse Bill se levantando. Sai do transe em que estava e me levantei junto a ele.

Bill falou mais umas coisas com Marissa, e depois de nos despedimos, fomos em bora.

- Por que está tão calado? — Bill me perguntou já dentro do carro.

- Por nada não.

- Não vem com essa, sei quando tem algo martelando em sua cabeça – e o pior é que ele sabe mesmo. — Eu sou seu irmão, pode me contar tudo.

- E de que adianta se você não vai acreditar — resmunguei.

- Você está me confundindo. É claro que eu vou acreditar.

- Sabe a Loreley?

- A assistente da Marissa?

- Sim.

- Ai não acredito! — Bill colocou as mãos na boca em sinal de espanto — Não me vai dizer que está apaixonado.

- Não é isso — bufei impaciente. — Lembra-se do que eu te falei quando acordei no hospital?

- Da tal criatura que você viu?

- Sim. É a Loreley – hesitei um pouco ao dizer seu nome.

- O que?

- Eu sei que é meio difícil de acreditar.

- Meio?

- Viu, eu falei que você não iria acreditar — resmunguei.

- Não é isso, é que sei lá.

- Tá Bill, não precisa falar nada.

O caminho até em casa foi silencioso. Acho que até o Bill não sabia o que dizer. Pensando bem, acho que eu também não saberia o que dizer diante desta situação.

Acho que só me resta uma coisa a fazer, que é pesquisar e ir atrás de respostas.

Notas finais
reviews?