Soulmate

26 Casa nova, vida nova


Naquele dia minha mãe acordou-me cedo. Eu finalmente iria conhecer meu avô Charlie. Ele já estava próximo de seus 60 anos e viver numa cidade onde o clima colabora com gripes e outros tipos de infecções, para um idoso era martirizante. Meus pais por algumas vezes tentaram convencer Charlie a mudar-se para uma cidade maior, onde o clima não fosse tão pesado e onde os polós médicos eram maiores. Mas a resposta era sempre a mesma:

Aqui eu criei raízes e por aqui permanecerei.

Estávamos no carro, indo em direção à cidade e à casa dele. Longos dois meses haviam se passado desde a discussão com Jacob. Nunca mais o vi, e quanto menos conseguia pensar nele, melhor. Eu queria manter distância dele, e para isso eu precisava manter distância de todos os outros. Aquilo havia me chateado profundamente, não pude mais ver Quil e Claire, nem Seth e o resto da alcateia. Até mesmo Leah eu tentava evitar. Todos sabiam que haviam algo de errado comigo, mas meu único pedido foi que pelo menos uma vez na vida, me deixassem em paz para lidar com meus próprios problemas. Pedido que foi aceito e compreendido por meu pai, que era quem mais me preocupava. Lidar com o término com Jacob passava desapercebido quando se tratava de lidar com os preceitos de meu pai.

Me culpei internamente por algumas semanas por sentir ódio de minha mãe. E de toda minha família também, afinal, eles haviam escondido fatos importantes de mim. Nunca mais voltei à cachoeira, e evitei o máximo caçar perto da fronteira com La Push. Todas as vezes que minha mãe tocava em mim, ou apenas perguntava como eu estava a imagem de Jacob me culpando por algo que ela havia feito me secava a garganta, e a vontade de despejar tudo em cima dela me consumia.

Algumas vezes me permiti perguntar á Leah como Jacob estava, sendo ela a única a saber do desastroso romance que tivemos. Mas eu acho que todas as vezes ela estava me poupando do pior, pois Jacob estava sempre irritantemente bem. Ou era isso que ele mandava falar, ou era assim que ele realmente estava. Meus dias começaram a se resumir entre caçar, nanar na piscina e dormir. As vezes quando me sentia um pouco mais animada, saia e participava de algum jogo com o restante dos Cullen.

– Você está tão quieta filha. – minha mãe disse tocando em meus cabelos.

– Só estou decidindo que rumo vou dar para minha vida. – falei secamente.

– E já decidiu? – perguntou minha mãe apreensiva.

– Eu quero ir embora. – Bella diminui a velocidade do carro ao entrar na cidade.

– Não estou entendendo onde você quer chegar.

– Estou tentando chegar o mais longe possível daqui.

– Mas esse era seu sonho, vir para cá, conhecer Charlie...

– Esse era, mas não é mais. Claro que ainda quero muito conhecer meu avô, mas Forks não é mais a mesma para mim. – dei de ombros – Não me sinto mais completa como antes.

– Isso é porque Nahuel foi embora, não é?

A verdade era que eu não queria mais viver ali, onde os melhores momentos da minha vida foram destruidos num piscar de olhos. Eu queria voltar para Bergen, ou quem sabe Russia como Luiz Benedito havia me falado. Eu não queria continuar lá onde a cada passo que eu dava o cheiro amadeirado de seu corpo invadia minhas narinas. Alguns dias depois da discussão com Jacob, Nahuel fora embora, me deixando mais triste ainda, pois independente dele ter sido ou não um dos fatores que levaram a ruina do meu relacionamento com Jacob, ele estava sendo o meu amparo. Estava sendo meu melhor amigo novamente.

Não respondi á minha mãe, deixei que ela tirasse suas próprias conclusões. Logo chegamos em frente a uma casa de madeira, de dois andares na cor branca e marrom, velha por causa do tempo e das temperaturas que não eram propícias para a duração da madeira. A porta da frente se abriu e um senhor grisalho com a coluna levemente curvada, apareceu, o sorriso em seu rosto transmitia toda a ansiedade por aquele momento.

–Pai, esta é minha filha Renesmee Carlie Cullen.

Charlie abriu os braços emocionados e me envolveu num abraço acolhedor.

– Meu Deus, você é muito mais bonita do que sua mãe havia me dito. – disse ele me olhando com um sorriso bobo nos lábios – Vamos entrar. Temos muito à conversar.


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A visita á Charlie tinha se mostrado ser tudo aquilo que eu precisava para alegrar meus dias. Meu avô era o homem mais feliz e bem humorado que eu havia conhecido até então.



– Então minha filha, ainda pensa em ir embora? – perguntou minha mãe com um meio sorriso na boca.


– Como assim ir embora? Não, nem pensar. Acabei de te conhecer Renesmee! – disse meu avô protestando.

– Não Charlie, por favor acalme. Apenas foi algo equivocado que eu falei. – olhei sorrindo para minha mãe – Na verdade, não quero mais ir embora. Achei um ótimo motivo para ficar. Sei que ainda tem um quarto vazio nessa casa, será que eu poderia usar ele por alguns dias? – perguntei envergonhada.

– Como assim Renesmee? – indagou minha mãe sem entender onde eu queria chegar.

– É mãe, eu queria saber se posso morar com vovô Charlie por algum tempo. Uma cidade é melhor para uma jovem da minha idade, do que morar no meio do mato. Sem contar que sempre teria alguém junto ao vovô. – eu falei carinhosa, segurando as mãos enrugadas e frias de Charlie.

