Soulmate

7 O que aconteceu com o “Você não é bem-vinda aqui”?


Notas iniciais
*---------------------------* Tchaan tchaaan tchaaan !
Ninguém sabe o que vai acontecer agora :P
PLEEASE Nãoo me mateem se não ficou bom .-.
UAIHSUIAHSUIHAIUSHUIAHSIHAUOISHOIUA mas espero que gostem!

NESSIE POV


Acordei com as risadas altas de Rose e minha mãe. Fiz minha higiene diária, coloquei meu biquíni, uma saia e uma regata preta por cima, não coloquei nada nos pés, iria de pés descalços. Desci as escadas cantarolando, porque essa noite eu não tinha acordado chorando e nem sentindo dor nenhuma.



– Bom dia filha, aonde vai toda linda assim? – meu pai apareceu no final da escada sorrindo e com os braços abertos para me dar um abraço.



– Eu vou dar uma volta – eu disse sorrindo – Convidei Emmet para ir junto, mas ele disse que não queria. Então vou sozinha. – falei dando de ombros.



– Tudo bem, mas você precisa se alimentar primeiro – depois do ultimo acidente que aconteceu, ele está mais preocupado que nunca, sempre me cuidando. Eu não gostava de pensar naquilo, mas às vezes as imagens surgiam na minha cabeça era inevitável não reviver. Vi Edward fechar os olhos e respirar fundo. – Desculpe pai, eu não queria pensar nisso. Mas é que seu dom é um saquinho sabe!



– Eu sei meu bem, às vezes nem eu gosto de ter ele.



– Ah deve ser bom às vezes sim! – eu disse imaginando como devia ser ler a mente das pessoas.



– Desde que você não more na mesma casa que Emmet! – ele disse rindo e me fazendo rir em seguida. Realmente Emmet era A mente poluída. – Não volte muito tarde para casa. – ele beijou minha testa e sumiu da minha frente.



Segui até a cozinha dando bom dia a Esme e Carlisle. Depois fui até a sala onde encontrei Alice fazendo as unhas de Rose, enquanto elas duas e minha mãe assistiam desenho animado.



– Depois eu sou a criança! – Eu falei me aproximando delas e dando um beijo em cada um na bochecha.



– Bom dia meu amor, você esta excepcionalmente linda hoje! – minha mãe saiu do sofá e me deu um abraço.



– Bom dia Nessie. — Alice e Rose falaram juntas – Vai sair? – Rose me pediu, ela era quase como meu pai, super protetor. Minha mãe aliviava mais a barra, mas quando preciso era pior que eles dois.



– Vou caçar e depois dar uma volta! Estava com saudades desse lugar.



– Bom, divirta-se! – Alice disse sorrindo para mim. Às vezes eu queria que ela pudesse ver meu futuro. Outras vezes não. Então eu chegava à conclusão de que eu não queria saber de nada, que esperar as coisas acontecerem era melhor, do que já ter tudo premeditado. Passei na garagem e peguei a primeira prancha que vi estirada por lá.



___x___x___


A floresta estava calma, como no dia anterior, apenas se escutava os barulhos dos pássaros. Corri um pouco em direção ao leste e senti o cheiro de alces, um monte deles. Corri na direção que o cheiro me levava, larguei a prancha no chão e pulei encima de uma árvore me posicionando em forma de ataque. Eu já não raciocinava direito, não era mais Ness, eu era uma predadora. O sangue que corria pela jugular do alce mais velho me parecia mais apetitoso. Não aguentando mais saltei em sua direção o segurando com os dois braços e em seguida quebrando seu pescoço. Os outros fugiram ao perceber minha chegada. Com minhas presas cravadas em seu pescoço, suguei todo o sangue que continha no corpo do animal. Agora eu me sentia novamente como Nessie, meia vampira e humana. Arrumei meus cabelos e desamassei minha roupa notando que havia deixado uma gota de sangue cair na minha regata.



