Soulmate
4 Um simples abraço
Notas iniciais
Obrigada á quem esta lendo.
NESSIE POV
QUATRO ANOS DEPOIS
Lá fora a chuva caia pesada, lançando feixes de luzes e barulhos quase ensurdecedores. Mas o que mais estava me assustando era meu reflexo no vidro da janela.Eu tinha apenas sete anos e me parecia com uma menina de doze anos. Meus cabelos já não tinham mais a cor acobreada, mas sim um tom levemente castanho avermelhado. Paravam na metade de minhas costas, ondulados, e minha franja cobria o mínimo de meus olhos chocolates, herança de minha mãe quando ainda era humana. Meu corpo não era grande coisa ainda, mas tia Rose sempre me dizia que quando eu chegasse à minha maioridade eu seria extremamente bonita, por ser metade vampira. E claro, por ter uma carga genética generosa de meus pais.
Já fazia quatro anos, que eu vinha sentindo aquela sensação no peito. Era algo ruim, dolorido. E com o passar dos anos, parecia só piorar. Quando eu estava sozinha, o que era muito raro, pois numa casa onde moram nove vampiros, com dons peculiares, as coisas ficam um pouco sem privacidade. Então quando eu conseguia o privilégio de ter a tal da intimidade, eu chorava, e a dor ia embora. Certas vezes a dor era tanta que não aguentava e acabava demonstrando meu lado humano em excesso, e chorava na frente de todos. Felizmente Jasper estava sempre ali para me ajudar, era preciso um simples abraço e eu não sentia mais nada. A dor ia embora.
Eu ainda era considerada uma criança, mas minha mentalidade era muito mais avançada. Se eu fosse estudar numa escola normal, e seguisse as regras referente a minha idade eu entraria na 1ª série, mas como eu era bem mais avançada, fisicamente também, eu poderia entrar facilmente na 6ª série, e me passar pro uma pré-adolescente normal. Mas isso não era preciso, pois meus pais me deram a liberdade de escolher entre ir para a escola, ou aprender em casa. Claro que optei por estudar em casa, por alguns motivos.
1° — Eu nunca teria professores tão bons como meus tios, avós, e pais. A carga cultural que eles tinham, iria agregar muito mais coisas a minha vida, do que qualquer professor poderia um dia fazer.
2° — Eu não pagaria nada estudando em casa. O que na verdade, era um pouco bobagem, pois dinheiro nunca foi um problema para nossa família. Mas as vezes eu gostava de sempre como se eu fosse uma humana normal, que continha algumas limitações.
3° — Eu estudaria quando quisesse. Ou melhor, quando meus tutores achasse que era hora de estudar.
Eu já tinha terminado o ensino fundamental, já falava quatro línguas, alemão, francês, espanhol e italiano. Minha avó vivia me falando que eu era um gênio no piano igual ao meu pai. Já tio Emmet me falava diariamente, que eu estava ficando melhor que Rosalie em concertar carros. Tia Rose havia me ensinado tudo que ela sabia sobre carros, e eu com muito prazer escutava tudo atentamente, era estranha essa necessidade de saber sobre tudo. Mas eu sabia que tinha que ir com calma, pois minha vida seria longa e iria chegar um momento em que não teria mais coisas para aprender. Para tia Alice eu era sua Barbie, ela havia pegado um quarto na casa assim que chegamos e o transformou em seu atelier. Era eu quem provava as roupas, resumindo, aprendi o que pude de moda com ela. Meu cabelo e minha pele eram tratados por ela. Meu avô Carlisle era quem freqüentemente cozinhava para mim, eu não era muito chegada em comida humana. Mas como era metade humana, só de sangue eu não podia sobreviver. Ele tinha pouco tempo para ficar comigo, já que tinha conseguido um emprego de Médico Chefe no hospital da cidade. Então quando ele estava em casa passávamos o tempo juntos na cozinha, experimentando seus dotes culinários.
