Soulmate
20 Esclarecendo coisas
JACOB POV
Eu pensei que ela fosse se importar, sobre as pessoas nos virem juntos. Pois saímos da casa de Seth abraçados. Escutei seu coração acelerar algumas batidas, assim como ela deveria escutar o meu.
Para a nossa sorte e alivio, não havia ninguém pelas ruas de La Push.
A guiei até a floresta. Aquela semana era a vez de Sam e seu bando fazerem a ronda. Então escolhi o lugar que eu tinha quase certeza que eles não olhariam. Na verdade eles nunca olhavam lá.
– Hei! Você não estava me levando para sua casa? – ela perguntou, apertando minha mão e me fazendo parar de andar.
– Eu só estava brincando. Era só pra te tirar de lá!
–OK! – e começou a andar de novo.
– Hei! Espere! Você esta falando sério? Quer ir mesmo para minha casa?
– Estou apenas brincando! Eu só queria sair de lá.
– Então, acho que pensamos igual.
– Acho que sim! – antes de andar novamente, tive uma ideia, mas fiquei com receio dela achar estranho. Por isso fiquei quieto e andei calmamente.
– OK! Pode falar! – ela parou.
–Do que você esta falando?
– Você tem algo para me perguntar, e eu quero saber!
– Você deve estar alucinando! O projeto de Clodovil colocou cogumelos alucinógenos naquela salada mãe de família.
– JAKE!
– OK! OK! – me virei para ela e coloquei as mãos no bolso – Mas como você sabia que eu queria pedir algo?
– Eu não sei. Apenas senti isso.
– Eu vou falar, mas peço que não ria de mim.
– Eu prometo, não irei rir.
– Você gostaria de cavalgar em mim?
–Cuma? – ela soltou os braços e franziu a testa.
Ótima maneira de falar Jacob. Com certeza, pedindo dessa maneira e com essas palavras ela iria pensar mesmo outra coisa.
– Desculpe, eu me expressei mal. – ela relaxou a posição – O que eu quis dizer foi que, se você gostaria de montar em mim!
– Jake?
– O que?
– Ainda soa pornográfico.
– Claro. – chacoalhei as mãos – Vou tentar explicar melhor. Para chegarmos antes, no tal local. Eu me transformo em lobo e você sobe nas minhas costas.
– Agora eu entendi.
– Mas é claro, que é uma grande estupidez minha. Você nunca diria que...
– Sim!
– Sim. Você só falaria... Sim?
– Yep! Eu cavalgo em você! – Ness colocou as mãos para trás e balançou o corpo, sorrindo.
– Tudo bem então! Eu irei ali atrás me transformar.
Corri um pouco e me infiltrei atrás de uma árvore com o tronco grosso. Quando estava tirando a bermuda, escutei a voz baixinha de Ness. Estava falando consigo mesma.
– Como se eu já não tivesse visto-o pelado. — Ri internamente e amarrei a bermuda no tornozelo.
Concentrei-me para deixar o lobo alfa surgir. Minhas veias começaram a queimar, eu sentia meus músculos se contraírem, assim como meus ossos se moverem. Não era doloroso, bem pelo contrario. Era prazeroso, se sentir livre. Minha pele levemente pinicou e os pelos começaram a surgir.
E com um pequeno e quase inaudível rugido, o lobo explodiu de dentro de mim. Vasculhei a floresta com minha mente, mas não escutei ninguém. Nem mesmo Sam.
Corri até Nessie, que me esperava sentada num troco. Saltou dele e parou bem ao meu lado. Olhava-me estranha, uma mistura de confusão e fascínio no rosto. Com sua mão direita ela passou acariciando a extensão do meu corpo todo. Da cabeça, até o final da coluna.
– Sua cor é bonita, seu focinho e olhos não mudaram nada. Você só ficou mais cachorro. – ela riu, ainda passando a mão em mim.
Ness montou em mim, ficando com os pés no ar. Joguei a cabeça para cima, querendo dizer que já estava pronto para correr.
– OK Fifi! Vamos ver o que você sabe fazer!
Suas mãos aprofundaram os pelos do meu pescoço, apertando eles, e por fim, inclinou o tronco para frente. Rosnei alto. Na verdade eu estava rindo. E ela notou isso, pois riu também. Impulsionei minhas patas e lancei-me longe. Comecei a correr o mais rápido que eu podia. O vento ricocheteava o meu rosto. Dei uma olhada para traz e vi Ness sorrindo. Que visão mais deslumbrante. Seus cachos não tinham tempo de bater nas costas, estavam em constante movimento.