– Parabéns Nessie, ainda não aprendeu a comer direito. – falei comigo mesma me lembrando de como Emmet sempre me zoava por me babar.



O céu estava nublado como eu havia previsto, e a ameaça de chuva aumentava. Larguei em uma pedra minhas roupas pegando a prancha e andando calmamente pela areia olhando ao redor. Vazia. Completamente vazia. Perfeita para fazer o que quisesse. Notei que havia algumas casinhas distantes, mas nada que pudesse me denunciar.



A água estava gelada, o que não mudava nada para mim, pois não sentia tanto frio assim. O mar estava um pouco violento, como tio Emmet havia dito, não tinha aquelas ondas enormes mas que dava para surfar tranquilamente. Remei até onde achei que não assustaria ninguém caso aparece-se e esperei. A primeira onda que apareceu eu me impulsionei para frente remando, ela me pegou e eu subi encima da prancha deslizando pelo mar até o finalzinho da praia. Fiz isso umas três vezes. Realmente aquilo estava me animando. Era bom demais sentir a água na minha cintura, nos meus cabelos, e o vento bater no meu rosto. Percebi que uma onda grande estava vindo, remei fazendo os mesmos movimentos de novo e me equilibrando encima dela. Eu estava bem afastada da areia, surfando naquela onda deliciosa, quando aquele cheiro maravilhoso amadeirado atingiu meu rosto, me derrubando na água.



JACOB POV



Desde que os Cullen foram embora, parecia que eles haviam levado um pedaço de mim. Eu não entendia porque, e nem ninguém sabia me ajudar. Nas raras noites em que eu dormia, — e não estava fazendo a ronda- eu sonhava com belos olhos chocolates, nunca me lembrava do sonho ou de quem eram os olhos, mas eles nunca abandonavam minha mente. Sempre presentes em qualquer lugar que eu fosse os olhos de chocolates estavam lá. Eu não era muito de chorar, e sempre tentava esconder isso do meu bando, era um pouco vergonhoso. Mas nessas raras noites, era comum eu não acordar chorando, meu peito doía, como se estivessem esmagando meu coração. Um dia sentei no sofá e me abri com Leah, ela me entendia melhor que ninguém depois da separação dos bandos. As coisas que lhe disse eram confusas, mas ela era a única que compreendia. Pois sentia o mesmo.



"Você já sentiu saudades de algo? Mas não algo que já teve, ou alguém que você conhece,é uma saudade diferente. Que às vezes te consome e você só pensa nisso. Mas nunca chega a conclusão nenhuma. É algo estranho,uma saudade que te arranca suspiros e lágrimas. Você não sabe como surge e nem o porquê. Você só sente que tem algo, ou melhor, alguém te esperando, você não sabe aonde, quando, como, e por que. É uma sensação de que o futuro e o destino estão aprontando contigo. Pensando bem, é uma saudade boa de certa forma. Porque eu sei que tem alguém que sente o mesmo, e que esta em algum lugar. E como eu sei que tem alguém lá? Eu não sei! Eu só sinto."



Ela disse que os meus sentimentos eram um pouco mais fortes que os dela. Ela sentia falta de ter alguém junto dela, de sofrer um imprinting, assim como eu queria sofrer também. Mas que ela sabia que tinha alguém para ela, em algum lugar. E que não importasse o quanto demorasse ela ia achar.



Namoramos por dois anos, mas não deu certo, éramos totalmente o oposto um do outro. Tínhamos a necessidade de nos acalentar um no outro, enquanto nossos imprintig não aparecia. Mas então decidimos virar apenas bons amigos.



Eu estava na minha ronda novamente. Charlie havia contado para meu pai que os Cullen estavam voltando, então a área tinha que ser reforçada, agora que Seth e Leah haviam ido viajar com sua mãe visitar uns parentes e não tinham previsão para voltar. Então apenas tinha restado eu, Embry, que se “mudou” para meu bando, Joe um garoto novo e Nicol, uma garota nova de dezesseis anos, que morava em outra cidade. Após perceber suas transformações se informou de sua descendencia e se mudou para La Push. Agora ela e Leah eram inseparáveis. Nicol assim que chegou sofreu imprinting por Joe, que já era outro casal inseparável. Leah já não se importava mais com isso, sabia que tinha alguém para ela, então aprendeu a ter calma, assim como eu e Seth. Embry estava namorando, mas não tinha sofrido nenhum imprinting ainda.



