Spin-off: A era sombria dos membros do clã SKZ
7 Cap. 07 — LeeKnow — Você não me vê, mas eu te farei me sentir.
Notas iniciais
LeeKnow:
Foi transformado junto aos seus sete amigos aos seus 25 anos no ano de 1323, portanto ele completará 726 anos.
Ele sempre foi um dos mais impulsivos do clã SKZ, porém tentou ficar de pé ao máximo pelo seu líder, como ele era o segundo mais velho do clã ele sabia e o Bang Chan precisava dele firme ao seu lado.
Mas perder o seu amor daquela forma...
O LeeKnow surtou, e quando ninguém esperava ele simplesmente se foi prometendo a si mesmo que teria sua vingança contra a vampira que fez tão mal aos seus amores.
[...]
Seus dons:
Toque indutivo – deixa alguns danos como: dores, enjoos e tonturas em suas vítimas.
Invisibilidade
Neutralização e amplificação dos sentidos básicos.
Excelente rastreador.
Introdução
“…— Sabe que tudo isso já foi usado para males inenarráveis né?
— Sua era sombria?
— Exato.
— Mas e agora? Você ainda usa seus dons para algum bem?
— Sim, não, depende, às vezes, na penúltima vez que usei um de meus dons em alguém eu acabei trazendo uma linda dama para esta mansão sem que ela sequer soubesse o que estava rolando e da última quase fiz a mesma dama ir à loucura.”
Trecho retirado da obra original: Transformação — Mansão SKZ
Cap. 18 O sempre nunca será o bastante parte I.
[...]
Que se dane tudo!
Eu vingarei a nossa Iris, nossa Rebeca, nossa Alice.
E eu colocarei o mundo a baixo se preciso for, queimarei a tudo e a todos sem dó alguma, não me importo de morrer no processo com tanto que eu faça aquela vadia arder em chamas.
Eu vou matá-la Valentinne, e matarei também a todos que a servem vocês não me verão, mas eu os farei queimar.
Você nunca será digna de um amor, você é o ser mais repulsivo que conheço e eu amaldiçoo a hora em que você pôs seus olhos em nós.
Não esperem que eu volte tão cedo clã e se cuidem por favor.
⊰✫⊱⊰✫⊱⊰✫⊱
Você não me vê, mas eu te farei me sentir.
LeeKnow’s POV:
Já tem um tempo que estou longe do meu clã e esse tempo todo eu matei a muitos, humanos comuns para me alimentar, ou simplesmente para descontar a minha dor neles, matei também outros seres, não só vampiros, mas lobisomens; os cachorrinhos dóceis que acham que são seres poderosos, eles acham, mas mostrei a eles que não passam de um monte de pelos fedidos e pulguentos, escória maldita eles estavam querendo se unir a vadia da Valentinne e eu os impedi.
Matei alguns bruxos também que trabalharam para aquela infeliz.
E ainda sinto o calor do sangue de todos os que matei escorrendo minhas mãos e presas.
Não consigo parar de pensar na minha vingança e nada mais me dá prazer, nada! A não ser matar a todos os envolvidos com aquela maldita.
Eu não parei em um canto fixo, não criei um cenário onde tive alguém que compartilhasse comigo a minha dor.
E nem quero isso, pois enquanto eu estiver só eu não terei ressalvas de agir como bem entender.
A solidão nesse caso é a minha maior aliada.
[...]
Ouvi rumores que um clã de vampiros vindos no Norte e um bando de lobisomens estavam indo ao encontro do clã da Valentinne.
Ela dará uma recepção aos líderes e seus segundos em comando para recepcioná-los e fechar com eles os acordos de união e eu estarei entre eles afinal, quem consegue me ver quando estou invisível?
E por mais que se perguntem, mas se ele consegue tal feito, por que não a matou bem antes?
A resposta para isso é bem simples, magia!
Ela sempre se protegeu com magia poderosa que acabava me detectando em algum ponto então eu precisaria entrar sem de fato estar tentando entrar e só assim eu conseguiria chegar mais perto.
Confuso, eu sei, mas esse é o plano.