O sol, pela primeira vez em três semanas, despontava entre as nuvens. Mandando alguns raios até a terra. Raios, esses, que quando podiam, refletiam na pele branca dela, mostrando seu arsenal de diamantes. Não era chamativo como dos outros vampiros, era dez vezes mais bonito de se olhar. Ela ficava com áurea angelical.
O cheiro e o barulho de água caindo iam se aguçando, conforme as passadas que eu dava pela floresta. Avistei mais a frente uma pedra enorme, impedindo o caminho. Eu teria que pulá-la. Aprofundei minhas patas na terra macia e coloquei a maioria do peso nas patas traseiras e impulsionei-me, lançando-me acima da pedra. Olhei de relance para Ness, e constatei que ela nunca esteve tão próxima da perfeição como naquele momento. Olhos fechados, braços abertos e, sorriso iluminando o rosto.
Nessie soltou uma risada gostosa de escutar, parecia estar se divertindo horrores. Sua gargalhada ecoou pelos meus ouvidos e tudo a partir daquele momento aconteceu em câmera lenta.
Uma risada alta e divertida de criança invadiu minha mente, assim como algumas imagens começavam a surgir. Vi que as risadas e as gargalhadas não eram de Ness.
Um clarão cegou meus olhos, e depois disso as cenas apareceram, vezes claras e outrora borradas. Tinha um lobo, parecia ser novo. Pelagem marrom. Exatamente igual a minha cor. Ele corria, e em cima das suas costas havia uma pequena criança. Cachos curtos e bem arrumados, puxados para um tom de cobre. Vestia um vestidinho amarelo. Os olhos eram iguais a um chocolate, do mais profundo e puro. O lobo e a garotinha pulavam uma pedra, e nessa hora, a pequena soltou os braços, abrindo-os e rindo.
– Di novo! Outra vez lobinho!
– JAKE? – fui despertado pela doce voz de Nessie. Que me olhava receosa – Esta tudo bem?
Eu estava tão entretido nas imagens que rondavam minha mente, que nem havia percebido que havíamos chegado. Fui para traz de uma árvore e voltei à forma humana.
– Era aqui, que queria me trazer? – ela perguntou quando eu já estava ao seu lado.
– Sim. Achei o local ideal!
– Para que?
– Conversarmos? Passar um tempo junto? Para o que você quiser!
Deveria ser umas três horas das tarde. A cachoeira caia forte, o sol batia na água e cristalizava ainda mais o lugar. Peguei em sua mão, e levei-a até uma pedra, onde poderíamos deixar os pés dentro de uma água.
– Você deve querer conversar sobre a carta, não, é?
– Como você acertou de novo?
– Deduzi. Só isso.
– Eu acho que entendo você. – eu falei olhando em seus olhos.
– Sobre manter isso em segredo? – ela perguntou balançando os pés na água.
– Sim. Acho que não seria uma má ideia.
– É só por um tempo. Até eu me acostumar com tudo isso.
– É. Eu também preciso... De tempo, para colocar todas as ideias no lugar.
– Isso tudo é confuso. Num dia estamos brigando sem parar. E no outro, estamos nos escondendo.
– Pois é! – coloquei seus cachos para traz, alisando sua bochecha – Numa hora eu penso que você é a encarnação do mal. E na outra, eu queria você ao meu lado.Ela inclinou-se e tocou meus lábios solenemente.
– E se descobrirem? – ela apoiou sua cabeça no meu ombro.
– Só nos resta confirmar! – abracei-a.Ficamos algum tempo parados, apenas observando o lugar.
– Eu tenho algo para lhe contar. – Ness desencostou-se de mim, e começou a mexer no anel. Eu sabia que quando fazia aquilo, era porque estava nervosa.
– O que é?
– Eu não sei se você ira compreender.
–Tentarei me esforçar.
– Na... Na verdade, eu não sou adotada. Os Cullen não me acharam.
– Como assim?
– Edward e Bella, são meus pais biológicos.
– Mas isso é impossível. Como nós nunca ficamos sabendo?
– Se fosse impossível, eu não estaria aqui. E eu não sei por que ninguém contou nada.
– Mas como aconteceu?
–Jacob? Não me diga que você nunca...
– O que você acha que eu sou? Demente?
– Eu achava.
– Engraçadinha. Eu sei que Bella foi pro abate com Edward. Mas eu nunca soube que ela ficou grávida!
– É por minha causa, que nos mudamos tanto.
– Novamente, eu preciso de tempo para me acostumar com isso.
– OK! – ela me deu um selinho – Só não contei antes, porque não achava o momento certo.
–Tudo bem.
