Soulmate

10 Sob o manto estrelar


Notas iniciais
Como eu sou muito generosa e amo muito todos vcs. Estou dando esse presente em agradecimento aos mais de 1000 "leitores" que se concratizaram nesse natal
Afinal é NATAL gente! Então muuito obrigado e espero que gostem do cap

NESSIE POV

O meu reflexo denunciava a cor da água. Ela era cristalina, das mais puras possíveis. Sentei numa pedra e fiquei brincando com meus pés dentro dela, estava gelada e gostosa. A cachoeira caia ao meu lado, hora forte, hora calma. Alguns peixes se moviam lentamente por entre a água, e atrás da cachoeira dava para se enxergar quase tudo. Ali era completamente lindo, distorcia tudo que falavam de Forks. Minha mãe havia acertado quando disse que me faria bem vir aqui, era tudo que eu precisava.

Já havia anoitecido consideravelmente, o céu escuro e brilhante por causa das estrelas reluzia na água formando um segundo manto estrelar. Aquele cachoeira estava me chamando, era como se ela gritasse Vamos Nessie pule. Controlei-me o máximo para não entrar, mas foi em vão. Quando se falava se água, eu era totalmente impotente, nadar era um dos meus vícios mais gostosos e que eu nunca abriria mão.

Tirei meu calçado, meu shorts e os coloquei pendurados num galho de uma árvore. Meus pés tocaram a água, me causando calafrios. Eu estava apenas de regata e calcinha, mas nada disso mudaria a forma como eu sempre reagia quando entrava em algo contendo água. Não importava se era banheira, chuveiro, lago, piscina, mar e cachoeira. Era ali que eu me libertava que eu me permitia flutuar.

O fundo da cachoeira estava escuro, mas isso não me impedia de enxergar os musgos, os peixes pequenos e coloridos. Fiquei uns cinco minutos embaixo da água nadando e observando tudo, nadei até onde caía a cachoeira e entrei embaixo, deixando a água bater forte nos meus ombros, me relaxando. Sentindo a água na minha pele, naquele momento que era só meu, e que ninguém podia me roubar, minha mente vagou em branco. E então eu senti aquele cheiro que tanto me embriagou dias atrás, me tirava à lucidez e fazia toda minha raiva crescer novamente. Abri os olhos, pronta para pular em seu pescoço, mas quando me deparei com Jacob Black dentro da água, parado apenas a alguns passos de mim, me olhando fixado, toda minha raiva submergiu. Seu peitoral subia e descia calmamente com a respiração, moreno como veio ao mundo, e gostoso por obra do destino,algumas gotas de água escorriam pelos seus braços, pescoços e tórax. Era humanamente impossível não ficar impressionada e atraída com um deus grego na minha frente, por mais que toda a raiva que eu sentisse me consumisse, era como se ela tivesse evaporado naquele momento. Suas mãos estavam espalmadas sobre a água, sua boca entre aberta e aqueles malditos olhos negros cravados nos meus. Por mais que eu quisesse, eu não estava conseguindo me libertar. Um peixe passou na minha perna me tirando do transe.

– Agora é regra nos encontrarmos em tudo que envolve água? – perguntei saindo de baixo da cachoeira e me aproximando dele, que emanava calor reconfortante diante a água gelada.

– Pelo jeito vai virar rotina. – ele falou também saindo de seu transe.

– Não se eu não permitir! – comecei a andar pela cachoeira e senti seu olhar me seguindo – Como você está Jacob?

– Agora você lembra meu nome não é? – ele pediu também andando pela cachoeira, e me fazendo ficar confusa. Afinal do que ele estava falando? – Mas eu estou bem. E você Renesmee?

– Estou bem. Mas ficarei melhor quando eu achar um sanguessuga para me entreter a noite não é? – percebi seu rosto ficar confuso.

– O que está fazendo aqui? – ele pediu dessa vez se aproximando de mim, eu havia novamente entrado embaixo da cachoeira, ela estava me acalmando, pois eu iria atacar ele de duas maneiras. A primeira era seu pescoço quebrado e a segunda era meus lábios em seu pescoço.

– Estou treinando para quando eu quiser me afogar! – eu disse rindo – E você?

– Vendo você treinar! Se você não conseguir obter sucesso eu te ajudo.

– Poodle de liquidação.

