Spidey's happy ending

1 Capítulo 1 - A aranha surge


Desde jovem, o maior desejo de Peter Parker era entender o motivo de ter crescido sem seus pais. Foi criado por seus tios, o que sempre lhe foi suficiente, pois ambos sempre lhe deram muito carinho. Peter era jovem, valorizava sua família, mas o seu coração pedia por explicações que até agora ninguém pôde lhe dar.

Alto, um tanto magro e com cabelos e olhos negros, Peter Benjamin Parker, era um "nerd" tímido e carismático em que poucos notavam a existência. Em uma de suas excursões com a escola para a Oscorp, Peter foi picado por uma aranha radiotiva.

No dia seguinte do evento, Parker sentiu as mudanças no próprio corpo, tanto como sua visão de repente perfeita como sua força sobre-humana. Sentindo-se confuso e curioso sobre sua nova realidade, resolveu testar os limites de seus novos poderes. Buscou um lugar aparentemente abandonado e deu tudo de si, descobrindo que além da super força, também possuía o dom de andar pelas paredes e um sentido que o avisava do perigo, basicamente poderes de uma aranha. Assim como possuía mais resistência do que um humano qualquer.

Após um dia de descobertas, Peter retornou à sua casa decidido a fazer algum uso dos tais poderes. Com a intenção de ganho pessoal, se inscreveu em um torneio de luta. Pegando papel e caneta, personalizou o modelo de um uniforme que poderia servir de identidade secreta ao menos para a luta. Satisfeito consigo mesmo, se dirigiu ao tal lugar.

Ao chegar lá, não quiseram admiti-lo na tal luta a não ser que lutasse contra o maior dos lutadores, o campeão. Aceitou sem ao menos hesitar. Ao pisar na arena, um calafrio perpassou seu corpo todo, apesar de sentir-se bem confiante. Encarou seu adversário com desdém e esperou que o mesmo viesse em sua direção.

Ao atacá-lo, o campeão ficou confuso, não sabendo aonde estava o magrelo com o qual competia. Peter com seu sentido aranha previu o perigo e deu um salto se esquivando do adversário, segurando-se firmemente nas paredes da jaula. O encarou com um sorriso nos lábios e soltou um comentário sarcástico: — Isso é o melhor que pode fazer? Não sei porque você é o campeão.

Ao fazê-lo, seu oponente mostrou-se levemente irritado com o comentário. Colocou-se em posição de ataque e retrucou: — Se escondendo dessa forma covarde é fácil mesmo, Aranha. Venha cá e lute como um homem.

E assim o fez, Peter pulou e aterrissou em frente ao tal Campeão. O observou aguardando o movimento de seu ofensor. Assim que o homem se moveu em sua direção, Peter esquivou-se diversas vezes, até com um rápido movimento jogá-lo no chão, o nocauteando.

O juiz contou até dez e declarou o homem nocauteado. Se aproximou de Peter e levantou seu braço em demonstração de vitória.

– E o vencedor é o Homem Aranha! Aqui está seu prêmio, garoto.

Pegou o dinheiro e saiu prédio afora. Ainda com a fantasia de Aranha, Peter escalou o prédio mais próximo, checou se não havia ninguém por perto e assim retirou e guardou a fantasia em sua mochila, voltando a ser o Peter Parker de sempre.

Eufórico por ter ganho e com o desejo de se provar mais, encontrou seu tio Ben assim que chegou em casa. O mesmo o olhou decepcionado, Peter sentiu-se irritado. "Quem aquele velho pensava que era? Por que ele lhe encarava daquela forma?" Pensou Parker em seu acesso de raiva.

– E aí garoto, o que estava fazendo que voltou pra casa a essa hora? Não teve o mínimo de consideração ao menos para nos avisar. Esperava mais de você, Pete. — Ben Parker falou em um tom de voz um pouco mais alto do que o normal.

– Eu não lhe devo nada, você não é o meu pai, não tenho porque lhe dar alguma satisfação. Não precisa me tratar dessa forma, você não tem esse direito. — Peter soltou sem pensar, com ódio e raiva em cada palavra.

Tio Ben o observou e levantou da cadeira em que repousava. Se aproximou de Peter e falou:

– Eu não estou tentando ser seu pai, Pete. Eu e sua tia nos preocupamos com você. — Dizendo isso, saiu do recinto, deixando um Peter arrependido pra trás.