– Eu irei nadar. Quer vir comigo? – levantou-se, e entendeu a mão para mim pega-la.
– Vai na frente, eu volto rapidinho! – e corri para dentro da floresta.
NESSIE POV
Será que ele havia se magoado comigo? Por não ter contado antes?
Deixei-o correr pela mata, e enquanto isso eu me preparava para nadar. Tirei todas as minhas roupas, ficando apenas de lingerie. Nada muito sensual, como as que Rose costumava me dar e usar. Era simples, lilás, com os detalhes em azul clarinho.
Olhei para a água transparente, e vi alguns peixes pequenos e coloridos. Estava decidindo se dava um biquinho ou se apenas pulava, quando senti pela sola dos meus pés e escutei com meus ouvidos aguçados, batidas fortes e cada vez mais repetitivas.
O barulho aumentava e a velocidade também. Parecia que algo estava correndo. Virei-me, ficando de costas para a água, e olhando as árvores na minha frente. Há apenas alguns metros de onde eu estava Jacob vinha correndo. Não numa velocidade desumana. Tinha um sorriso travesso no rosto.
– Jacob? Esta tudo bem? – eu perguntei quando ele se aproximava mais.
Não pude mover nenhum músculo, nem me defender. Ele já estava na minha frente. Abraçando minha cintura e nos jogando dentro da cachoeira. Agarrei-me ao seu tronco, levando-nos para o fundo dela. Ela estava excepcionalmente gostosa, a temperatura fria, mais o calor do corpo dele, descarregavam pequenos choques excitantes na minha pele.
Emergi após algum tempo. Ele já estava na minha frente, com aquela pose de quem nunca faz nada.
– Cachorro idiota! Porque fez isso? – joguei água nele. Fiz cara de braba, mas não agUentei quando escutei sua alta risada zombada. E acabei rindo junto.
– Não adianta fazer essa carinha. Eu sei que você gostou! – ele nadou estilo cachorrinho até mim, logo me abraçando.
– Sabia que você fica uma graça nadando assim? – enlacei meus braços no seu pescoço – Fifi!
– Renesmee! Pare de me chamar assim! Imagine se o apelido pegar, o pessoal ficara me chamando assim.
– Mas de Fifi, só eu posso te chamar. Alias VOCÊ é meu poodle Fifi! Eu sou sua dona.
– Quer dizer que agora, além de poodle Fifi, você manda em mim?
– Sim. E eu sou muito exigente. Falando nisso, você esta demorando demais para me beijar! – fiz bico de que não tinha gostado.
– A senhorita é que manda!
Eu ri, e Jake me empurrou até minhas costas baterem num paredão de rocha. Ali pude colocar meus pés no chão, sem afundar completamente. Jake segurou minha nuca, e aproximou seu rosto perfeito do meu. Ficamos alguns segundos naquele joguinho de quem iria beijar primeiro. Eu já estava ficando sem paciência, quando ele riu e encostou seus lábios grossos e quentes nos meus.
Distribui alguns selinhos pelos cantos de sua boca, até que permiti a passagem de sua língua. Era estranho e difícil, definir a sensação que eu sentia, toda vez que nossas línguas se tocavam. Aquele turbilhão de borboletas no meu estomago aparecia e os sons ao meu redor sumiam, conforme o beijo se aprofundava.
– Sem mordidas dessa vez, OK? – ele sussurrou contra mim.
Fechei o espaço que havia se aberto entre a gente. Outra coisa estranha de se explicar era como o meu corpo sempre reagia em contato com o seu. Os meus pelos se arrepiavam, eu contraia levemente minha barriga e minhas pernas perdiam as forças.
Emaranhei meus dedos nos seus cabelos e ele desceu as mãos para a minha cintura. Sua boca estava em perfeita sintonia com a minha. Suguei sua língua, e ele logo após mordeu meu lábio inferior. Eu adorava aquilo.
– HEI! Você disse sem mordidas! – protestei contra seu ato.
– Eu não falei nada, sobre eu não poder morder!
– Eu te odeio.
– Eu percebi!
E me beijou novamente. Era aquele beijo cheio de desejo, carinho e algo doce. Seu gosto nunca mudava, continuava adocicado.
Passei a língua pelos seus lábios, capturando aquele néctar, e fui descendo a linha do seu pescoço. Depositei pequenos beijos por ali, e quando achei o local ideal deixei minha marca, com um belo chupão.
– Ainda bem que para mim não marca tanto!
Ele disse com a voz rouca, enquanto recebia mais algumas marcações. Olhei para seu rosto, olhos pretos brilhantes, cabelo molhado e desarrumado, pele morena, suas bochechas estavam levemente vermelhas e lábios inchados.
