Notas iniciais
Garoto é encontrado morto após conseguir escrever mais de um parágrafo para sua história sem ser interrompido. VOLTEI! Quase... Sério, cês não sabem a dificuldade que foi escrever isso. Sério. Toda vez que eu começava a escrever, alguém aparecia e me fazia parar. Isso sem contar que eu tive que reescrever o capítulo, porque decidi deixar o que estava escrevendo antes pra depois ( ele virou a dimensão onze) Mesmo assim, o arquivo desse novo capítulo foi criado em 22 de Abril. Bom, como eu tava dizendo, eu tava aproveitando o recreio na escola, daí eu ficava na sala escrevendo (nunca tinha nada melhor pra fazer mesmo...), mas aí outros alunos começaram a ficar o recreio na sala também, aí eu não conseguia me concentrar. Agora, nas férias, eu estou na casa dos meus avós, onde moram (obviamente) meus avós, um primo um ano mais velho, e eu durmo no quarto dele. A gente ficava até 5 da madrugs jogando coisas, mas ele viajou, então comecei a aproveitar a madrugada pra escrever. Enfim, desculpa por eventuais erros, é que... bom, eu escrevi o capítulo quase inteiro pelo celular, e mais perto do fim, foi sempre na madrugada, então... Ah, mais duas coisas: Desculpa a ausência, mas a tendência é só piorar com a volta às aulas, além de que eu pretendo fazer uma pausa. Eu vou escrever vários capítulos de uma vez, e vou postá-los aos poucos quando estiver perto do fim, mas nesse meio tempo eu comecei uma outra história (começou como uma fanfic de Fairy Tail, mas acabou virando original) que pretendo postar assim que conseguir pensar em um nome. O plano era que saísse só quando eu terminasse essa daqui, mas... bom, a prioridade vai continuar sendo as histórias do Herobrine, mas vão sair alguns lá de vez em quando. Do que eu tô falando? Foi só falar sobre as interrupções que chegou minha tia com seu bebê de... sei lá quantos meses. Enfim, o segundo assunto... Acreditam se eu disser que esqueci? :p P.S.: No "Veja como ficou", eu percebi que o Nyah! se recusou a aceitar os parágrafos por algum motivo desconhecido que eu não entendi. Espero que vocês entendam e não se incomodem, mas quando eu voltar pra casa vou poder usar meu computador, então darei uma olhada pra ver o que foi que houve.

Acordei desesperado, tossindo. Tinha me engasgado com alguma coisa.

— Ei, garoto, você está bem?

— Sim, eu só… — Olhei para a pessoa com quem falava. Uma policial, por trás de grades.

— Ótimo… posso ao menos saber o que eu fiz?

— Desacato a autoridades e vandalismo. Venha aqui para eu tirar suas algemas.

— Sim, senhora. — Me levantei e fiquei de costas para ela. Aproveitei para dar uma boa olhada no lugar. — E onde eu estou?

— Onde acha que está?

— Quero saber da cidade. — A algema saiu.

— Comemorando o ano novo mais cedo? — Ri. Ao menos já tinha uma ideia da data. — Atlântida, capital.

— Certo… — Queria perguntar o ano, mas não tinha uma desculpa para isso,

— De onde você é?

— Londres, Inglaterra. Antes de vir parar aqui? Inferno.

— E onde é isso? — Ela perguntou.

— Não faço a menor ideia, é apenas como eu chamo a casa de um dos meus irmãos, que fica no meio do nada. — Ela riu.

— Um dos? Você tem muitos irmãos?

— Pode apostar que sim.

— E qual o seu nome?

— Thomas… Ender. E você?

— Esquecendo o próprio sobrenome? Vem cá, quantos anos você tem? — Ri. — Eu vou tentar fazer contato com sua família, avisar que te prendemos e pedir pra alguém vir te buscar.

— Boa sorte com isso.

— O que quer dizer?

— Que eu sou um idiota ganancioso, louco por vingança e que perdeu toda a família, com excessão de alguns irmãos que querem me ver morto. Ah, e de todos os meus poucos amigos, eu tenho uma estranha rivalidade com um deles, e sempre que nos vimos tentamos seriamente nos matar, e todo o resto está morto.

