Spicy Girl
13 Capítulo 13 - Problems Solved
Notas iniciais
Eu corri até ela.
-Mãe o que houve ?
-Querem me matar ! Querem me matar, Lily ! — Disse minha mãe com dificuldades.
-Quem te fez isso ?
-Quem ?
-Quem te machucou ?
-Foi .. Não sei.
-Fala porra !
-Não posso. Ali .. Ali .. — Ela apontava para um papel jogado na escada. Eu corri pra pegar.
"Imagino que você deve saber o que eu costumo fazer com quem entra no meu caminho, corajosa você, parabéns"
-Quem deixou esse bilhete ?
-Ele.
-Ele quem porra ?
-Ele .. Você sabe.
-Eu vou te levar para um hospital.
-Não, eu estou bem.
-Você não consegue nem falar direito e diz que está bem, fica ai, vou chamar um médico. Onde que está o telefone do doutor Stucheen ?
-Não sei.
-Droga ! — Protestei, e depois corri para uma prateleira onde estava o telefone, fui procurar o telefone do médico que devia estar no meio daqueles papeis cheios de telefones. — Cadê a imprestável da Mandy ?
-Saiu, com o namoradinho dela.
-Quando ela poderia vir a servir pra algo ela some. — Dizia enquanto procurava o telefone do Dr. Stucheen. — Achei.
-Alô ?
-Alô, quem fala ?
-Aqui é Lily Clinpson, é uma emergência, minha mãe esta machucada.
-Filha de Paul Clinpson ?
-Pois é, não tive escolha.
-O que ?
-O senhor vai vir o não ?
-Estou a caminho.
-Ok.
-O doutor está vindo. Consegue andar ? Vamos até o sofá. — Eu disse tentando pegá-la pelo braço.
-Ai está doendo tudo.
-Calma — Disse, conseguindo por fim colocá — lá sentada no sofá. — Quer água ?
-Cerveja é melhor.
-Cerveja o teu cú, aqui está sua ÁGUA ! — Em seguida lhe entreguei um copo de água.
Eu tenho certeza que foi o meu pai, meu Deus, eu tinha esquecido aquela história de anos atraz e ele me fez relembrar, eu amo ele, eu não sei o que pode ser da minha vida sem ele, mas eu tenho que manter minha postura, se ele tiver de enfrentar alguém tem de ser eu, não foi eu que estraguei tudo ? E ele não podia ter feito isso com a minha mãe, minha mãe é pessoa mais ridícula que eu conheço, ela acaba com a vida dela e consequentemente acaba com a minha também, mas ela é minha mãe e eu amo essa peste, eu estou cansada já das besteiras dela, mas fazer o que ? Mas o meu pai me paga, Ah, ele vai me pagar, centavo por centavo.
Meu celular tocava, abri minha mochila, rapidamente era o Joe.
-Amor, tudo Ok ? — Dizia ele.
-Não, eu cheguei em casa e minha mãe estava toda machucada, meu pai quer acabar com a minha vida Joe ..
-Ela está bem ? Onde ela está agora ?
-Ela está até que bem, eu liguei para o médico da familia e ele disse que estava a caminho, mas está demorando demais ..
-Eu estou indo ai ... beijos.
-Tá.
Desliguei o celular e fui até a sala, sentei me na poltrona próxima ao sofá, onde minha mãe estava sentada.
-Onde você estava ? -Ele me perguntou.
-Por ai ..
-Você não devia ter fugido garota, seria tão mais fácil ir para Londres, estudar lá até que tudo se ajeitasse, mas você sempre quer acabar com tudo.
-Quem é você pra dizer que eu acabei com tudo, a anos eu venho tentando reconstruir o que você sempre destruiu, você acha que é fácil conviver com uma mãe drogada, um pai que só liga pra dinheiro, e uma familia completamente ausente, você acha que é fácil, palmas pra você ...
Até que fui interrompida pela campainha.
-Dr. Stucheen ?
-Exatamente.
-Minha mãe está machucada .. Eu não sei exatamente o que hove ..
-Onde ela está ?
-Ali, esta sentada no sofá, fique a vontade.
-Com licença.
-Toda.
Fui fechar a porta mas uma força vindo do lado de fora me impediu.
-Ah .. Joe.
-O que houve ?
-Eu não sei, mas tenho certeza que foi meu pai.
-Seu pai tentaria algo com sua mãe ?
-Não tenho duvidas, deixaram uma carta.
-Cadê ?
-Vem aqui. — Disse caminhando até a escada e sentamos nos primeiros degraus — Esta.