E como eles vem de longe, eu me colocarei sorrateiramente por debaixo de alguma de suas carruagens e é assim que entrarei sem ser pego, e uma vez estando lá…
Antes do clã e o bando encontrarem a Valentinne eles se encontrarão secretamente em uma pousada e como sei disso?
Toquei em um mordomo e o fiz me contar com riqueza de detalhes tudo o que ele sabia.
Momento atual.
A noite estava congelante e tudo parecia seguir o seu fluxo de forma calma e tranquila e o LeeKnow conseguiu se esgueirar para dentro da pousada sem ser notado.
Ou foi o que ele pensou…
— Quem está aí?
Uma jovem muito bela perguntou, ela estava de pé em frente a uma porta nos corredores do andar de baixo e o LeeKnow estranhou o fato dela o ter notado, afinal ele estava completamente invisível e a sua curiosidade acabou o levando para perto da jovem.
— Como sabe que tem mais alguém aqui? — Ele a encarou tentando ver seu rosto, mas ela estava de costas e os seus cabelos a escondia muito bem.
— Oras, o Senhor está aqui não está? — ela disse em um tom assertivo e ele sorriu.
— Sim, mas garanto que não podes me ver.
— E como seria isso Senhor, afinal o senhor está até falando comigo, não entendo onde queres chegar.
O Vampiro não havia saído do seu modo invisível, e muito menos a jovem se virou para olhar quem quer que fosse então ele decidiu que a faria falar tocando em seu braço e usando seu dom nela o que nitidamente a assustou.
— Me fale apenas a verdade.
Os olhos da jovem moça se apertaram em uma dor leve que sentiu e ela se pôs a falar.
— Sou cega meu bom Senhor, mesmo que quisesse não o veria, mas eu o senti entrar.
— Esplendido.
O vampiro sentiu-se maravilhado, pois justo o fato de ela não poder ver a fez o enxergar.
— E então, o que queres aqui?
— Não é da sua conta jovem moça, apenas me deixe fazer o que vim para fazer e nada lhe acontecerá, eu prometo.
— O senhor veio para matar alguém?
O LeeKnow se sentiu estranho com a pergunta da jovem, e resolveu entender o porquê de ela fazer uma pergunta tão direta.
— Vim para me infiltrar, matarei apenas quando chegar ao meu destino que não é aqui, agora se me der licença.
A moça se agarrou no braço do vampiro e ele se sentiu irritado.
— Por acaso estás a desejar a morte querida? Pois se for isso posso dá-la a você tão facilmente como o ato de respirar.
Ela não o soltou, e nem abriu seus olhos que mantinha fechado o tempo todo.
— Por favor meu bom homem me deixe lhe suplicar por um favor.
— Eu não sou um bom homem, e você não iria querer nada vindo de mim.
Ele tentou se desvencilhar, mas em vão.
— Mas que diabos! Me solte criatura!
— Por favor, Senhor, suplico que mate o Sr. Tomy para mim…
Aquilo foi inusitado, mas também seria um contratempo caso ele aceitasse e isso o atrasaria, então ele enfim usou de sua força e enfim se soltou da moça.
— Sinto muito, preciso ir.
Ele se virou e já ia sumindo no corredor, mas a voz trêmula dela o fez parar no lugar.
— Ele me cegou quando eu era muito nova para que eu não visse todos os homens que tomariam meu corpo no decorrer de minha infeliz vida.
Por mais que o vampiro quisesse seguir seu caminho ele sentiu a dor daquela moça e imediatamente pensou em sua amada, nenhuma das versões que conheceu do amor de sua vida seriam capazes de deixar essa jovem sem ajuda, e esse pensamento o impediu de prosseguir.
— Que lugar é esse afinal? — O vampiro perguntou um tanto irritado.
— Aqui é a casa de acordos escusos do Sr. Tomy.
— Não o chame de senhor na minha frente ou eu não a ajudarei.
Ela sorriu e uma lágrima escapou de seus olhos sem vida.
— Então o senhor me ajudará?