— Santo Deus.

— Ah, não, ele não me quer morto… eu acho. Então, vou repetir: Boa sorte com isso.

— Você quem precisa de sorte, eu estou bem. — Ela saiu apressada.

— E você acha que eu não estou? — Respondi em um tom meio irônico, embora fosse verdade.

Descrever seu eu do passado costuma algo extremamente vergonhoso, e esse caso tinha sido uma das raras excessões a essa regra. O que eu senti foi mais ou menos o mesmo que eu senti quando tive aquela briga com Mike no meu último flashback: uma mistura de nostalgia, raiva e, ao mesmo tempo, felicidade por ter acabado, e era um sentimento muito bom. Qual meu problema? Não sei, mas preciso nomear esse sentimento.

Olhei ao redor. Estava completamente sozinho. Talvez eu não estivesse tão bem assim. O lugar era mal iluminado, mas ao menos não fedia. Me virei e dei de cara com a parede azulada porém desgastada que aquele lugar tinha. Soquei-a,mas não muito forte. Resistente. Agarrei então as barras de ferro e fiz um pouco de força. Elas eram menos resistentes que a parede, mas mesmo assim não cederiam tão fácil. Eram a maneira mais rápida de escapar, mas eu ainda tenho até perto do anoitecer, então não há pra que me apressar. Sentei-me em um canto e comecei a pensar em como sair sem ser notado.

— Inferno? Gostei do nome, acho que vai servir. — Ouvi Lúcifer ao meu lado. — Não sabia que mentia tão facilmente.

— Eu passei mais da metade da minha vida mentindo para as pessoas sobre ser humano, porque eu mesmo queria acreditar.

— Justo, apesar de que você está errado.

— Como assim?

— Quantos anos você tem? Como um humano, quantos anos você acha que já viveu?

— Cento e noventa.

— Uau. Você perdeu mais que eu pensei.

— Como assim?

— O ano que você caiu?

— Acho que algo perto de cento e vinte seis…

— Setenta e seis. Você caiu três meses depois de eu me aliar a Herobrine, e ficou vagando como um anjo... você ainda tinha sua essência. Doze anos depois, Rafael te puxou de volta pela cordinha do céu, e só então você caiu. Em oitenta e oito. Caiu em uma família de bruxos que tinham uma filha de três anos, prestes a completar quatro. E então, a mãe dessa garota entrou em trabalho de parto novamente. Dessa vez ela não resistiu. Não teve tempo de chegar ao hospital, e sabe uma coisa que até hoje ninguém sabe explicar? Como ela teve um filho sem estar grávida. Atualmente você, como humano, viveu exatos duzentos e cinquenta anos, e Suzi, sua irmã, viveu duzentos e cinquenta e três. São memórias que você não vai recuperar, a menos que recupere a sua essência.

— Então… minha irmã gêmea é mais velha que eu e eu tenho mais memórias perdidas que as que estão voltando agora… uau. Eu realmente tenho algum problema.

— Você nem tem ideia, mas ela não é bem sua gêmea… é difícil de explicar. — Ele concluiu ao ver minha cara de confusão. — E sim. Muitas. Suas memórias de anjo, assim como algumas mais antigas, mas você não vai recuperá-las pelo Nether. Se as quiser de volta, vai ter que passar pelos doze testes. Então, como vai sair dessa cela?

— Eu não sei, eu… — Ainda estava meio atordoado — posso remover uma das barras, mas daí teria que sair pela porta da frente e acabaria matando todo mundo, e como meu objetivo é justamente o oposto eu não posso fazer isso.

— Tem uma porta nos fundos.

— Alguém vai aparecer aqui logo para ver como estou, e eu vou demorar demais a chegar nessa tal porta dos fundos. Eles vão me pegar.

— E por que não quebra a parede?

— Muito barulhento.

— Pare de achar defeito em tudo! — Ele disse em um tom um pouco mais alto. — Lembre-se, um defeito pode te levar à sua solução. — E sumiu.