-Lily, está pessoa não vai parar.
-Eu sei, eu tenho que parar ela antes.
-Nós.
-Eu, Joe, você não vai se meter nessa história.
-Mas ..
-Mas nada, não quero você em confusão. Eu vou dar um jeito nisso, eu preciso saber primeiro com quem exatamente estou mexendo.
-Pode tanto ser seu pai, quanto essas pessoas com quem ele arrumou confusão.
-Tenho certeza que é meu pai.
-Não tenha tanta certeza Lily, você pode se arrepender depois ..
-O idiota pensa que eu não reparava na letra quando ele mandava uns cheques pra mim ..
-Será ?
-É. — Disse, sendo mais uma vez interrompida, mas dessa vez pelo Dr. Stucheen.
-Senhorita .. é posso falar com você ?
-Sim, sim .. — Disse me levantando da escada.
-Sua mãe sofreu uma lesão um tanto grave no estomâgo..
-Meu Deus.
-Não se preocupe, vou chamar uma ambulância e levá-la para minha clinica, ela precisa de cuidados médicos urgentemente.
-O senhor tem alguma idéia do que pode ter provocado isso ? — Perguntei frustada.
-Chutes. Quem fez isso deve ser um ótimo artilheiro. — Em seguida o doutor, saiu e disse algo para minha mãe, que eu não entendi.
-Ouviu o que ele disse ? — Perguntei a Joe, descendo os degraus.
-Ouvi.
-Eu vou ligar para o meu pai, dá uma olhada na minha mãe, por favor.
-Claro. — Joe disse, seguindo até a sala e se sentou na poltrona.
Celular na Mão > Discagem Rápida > Papai Chamando ..
-Alô, por favor o Paul.
-Quem gostaria ?
-Lily Clinpson, filha dele.
-Você como filha não sabe do ocorrido ?
-Que ocorrido ?
-Seu pai está preso.
-Sério ?
-Sim, nossos advogados estão entrando com pedido de soltura, mas as provas que o acusador apresentou foram bastante convincentes.
-Pode me responde uma coisa ?
-Sim.
-Que horas ele foi preso ?
-Não muito tempo. Se tivesse ligado 10 minutos antes conseguiria falar com seu pai ..
-Sim, e ele ficou no escritório o dia inteiro ?
-Não, ele saiu para almoçar.
-E ligaram para ele da delegacia algum tempo antes ?
-Sim, de manhã, para prestar esclarecimentos, e agora vieram prende-lo.
-Entendi, obrigado.
-Se precisar, estarei ao seu dispor e de sua mãe, senhorita Clinpson.
-Obrigado.
Desliguei o telefone. C-H-O-C-A-D-A. Tudo batia com o que eu imaginava, ele deixou todas as pistas.
-Joe, vem aqui, por favor. — Chamei Joe, para o Hall onde eu estava.
-Falou com seu pai ?
-Não ele está preso.
-Então não foi ele que fez isso com a sua mãe.
-Foi sim, de manhã foi até a delegacia prestar esclarecimentos, depois disse que iria "almoçar" o tempo que veio para cá, depois voltou parao escritório e foi preso.
-Nossa. O que você vai fazer agora ?
-Acho que não tenho muito a fazer ..
-Acho que a ambulância chegou.
-É, chegou.
-Eu vou atende-los.
-Ok. — E fui até Bery. — A ambulância chegou.
-Toma cuidado.
-Eu vou tomar, não se preocupe.
Em seguida os enfermeiros levaram minha mãe até a ambulância com uma maca a colocaram dentro da ambulância e depois uma enfermeito veio até mim.
-Você deve ser, Lily Clinpson, filha dela, não é ?
-Exatamente.
-Bom, o Dr. Stucheen já deve ter lhe falado a respeito do estado de saúde de sua mãe, ela fica internada, sem tempo determinado, você deverá levar até a clinica alguns pertences dela.
-Ok.
E a ambulância saiu em disparada, voou, melhor dizendo.
Entrei no quarto da minha mãe, peguei algumas roupas e alguns materiais para higiene pessoal, coloquei tudo dentro de uma mala pequena e fui para o hall, onde o Joe estava.
-Você vem comigo ? — Eu perguntei a ele.
-É que eu tenho uma entrevista daqui 5 minutos ...
-Vai logo então, antes que atrase.
-Eu te levo no hospital.
-Não Joe é super contra mão e você vai se atrasar, corre. Eu vou de taxi.
-Não ..
