Soulmates
3 Uma pequena ajuda
— Vamos lá, gente, mais uma vez, do começo! — Jessie exclamou, segurando o microfone e começando a música novamente.
Evan tinha de admitir, ele não estava focando de verdade, tudo que ele queria era que o ensaio terminasse, para que ele pudesse encontrar Jared.
Ele tentou cantar junto com a música que eles estavam ensaiando, seguindo os passos dos outros membros. A coreografia era fácil, mas eles queriam que Evan fizesse a maior parte do final, como uma maneira de apresentar o novo membro do grupo para os alunos.
— Okay, eu acho que é o suficiente por hoje, amanhã nós podemos ensaiar mais. ainda temos duas semanas antes da apresentação, e já estamos quase prontos! — ele sorriu, pegando sua mochila e correndo para fora do teatro, procurando por Jared.
TreeBoy: Jared, onde você está?
InsanelyKool: Na cafeteria, o que você quer?
TreeBoy: Minha tatuagem mudou!!!
TreeBoy: Eu preciso de ajuda
TreeBoy: eu não sei o que fazer!!!
InsanelyKool: O quê?!
InsanelyKool: Como isso é possível???
InsanelyKool: Vem aqui AGORA e me explica isso direito.
TreeBoy: Ok, estou correndo pra cafeteria.
TreeBoy: Mesmo lugar de sempre?
InsanelyKool: Yup.
Evan correu para a cafeteria, encontrando Jared sentando no lugar de sempre, olhando para algo na tela do celular. Evan acenou na frente do rosto do amigo, fazendo com que ele bloqueasse o celular e olhasse para Evan, corado.
— O-Oh, ei, Garoto Árvore, então, o que houve com a sua tatuagem? — perguntou, olhando para Evan.
— Não é mais um borrão! Agora é um logo! — ele exclamou, feliz.
— Posso ver? — Jared olhou para o braço de Evan, curioso.
— Claro! Aqui. — o menor levantou a manga da blusa, deixando à mostra para o outro o logo do Paramore.
— Ok, agora eu tenho 100% de certeza que sua alma-gêmea é o garoto problema! — ele exclamou, rindo. — Tipo, sério? Paramore? Essa é a merda mais emo que eu já vi numa tatuagem!
— Para com isso, Jared! — Evan corou, olhando para o amigo, irritado. — Eu nem sei porque ainda sou seu amigo...
— Porque eu sou insanamente legal, e você tem que admitir isso. — ele sorriu, bagunçando o cabelo do outro.
— Ok, ok, você tem um ponto, mas você pode por favor parar de zoar com a minha cara? É c-claro que minha alma-gêmea não é o Connor... — murmurou, corado.
— Mas você gostaria que fosse. — Jared riu, socando de leve o queixo do menor.
— P-Para com isso, eu não gostaria não! — ele exclamou, vendo o olhar incrédulo do amigo. — Ok... talvez um pouco...
— Apenas admita que você tem uma queda enorme pelo Connor, por favor, assim eu posso parar de fingir que você gosta da irmã dele. — Jared suspirou, olhando para o lado, podendo ver uma figura alta passando.
Evan olhou para a figura, arregalando os olhos ao perceber que era, nada mais, nada menos, que a irmã de Connor. Zoe Murphy. Ela olhou para os dois garotos, confusa, parando o olhar em Evan, que agora tentava respirar normalmente, olhando para qualquer lugar que não fosse a garota.
— Ei, Jared e Evan, certo? — sorriu, arrumando a bolsa ao lado do corpo. — Eu vi um pouco do seu ensaio para a apresentação Acapela, foi muito bom!
— O-Obrigado... — Evan se virou para Jared, torcendo para que ele entendesse o que estava tentando dizer. — Eu tenho que voltar para a minha sala, a aula vai c-começar logo, falo com você depois, o-ok?
— Ok, Garoto Árvore, vai lá. — ele sorriu, dando tapinhas nas costas do amigo.