Claire estava com quinze anos agora, mas ainda não estava pronta para Quil, que a esperava pacientemente. Sam e Emily se casaram e estavam planejando ter o primeiro filho. Minha irmã, Rachel e Paul, estavam morando juntos, e planejavam o casamento. E Jared estava feliz com Kim, mas ainda não estavam planejando nada, diziam que eram novos demais.



___x___x___


O tempo estava nublado, porém um pouco abafado, eu estava acabando minha ronda quando senti um cheiro estranho vindo do leste. Imaginei que fosse um Cullen, então fui até perto da casa deles. Eu estava com saudades de Bella, ela podia ter escolhido aquele caminho, de se tornar vampira, mas eu não podia brigar com ela, justo ela que sempre fora minha melhor amiga.



Estava pensando em entrar na casa, quando aquele cheiro me tocou novamente, era totalmente diferente dos outros vampiros e lobisomens também. Virei em direção a La Push e corri o máximo que pude, afinal, independente de quem pertencesse aquele cheiro, poderia colocar em perigo a vida de alguém. Notei que o cheiro vinha do mar e corri até o enxergar totalmente, novamente o aroma me seguiu dessa vez se mostrando doce, suave, salgado por causa do mar e extremamente convidativo, se não excitante.



Voltei à forma humana desamarrando a bermuda da minha perna e a colocando. Sai de trás das árvores e caminhei um pouco pela areia e avistei uma pessoa surfando. A primeira coisa que passou por minha cabeça, era que a pessoa devia estar usando muito perfume,e então eu daria meia volta e iria para casa, mas não foi isso que aconteceu. Inconsciente de meus atos, meus pés tocaram a água e num piscar de olhos a pessoa caiu da prancha no auge da onda, demorando a emergir. Um desespero se apossou de mim, fazendo me atirar dentro da água e nadar a seu encontro. A água gelada se pudesse cortaria meu corpo, mas como minha temperatura passava dos 50°C, eu não sentia nada. Emergi do fundo quando percebi que embaixo da água não havia nada. Por céus, onde estava aquele humano?



Há apenas dez metros de mim, emergiu da água a coisa mais linda que eu já tinha visto. Meu coração começou a bater forte no peito, e tenho certeza que se pudesse teria saído dele. Sua beleza era tanta que acabei esquecendo o verdadeiro motivo de estar ali.



Seus cabelos castanhos claros caiam molhados pelas suas costas e na frente emoldurando seus seios fartos e chamativos, sua pele era branca e parecia acetinada, sua cintura fina e curvilínea era marcada pelo biquíni verde que destacava seus olhos chocolates de cílios longos e pretos. E para finalizar sua boca rosada entreaberta mostrava uma fileira de dentes brancos. Tive que engolir grosso ao me deparar com a incrível vontade de ser aquelas gotas de água que percorriam seu corpo. Fazia apenas alguns segundos que estávamos nos encarando, nem por um momento seu olhar deixou o meu. Uma onda veio batendo em suas costas e no meu peito sem nos tirar do lugar, mas nos tirando daquele devaneio que parecia ter durado uma eternidade. Meu sangue ferveu de várias maneira ao notar que a criatura que estava à minha frente, era uma vampira.



– Quem é você? – nós dois falamos ao mesmo tempo. Sua cara antes angelical agora havia congelado num olhar duro, e eu tinha certeza que estava com a mesma expressão.



– Eu sou Jacob e você não é bem vinda aqui! – por mais que algo dentro de mim me dissesse para não fazer aquilo, era uma regra.