— Sim, eu a ajudarei, apenas me diga quem é esse senhor e então eu o matarei, mas não sem antes fazer com que ele senta a mais profunda dor.
— Obrigada Senhor…
— Lee, me chame de senhor Lee.
— Obrigada senhor Lee.
Eles foram para dentro dos aposentos da moça e conversaram um pouco mais, o vampiro descobriu que o nome da jovem era Agatha e ela lhe contou com riqueza de detalhes toda sua história explicando a ele quem era o Sr. Tomy e tudo o que ele fez de mal para si e outras tantas moças e quando seu relato chegou ao fim o LeeKnow tinha convicção de que o mataria mil vezes se preciso fosse.
— Você tem para onde ir? Tem alguma família?
— Não tenho senhor Lee, ele matou meus pais que não quiseram me vender a ele.
O ódio do vampiro só aumentou com aquela declaração.
— Então se esconda, mandarei em breve um senhor que chamo apenas de Senhor mesmo aqui, ele a encontrará e cuidará de você, mas agora tenho mesmo que ir.
Ele se levantou, pois estava sentado na cama ao lado da moça e ela o segurou pela mão.
— Eu lhe devo minha vida Senhor Lee, posso lhe pagar com meu corpo se desejar.
Ele se soltou dela e a selou seus lábios em sua testa o mais carinhosamente que conseguiu.
— Você não pode se ver, mas acredite em mim, és de uma beleza sem igual, então por favor nunca mais ofereça seu corpo como pagamento a ninguém, não permita que nenhum outro a toque até que confie inteiramente em alguém para isso.
Ele se afastou e a deixou chorando pelas palavras que ouviu.
— Eu confio no senhor… obrigada Senhor Lee.
Sua voz fraca pôde ser ouvida pelo vampiro que sentiu um nó na garganta e uma raiva lhe tomando devido à fragilidade daquela belíssima jovem.
— Vou vingá-la, assim como vingarei minha amada e todas as versões dela que sofreram na mão de monstros como você.
[...]
Quando ele chegou na sala onde os grandes estavam com o Senhor Tomy o LeeKnow quis ir logo entrando e matando a todos, mas ele precisaria dos outros dois para chegar a Valentinne então ficou invisível e entrou junto a uma criada que foi lhes servir whisky e quando ela se retirou o vampiro estava os ouvindo.
— Vamos nos unir a Valentinne, pois sabemos que ela está em posse de algo que queremos.
— Ah, sim, e o que seria?
— Um grimório muito poderoso, repleto de magia antiga.
— Oh, sim, ouvir falar sobre tal livro, não me interesso por essas coisas, quero apenas o meu pagamento e deixarei os senhores seguirem com o vosso plano.
— Minhas jovens estão à sua disposição, as separei do clã e como o combinado assim que eu estiver com a Valentinne elas virão ao Sr.
Aquilo fez o estômago do LeeKnow revirar em nojo e repulsa.
Não eram apenas humanas comuns que iam parar nas mãos daquele calhorda.
— Minhas jovens também estarão prontas para cumprir o acordo.
O líder dos lobisomens parecia infeliz com sua fala, mas estava compactuando igualmente ao vampiro logo era tão repulsivo quanto os outros ali e merecia ser punido de igual maneira.
— E elas são perfeitas? Quero dizer, não há deformidades ou deficiências nelas, certo?
— Certo.
— Certo.
O tal do Sr. Tomy sorriu.
— E elas têm uma boa visão?
Entendendo exatamente as intenções do maldito o LeeKnow não conseguiu se segurar mais e em um rápido movimento privou os três ali da visão e da fala, assim eles não poderiam gritar pedindo socorro.
— Vocês não passam de lixos ambulantes. — Ele falou voltando a ficar visível mesmo sabendo que eles não o veriam. — Não estou dizendo que sou melhor que vocês, pois tenho minha parcela de atrocidades nas mãos, mas abusar de mulheres ou de quem quer que seja nunca foi algo com que compactuei e nunca será. — Ele foi até os dois seres sobrenaturais ali e os tocou — Não se movam até que eu mande.