— Ei! — Gritei. — Volta aqui!

Me virei de volta para a parede e comecei a pensar. Será que valeria a pena?

— Ei, você está bem? — Uma pequena loira apareceu no final do corredor.

— Ah, sim, tudo bem, só estava pensando em… esquece.

— Ah, ok… é só que eu te ouvi e gritar, e… — Ela mordia timidamente a unha de um dos dedos.

— Não, eu estou bem, só bati a cabeça no… — Olhei ao redor, e a única coisa que vi que estava na altura certa para que eu pudesse usar de desculpa era o… — Cano. Eu estava dando umas voltas e bati a cabeça nesse cano que, na minha opinião, deveria estar mais em cima, ou ao menos ser pintado de uma cor diferente. — Como é bom saber mentir.

— Eu sugeri isso no meu primeiro dia aqui, mas…

— Deixa eu adivinhar: eles não aceitaram porque não tem ninguém para não ver ele. — Interrompi-a.

— Na verdade, sim. Eu nunca entendi direito porque eles mantinham o lugar se não tinha ninguém cometendo crimes, mas preciso do dinheiro e eles tinham salários melhores que os outros locais que precisavam de gente. — Ela contou.

— Ah, é mesmo? E o que você cursa?

— Como você adivinhou? — Ela perguntou surpresa.

— Era bem óbvio. Você é bem nova, e os únicos motivos para alguém na sua idade precisarem de dinheiro são faculdade ou gravidez, e você não tem cara de quem tem um filho… apesar de que os sintomas são basicamente os mesmos — Respondi.

— Bom, Eu… eu comecei com administração, mas agora estou cursando engenharia civil.

— Engenharia… — Sussurrei, apenas para mim mesmo

— E você? — Ela perguntou, e eu vi uma oportunidade de aproximação.

— Eu ia cursar direito, pra tentar tirar meu pai da cadeia, mas daí a vida decidiu me sacanear e hoje eu já não tenho mais ideia do que fazer com a minha vida.

— É, acho que sei como se sente. Tal pai, tal filho então, né? — Ela riu meio sem jeito. — E seu pai, foi preso por quê?

— Ele foi pego na cena do crime e não tinha nada que provasse sua inocência, então… culpado até que se prove o contrário.

— E você acha que ele é inocente?

— Eu costumava ter certeza disso, mas agora… eu não sei.

— Então, o que foi que você realmente fez?

— Nada. Por causa do meu pai, eu me tornei um excluído na escola, e minha irmã mais nova teve que mudar de sobrenome e agir como se não me conhecesse… nós nunca contamos nada à minha mãe. — Continuei tentando me aproximar dela.

— Mas por quê? Ela poderia ter resolvido isso! — Ela perguntou, demonstrando pena.

— Ela já tinha muito com o que se preocupar. Se jogássemos mais isso em suas costas…

— E o que aconteceu depois?

— Bom… eu cheguei ao terceiro ano do ensino médio, e tudo desmoronou de uma vez. Meu único amigo saiu da escola... — Hora de ver se sou realmente bom com mentiras. — Mas logo no primeiro dia eu fiz amizade com um novato que não sabia sobre o meu pai. Fuii atacado e ameaçado e o novato descobriu. Algumas semanas depois, minha mãe morreu. Mais um mês e eu encontrei meu único amigo tentando matar minha irmã, parti pra cima dele e nós tivemos uma briga bem feia, em que eu quase morri, mas ao menos protegi minha irmã. Tudo que me lembro depois disso é que nós estamos todo o tempo tentando nos matar. Isso foi há... — Essa era a hora de perguntar. — Em que ano estamos mesmo?

— Duzentos e cinco.

— Cinco anos. — Respondi, após fazer as contas e dividir o resultado por 10.

— Você não parece ter muito mais que dezoito…

— É, bom, todos dizem isso… — Soltei um sorriso falso, agradecendo o elogio.

Então, era isso... hoje era o dia em que Mike vinha em uma missão por Locke e acidentalmente me encontrava. Agora eu tenho que parar de me fazer de vítima e de enganar esta garota. Hora de impedir uma cidade de sumir do mapa.