– Desculpe, mas não me mandaram memorando dizendo que não era bem vinda aqui. – ela disse segurando sua prancha e se aproximando de mim – Já estou indo embora, não queria causar problemas.



– Não causou, é só precaução. – agora ela já estava do meu lado me olhando.



– Precaução por quê? Por ser uma vampira?



– É. Por ser uma sang... Vampira!



– Não se preocupe, eu não mordo. – ela falou andando em direção a areia, mas parou no meio do caminho e me olhou com cara travessa. – Só se pedirem – e assim saiu da água.



Não consegui me mexer, fiquei lá dentro da água, parado apenas observando ela sair. Segui cada movimento seu, era impossível não olhar, a forma como ela passava a mão pelos cabelos os balançando, como ajeitava o pequeno biquíni, como a regata escorria pelo seu corpo, e como rebolava para colocar a saia. Uma grande dúvida se instalou em mim, afinal de contas, porque toda vampira tinha que ser gostosa?



Eu já estava na areia, observando-a ainda, quando ela se virou para mim me olhando com cara de deboche.



– Vai ficar agora me olhando é? – falou colocando as mãos na cintura. – A propósito eu sou Renesmee. – ela estendeu sua mão para eu apertá-la. – Renesmee Carlie Cullen. – estranho, eu tinha a impressão de já ter ouvido aquele nome.



– Prazer, eu sou Jacob Black. – quando apertei sua mão quente, imagens começaram a aparecer na minha mente, eu via uma criança de cachinhos avermelhados correndo junto comigo. Quando sua mão soltou a minha, tudo ficou preto novamente, sua cara era confusa, e eu principalmente estava confuso.



– Então Jake...



– Então Nessie...



Falamos juntos novamente, enquanto um ponto de interrogação surgia nas nossas testas.



– Como você sabe meu apelido? – de novo falamos ao mesmo tempo.



– OK! Pare! – ela disse gesticulando para mim me calar – Você primeiro. Como você sabe meu apelido?



– Pra falar a verdade eu não sei – disse coçando a cabeça – Apenas saiu. Por quê?



– Porque ninguém sabe meu apelido a não ser minha família. – nós estávamos num patamar de confusão só.



– E você como sabe meu apelido? – eu pedi vendo que ela colocou o peso em uma perna só e também coçou a cabeça.



– Pra falar a verdade eu também não sei. Apenas saiu.



– OK isso foi estranho.



– É. – alguns segundos passaram e lá estávamos nós de novo nos encarando – Bom eu vou indo. Não quero te causar mais problemas.



– Não! Espere. – segurei seu braço a fazendo parar, e percebi uma coisa que já tinha esquecido, ela não era fria e fedida como os outros vampiros. E por mais correto que fosse ela ir embora, eu não queria que ela fosse. – Você... Huum... Você não gostaria de tomar um café?



– O que aconteceu com o “Você não é bem-vinda aqui”? – ela pediu fazendo cara de deboche de novo.



– Eu tenho perda de memória recente! – eu menti, fazendo-a rir.



– Café? – merda eu tinha me esquecido que ela gostava de sangue.



– Me perdoe, não lembrei que você tinha dentinhos pontudos – eu disse gesticulando com minhas mãos os dentes.



– Na verdade eu sou metade humana e metade vampira, ou seja, eu preciso de comida humana. Apesar de preferir sugar um pescoço. – ela disse sorrindo e passando a língua pelos dentes e revelando os pontudos.



– Isso é possível? – isso não era possível – Porque eu não entendi nada!



– Tudo bem. Eu te explico no caminho. – ela pegou suas coisas e foi saindo.



– Isso foi um sim? – eu pedi de longe a olhando.


Notas finais
N/A: ENTÃAAO? *----------*
Nãoo me mateem,eu sou mto nova para morrer O_o
Enfiim! Espero que tenham gostado do "reencontro" deles,que foi meio xoxinho ¬¬'

QUERO MTOS MTOS REVIEWS o/o/ Vcs me inspiram qdo comentam!
(Adoro criticas tbm) fikdik
Beiijos!