-Tchau Joseph, beijinhos. — Disse empurrando ele pra fora e fechando a porta em seguida. Vi que ele ia até seu carro, mas depois ficou olhando para a janela onde eu estava, e eu fiz um sinal, avisando para ele ir embora. Voltei ao meu quarto, despejei tudo que estava dentro da minha mochila no minha cama, peguei meu celular, Ipod e carteira e coloquei tudo dentro de uma outra bolsa pequena. Chamei um taxi, fechei a casa e esperei na entrada da minha casa, sentado em um banco.
"Sometimes
I wish I could save you .. "
Estava ouvindo Simple Plan, as musicas deles mexem muito comigo, cada uma em um momento, incrível.
Logo o taxi chegou, então peguei minha bolsa e minha mala e entrei no carro.
-Birton Avenue, por favor.
" If I only
I could find the answer
To help me understand .. "
Musicas Tocantes. Sentimentos Tocantes. Não dão muito certo, juntos.
-Senhorita chegamos, onde exatamente gostaria de ir ?
-Clinica Stucheen.
-Sim — Ele disse e logo me deixou em frente.
-Quanto custa ?
-15 dólares.
-Aqui esta, obrigado. — Disse saindo do carro, com minhas coisas.
Entrei na clínica e fui direto a recepção.
-O que deseja ? — Ela me perguntou. Senti um Dejávu, me lembrei da recepcionista da delegacia de Phoenix na hora. Estranho, nunca tinha sentido esse troço. — Mocinha .. o que deseja ?
-Ô desculpe, minha mãe está internada aqui, trouxe seus pertences.
-Qual o nome da paciente ?
-Berthlyn Clinpson — Estanho dizer o nome da minha mãe inteiro, e ainda mais com o sobrenome do meu pai.
-Sim .... ... qual é seu nome ?
-Lily Clinpson.
-Aqui está seu cartão de visitante, quinto andar, quarto 123. Ao sai devolva o cartão.
-Ok, obrigado.
Entrei no elevador, apertei o botão do andar e rapidamente estava no 5º andar, o quarto da minha mãe era o terceiro. Abri a porta e lá estava ela.
-Oi — Disse entrando e logo depois fechando a porta.
-Oi Lily.
-Tudo bem ?
-Está tudo bem, fora o buraco que está no meu estômago, satisfeita ?
-Não começa. — Eu disse — Trouxe suas coisas.
-Trouxe meu cigarro, minha cerveja ?
-Você não tem jeito mesmo ... Nem doente sossega.
-Vicio deve ser alimentado.
-Vicio deve ser destruído.
-Louca.
-Ridícula. — Em seguida sentei-me na poltrona. — Quer que eu fique aqui, esta noite ?
-Você quer ficar aqui ?
-Tanto faz.
Em seguida a enfermeira entrou no quarto.
-Senhorita, lamento mas a visita acabou.
-Nossa. Ok — Me levantei da poltrona. E fui até Bery. — Tchau, até amanhã .. eu .. eu te .. ér tchau — Dei um beijo no seu rosto, peguei minha bolsa e sai.
Entrei no elevador sem olhar para o meu redor, fui apertar o botão do andar que iria esbarrei em ... Não acredito ! Demi Lovato. Finalmente apertei o botão e fui para o outro canto do elevador, olhando para o teto.
-O que faz aqui Lily ? — Disse ela com voz e cara de deboche.
-Não te interessa.
-O amantezinho esta doente ?
-Vai se fuder.
-Vai você, está mais acostumada do que eu .. não é mesmo.
-Quer saber, sua opinião sobre mim não me interessa, não importa, seu nível é tão baixo que não consigo nem ficar no mesmo espaço que você.
Apertei o botão do andar mais umas 10 vezes.
-Calma querida, o Joe não vai se chatear se você demorar, ele te conhece, você é assim mesmo .. Uma ..
-Uma o que ? Fala ..
-Uma puta.
Peguei ela pelo pescoço, quase a tirando do chão — Não queira repetir isso, você é um lixo, toma cuidado, talvez a puta da história não seja eu;
Estava no meu andar e sai do elevador. Ela também, e armou o maior barraco.
-SEGURANÇAS, ESSA LOUCA TENTOU ME MATAR ! PEGUEM ELA ! PEGUEM !
O segurança se aproximou de mim, puxando meu braço.
-Me solta e aproveita e leva essa garota pro hospício. — Eu sai e ela ficou com cara de tacho.
Fui até o ponto de ônibus, tinha um ônibus que daria direto pra minha casa dali.
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