Spin-off: A era sombria dos membros do clã SKZ

5 Cap. 05 — Yang Jeongin — Sua Felicidade Será Sua Ruína.


Yang Jeongin:

Foi transformado junto aos seus sete amigos aos seus 22 anos no ano de 1323, portanto atualmente ele possui 723 anos completados recentemente, ele é o mais novo do clã.

Sua era sombria veio sem avisos, não houve indícios de que ele se perderia, mas aconteceu e ele simplesmente se foi deixando seu clã completamente sem chão para trás.

O que mais o incomodava eram suas visões do futuro, por que ele nunca via a Valentinne chegar? Ou se via, por que não conseguia evitar o terrível fim de sua amada?

De que vale essa aura da felicidade que possui se não pode trazer de volta o que realmente o fará feliz?

E com esses pensamentos o atordoando a conclusão que ele tinha era que o mundo é um lugar muito frio, e o destino? Injusto...

...

Seus dons:

Pode ver o futuro. (Dom sem controle, as visões simplesmente vêm quando querem vir).

“Aura da Felicidade” – Pode transmitir qualquer nível de felicidade, seja através do toque ou não a qualquer tipo de ser.

Introdução

"... Felicidade em excesso pode tirar até o dom da autocrítica ou julgamento, tudo estará bem, então aquele que estiver sob meu controle se sentirá como: “eu posso ser qualquer coisa, posso fazer qualquer coisa e está tudo bem"...

... Ou até mesmo eu posso induzir alguém a fazer algo por mim algo que essa pessoa não quer, mas vou deixá-la tão feliz que ela fará sem questionar; ou então posso fazer com que a pessoa tenha um impulso de fazer algo incansavelmente até sua morte achando tudo maravilhoso, pois está extraordinariamente feliz."

Trecho retirado da obra original: Transformação — Mansão SKZ

Cap. 03 O mais novo do Clã

...

Quando podemos dizer que a felicidade de fato acontece?

Que somos ou estamos felizes, ou infelizes?

Se não houvesse os momentos de dor e tristeza saberíamos que a felicidade existe?

Eu posso ter visto algumas coisas do futuro que deixariam a mim e ao meu clã extremamente feliz, vislumbres de um futuro aparentemente muito distante, mas também vejo as dores se repetirem.

Vejo quem eu amo voltando e indo novamente e essa é a minha cruz, pois agora neste exato momento eu só quero me afundar na dor que sinto por ela não estar mais aqui e não me importa se ela voltará um dia...

Eu estou muito errado em sofrer assim?

Minha doce Alice, agora minha impetuosa Rebeca, e mais lá na frente? Qual será a sua versão que perderemos meu amor?

A Felicidade é uma balela, um sentimento falho e frágil que apenas mascara as dores que existem e eu estou cansado por me deixar levar a estas falsas ilusões.

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Jeongin’s POV:

Prevendo meu próprio futuro mesmo sem ter pretensão alguma disso, posso dizer que em alguns dias estarei bem longe daqui... Eu me vi, eu estava em algum lugar e havia um homem, eu ainda não o conheço, mas sei que ele irá me amar...

Eu não vou amá-lo, não há mais ninguém que eu vá amar como amo meu clã ou minha amada que não está mais conosco, e isso eu sei sem precisar enxergar lá na frente.

Mas estou curioso, o quão infeliz este homem deve ser para se contentar com a ilusão de uma felicidade? Por se contentar com um amor que não é e nunca será dele?

Seres humanos são patéticos, frágeis e superficiais demais, e pensando assim me sinto um pouco compadecido...

Eu já fui um deles, já estive crente que possuiria uma vida feliz ao lado de quem amo em um final acolhedor, mas agora vendo o que vejo, sendo quem sou e passando por tudo que passei posso dizer que darei muita sorte se no fim essa maldita felicidade possa mesmo sorrir mesmo que minimamente para mim; para todos nós.

...

