Notas iniciais
Bom, acabei de digitar isso agora, aqui no Nyah! mesmo. Deve tá uma droga, mas eu me senti bem escrevendo e puff, enfim.
Então. Como eu disse, os capítulos NÃO tem NADA a ver um com o outro. No primeiro, Bill morreu, no segundo, Bill tava vivo e nesse, Tom morreu. Então, é isso. Nenhum tem nenhuma ligação com o outro.
Enfim, tá ae.
Boa leitura >

Senti as lágrimas correndo livremente por meu rosto enquanto observava você imóvel. Sua pele estava branca e seus lábios roxos. Suas mãos cruzadas sobre seu peito e um véu fino cobria seu corpo. O caixão era de uma madeira lisa, simples.

Levei minha mão até as suas e senti sua pele sem vida, onde não corria mais sangue. Acariciei suavemente as costas da sua mão e ofeguei, querendo desesperadamente que você levantasse e sorrisse para mim, dizendo que tudo aqui não passava de uma brincadeira e que estava tudo bem. Algo se quebrou dentro de mim quando eu soube que era impossível isso acontecer.

Senti alguém colocar a mão no meu ombro e virei o rosto, vendo Gustav olhando-me preocupado.

-Eu vou ficar bem — Sussurro sorrindo fraco. — Só me deixe mais um pouco aqui, sim? — Ele assentiu.

Percebi quando Gustav saiu de perto de mim e fechei os olhos, entrelaçando nossos dedos. Senti as lágrimas descerem por meu rosto e me abaixei, pondo a cabeça em seu peito. Solucei.

-Por favor, Tom, volta... — Sussurrei desesperado, não ouvindo mais nada. Apenas sentindo a sua pele gélida contra meu rosto e entre minhas mãos. — Eu não consigo sem você — Sussurrei, molhando seu terno com minhas lágrimas.

Chorei por algum tempo encostado nele e apenas levantei-me, quando senti que estava pronto.

Fiquei-o observando por um longo tempo. Seus lábios que antes sustentavam um sorriso malicioso, agora estavam comprimidos em uma linha apertada. Suas tranças, que antes estavam sempre escondidas, estavam caídas por seus ombros, fazendo-me lembrar de quantas e quantas vezes eu o via sair do banho assim. Seu rosto estava mais branco que pó e aquilo me fez lembrar-se de todas as vezes que seu rosto ganhava uma coloração mais avermelhada quando ele ria desesperadamente. Seu corpo frio fazia-me ter pequenos arrepios. Lembrei-me de todas as vezes que eu fugi para o seu quarto nas noites frias, pois sabia que seu corpo conseguiria sempre me aquecer. Ou então, quando eu apenas precisava de um calor acolhedor. Era sempre para os seus braços que eu fugia. Suas mãos paralisadas faziam-me lembrar de como era bom dormir com elas nos meus cabelos, ou apenas segurando minha mão. De como era bom acordar com ela no meu rosto ou como era apenas normal quando eu a pegava durante o dia. Lembrava-me que elas sempre enxugavam minhas lágrimas e isso as fez descer mais depressa.

Afinal, elas nunca mais seriam enxugadas por ele.

Notas finais
E ae? Mereço alguma coisa? '-'
Até o próximo, ♥