Com mamãe e papai, eu caçava uma vez por semana. Passava mais tempo com meus tios e avós, pois eu entendia que meus pais eram um casal novo, tinham recém se descoberto, então todo aquele fogo, como dizia Rose, ainda não havia passado. Jasper era o integrante da família que mais era distante de mim, ele dizia que meu humor e sentimentos oscilavam toda hora. Mas quando estava de bom humor, jogávamos xadrez e ele me ensinava alguns golpes para me proteger futuramente. Emmet, era meu eterno companheiro para brincadeiras. Meu pai havia liberado a gente para pregarmos peça em todo mundo, menos nele claro, pois ele sempre descobria. Mas às vezes mamãe ajudava com seu escudo e nos protegia. A maioria das tardes quando eu não estudava, eu e Emmet apostávamos corrida — de a pé, claro-, Bella era muito protetora, dizendo que eu ainda era muito nova para aprender a dirigir. O que ela não sabia era que Emmet e Jasper já haviam me ensinado a andar de moto. Com minha doce avó eu passava algumas horas da manhã, ela me ensinava tudo sobre casas e reformas, me levava nas mansões velhas e abandonadas de Bergen e prometeu me levar na Grécia, o lugar que para mim era o paraiso. E ainda tinha Lube, meu querido amigo Luiz Benedito. Toda noite antes de dormir ele ia ao meu quarto e me contava suas histórias, todas com muita ação, amor, alegrias, tristezas, mas sempre com finais felizes. A única que ele nunca contava era a da sua mulher. Ficar com Lube era bom, da mesma forma que era com Jasper, pois toda vez que eles me tocavam, minha angustia sumia.
CINCO ANOS DEPOIS...
Estava deitada na rede do segundo andar, vendo toda aquela paisagem maravilhosa de Bergen. O vento gelado batia nas minhas costas, mas como eu estava coberta com uma mantinha, conseguia suportar mais um pouco apenas para ver as luzes da cidade. Estávamos perto do natal, então a cidade estava toda enfeitada, e a nossa casa não seria a única a ficar sem nada.Alice e Esme estavam decorando a casa lindamente. Aquela era de longe a data festiva que eu mais gostava. O vento batia na rede mexendo com meus cabelos,me fazendo fechar os olhos e me lembrar com pesarde tudo que tinha acontecido naqueles anos.
Lube foi embora. Meu companheiro de histórias magníficas tinha partido. Ele disse que estava na hora de eu mesma viver e criar minhas histórias, e que ele um dia voltaria me visitar. Na hora da despedida, Luiz Benedito colocou algumas mechas de meus cachos atrás da orelha e disse:
Doce Renesmee, saiba que nada é para sempre. E que sua angustia um dia irá passar.
Na primeira noite, tive um pesadelo, sonhei que toda minha família havia sido massacrada, e que não tinha sobrado ninguém, eu estava novamente sozinha. E foi assim que eu me senti durante esses nove anos, solitária.
Depois de alguns anos estudando em casa, senti a necessidade do calor humano. De conhecer pessoas que não fossem apenas vampiros e meus familiares. Conversei com meus pais e lhes pedi se todos poderiam estudar novamente em um colégio. Para eles seria apenas uma distração, e uma forma de acompanhar minha evolução. Mas para mim, era muito mais que apenas isso, eu queria aprender as coisas da vida humana, coisas que eu já tinha conhecimento, mas eu queria vivenciá-las.
O voto foi unânime, todos queriam estudar novamente, ficar em casa era entediante. Éramos vampiros, mas até vampiros se entediam. Eu e tia Alice, começaríamos no primeiro ano do segundo grau. Meu pai e minha mãe, no segundo ano e tio Emmet, tia Rose e tio Jasper no terceiro ano, eram os que menos suportavam ir à escola.
Minha mãe, agora era mais como uma irmã mais velha pra mim, enquanto ela estava petrificada nos seus 18 anos, — eu que estava com doze anos — aparentava ter dezesseis. Ela disse que precisava ir ver Charlie, meu avô. Fazia muito tempo que ela não o via, e nem ele à nós. Agora que ela estava completamente controlada da sua sede, queria voltar e contar a verdade sobre mim. Iria dizer que eu era sua filha e lhe deixaria uma foto minha, mostrando como eu estava crescida. Eu queria ir junto para conhecer ele, mas quando falei isso para ela, seu nervosismo foi tanto que ela acabou me enrolando e não me deixando ir. Disse que saber que eu era sua filha já seria choque emocional, imagine me ver pessoalmente. E meu pai brincou dizendo que era beleza demais para uma cidade só.