– O que esta olhando? – ele perguntou
– Apenas admirando!
– Então somos dois!
Jake me deu mais alguns selinhos demorados, e me levantou. Fazendo-me sentar na rocha, e em seguida sentou-se ao meu lado. Tirei um pouco a água de meus cabelos e aconcheguei minha cabeça no seu colo. Olhando para o céu meio nublado, meio ensolarado e para a sua face.
– Pensei que havia se magoado comigo. Quando lhe contei sobre meus pais.
– Chateado eu não fiquei. Só um pouco surpreso. Bella sempre foi de grande importância para mim. – ele alisou meus cabelos – Quando humana, ela era minha melhor amiga.
– Ela nunca me contou isso.
– Muito estranho, pois ela não me contou sobre sua gravidez. E eu não me lembro de ter lhe conhecido quando bebe Ness.
– Nem eu.
– Mas você não era apenas um bebe quando foram embora?
– Tecnicamente sim. Eu tinha um ano de idade, mas já compreendia o que acontecia ao meu redor.
– Aliás, quantos anos tu tens?
– Eu tenho 16 anos, mas minha aparência é de uma mulher de 20 anos e mentalidade também.
– Interessante!
– E você? Se tu eras amigo de minha mãe, deve ser mais velho. Acertei?
– Sim. Fisicamente eu estou com 20 anos imortalizados. Igual a você. Pelas minhas contas, sua mãe foi embora quando eu tinha 16 anos, e então agora estou na beira dos 29 anos.
– MEU DEUS! Estou saindo com um pedófilo!
– Pedófilo é seu pai.
– Isso é verdade!
Passamos o resto da tarde rindo e conversando sobre tudo, entre beijos e caricias. Ele me contou quase tudo sobre sua família, o namoro com Leah, as impressões dos outros lobos e outras coisas mais. Já eu, falei sobre minha amiga do Brasil, Zafrina. De Nahuel, o carinha igual a mim que queriam como meu futuro marido, meus namoros, viagens e etc.
A cachoeira estava como na primeira noite que nos encontramos. Com um segundo manto estrelar, calma e exótica.
Reparei que Jacob olhava para um ponto fixo na água. Devia estar pensando. E eu pensando em dar um ultimo mergulho, quando fui pega de surpresa, com uma frase sua.
– Desculpe se hoje lá na casa de Seth, lhe passei a mensagem errada.
– So... Sobre sua casa?
– É. Acho que me precipitei demais.
– Tudo bem, eu compreendo.
– Mas... Mas você iria mesmo?
– Sim, acho que sim.
– Então, me desculpe novamente por não levá-la lá.
– Sem problemas.
– Por favor, não pense que eu não a desejo, ou que a rejeitei, algo assim.
– Não pensei!
– Eu só achei que lá não era o lugar ideal, e que você poderia pensar algo errôneo sobre minhas intenções. – Jake falava rápido e sem respirar – E você gostaria de namorar comigo? Mas se não quiser eu vou tentar entender, afinal você tem sua vida...
– JAKE! Cala a boca! – sentei-me ao seu lado e peguei em seu rosto, fazendo-o me olhar – MEU DEUS! Tem horas que você fala demais.
– Foi sem querer!
– OK! Primeiro: você estava certo. Sua casa não é o lugar ideal. Segundo: não pensei nada errado sobre suas intenções. E terceiro: eu aceito namorar, com você.
– Me perdoe te pedir em namoro assim. Eu estava muito nervoso.
– O que importa é que eu aceitei.
– Agora que estou mai calmo, tenho que lhe pedir minhas sinceras desculpas sobre querer levar você lá em casa para...
– Eu quero.
Ele me olhou com os olhos esbugalhados, como se estivesse vendo um fantasma. Eu apenas sorria.
-Mas... Mas você disse... Disse que minha casa não servia!
– Eu disse que lá não era o lugar ideal.
– Ness, você esta me confundindo. Acabou de dizer “eu quero”.
– Jake – beijei seus lábios – Eu quero, o que você quer. Mas não na sua casa.
– Então, aonde? – cheguei perto de sua orelha e sussurrei.
– Aqui.
Notas finais
Eu agradeço as indicações e os comentários. foram eles que me motivaram a continuar escrevendo
QUERO VER MTOS REVIEWS!
Beiijãao!
OBS: Estol com uma fic nova
A Arte da Sedução! - JakeNess
http://fanfiction.nyah.com.br/historia/60223/A_Arte_Da_Seducao
espero que gostem
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