Meses depois.

— Yang, amor, você deveria sorrir mais... — O homem que falava tais coisas para o vampiro sorria genuinamente feliz por estar ao seu lado — Vamos amor, sorria para mim, sim? Eu não mereço a luz do seu sorriso?

O vampiro revirou os olhos, assim como em sua visão aquele ali com ele o venerava, mas isso para ele não era bom, muito pelo contrário...

— Tae-moon, pare com isso. — O vampiro o encarava sem emoção alguma. — Você nem gosta de mim de fato, só está feliz demais para perceber.

— Não é verdade Jeongin, você me disse que seu dom em mim apenas aumentou minha compulsão por você, então não faça isso, não diminua meus sentimentos que sim, são todos para você.

O homem o abraçou e deixou um selar em seus lábios, mas o vampiro não mudou um milímetro sequer de sua postura firme que era sempre fria e distante para com ele.

— Eu ainda serei o seu fim Tae, como te disse anos atrás, essa sua felicidade ainda será a sua ruína, você só não quer enxergar...

...

Flash Back On.

Em uma noite quente o Tae-moon estava se direcionando a um teatro onde uma amiga se apresentaria com seu ballet, ela faria um solo e estava tão feliz que o Tae mal se aguentava por ela.

Ela estava em seu ensaio final e bem ali na coxia havia um rapaz que a observava com intensidade e por conta disso ela queria dar ainda mais o seu melhor, para impressioná-lo com sua dança.

...

Acontece que esse rapaz chamado Yang Jeongin estava há meses a observando, os dois não se falavam muito, era como um acordo implícito entre eles onde ela dançava para ele e ele sorria de volta para ela a deixando imensamente feliz, e no fim de todos os ensaios ela saía com ele para bares, a fim de cometer as loucuras que como a jovem moça costumava dizer, eram o que a deixavam cheia de adrenalina.

E quanto mais ela fazia tais loucuras mais ela gostava, e quanto mais ela gostava, mais feliz ela ficava.

A jovem em questão se chamava Nicoullie, e o Yang Jeongin era seu farol de alegria, ela o venerava e não se importava em fazer seja lá o que ele lhe pedisse, ela só queria a sensação de estar feliz novamente.

Porém, eram as vontades dela que eram completamente destrutivas, e antes sem toda essa felicidade a tomando tudo não passavam de pensamentos em sua mente doentia, ou seus desejos mais profundos dos quais ela jamais teria coragem para fazê-los, porém os níveis altos de serotonina em seu organismo davam a ela toda a coragem que antes lhe faltava e por vê-la completamente sem a sua linha moral o Yang a julgava um monstro fatal.

...

— Me deixe ainda mais feliz Yang, você é meu entorpecente e eu preciso alimentar esse meu vício de você.

A bailarina se atirava nos braços do vampiro e sua súplica, na verdade, o irritava.

— Você me pede coisas vãs Nicoullie, isso a deixa mesmo feliz?

— Sim, muito.

— Ótimo, então sua iludida criatura, vá e faça como bem entender, essa noite é sua, então aproveite.

O Yang deu a ela uma dose extra de seu dom através de um beijo quente o que a deixou muito feliz, e naquela noite ela pegou a arma de dentro do casaco de um homem que queria assediá-la e o matou a queima-roupa, depois ela levou de seus bolsos tudo o que ele tinha e se virando para as pessoas assustadas no bar ela saiu atirando em todos que podia até a arma ficar completamente descarregada e quando as balas acabaram ela usou uma faca para se livrar dos que restaram tudo o que fez naquele lugar trazia a ela ainda mais felicidade e o sorriso estampado em seu rosto deixava o vampiro atordoado, porém curioso e por isso ele seguia a observando.

Seu corpo estava com os respingos do sangue de suas vítimas e em seu rosto o sorriso mais largo e macabro que o vampiro já viu.