Eu não sou convencida e muito menos me acho, mas quando tia Rose disse que eu ia ficar bonita, eu não acreditei muito. Agora eu podia ver como as coisas mudaram. Meus cabelos clarearam mais ainda, chegando ao tom castanho claro, e, eu já não tinha mais franja. Agora era repartido ao meio. Com o passar dos anos ele foi enrolando, formando alguns cachos que desciam como uma cascata até minha cintura; meu nariz havia afinado um pouco, mas eu ainda tinha a mesma boca rosada e os mesmos olhos chocolates. Meu corpo tinha tomado proporções diferentes, meus seios haviam aumentado consideravelmente de tamanho, ganhei cintura de violão, barriga lisa e chapada, minha bunda era redonda e proporcional ao meu corpo e minhas pernas, eram tonificadas. Na verdade todo meu corpo era duro, mas claro, era só porque eu era metade vampira.
Na primeira semana de aula, meu pai andou colado em mim, pois dizia ele que o pensamento dos garotos eram obscenos demais e das garotas raivosos demais. Eu achava aquilo hilariante. Não vou mentir, adoro provocar, com o tempo você aprende que existem outras maneiras de brincar mais interessantes. Não me importava se me consideravam uma adolescente, eu já tinha cabeça de adulto. Entendia tudo ao meu redor. Não ficava mais ruborizada quando escutava alguém conversando sobre sexo e muito menos quando via algum casal se beijando. Eu estava aprendendo sobre as coisas da vida, e quando não sabia alguma coisa, perguntava a tia Rose sem medo nenhum, e ela sempre me respondia da melhor maneira possível.
E quando algo me chamava muito a atenção, me deixava intrigada, eu fazia que nem Lube me disse quando foi embora. Eu vivia minhas próprias experiências.
Com o passar do tempo, não criei propriamente amigos, pois nossa família era sempre muito fechada, mas mesmo assim era sempre convidada a ir a festas.Meu pai entendia que eu precisava me relacionar com outras pessoas, e eu já sabia me controlar direito. Então não havia perigo em me divertir. Vivia em festas, às vezes Rose, Alice e até minha mãe largavam seus maridos e iam comigo, elas diziam que era como voltar no tempo. Em que podiam sair se preocupar. Mas a gente tinha sempre que tomar cuidado, pois chamávamos muita atenção.Tudo na nossa família era motivo de atenção.
1° — Os nossos carros eram sempre de ultima geração.
2° — Nossa pele branca e dura como mármore. Apenas a minha não era tão branca e gélida. Se encostássemos em alguém, poderíamos gerar desconfianças.
3° — Nossa beleza, Rosali com certeza era a mais bela de todas. Mas mesmo assim nenhuma deixava barato. Estávamos sempre bem vestidas. Graças a Alice, que nos obrigada a nos vestir com o que ela escolhia.
Mas não eram só as mulheres que se divertiam, os homens também saiam. Mas eles saiam mais com suas esposas, quando resolviam de noite ir para algum restaurante,ou fazer uma pequena viagem, juntavam todos e íamos para algum lugar diferente. Eram as noites mais divertidas, depois que voltávamos, eles iam para seus aposentos e eu ia para o telhado da casa. A lua sempre me chamava à atenção, e na maioria das noites que eu não conseguia dormir eu ia para lá. Eram nessas noites que eu chorava, sentindo aquele sentimento horrível, aquela dor, angustia. A sensação de que faltava algo. E então quando tudo terminava, eu descia e Jasper sempre estava lá para me dar um simples abraço.
Eu andava às vezes pela rua de noite, e via casais juntos. Em casa eu tinha um belo exemplo de amor. Quatro casais extremamente apaixonados. Esme sempre me dizia que havia uma alma gêmea para todo mundo. E que um dia eu iria encontrar a minha. E toda noite eu deitava no telhado olhava as estrelas e me perguntava “Alguém me diga por que estou só. Se existe uma alma gêmea para todo mundo?”. Meus pais e meus tios sempre falavam algo como: tudo tem seu tempo, ou um dia você encontrara.