Ele seguia olhando os três, com um semblante enojado então foi até o Sr. Tomy e lhe tocou no braço.
— Tire sua roupa.
O homem estava em completo pânico, mas ele não conseguiu não obedecer.
Depois de completamente desnudo o vampiro pegou a bengala do próprio Tomy e começou a penetrá-lo com ela da forma mais agressiva que conseguiu e aumentando o sentido do tato dele fez o homem sentir a dor mais absurda de toda sua vida…
— Isso é pela Agatha e por todas as outras jovens que você cegou, molestou, ou entregou na mão de velhos tão nojentos quanto o você.
O homem gritava em dor e pânico, mas ninguém o podia ouvir e como ele nada via seu desespero era triplicado.
O LeeKnow pegou uma brasa da lareira e voltou ao Tomy, devolvendo-lhe a visão.
— Pegue isso — Ele disse encostando no braço do homem então ele assim o fez por não ter escolha — Agora cegue a si mesmo.
O homem o olhou em completo desespero, já estava fraco e destruído sangrando e tremendo muito e sem opões ele levou a brasa aos seus olhos, um por vez o cegando de fato.
— E quanto a vocês dois. — Ele os tocou aumentando o sentido do tato de ambos, os fez voltar a enxergar e desferiu socos nas caras dos dois, pois ele queria que eles o sentissem antes do que estava prestes a fazer, então pegou uma lança de prata e arrancou as suas cabeças em um único golpe tamanha era sua ira e quando as viu rolar pelo chão as pegou e as jogou no fogo da lareira.
— Não vale a pena os manter vivos só para que eu tenha minha vingança prefiro mil vezes a minha solidão.
Ele bateu suas mãos uma na outra como quem limpasse a sujeira delas e saiu dali; o homem que ficou vivo em breve morreria de tanto perder sangue sem poder chamar por auxílio.
Depois que saiu do lugar ele procurou um mensageiro e mandou um recado ao Senhor para que ele buscasse a Agatha e assim que o fez sumiu na penumbra da noite.
Ele estava em um mix de frustração por ter perdido sua entrada para a mansão da Valentinne, mas também muito satisfeito por livrar aquela jovem de seus abusadores.
[...]
Ele sabia que aquilo era burrice, mas caminhou por um longo tempo sem pensar e quando se deu conta estava em frente a mansão da Valentinne e sem ponderar muito ele apenas adentrou o lugar.
Ele sabia que logo seria pego então foi o mais rápido que pode para o mais dentro da mansão que conseguiu, matando sem dó todos os capangas da vampira que cruzavam seu caminho arrancando suas cabeças e ateando fogo nelas, ele chegou a perder a conta de quantos matou aquela noite.
Eles não o viam chegar, mas o sentiam da forma mais brutal possível.
— Você demorou muito, Minho. — A Valentinne estava sentada em uma cadeira que lembrava um trono naquele enorme salão.
— E a propósito obrigada por se livrar do lixo do Tomy e seus comparsas, eu sei que não foi por mim, mas aqueles abutres tiveram o que mereciam.
O LeeKnow estava com tanto ódio tomando seu peito que só olhar para a cara sínica daquela vampira já o fazia querer explodir.
— Não me olhe assim Minho, tenho certeza que nós dois faríamos uma dupla e tanto matando esse monte de lixo que tem por aí, se não fosse a aguadinha da sua irritante amada que não o deixa me seguir como deveria.
— Não ouse falar mal dela Valentinne e não me chame de Minho sua vadia, você não tem intimidade alguma comigo e nunca terá.
As palavras do vampiro pareciam cortar muito mais que a pele da vampira do que a lâmina mais afiada do mundo e ela o olhou como se fosse o fuzilar.
— Você quer me matar, não é? Veio aqui para isso não foi? Então por que não tenta?
A àquela altura o LeeKnow já havia entendido que tudo aquilo foi um plano para o distrair e ele teria avançado na vampira se não estivesse petrificado por algo que ele jamais saberia o que era.
— Me mate de uma vez vampira imunda, você é patética me prendendo assim, nós dois sabemos bem que você jamais me enfrentaria cara a cara, pois sabe que eu a destroçaria sem pensar duas vezes.