— UAU... Isso foi incrível Yang! Eu me sinto tão viva e feliz! — Ela envolveu o vampiro em seus braços, deixando o seu pescoço para ele — Beba de minha euforia e alegre-se comigo vampiro.

Sem nada dizer, ele atendeu seu pedido e enquanto o fazia, ele encarava as vítimas dela, jogadas pelo bar como se nada fossem e o sangue em sua boca estava de fato delicioso.

...

Voltando a noite da apresentação o vampiro estava ali a observando como sempre, ele sabia que ela seria um absoluto sucesso, pois a única coisa que a impediria disso era a sua insegurança, mas com a aura de felicidade sobre ela transmitida em um beijo de boa sorte que o vampiro lhe deu sem se opor as inseguranças se foram e ele a observava vendo o quão feliz ela estava e com isso seu pensamento era no quão tola a Nicoullie era.

...

A apresentação estava acontecendo e a bailarina flutuava, lindíssima, esplêndida, ela deslisava como se fosse uma leve pluma pelo palco.

O vampiro ainda a observava e de todos ali ele era o mais entediado, ele conhecia bem a bailarina, sabia de suas compulsões tortas e até gostava de vê-la na matança, mas e se ela morresse bem ali na frente de todos? Seria esse o ápice de sua apresentação?

Esses pensamentos do Yang o fizeram sorrir, ele sorriu tão grandemente e seu sorriso era de uma satisfação tão genuína que o amigo da Nicoullie que estava um pouco longe do vampiro parou de olhar para a dança de sua amiga, completamente encantado pelo sorriso do rapaz, ele o desejou ardentemente pelo simples fato de contemplar o sorriso dele.

A noite seguia seu curso, os espectadores todos estavam encantados e por alguma razão que desconheciam, felizes, muito felizes, a ponto de os mais cultos acharem que estavam em um estado de catarse.

Tão felizes que sentiam que o mundo inteiro era deles, de cada um ali e no ponto alto da canção a bailarina com todo seu esplendor começou o seu fouetté que estava voltado aos giros por segundo, era de fato uma lindíssima sequência de giros e depois de um tempo ali ela sentiu não poder parar, estava tão feliz com sua sequência limpa e bem executada de giros que simplesmente ela continuou, girava com perfeição e afinco, e seus braços a guiavam com leveza fazendo com quem quer que a olhasse acreditasse que ela poderia voar a qualquer instante.

A felicidade foi aumentando no recinto, o amigo da Nicoullie não conseguia prestar atenção na bailarina que agora mesmo sem expressar sentia que seu fim estava chegando, pois com alegria ela girava sem parar, e seus pés pareciam que iriam se descolar a qualquer momento, mas ele seguia prestando atenção no rapaz e em seu sorriso, havia muito mais do que satisfação naquele semblante do moço desconhecido, havia também um horror que o Tae-moon nunca havia presenciado, era algo que o deixava extremamente fascinado e ele queria mais daquilo, queria aquele homem para si.

Risadas altas começaram a tomar o lugar quando os pés da bailarina descolaram de seus tornozelos e mesmo assim ela sorria, gargalhava até e ainda se mantinha no giro.

O sangue derramado pelo palco juntamente ao ápice da canção não assustou os espectadores, que simplesmente começaram a cometer atos que em sã consciência jamais fariam em público.

De assassinatos a sexo selvagem tudo acontecia pela plateia e tudo isso ao som das risadas mais felizes que alguém poderia dar e neste momento o Yang se levantou, pois era chegada a hora de sair dali, mas antes de se virar ele encarou o corpo da Nicoullie todo ensanguentado, em algum momento que o vampiro não viu, ela também havia perdido seus braços.

E com um olhar distante, ele a viu sorrir uma última vez antes de cair no chão sem vida e foi então que o vampiro se retirou do local.

— Você foi perfeita hoje Nicoullie, e sua felicidade a destruiu, obrigado pelo espetáculo.

...

