Spark!
1 Voltando
Notas iniciais
Não faz tanto tempo desde a última mudança que minha família resolvera fazer. Eu sempre mudei muito de casa já que o trabalho do meu pai como empreendedor exige isso dele. Compreendo que esse trabalho seja importante para ele e que o mesmo ajuda a sustentar nossa família, no entanto não deixa de ser cansativo mudar constantemente de cidade. Dessa vez estamos voltando para minha cidade natal, onde deixei vários amigos. Me pergunto se eles ainda vivem lá e se frequentam o mesmo colégio que vou passar a frequentar.
A chuva começará a cair e os pássaros levantavam voo para rapidamente voltarem ao seu ninho. Ultimamente anda chovendo muito, faz sentido já que estamos no outono. Minha mãe estava a terminar de colocar uma das malas no carro, mas a mesma não cabia no porta-malas por máximo que ela tentasse a mesma era muito grande para o pequeno espaço que sobrara.
__Mãe, você pode colocá-la comigo no banco de trás se quiser.
__Não seria incômodo para você, Jodie?
Minha mãe é uma mulher muito gentil e empenhada de longos cabelos negros e lindos olhos verdes, tão chamativos quanto uma esmeralda. Seu nome é bem parecido com o meu, Judy.
__Não mãe, não acho que seria incômodo. — Disse encolhendo minhas mãos dentro dos bolsos do meu agasalho.
__Que bom querida, então a colocarei aí.
Não demorou muito para que tudo estivesse pronto e meu pai preparado para dar a partida. A viagem fora bem tranquila, embora com uma chuva um tanto quanto violenta, não tivemos problemas. Claro que mesmo se tivesse ocorrido algum problema eu não iria saber, já que eu havia dormido a viagem toda. Ao chegarmos na cidade paramos para jantar em uma lanchonete que meus pais costumavam me levar quando era criança. Park Burger.
__Filha qual lanche vai querer?
Meu pai é um homem um tanto quanto sério, no entanto muito amoroso. Eu agradeço pelos pais que tenho.
__Não sei pai, acho que pedirei o mesmo que você e a mamãe. — Respondi encarando as costas de uma garota que se sentava à mesa na minha frente.
__Está bem filha, se você diz. Judy, ela irá querer o mesmo que nós. — Ele indagara em um tom de voz mais alto para minha mãe que já estava na fila e a mesma consentira com um sinal de positivo com as mãos.
No momento em que virei minha cara de volta para encarar meu pai, a menina que estava em minha frente estava me encarando. Pude reconhecê-la era minha melhor amiga, Lara. Ela me dera um sorriso bem grande quando percebeu quem eu era e não demorou muito para vir até a mim e me cumprimentar. Me levantei para lhe dar um forte abraço.
__Jodie! Faz tanto tempo! Eu senti sua falta! — Ela continua menor que eu e continua fofa do jeito que me lembro.
__Lala. Sim, muito tempo. Paramos de nos falar quando entramos no colegial. — Indaguei ainda abraçando-a. Ela cheirava a doce, chiclete de melancia para ser mais franca.
__Sim, eu sinto muito Jodie... — Dissera me olhando nos olhos, enquanto fazia cara de choro. Aquela velha cara de choro. Como senti saudades dela.
__Desculpa pelo o quê? A culpa foi minha também... Acredito que ficamos muito ocupadas depois de nossa entrada no colegial. — Respondi afagando sua cabeça e bagunçando aqueles cabelos loiros.
__Sim, eu mal conseguia respirar! Não conseguia! Não conseguia! Huuh. — Sempre foi engraçado o jeito como Lara falava, ainda continua sendo. Ela e suas onomatopeias estranhas. __Olá tio Drake, faz tempo que não vejo o senhor também!
__Olá Lara. Jodie te contou que estávamos voltando?
__Sim, eu vi a mensagem dela no meu facebook, mas não sabia que viriam logo para cá. Foi pura sorte tê-los encontrados! Estou tão feliz! — Ela me segurara pelos braços e começara a me sacudir.
__Fico feliz em te ver, Lala. Não quer sentar com a gente?
__Sim, claro! Eu adoraria!
Lala e eu nos sentamos de frente para o meu pai, não demorou muito para que minha mãe chegasse com nossos lanches e vendo Lara ao meu lado, fez com que a mesma se emocionasse e insistira que deveria pagar um lanche para ela. Estávamos todos comendo, colocando conversa em dia, minha mãe estava feliz por me ver feliz era visível isso nela. Disse a Lala que voltaria a morar na minha antiga casa, a mesma era em frente à dela. Ela disse que ainda morava na mesma casa de nossa infância, fiquei feliz por isso. Muito feliz.
Meu pai e minha mãe insistiram que queriam levar minha melhor amiga em casa, ela aceitou. Lara fica constrangida muito fácil então para evitar a vergonha ela acaba aceitando sem muito argumentar e além do mais já era um tanto quanto tarde e as ruas a essas horas ficam perigosas. Paramos em frente a sua casa, nos despedimos e disse que amanhã, Sábado, passaria na casa dela para irmos à praia colher conchinhas como costumávamos fazer.
Meus pais e eu chegamos em casa, retiramos algumas malas do carro, organizamos algumas coisas e fomos dormir muito tarde da noite, já que passamos um bom tempo arrumando e limpando aquela velha casa. Bom meus país haviam ido dormir, mas eu já não estava conseguindo estava muito animada e ansiosa para o dia de amanhã. Há tempos não via uma das pessoas que mais me importava e agora estamos voltando àqueles velhos tempos que eu sempre adorei e fiz questão de me recordar.
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