Ao contrario do meu pai enquanto namorava minha mãe ainda humana, eu conseguia beijar humanos sem precisar me controlar. O sangue era apelativo sim, mas não tanto como para os vampiros completos. Já tinha tido três namorados, mas nunca ousei levar eles para minha casa. Eu sabia pelo que me contavam como eram as coisas quando minha mãe era humana. Então eu sempre tomava cuidado. Meu pai sempre me permitiu namorar, mas o ciúme às vezes era difícil de esconder, ele dizia que para ele, eu ainda era sua menininha. Por causa de um incidente que aconteceu, eu dei um tempo nos namoros. Agora eu estava só novamente. Pra falar a verdade, eu nunca cheguei a me sentir completa, nem quando estava namorando. Eu já achava que meu príncipe encantado havia caído do cavalo e ficado em coma.
– Filha, eu irei amanhã visitar meu pai – minha mãe saltou do andar de baixo e pousou graciosamente no batente da sacada.
– Tudo bem mãe. – eu disse cabisbaixa, afinal eu queria ir junto.
– Óh meu amor, não fique assim – ela veio e se sentou ao meu lado na rede – Você sabe que seria um choque e tanto pra ele, e será mais ainda quando ele me enxergar depois nove anos e não ter envelhecido nada.
– Eu sempre soube mãe que você colocava botox e usava cremes caros. – eu falei fingindo estar decepcionada.
– Eu prometo que um dia eu te levo conhecer ele – ela disse beijando minha testa – Agora se levante e vá para aquela parede branca que eu irei tirar uma foto sua.
– Maaaaaaãe eu to horrível! – ela ficou me olhando com cara de quem não estava nem aí – Ta bom, ta bom, mas deixa eu pegar um chapéu. Meu cabelo ta horrível.
– Não sei aonde! – ela disse revirando os olhos e me fazendo rir.
– Ei dona Isabella não estrague meu momento "aborrecente". – antes de ela poder falar, pulei da varanda e entrei no meu quarto pegando o primeiro chapéu que vi e voltei rápido. – Pronto, estou pronta.
– OK! Agora faça uma pose! – encostei minhas costas na parede branca e fiz uma simples pose. – A foto ficou linda sunshine!
– Nossa faz tempo que você não me chama de Sunshine! A ultima vez foi quando a gente foi embora de Forks! – seu sorriso sumiu, dando lugar a uma cara fechada – Que estranho, eu não me lembro de quase nada daquela época!
– Tal... Talvez seja porque você era muito nova. É, é isso você era muito nova. Não se preocupe amor!
– É deve ser isso mesmo – eu disse lhe dando um beijo na bochecha – Mãe entregue esse beijo ao meu avô OK?
– OK minha filha, agora eu vou indo me despedir de seu pai. – nos seus lábios surgiu um sorrisinho malicioso, me fazendo rir.
– Vai lá mulher maravilha.
– Hum, meu bem quando você quiser conversar sobre... – ela me olhou coçando a cabeça.
– Sobre sexo?
– É sobre sexo. – ela disse respirando mais aliviadamente.
– Mãe, você mesma sabe que de sexo eu já sei e já fiz.
– É mesmo, às vezes me esqueço que você é toda ao avesso. Sabe com toda essa coisa de crescimento e tal!
– Não se preocupe mãe. Quando voltar eu converso com você. – lhe disse abraçando, pois provavelmente a hora que ela iria viajar, eu já estarei dormindo.
Ela pulou a sacada, pousando no chão e entrando pela porta da frente. E novamente lá fui eu pro telhado olhar as estrelas enquanto sentia que eu não estava ali.
Na manhã seguinte, a casa estava toda silenciosa. Papai devia ter levado mamãe até o aeroporto, Carlisle foi ao hospital e o resto devia estar caçando, pena que não me chamaram pois eu estava precisando, minhas olheiras estavam bem fundas. Fui até a cozinha e preparei um café da manhã farto para mim, eu queria aguentar o dia todo.
Aquela casa enorme vazia era entediante. Não ter os berros de Alice, nem as risadas escandalosas de Emmet, as patadas de Rose e as piadas de Jasper era completamente estranho. Arrumei os quartos, para pelo menos ter o que fazer. Fui até a sala liguei o som no ultimo volume e troquei de cômodo dançando. Passei pelo segundo andar, onde ficava alguns quartos, o escritório. Depois fui para o terceiro andar onde ficava meu quarto, uma pequena biblioteca e dois quartos de hospedes. Eu não entendia o porquê desses quartos, a gente nunca recebia visita nenhuma. Então eu resolvi revistar esses dois quartos.