— Sim Lee Minho, eu sei bem disso e é por isso que tomo tanto cuidado assim me protegendo de todas as formas que consigo, tanto você quanto qualquer um do clã SKZ me mataria sem pestanejar e ainda adoraria o fazer, mas eu ainda os farei me amar como mereço vai por mim, e por isso vou apenas guardar o meu Minho revoltadinho por hora.
Assim que ela falou aquelas palavras alguns vampiros apareceram e o levaram para a masmorra.
— Eu te odeio Valentinne, todos nós a odiamos e isso nunca mudará!
— Se é o que diz Minho, nós veremos então e só para saber você pagará por todos os meus vampiros que você matou essa noite.
[...]
— Você pode me torturar o quanto quiser Valentinne, se é esse o seu fetiche a mim não importa, mas saiba que você jamais terá o nosso amor, você jamais saberá o quão é bom ser amada de volta e tudo que eu puder fazer para acabar com a sua raça eu farei.
A vampira desferiu um tapa no rosto do LeeKnow e era exatamente o que ele queria.
Ele não precisava do toque para alterar os sentidos então ele aumentou o tato da vampira o máximo que pode e com a lança flamejante que ela o torturava a pouco ele a acertou no rosto a fazendo gritar enlouquecidamente pela dor que sentiu e o único arrependimento do vampiro era que por estar preso e magicamente bloqueado de sua força física ele não pôde a matar de uma vez.
— Minho você está testando a minha paciência, não abuse querido ou eu o matarei com minhas próprias mãos.
Ela arrancou a lança da mão dele e pôde o ver sorrir se divertindo com a dor que ele causou nela.
— Isso foi muito pouco para o que você merece sua vadia, eu queimarei essa mansão fétida e todos os seus soldadinhos de merda e quer saber do que mais? Estarei fazendo um favor a eles!
Ele falava em um tom baixo, o que fez a vampira sentir um frio subir por sua espinha e por hora ela decidiu deixá-lo.
— Logo eu voltarei e calarei essa sua boca insolente.
— Não precisa voltar, Valentinne, na verdade, quero que morra, você pode fazer esse favor para mim e morrer de uma vez?
[...]
Já havia uns seis meses que o LeeKnow estava preso na masmorra da Valentinne passando por todo o tipo de tortura que pode existir, ele não tinha como pedir ajuda e, na verdade, nem o faria se pudesse, ter qualquer um de seu amado clã ali seria de fato sua verdadeira tortura.
Mas na tarde daquele dia ele viu em sua frente uma figura que acalentou o seu coração e mesmo que fosse apenas um delírio ele estava feliz.
— Channie… o que você está fazendo aqui, meu bem?
— Vim tirá-lo daqui Lino, vou te levar de volta.
— O quê? Isso é real?
O outro vampiro acenou que sim com a cabeça, mas ele ainda não acreditava ser real.
— Você está lindo, meu querido.
O vampiro líder continuou o libertando e assim que o LeeKnow sentiu a força das mãos do seu líder sobre a pele de seus ombros o vampiro encarcerado entendeu que aquilo tudo era real e estava acontecendo de fato.
— Seu louco! O que você está fazendo aqui Channie seu tolo! Como pode ser tão idiota assim Bang Chan?
— Deixe para me xingar quando estivermos longe daqui okay? — Ele terminou de o soltar, havia estacas de ferro enfiadas em suas pernas e braços — Consegue se apoiar em mim LeeKnow?
— Não muito, estou todo ferrado.
— Eu ajudo vocês. — Um vampiro entrou na masmorra os assustando.
— Alexander? O que faz aqui?
— Sim Bang Chan, fui eu quem o avisou sobre o LeeKnow, e estou aqui para ajudá-los a fugir.
Nenhum dos dois vampiros em fuga disseram uma só palavra, apenas aceitaram a ajuda de bom grado.
E a fuga não foi nada fácil, pois tinham alguns vampiros em alerta que acabaram os pegando nos corredores.
