Sanji e Usopp olharam um outro. Cada um deles apontou um dedo para o outro.

“AHHH!” Gritaram em unissono.

“Nem pensem! Nem por cima do meu cadáver!”

“Nami! Deixa-me tentar novamente! Deixa-me tentar novamente!” ele choramingou.

“Não! Vocês são mesmo uns bebês! Até eu beijei... hic... a Robin!”

“Mas tu tiveste outra tentativa!”

“Já disse que não! Apenas façam!”

O cigarro caiu dos lábios que tremiam de Sanji. A sua face tinha um retrato de panico. “H-hai N-N-Naa” Não conseguiu completar sua fala. Eles inclinaram-se um pouco mais perto. Um pouco mais perto – e pararam, congelados. Nenhum dos dois conseguia se mexer.

“Eca” foi tudo o que Usopp conseguiu dizer, enquanto desviava a cara, com os olhos extremamente fechados.

“Oh por amor de deus!” Nami levantou-se instável, andando, aos zigue-zagues mas andando, até onde os dois estavam sentados. A última coisa que Sanji viu foi um par de lábios de peixe antes de Nami bater as cabeças deles os dois juntas, forçando-os a dar um horripilante beijo. Robin tentava controlar o riso com a mão. Os olhos de Sanji pareciam pires, de tão abertos que estavam. Afastou-se rapidamente com o que parecia ser vontade de vomitar. Usopp não se mexeu. Nami tocou-lhe com um dedo na testa e ele caiu para o lado, ainda na mesma posição, como uma estatua. Os seus olhos continuavam fechados e a cabeça estava virada.

“Ele desmaiou.” Nami suspirou, e tirou-o do seu caminho com o seu pé. Luffy e Robin estavam histéricos. Franky e Zoro ambos deram um murro na cabeça dele.

“Baka! Podiamos ter sido nós!” Zoro informou-o.

“E ainda podemos ser. Não estou a gostar do rumo que isto está a tomar.” Franky disse preocupado. Luffy apenas massageava a cabeça e amuava.

“Não é algo assim tão complicado de se fazer, Zoro. Eu não me importaria de te beijar.” Nami e Robin apenas observavam, enquanto Zoro corava e murmurava algo incompreensivel para a raça humana.

“Certo...Bom... Luffy, é a tua vez” E de todas as pessoas a quem poderia apontar, apontou para Zoro. Não houve hesitação nenhuma – na parte de Luffy. Zoro ainda tentou se recuar, mas não era rápido o suficiente e Luffy praticamente lhe saltou em cima, envolvendo os seus lábios nos dele no que parecia ser, para todos os presentes, um beijo apaixonado. O coração de Zoro estava acelarado – e depois, de todas as coisas estranhas que poderiam ocurrer, ele colocou os braços em volta do seu capitão enquanto respondia ao beijo. Os seus lábios separaram-se deixando todos os outros espantados – todos excepto Luffy.

“Vêem? Eu disse que não era tão complicado.” Luffy anunciou e sorriu.

“Tu... Conseguiste?” Nami perguntou. Robin Acenou.

“Sim.” Ela entregou a fotografia à navegadora.

“Ah! Lindo! Vou colocar isto no frigorifico.”

“Experimenta e morres!” Zoro rosnou. Franky foi o próximo, soluçando enquanto que a garrafa girava – mas para alivido dele apontou para Nami e ele parou de soluçar rapidamente. Nami empurrou-o para longe assim que os seus lábios se tocaram, afinal isso conta como um beijo. A seguir era suposto ser a vez de Zoro, mas ele ainda parecia não ter recuperado do choque – e podia provavelmente começar uma onda de assassinatos.

“Nabigeda-san,” Robin aconselhou-a novamente, “vamos passar a vez do Zoro.”

“Ah,” Nami acenou. “Zoro tu não preci-”

“Não! Eu quero!” Eles ficaram chocados assim que a mão dele tocou na garrafa e a girou. Apontou para a Robin. “Deixem-me tentar novamente!” As suas exigencias estavam para além da compreensão dos outros. Ele não devia querer que apontasse para uma das garotas?

“Eu...uhm...ok?”

“Mas que raio! Não é justo! Tu não me deixas-te tentar novamente!” Usopp choramingou, já recuperado. Foi interrompido pela garrafa que tinha finalmente parado – ou melhor, pelo que aconteceu a seguir. Tinha apontado para Luffy, e agora o espadachim tinha-o pressionado contra o chão do convés, cobrindo os lábios, cara, e pescoço dele numa serie de beijos trêmulos, acompanhados por os inumeros e sucessivos cliques de uma máquina fotografica.

“Hoy, hoy!” franky gritou – Eles tinham acabado de ir contra ele. “Arrangem um quarto!”

“Não deviamos pará-los?” Sanji perguntou, tentando não olhar para eles.

“De maneira nenhuma!” Nami insistiu. Robin estava a sofrer de uma repentina hemorragia nasal. Por fim os seus lábios separaram-se e Zoro largou o capitão e levantou-se. Estranhamente Luffy sorria – e corava também.

“Eu uh... desculpa, Luffy...Um...” Ele decidiu que aquilo já era o bastante, e parecia perdido, depois começou a andar para nenhum sitio em particular. Luffy ficou quieto por um breve momento antes de responder – e a resposta foi um riso de puro deleite.

“Estás a desculpar-te por que? Eu gostei!” Um braço de borracha agarrou a cintura dele, metade arrastando-o, metade trazendo-o de volta para o seu lugar. Apenas Sanji faltava agora. Ele realmente queria sair dali, sair correndo e gritar enquanto o fazia, desfazer as roupas que trazia no corpo antes de as queimar e depois finalmente saltar no oceano, esperando que de alguma forma o salvasse. Mas ele não podia fazer isso para a sua Nami-Swan. Isto era algo que ela queria, afinal era o aniversário dela – Mas não é como se ele não fizesse tudo o que ela quer nos outros trezentos e sessenta e quatro dias do ano.

Ele agarrou a garrafa com um mão trêmula, e girou-a. Girava e girava fazendo pequenos riscos na madeira, antes de parar. Ele tinha a cabeça baixa, olhos fechados, dedos cruzados e rezava para qualquer deus da sorte que exista que apontasse para a Nami-swan – a sua Nami-swan – ou pelo menos para a Robin-chwan. A ausensia de som fê-lo perceber que devia olhar para qual das duas adoráveis senhoras ela havia apontado. Ele abriu os olhos. E estava apontada para o Usopp.

“Oh, nem pensem!!!”

Notas finais
Owari~

Mereço algo?

Please?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!