Sentou-se na cadeira antes ocupada por seu tio e encarou a parede recém pintada a sua frente. Seu tio o acolheu e o criou da melhor forma que pôde. Ele não era o seu pai biológico, mas sempre o tratou como um filho. Sentia-se mal, confuso e com raiva. Foi até seu quarto e desmaiou na cama.

No dia seguinte, seus tios mais quietos do que normalmente lhe serviram o café da manhã. Enquanto mastigava suas panquecas, Peter olhou na direção de Ben Parker esperando contato visual. O tio estava quieto com um olhar distraído.

– Tio Ben, me desculpe por ontem. Sei que eu não tinha o direito de lhe falar aquelas coisas. Você é um ótimo pai. — Declarou Peter com um peso enorme em sua consciência.

– Está tudo bem, Pete. Nós te amamos e só queremos o seu bem. Eu nunca vou substituir o seu pai, mas sempre vou estar do seu lado. Agora levante-se, lhe dou uma carona até a biblioteca. — Ben disse com um sorriso gentil no rosto.

– Não precisa, tio Ben. Eu vou sozinho. — Falou Peter em um tom preocupado, hoje iria a outro torneio de luta. Quase tinha conseguido o suficiente pra um carro, não podia deixar o tio Ben saber de seus planos.

– Eu vou levá-lo. — Falou tio Ben colocando um ponto final na discussão. Peter pensou em discutir, mas assentiu. A biblioteca era perto do lugar do torneio, não lhe daria muito trabalho. E em um sábado, ela estaria vazia, quanto menos testemunhas melhor.

No caminho para a biblioteca, Peter resolveu perguntar ao tio pela milésima vez se ele saberia dizer o porque dos pais de Peter terem o abandonado.

– Eles não lhe abandonaram, Pete.

– Você sabe o que aconteceu e não me conta. Você não é o meu pai, tio Ben. E meu pai de verdade não quis ocupar esse cargo.

– Não fale assim....

– É verdade.

– Não, não é.

– Você sabe da verdade e esconde de mim, eu te odeio! — Berrou Peter e saiu do carro, batendo a porta atrás de si.

Furioso, vestiu o uniforme de aranha e correu para a competição. Assim que entrou, Parker descontou toda sua raiva, frustração e ódio no oponente, nocauteando-o após 5 minutos de luta. Pegou seu dinheiro e se dirigiu a uma loja. Assim que chegou ao caixa, o homem o encarou com uma expressão divertida. — São $2, 25 cents.

– Eu só tenho dois dólares, posso lhe pagar depois os 25 cents?

– Não. Não tem dinheiro, vá embora.

Peter pensou em argumentar, mas calou-se e deixou o homem atrás de si passar. O loiro forte, apontou uma arma para o caixa e gritou — Me passe todo o dinheiro agora.

Assim o fez, quando o caixa se virou, o loiro jogou a lata de refrigerante que ele tinha tentado comprar. E saiu porta afora, passou ao lado de Peter, ele poderia ter impedido, mas deixou o homem passar por raiva do vendedor que o olhou com raiva.

Logo mais ouviu um tiro do lado de fora, saiu para ver o que havia acontecido, um multidão cercava algo que Peter não conseguia ver. Sentiu medo pela primeira vez em dias e tentou passar pelas pessoas para ver o que realmente havia acontecido, ao vislumbrar seu tio deitado em cima de uma poça de sangue, Peter sentiu-se morrer um pouco. Sentiu pesar por ter deixado o homem passar e causar isso. Foi ao socorro de tio Ben que ainda estava consciente.

Colocou uma mão embaixo da cabeça de seu tio, o acomodando e com a outra buscava o local atingido tentando estancar o ferimento e ajudar tio Ben de alguma forma. Com a pouca força que lhe restava, Ben olhou para Peter e disse:

– Pete....

– Tio Ben, poupe suas forças. ALGUÉM, SOCORRO. AJUDEM.

– Peter...você tem que ouvir isso...com grandes poderes...vem grandes....responsabilidades. Eu...sei...que você é um bom garoto. — Tio Ben não aguentou tamanho esforço e suas forças cessaram, parou de se mover e relaxou o corpo.

Sentindo o peso da morte de seu tio em seus ombros, Peter o abraçou desesperadamente, chorando e berrando pela morte de seu pai.