— Perdão, mas eu não pude deixar de o observar. — Já fora do local, o rapaz que o encarou por todo o tempo sem se dar conta das inúmeras atrocidades que ocorreram no teatro onde estava pegou o Yang pelo braço e o estava segurando com firmeza. — Por favor, me diga seu nome.

O Yang o reconheceu de suas visões, era o homem que seria completamente apaixonado por si e com esse pensamento ele simplesmente o ignorou, pois ele não queria aquele rapaz por perto, não queria dar a ele nenhum tipo de sentimento.

O vampiro se soltou sem nada dizer e seguiu seu caminho, mas aquele homem estava determinado e já perdidamente apaixonado, então continuou o seguindo, ele não desistiria fácil assim.

— Não me ignore, está bem? — Uma pausa e o vampiro o encarou — Posso não ser digno do seu amor, mas eu preciso amar você, então me deixe ao seu lado o tempo que puder, eu o imploro. — O vampiro segue o encarando e uma de suas sobrancelhas é erguida o que o homem ali notou e encarou como um ponto positivo, ele havia chamado a atenção do vampiro. — Sejamos amigos que seja, mas não me prive de poder velo sorrir daquela maneira novamente.

Foi aí que o vampiro decidiu se manifestar.

— Você sequer notou o motivo real daquele meu sorriso que você diz ter amado tanto?

— As mortes? O sangue? Os atos mais pecaminosos, todos reunidos em um só lugar? — Ele falava ofegante, como se daquilo dependesse sua existência — Claro que notei, mas não ligo, eu o amei assim que vi como seu sorriso levava coisas que ninguém mais entenderia, e é só o que eu quero meu rapaz, quero poder o ver sorrir assim mais vezes.

— Não importa a você que para ver meu sorriso eu mate muitas pessoas?

O vampiro observava, o rapaz ali com ele parecia ter sido afetado por sua aura, mas sua compulsão era o próprio Yang, por isso ele não havia caído na desgraça de agora a pouco no teatro.

— Eu não me importo, só quero ser feliz ao seu lado, então pelos deuses eu rogo a você, me diga o seu nome e me deixe ficar com você.

O vampiro apenas se virou e continuou andando, o que deixou o humano desapontado.

— Yang Jeongin, e se me seguir saiba que sua felicidade será sua ruína.

Naquela noite um número considerável de pessoas foram mortas, outras foram presas, mas todas elas tinham algo em comum, estavam felizes assim como aquele homem ficou ao ouvir as palavras do Yang, e com um enorme sorriso no rosto ele correu até o vampiro e caminhou ao seu lado sem se importar com mais nada.

...

Flash Back Off.

O Tae seguia tentando fazer seu amado sorrir, eles estavam juntos há alguns anos depois daquele ballet mórbido que assistiram, mas com o passar dos anos o sorriso daquele vampiro só aparecia quando coisas horrendas aconteciam.

O Yang adorava o fato de a felicidade poderia ser mais destrutiva do que a própria tristeza em si, pois quando tristes os reles mortais apenas aguentam suas dores na esperança de que algo bom ou algo feliz poderia vir lhes socorrer, mas se já estivessem repletos da felicidade mais genuína possível nada mais precisaria ser esperado, o momento se tornaria o exato para o que quer que seja e as mentes fracas dos seres humanos os faria se sentirem os dons de tudo, invencíveis, intocáveis.

Era patético, mas também interessante devido à fragilidade daquilo tudo.

...

— Não me importo de cair em ruína Yang, eu vivi feliz ao seu lado e viverei assim pela eternidade se me permitir.

Aquela fala do Tae fez o Yang se lembrar pela milionésima vez naquele dia de sua amada, ela não teria direito de ser feliz pela eternidade?

A essa altura o Yang já tinha visto mais uma das versões de sua amada voltar a vida, mas será que seria mais uma versão perdida depois de alguns anos juntos?

Seu bando aguentaria perder sua felicidade assim mais uma vez?