– Chupadora de menstruação.

Eu queria matar ele, e podia notar que ele também queria isso, mas tinha algo estranho. Ele se aproximava cada vez mais de mim, e meu coração palpitava cada vez mais forte. Agora com sua extrema aproximação, nem mais a água me acalmava, eu já estava respirando rapidamente.

– Com frio? – ele pediu me olhando e contendo um sorriso de canto encantador.

– Não por quê?

– Porque você esta toda arrepiada. – olhei para os meus braços e notei-os eriçados, logo depois de constatar que estava apenas de regata branca, que havia se tornado transparente, e constatar novamente que agora o que estavam eriçados eram meus seios. Cruzei os braços na frente, tentando esconder o máximo possível. Ele apenas riu. – Tarde demais Nessie. Eu já vi o que devia, e o que não devia também.

– Não se preocupe, eu também já vi o que devia e o que não devia Jake! – falei rindo levemente ao perceber que ele estava sem bermuda, deixando suas partes intimas e, diga-se de passagem, SUPER percebíveis a mostra.

– Não tem medo?

– Porque teria?

– Porque estou pelado na sua frente. Algo poderia acontecer!

– Mas nada irá acontecer! Eu não permitirei. – o encarei soltando os braços e percebendo seu olhar mudar de direção constantemente – Com medo?

– Porque teria?

– Pois eu estou pelada na sua frente! – eu falei tirando minha regata, e o escutando respirar profundamente. Após isso em nenhum momento nossos olhares se deixaram. Estávamos travando uma batalha para provar qual seria o primeiro a desviar a visão. Eu devia ser muito forte, pois estava me controlando muito para não atacá-lo, só que dessa vez da segunda maneira.

– Acho melhor você se vestir! – ele disse engolindo um nó que se formou na sua garganta.

– Por quê? Esta com medo agora? – querido Jacob, mal sabia ele que provocar era um dos meus hobbies favoritos.

– Eu fui condicionado a NÃO cometer erros. – ele disse quase para si mesmo, fechando os olhos.

A cachoeira caia atrás de mim, movimentando a água e junto dela o manto negro estrelar. Eu mataria minha mãe quando chegasse em casa.

– OH Jake, tão próximo que você quase pode provar. – eu disse sussurrando, mas eu sabia que ele havia escutado. Sai de baixo da cachoeira, dessa vez nadando de costas.

– Você nem gosta de provocar né garota? – ele falou abrindo os olhos e rindo.

– Estou apenas começando. – meu rosto era pura diversão, e o sorriso sarcástico não havia deixado seus lábios carnudos, nem um minuto.

Estávamos nos rodeando muito próximo, apenas nossas cabeças estavam fora da água. A noite estava linda, e eu não podia negar que ela havia dado um toque especial a Jake,com seus cabelos molhados e seus olhos escuros,que se pudessem me perfurariam.

Então ele se aproximou colando nossos corpos. Ainda em movimento ele colou uma de suas mãos nas minhas costas. O corpo fervendo dele em contato ao meu e a água gelada, me arrepiou por inteira. Nossos rostos estavam apenas alguns centímetros de distancia, eu sentia sua respiração no meu rosto junto com aquele aroma amadeirado que emanava dele.

– Eu irei repetir de novo. Eu fui condicionado a NÃO cometer erros, mas eu quebro regras, e algumas de minhas ações são fora dos limites. – sua voz rouca estava me deixando louca.

– Eu também irei repetir de novo. Eu estou apenas começando.

– Então hoje é o dia que tudo começa, pois o resto ainda esta em branco.

Suas mãos voaram até minha nuca, puxando meus lábios de encontro aos seus. Agora todo o meu controle havia ido por água abaixo. Sua boca quente na minha estava me tirando do sério. Sua mão desceu pela minha coluna e passou para a minha cintura apertando ela, nossas línguas travavam uma disputa, e minha mente estava em branco. Era o melhor beijo do mundo, quente, sedutor e maravilhosamente doce. Já totalmente inconsciente de meus atos agarrei com tudo seus cabelos, juntando mais ainda nossas bocas, o que já era quase impossível. Ele foi me empurrando até passarmos pela cachoeira, me fazendo bater as costas na pedra, grudando mais ainda nossos corpos.