— Vamos ter que matá-los senão eles vão me dedurar para a Valentinne e isso não pode acontecer.
O Alexander falou e os dois outros vampiros ali concordaram e então iniciaram a luta.
O LeeKnow mesmo todo machucado destroçou o corpo dos vampiros que os atacaram jogando os pedaços para todos os lados e os dois vampiros que o estavam resgatando iam queimando os corpos enquanto o observavam assustados, ele estava muito mais que apenas transtornado e ambos entenderam isso.
— A Valentinne ferrou muito com ele Bang Chan, você precisará cuidar dele muito bem.
— Vamos cuidar do nosso LeeKnow Alexander, eu já chamei o Senhor e ele irá nos ajudar com isso.
— Ótimo, agora vamos antes que a Tinne volte.
— Não a chame carinhosamente perto de nós A.J. — O vampiro líder do clã SKZ falou com um tom frio demais e o Alexander se sentiu encolher.
— Me desculpe.
Quando eles se deram conta, não havia mais nenhum vampiro que fazia a guarda daquele lugar ainda vivo, e o LeeKnow acabou ateando fogo no casarão da Valentinne.
— QUEIME SUA INFELIZ! VOCÊ QUEIMOU NOSSA IRIS, AGORA QUEIME COM OS SEUS NO SEU ESCONDERIJO DE MERDA.
O vampiro resgatado estava irracionalmente transtornado.
— Uma pena ela não estar aí dentro.
O Bang Chan falou em um longo suspiro indo pegar seu amado e o Alexander se entristeceu, mesmo gostando da vampira ele sabia que o mal que ela fez ao clã SKZ era imperdoável e que esse ódio todo que eles nutriam por ela não era nada além do justo.
Os vampiros se foram dali ajudando o LeeKnow como podiam até que finalmente estavam de volta a Mansão SKZ.
[...]
Todos estavam gratos ao seu líder por ter trazido o LeeKnow de volta, assim como gratos ao Alexander por tê-lo o ajudado.
Eles cuidaram do vampiro da melhor forma que puderam, e o Hyunjin foi minucioso eu o ajudar curando mais rapidamente suas feridas.
E todos eles deram todo amor possível ao vampiro que retornou depois de tanto tempo fora.
— Agora que cuidaram do LeeKnow e ele já aparenta estar um pouco melhor preciso entregar isso a vocês…
Ele entregou um grimório antigo e o LeeKnow que estava deitado em uma cama olhou aquele livro se lembrando na hora do que ouviu na pousada do Tomy.
— Você o conhece bem Bang Chan, eu o guardei há muito tempo para lhes entregar e acho que esse é o melhor momento para isso, guardem como se disso dependesse as suas existências e não permitam que ele volte a cair nas mãos da Valentinne, futuramente vocês precisarão dele, e ele os trará as respostas necessárias.
— Obrigado por me ajudar Alexander.
— Não me agradeça LeeKnow eu devo isso a vocês.
— Fique mais um pouco, você gosta de cantar? Celebraremos a volta do LeeKnow e você pode se juntar a nós.
— Claro Han, ficarei um pouco mais, obrigado por me convidar.
[…]
A celebração estava rolando e todos os membros do clã revezavam em ficar ao lado do LeeKnow que por dentro estava completamente quebrado, mas também feliz por estar de volta com os seus amores ali, dançando, cantando e sorrindo para si.
Era bom estar em casa.
O Senhor que celebrava junto a eles garantiu ao LeeKnow que a Agatha estava bem e em completa segurança e o vampiro avisou que assim que ele estivesse completamente melhor ele a visitaria.
[…]
Já em seu quarto ele se lembrava de sua Iris, sua Rebeca, sua Alice…
E a lembrança delas o fez chorar como a muito ele não fazia.
— Eu vou te encontrar de novo meu amor, não importa como for ou quanto tempo leve, eu a encontrarei e desde já lhe peço desculpas, pois sei que não resistirei, e quando eu a encontrar novamente, eu a trarei para a mansão, você ficará conosco e dessa vez iremos garantir que será para sempre.
⊰✫⊱⊰✫⊱⊰✫⊱
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