O primeiro era amarelinho com azul clarinho, uma graça, com uma cama de casal no centro, um armário enorme de madeira, uma cômoda, quadros nas paredes e algumas luzes espalhadas. Totalmente vazio. Tudo. Os armários, as gavetas. Tudo.
O segundo quarto era o oposto do primeiro. Era um marrom escuro com detalhes em bege. Também havia uma cama de casal no centro, outro armário enorme e uma pequena cômoda. Sem quadros e apenas uma luz no centro. Só que esse não estava vazio. Ele estava cheio de caixas no armário. A primeira continha documentos antigos dos anos de Carlisle. Legal, porém entediante. A segunda caixa tinha fotos de todos, até algumas de minha mãe quando humana. Mas o que mais tinha eram fotos antigas de todos os anos que eles viveram. Isso era legal. Olhei a terceira caixa e havia algumas roupas, outras fotos e uma caixinha de madeira, com desenhos em dourado encima. Estava toda empoeirada, abri e uma aranha saiu correndo. Odeio aranhas. Eu sei isso é idiota, eu sou uma vampira, elas que deviam ter medo de mim, mas no meu corpo corre sangue de Bella Humana. Então é.
Ao contrario do lado de fora, o de dentro era todo conservado, de veludo vermelho. Continha uma pulseira com dois pingentes. Um coração de cristal e um lobo talhado a mão deduzi. Lindos os dois. Tinha algumas cartas que eu percebi ser de minha mãe. E outras de minha avó Renee. E tinha fotos, do tempo em que ela era humana. Com Charlie, Renee, Phil, com os Cullen e quando estava grávida. E tinha outra que havia me chamado muita atenção. Era dela sentada no chão com um garoto extremamente lindo atrás.
– O que você esta fazendo? – meu pai apareceu atrás de mim me dando um susto enorme e fazendo-me derrubar a pulseira no chão. – Desculpe Ness não era minha intenção te assustar.
– Tudo bem pai, eu estava concentrada demais. – disse já com a pulseira na mão.
– Onde você encontrou isso? – seu olhar era arregalado, logo me retirou a foto e a pulseira das minhas mãos.
– Eu achei nessas caixas – apontei pro chão – Me perdoe pai se isso era proibido mexer.
– Não era proibido, só não achamos que alguém fosse mexer. — disse mais relaxado.
– Pai? – eu tinha que fazer essa pergunta.
– Diga meu bem. – ele me olhou atentamente.
– Quem é esse na foto com a mamãe?
– Esse é um amigo antigo da mamãe. Eles se conheciam quando ela ainda era humana.
– Eu o conheço?
– Vo... Você... Huum... – ele respirou fundo e me olhou nos olhos – Você não o conhece meu anjo. Mas porque pergunta? – já estávamos saindo do quarto, aquele no qual ele guardou rapidamente as caixas.
– É porque eu tive impressão de conhecê-lo. – eu disse pensando em quando eu poderia ter conhecido ele. Mas nada surgia na minha mente.
– Nessie eu tenho uma surpresa para você. – antes de eu poder perguntar algo, Benedito apareceu no primeiro andar sorrindo.
– LUBEEEEEEEEEE! – sai correndo ao seu encontro.
– Meu Deus Nessie como você esta grande! – ele pegou minha mão e me fez dar uma voltinha.
– Lube que saudades de você – disse abraçando-o fortemente – Você tem muita coisa para me contar.
– Você também tem, aposto. – passamos boa parte da noite conversando,quando fui dormir ele foi conversar com meu pai,e depois de uns minutos apareceu no meu quarto.
– Então o que tem de segredo pra me contar Nessie? – ele pediu se sentando na minha cama.
– Você conhece esse homem? – eu disse colocando minha mão encima da sua e mandando a imagem do tal garoto.
– Não querida, não conheço. – ele falou e passou a mão no meu rosto – E nem você.
E então eu apaguei.
Notas finais
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