Aquilo tudo era agonizante demais para si, saber o que estar por vir não era um dom, era um fardo, principalmente se ele continuasse de mãos atadas perante o destino, ele sentia como se seu dou fosse uma praga lançada sobre si.

Encarando o homem que a tanto tempo ficou ao seu lado, ele resolveu o libertar de sua dependência.

— Sua eternidade chegou doce Tae-moon, me diga, o que você faria por mim?...

...

Depois daquela pergunta, o Tae fez algumas coisas para poder ver o vampiro sorrir, coisas que ele jamais faria sem o incentivo necessário.

...

Agora eles estavam pela noite, e essa será a última noite em que o Yang tomaria o Tae-moon para si, o homem perdidamente apaixonado havia dito querer morrer se fundindo a ele, e seria exatamente isso o que o Yang lhe daria, então eles foram ao teatro juntos, dessa vez era um casal que se apresentava, um ballet estilo romântico, estava lindo de se ver até que a felicidade tomou o lugar e cada pessoa ali cedeu as suas compulsões sem medos, culpas ou ressalvas, pois a alegria que havia dentro deles seria a justificativa para qualquer tipo de ato impuro que cometessem.

— Aí está o sorriso que tanto amo Yang Jeongin.

Eles estavam em uma parte reservada do teatro e enquanto o vampiro via todas as atrocidades que aconteciam lá em baixo, o Tae sentava nele com toda sua paixão e vontade.

— Você está mesmo feliz Tae? Tem certeza que é isso o que quer?

— Sim... — Sua fala saía ofegante — Sim, meu amor, o que quero é morrer de prazer enquanto vejo você sorrir.

— Se é isso, então adeus Tae, seja abraçado uma última vez pela sua felicidade tola e entregue-se a sua ruína.

O vampiro nada mais disse, apenas deu ao humano o que ele tanto lhe pediu, se fundindo a ele tão fortemente que poderia sentir se quebrando em suas mãos.

— Eu te amo Yang, sempre o amarei, obrigado por me fazer tão feliz.

E essas foram as últimas palavras daquele homem enquanto era completamente bebido pelo vampiro, e ao ter sua vida findada tudo que o Yang viu ao redor era o completo caos que a felicidade submeteu não só ao seu Tae, mas a cada pessoa presente ali.

...

Anos depois.

O Yang estava em uma praça, ele observava as pessoas passando, ele as podia ouvir então aquelas com os assuntos de teor mais duvidosos eram agraciados pela felicidade necessária para que suas compulsões fossem postas para fora e bem agora os guardas prendiam uma jovem moça que tentava roubar uma velinha.

...

— Se divertindo Innie? — O Bang Chan sentou ao seu lado no banco.

— Eu achei estranho, aquela moça não é rica? Ela queria roubar uma velhota? — O LeeKnow se sentou do outro lado do vampiro. — Isso nem faz sentido...

— Então vocês me encontraram... — O vampiro mais novo falou sem os encarar.

— Sim, Innie e precisamos que volte conosco.

— Precisam? — Ele disse desdenhoso.

— Você realmente duvida da falta que faz? — O Bang Chan devolveu a pergunta, pois sabia que ele já tinha visto todo o clã sofrendo por sua ausência.

Os três por um instante encaravam as pessoas passando e com isso ficaram pensando na vida.

— Ela vai voltar para nós... — A fala do vampiro mais novo deixa os dois em um grande mix de emoções. — Será que dessa vez vamos conseguir protegê-la? Será que se ela souber o que andei fazendo esses últimos anos, ela ainda vai me olhar com toda aquela ternura?

— Quando a viu voltando, ela te olhava diferente? — Quem perguntou foi o LeeKnow.

— Não... era aquele mesmo olhar de sempre Lino, mas isso é justo? Um amor tão inabalável assim, e simplesmente continuamos deixar ir?