Eu não podia acreditar que estava fazendo aquilo, justo com meu “inimigo”. Justo com ele. Ele que havia zoado com a minha cara, havia me feito contar coisas que nunca tinha falado nem com meus pais. Eu devia estar muito necessitada pra ficar me agarrando com ele, pois minha mente gritava “PERIGO, PERIGO”, mas eu não queria sair de seus braços, assim como percebi que ele não queria me soltar.

Sua boca saltou para meu pescoço, me dando leves chupões. Eu já não pensava em mais nada, já não sabia se estava conseguindo controlar meu poder, não sabia se estava mostrando algo para ele, mas pelo jeito concentrado dele sabia que não havia “soltado” nada ainda. Eu estava ficando extremamente excitada assim como ele estava também, a pressão que seu corpo fazia no meu demonstrava um pequeno volume roçando no meio de minhas pernas, o que estava me levando à loucura. Na verdade tudo nele estava me tirando do sério, seus braços musculosos, seu peitoral, sua bunda sarada e seu tanquinho definido. Puxei seus cabelos para cima e novamente nos beijamos, o beijo foi ficando calmo. Eu estava com meus braços ao redor de seu pescoço, e ele abraçando minha cintura.

Quando abri os olhos tomei um susto ao perceber que estávamos novamente no meio da cachoeira. Eu não tinha sentido nada, nenhum movimento seu, nada. Realmente aquela sensação que é descrita nos livros de romance, onde o casal flutua sem perceber o mundo ao redor, era verdade. Eu só sei que estávamos ali, nos encarando, embaixo do lençol estrelar que tanto me fascinava.

Sem dizer nenhuma palavra ele se aproximou de mim novamente, beijando de leve meus lábios. Logo depois sumindo pela mata. Deixando-me ali, sozinha e atônica. Sem reação nenhuma e nenhum pensamento, meus únicos movimentos eram dos meus pés e mãos para não afundar.

– Renesmee o que você fez aí sozinha? – meu coração disparou ao escutar a voz de Rosalie atrás de mim. Ela estava parada encima de uma pedra com as mãos na cintura e com aquela cara de “segunda mãe”. – Já esta tarde garota!

– Desculpe tia, eu perdi a noção do tempo. – falei nadando até a borda e pegando minha regata – Você sabe como eu fico quando estou em contato com a água.

– Eu sei como você adora nadar. Mas essa água deve estar podre ou contaminada.

– Por... Porque você diz isso?

– Sei lá. Você esta fedendo a cachorro molhado. Aqueles lobisomens devem vir aqui tomar banho.

– É deve ser isso, eu também senti um cheiro ruim. Mas não imaginei que fossem eles. Nunca mais virei aqui. – essa era uma mentira das brabas, era óbvio que eu iria voltar ali. Eu só não conseguia me decidir se queria que tudo aquilo acontecesse de novo.

– Acho bom. Você volta sempre fedida para casa. – ela me olhou franzindo o nariz perfeito – Ah, seus pais foram viajar.

– Como assim viajar? E nem me levam junto? – já estávamos na frente de casa quando ela me disse isso.

– Você demorou demais para vir. E seu avô Charlie esta ficando muito mal, então eles levaram ele até os grandes centros médicos.

– Carlisle não pode ajudar? – eu não queria que nada acontecesse com meu querido avô, eu queria ter pelo menos a chance de conhecê-lo.

– Carlisle não tem os equipamentos necessários. Mas não se preocupe meu amor, ele ficara bem, e daqui uma semana estão de volta.

– Tomara tia. – parei na entrada e tive uma idéia – Rose, vocês se importam se eu dormir no chalé? Ele esta vazio, e eu preciso de uns momentos a sós, assim como vocês também.

– Tem certeza Nessie? Você sabe que nunca incomoda aqui não é?

– Eu sei tia, mas eu preciso pensar um pouco.

– Tudo bem minha querida, qualquer coisa nos ligue.

– Obrigada. – dei um beijo na sua bochecha e corri em direção ao chalé. Eu realmente tinha muito que pensar.

Notas finais
N/A: Mil desculpas se o cap não ficou como imaginavam! Tentei escrever o melhor possível
QUEEERO MUITOS MUITOS MUITOS REVIEWS o/o/

UM FELIZ NATAL PARA TODOS! QUE ELE SEJA REPLETO DE ALEGRIAS
Beiijos!