– Seria uma honra tê-la aqui comigo minha querida.

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À noite minhas coisas já estavam instaladas na pequena casa de Charlie. Meu quarto agora, era o antigo de Bella,e vovô o havia deixado do mesmo jeito que ele estava quando minha mãe se casou e mudou-se dali. Tirei pó de algumas coisas, troquei os lençois e cobertores, arrumei minhas roupas no ropeiro e desci me despedir de minha mãe.

Bati a porta atrás de mim para que Charlie não escutasse nossa conversa. Há muito tempo eu estava com aquilo preso em minha garganta e precisava me libertar daquela dúvida.

– Filha tem certeza que ficará bem? – perguntou minha mãe me abraçando.

– Absoluta mãe, pode ficar tranquila. Irei cuidar muito bem de Charlie.

– Então se cuide my sunshine. Se precisa é só me ligar.

– Mãe antes de você ir, queria lhe perguntar uma coisa. – ela assentiu – Porque vocês nunca me contou que teve um romance com um Quileute? – a expressão de minha mãe continuava imparcial.

– Quem te contou isso? – perguntou rígida.

– A questão não é essa. É por isso que vocês não querem que eu me relacione com eles? Porque não adianta negar, eu sei que vocês tentam me afastar deles.

– Eu tinha sua idade quando aconteceu. Seu pai achou que só iria me ferir ficando comigo e foi embora. Achei amparo nesse garoto, mas a verdade era que eu amava e ainda amo profundamente seu pai. Me apaixonei pelo Quileute, mas com ele eu não teria futuro.

– Porque não?

– Você já pensou se eu ficasse com ele, e tempos depois ele sofresse um imprintig?

– Então foi por questão de segurança? – perguntei não acreditando muito naquilo que ela estava me contando.

– Não, foi por amor mesmo. Eu era apaixonada por aquele garoto, que logo mais tarde fui entender porque também sentia aquilo por mim. Mas eu amava seu pai, acima de qualquer coisa. – ela passou levemente a mão em meus ombros – E se eu precisasse passar por tudo aquilo novamente para ter você, eu faria.

– E agora o garoto...Ele sofreu imprinting?

Não resisti e acabei perguntado. A resposta de minha mãe poderia mudar tudo o que eu sentia, e me faria entender melhor o que estava acontecendo. Olhei nos olhos de minha mãe, e notei que ela custava a me dar aquela resposta. Seu rosto congelou e no mesmo instante ela parou de me acariciar, até parecia que estava pensando qual resposta seria a melhor.

– Logo após seu nascimento, ele sofreu sim.

Aquelas palavras foram como facas entrando diretamente em meu coração. Mas então afinal, o que fora tudo aquilo que haviamos vivido? A não ser que ou Jacob ou minha mãe estava mentindo para mim. Porque segundo Jacob o romance fora com Bella, e agora ela fala uma coisa dessas. Se tivesse sido com Jacob, ele sequer teria se interessado por mim. Tinha alguma coisa de muito errado naquela história, e eu precisava descobrir.

Me despedi de minha mãe e voltei para jantar com Charlie. A mesa estava posta com suco de laranjar e peixe frito, um presente de Billy.

– Você precisa conhecer o Billy, Renesmee é uma ótima companhia. – comentou empolgado – E você precisa conhecer o filho dele, um garoto cheio de vida. Acho que vocês se dariam bem. Apesar do passado dele.

– O que tem o passado dele?

– Nada que seja importante. Temos que aprender a deixar as coisas do passado no passado, e viver o presente.

Charlie tinha razão eu precisava deixar o que aconteceu no passado e parar de querer revivê-lo. Estava na hora de eu seguir em frente, e certamente com Jacob não seria, afinal, Bella tinha razão em uma das coisas: mesmo que eu ficasse com ele, um dia ele sofreria imprinting e eu acabaria amargurada e machucada igual a anos atrás. Isso se ele já não tivesse sofrido esse tal de amor a primeira vista, e estava apenas me usando como um divertimento.

Agora era vida nova, caminhos e escolhas novas. Eu iria me reerguer e esquecer a paixonite que tive por Jacob, porque não tinha passado apenas disso. E como eu queria acreditar naquilo. Casa nova, vida nova. Mudanças aconteceriam e seriam apenas para melhor.

– Que bom vovô, que tal os convidar para jantarem amanhã aqui? – sugeri, confiante pelo primeiro passo longe de Jacob que eu dava.

Notas finais
GALERA MEU FACEBOOK: https://www.facebook.com/iza.fanfics.9 (sintam-se a vontade para me add e conversar)

LEIAM LEIAM LEIAM LEIAM LEIAM: http://fanfiction.com.br/historia/403181/A_Convocacao/
(juro que irão gostar)

MEU DEUS DO CÉU, depois de quase 3 anos eu estou postando na fic! Não acredito que deixei chegar a esse ponto, só tenho á me envergonhar. Me desculpem se deixei pensar que as abandonei.
Como eu sempre digo, posso demorar o tempo que for, mas eu posto. E ABANDONAR JAMAIS.

Obrigada por quem seguiu firme e forte até hoje nas minhas fics, obrigada à quem está lendo e comentando. Isso REALMENTE SIGNIFICA MUITO PARA MIM!
E por favor não deixem de fazer isso agora, pode parecer mentira, mas estou postando em todas as fics.

Enfim, espero que tenham gostado do capítulo, agora a cobra vai começar a fumar MESMO! MUAHAH MUHAHA MUHAHAH

Beeijos beeijos beeijos