— Escuta… eu não sei porque eu estou aqui, mas eu tenho algo muito importante pra fazer antes do fim do dia, então eu preciso sair daqui agora, antes que uma coisa muito ruim aconteça.

— Que tipo de coisa?

— Você não acreditaria em mim.

— É mesmo? — Ela tirou uma chave do bolso. — Então você não vai sair tão cedo. — Um pequeno sorriso se estampou em seu rosto.

— Como você conseguiu isso? — Fiquei surpreso ao ver que aquela garota tímida tinha roubado a chave da minha cela. Vou precisar mentir mais um pouco…

— Eu fiz cópias um tempo atrás, pra garantir caso perdêssemos alguma das chaves.

— Tudo bem. Então, façamos o seguinte: Eu te conto e você me solta, não importa o que eu diga.

— Por quê?

— Porque é uma coisa bem difícil de explicar.

— Bom… acho que… — Ela se calou por alguns instantes. — Pode ser. — Ela disse, confiante.

— Certo. — Eu devia ter pensado em algo enquanto ela explicava sobre a chave. — Vou tentar explicar de um jeito que você entenda…

— Só não demore muito… já passei muito tempo aqui, eles podem suspeitar.

— Bom, é melhor você voltar agora. Aposto que já estão suspeitando.

— Se você contar eu saio agora.

— Olha… tudo bem. — Vou ter que improvisar. — Acontece que eu estou seguindo um bruxo, um muito poderoso, e ele vai estar aqui em uma missão logo, para… exterminar um outro, e os dois são muito poderosos, então eu tenho medo das consequências.

— E o que você pode fazer? Com eles, o que você vai fazer com eles? — Escondi uma mão atrás de mim e comecei um feitiço de materialização.

— Bom, eu… — O feitiço estava quase completo. — Eu sei uma… na verdade, duas coisas, além de magia, que podem acabar com bruxos.

— Ah, é? O que, então?

— São dois materiais comuns em industrias e em laboratórios, mas que não são tão fáceis de conseguir e são mais difíceis ainda de usar. — O feitiço estava pronto.

— Então como vai usá-los?

— Já usei, com essa arma. — Mostrei minha mão, agora com o revolver que criei, e que mesmo com minhas péssimas habilidades com feitiços de criação estava inteiro. Quase.

Olhei para o tambor, e vi que faltavam duas balas. Mas quem se importa? As balas são comuns, mesmo. Eu tenho minha espada comigo, e é ela que eu pretendo usar, não essa arma humana.

— Você já matou algum bruxo com ela? — Ela perguntou

— O quê?

— Estão faltando duas balas… você matou alguém com elas?

— Ah, sim, eu… eu fiz essa arma por causa de um deles, que atacou uma amiga minha, e eu tinha que protegê-la… mas ele matou-a mesmo assim, então eu decidi me vingar e estou atrás dele até hoje.

— E você acha que ele vai estar aqui hoje?

— Não. Eu sei que ele vai estar aqui, e que ele está em uma missão para eliminar um outro bruxo, e até onde eu soube, os dois são extremamente perigosos.

— Que boa a vida, né?

— Pois é… agora, será que você pode me tirar daqui?

— Eu até poderia, mas… — Ela parecia que não queria dizer “não”, mas também parecia não querer fazer.

— Eu saio pelos fundos… — Imaginei que era porque tinha medo que me vissem.

— Não é isso, é que… — Ela estava começando a corar. — Você não pode simplesmente conversar com eles? Talvez convencê-los a se entregar, ou algo assim…

Por que ela pediu isso? Será que ela também é uma bruxa? E se ela for o alvo inicial do Mike?

— Por que você está me pedindo uma coisa dessas? Um deles matou minha única amiga! — Tentei soar o mais convincente possível.

— É que meu pai sempre me disse que os bruxos só são assim porque ninguém os compreende, e então começam a maltratá-los, então… será que você não pode… sei lá, tentar convencê-los a se entregar?

— Tá, eu… — