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2 Capítulo Dois - Conversas Noturnas


Notas iniciais
Mymy quando postou o primeiro capítulo: Vou postar o segundo só semana que vem. Mymy hoje: VOU POSTA HOJE, QUE SE LASQUE

— Você parece bem feliz hoje, aconteceu algo? — questionou Chat Noir deitado na cama do ruivo.

— Quando foi que você entrou?

— Faz alguns minutos.

— Ladybug te deixou sair sozinho? — brincou Nathanaël.

— Ela disse que não estava se sentindo bem e preferiu ir antes para casa.

— Então você foge quando sua dona não se sente bem? — provocou ele.

— Você está fugindo da minha pergunta.

— Certo. E você da minha. — os dois se entreolharam e riram — Eu fiz um trabalho em grupo hoje. — comentou ele voltando a se concentrar em seus desenhos — E eu os fiz com pessoas que eu queria me aproximar.

— E quem seriam? — questionou o gato fingindo não saber.

— Marinette e Adrien.

— Por que quer se aproximar deles?

— Porque eles parecem legais. — limitou-se a isso.

— Entendo… — foi a única coisa que Chat respondeu.

— Vocês andam vindo muito na minha casa desde aquela noite, não acham?

— Sua companhia é agradável. — explicou o loiro — Acho que essa também seria a resposta de Ladybug.

— Você não a chamou de “my lady”, “princess” ou algo do tipo… Isso é raro.

— Eu a chamo daquele jeito para provocar ela. Mas ela se acostumou e nem liga mais.

— Você faz provocações assim sem a máscara também

— … Não. — respondeu hesitante. O ruivo achou curioso a hesitação e virou sua cadeira, encontrando um herói desprotegido.

— Você… Não gosta de viver sem a máscara.

— Não é que eu não goste. — suspirou o rapaz — Eu só não tenho a mesma liberdade de quando eu estou com ela. — disse apontando para a máscara.

— Ladybug sabe disso?

— Nunca conversamos sobre nossas vidas. Ela não quer que eu descubra quem está escondida por trás daquela transformação.

— Ela não quer que você descubra sobre ela, mas isso não quer dizer que ela não queira descobrir quem é você.

— Nisso você está errado, ela tem medo do que pode acontecer se uma das máscaras caírem. E enquanto ela tiver medo, eu vou respeitar sua vontade. Afinal, sou um gato obediente.

— Quanto tempo você vai aguentar ser um bom gatinho? — questionou o ruivo desistindo de desenhar.

— O tempo que for necessário.

— Você já se conformou que ela pode nunca corresponder você?

— Se conformar é uma coisa. Os sentimentos desaparecerem… Outra completamente diferente.

— Com certeza. — os dois sorriram tristes, pelo visto, possuíam algo em comum.

— Acho melhor eu ir, você já deveria estar dormindo.

— Você também. — retrucou o Kurtzberg.

Nathanaël assistiu Chat Noir sair de seu quarto e sair pelas ruas rumo seja lá onde fosse, mas se tinha algo que havia começado a gostar, era de ver os heróis de Paris saírem de seu quarto sem olhar para trás.

Notas finais
Obrigada por lerem ♥