1987

Oliver estava dormindo no ônibus, com sua cabeça encostada na janela do mesmo. Ele estava vestindo uma jeans surrada, uma camiseta velha e estava com o colar que havia ganhado da mãe quando criança. Só havia ele e o motorista no ônibus, afinal, já eram quase meia noite. O motorista, já cansado pelo seu longo dia de trabalho e por não ter dormido havia alguns dias, acaba adormecendo no volante e acelerando o veículo, eles iam em direção à um laboratório famoso da cidade por suas experiência com radioatividade, o ônibus passa por um buraco e Oliver acorda assustado, porém, já era tarde demais pra tentar consertar o que estava acontecendo, ele estava a alguns metros de bater, então ele se prepara pro impacto e com um estrondo o ônibus bate no laboratório, entrando com tudo em galões radioativos e fazer os mesmos soltarem gases. Oliver estava caído no chão, com estilhaços de vidros em cima de sí, sua camiseta havia rasgado e seu nariz estava sangrando. Ele levanta, cambaleando e anda em direção à saída do ônibus. Sua visão estava turva, o que o faz tropeçar algumas vezes, sua audição, não muito melhor, mas ele conseguia ouvir um alarme, o alarme do laboratório. Ele anda mais alguns passos e cai novamente no chão, começa a tontear mais e mais, olha para o motorista, que estava desmaiado também e acaba desmaiando, com um baque, sua cabeça bate no chão.

Cientistas vem correndo pela sala, vestidos com a roupa de segurança contra radioatividade.

—O que aconteceu aqui? — Diz o primeiro cientista

—Algo muito ruim. — Responde o segundo, analisando o ônibus batido e alguns galões de gases abertos. — Deve ter pessoas aí dentro, vamos tira-las, antes que aconteça algo.

Os dois cientistas entram no ônibus e encontram o motorista, desacordado e com a cabeça no volante, o pé ainda no acelerador, mas dessa vez não estava pisando no mesmo, e encontram Oliver, desmaiado e todo sangrando por causa dos ferimentos.

—Rápido, vamos tirar eles daqui, estão expostos tempo demais aqui. — Disse um dos cientistas, pegando o motorista e o carregando pra fora do ônibus

—Certo... — Responde o outro, pegando Oliver no colo, já que ele era novinho e leve, saindo do ônibus também. — Temos que tirar eles daqui, se a pesquisa tivesse pronta.. Não seria prejudicial, mas sim um avanço pra eles.. Mas como não tá..

Os dois cientistas saem da sala, enquanto outros entravam para conter o gás, que já havia se espalhado por fora do laboratório.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.