— Conversaremos sobre isso, Innie, quando voltarmos eu prometo. — O líder do clã afagava a mão do mais novo que repousava sobre sua coxa. — Mas precisamos que volte pequeno, precisamos ter nossa felicidade de volta.

— A felicidade só voltará para nós quando tivermos nossa amada novamente em nossos braços e enfim impedirmos que a Valentinne a leve de nós novamente, fora isso Channie, eu duvido que consigamos ser mesmo felizes... — Ele respirou profundamente. — Eu sei que vocês sabem tudo que andei fazendo, aquilo era a felicidade frágil deles sendo posta à prova.

— Nós sabemos sim o que fez e acredite, nós não o culparemos, e se preciso for para que se sinta melhor, saiba que todos nós o perdoamos...

— O Channie tem razão, mas quero saber tudo sobre aquele seu namorado. — O I.N olhou incrédulo para o LeeKnow. — O quê? Vai dizer que estar surpreso? Eu o vi de longe com ele algumas vezes Innie.

— E por que não me impediu? Por que me deixou continuar com aquilo?

— Porque você precisava expurgar as trevas de dentro do seu coração bebê.

— Não me... — O I.N tentou falar, mas foi interrompido.

— Te chamar de bebê? Ah, eu vou sim, todos os dias pela eternidade, então nada de me repreender.

Os três sorriram juntos.

— Está bem, vamos voltar, não há mais nada aqui para mim.

— Ótimo... os outros ficarão felizes em vê-lo.

— Eu sei, o Felix está separando uma safra do seu doce hidromel para beber comigo.

— Nós te amamos raposinha.

— É verdade bebê, nós te amamos e sentimos muito sua falta.

— Eu também amo vocês, e senti falta a cada minuto do tempo que estive longe.

...

Depois que o mais novo do clã voltou e contou a todos tudo o que fez esse assunto foi deixado de lado, ninguém queria tocar nessas feridas do mais novo e o LeeKnow parou de o atormentar depois de ele lhe contar tudo sobre o Tae-moon.

O vampiro mais novo precisou de tempo para lidar com os flashes de tudo que fez vindo a ele como um tsunami, e o real significado de felicidade para ele tomou outro rumo, e ele pareceu entender como ninguém o equilíbrio que a vida se encarrega de dar sobre tal sentimento o tornando apenas momentos e não um estado constante, pois felicidade em demasia corrompe a linha tênue do que se é certo ou errado e o ser sem controle sobre isso faz da felicidade sua verdadeira ruína.

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Notas finais
Apenas para informação: CATARSE substantivo feminino 1. PSICOLOGIA liberação de emoções ou tensões reprimidas, comparável a uma ab-reação. 2. na religião, medicina e filosofia da Antiguidade grega, libertação, expulsão ou purgação do que é estranho à essência ou à natureza de um ser e que, por isso, o corrompe. Ter uma catarse significa ser purificado em diferentes contextos Catarse é um termo grego (kátharsis) que significa purificação do espírito humano, ou seja, é um livramento das imperfeições. Ela denota uma "expulsão" por colocar para fora aquilo que se considera anormal à natureza humana tornando puro os sentimentos do ser. ... Agora faltam apenas três deles para terminarmos esse projeto, e eu sigo na esperança de que quem leia esteja curtindo saber um pouco de como os vampiros da história da Naty passaram por sua era sombria. Informação aleatória: O tanto que eu ADORO a dualidade expressiva do Yang Jeongin, cara, ele é um neném, mas também tão intenso que olha... rs. okay parei. Acho que esse capítulo/conto foi o que saiu mais fácil, pois eu já tinha uma ideia de como seria desde que escrevi o capítulo "O mais novo do clã" na obra original, não sei se ficou legal, mas eu curti escrever. Bom é isso, a gente se vê pelas Fics da vida. Obrigada por estar por aqui também. Bebam muita água, e cuidem-se sempre com muito carinho. Beijokas da Adnoka!