◕‿↼
Connor olhou para o teto do seu quarto, suspirando, levemente irritado. Ele não tinha certeza se falar com Evan depois da apresentação seria uma boa ideia, e se ele deixasse o outro garoto desapontado? Porque, sinceramente, quem gostaria de ter ELE como uma alma-gêmea? O garoto-problema da escola? O garoto que jogou uma impressora na sua professora do sexto ano?!
Ele ouviu uma batida na porta, levantando da cama e atendendo. Zoe estava do outro lado, parecendo um pouco ansiosa, então ele apenas olhou para a irmã, esperando para que ela dissesse algo.
— Mamãe está te chamando para o jantar. — murmurou, olhando para baixo.
— Ei, Zoe, depois do jantar, você pode me ajudar com uma coisa? — perguntou, cauteloso.
— S-Sim, claro. — ela parecia surpresa. — Mas agora, vamos comer.
— Certo.
O jantar se passou preenchido pelo silêncio, exceto por algumas perguntas sobre o dia, feitas obviamente por Cynthia, que parecia ser a única interessada, enquanto Larry apenas lia algo no seu celular, provavelmente relacionado ao trabalho. Eles terminaram de comer, colocando os pratos na pia e voltando para o segundo andar.
Zoe olhou para seu irmão, confusa, enquanto ele segurava seu pulso e guiava-a para seu quarto, sentando-a na cama e olhando diretamente para os seus olhos.
— Ok, como raios eu convido alguém para um encontro? — perguntou, sentando ao lado dela.
— Espera, espera, espera! — ela exclamou, se levantando e fechando a porta do quarto. — Quem exatamente você está tentando chamar para um encontro?
— Bem, é uma longa história... — ele começou.
— E por que raios você está pedindo a MINHA ajuda? Eu pensava que você você me odiasse.
— Por que você acha que eu te odiaria? — Connor perguntou, confuso.
— Bem, porque você chega em casa às vezes gritando que me odeia e batendo na porta do meu quarto, talvez seja por isso!
Ele olhou para Zoe, chocado, o garoto não se lembrava de nada daquilo, talvez porque estava tão alterado que não conseguia lembrar nem o próprio nome. Um pedido de desculpas começou a brotar em sua garganta, enquanto lágrimas escorriam das bochechas de Zoe.
— O-Olha... eu não faço ideia do que dizer... — começou, olhando para baixo. — Só... eu não te odeio, sério. Eu acho que eu só estava irritado, porque você é, tipo, a filha perfeita, e eu sou o filho maconheiro problemático. — ele sorriu, triste.
— O quê?
— Zoe, você é minha irmãzinha, eu nunca te odiaria. — Connor foi surpreendido por um abraço apertado, apoiando o rosto no ombro da irmã, murmurando, feliz. — Falando sério, eu te amo.
— Também te amo, Connie. — ela sorriu, passando a mão no cabelo do irmão. Agora, me conte, quem você vai chamar para um encontro?
— Então... você conhece o Evan Hansen? — perguntou, corando. — Eu acabei de descobrir que ele é... minha alma-gêmea.
— Sério?! — Zoe pulou, animada. — Eu falei com ele hoje, ele estava super nervoso, foi tão fofinho.
— É... eu estava pensando em chamar ele pra sair depois da apresentação dos Treblemakers, assim ele perceberia que eu sou sua alma-gêmea. — explicou, sorrindo de leve.
— Ah, meu Deus, meu irmão está sorrindo! Eu achei que ia morrer antes de te ver sorrindo de novo! — exclamou. — Ok, ok, ele é bem tímido, então você precisa ter certeza que ele vai ficar confortável falando com você, nós não precisamos de ninguém entrando em pânico depois de você tentar começar uma conversa.
— Certo... Zoe, todo mundo entra em pânico enquanto conversa comigo, desculpe te desapontar. — ele suspirou, rabugento. — Eu preciso de ajudaaaa. — ele choramingou, mexendo com a própria franja.
— Ok, ok, eu te ajudo, vamos, deixa eu te dar algumas dicas. — ela riu, dando tapinhas na cabeça dele.
Fale com o autor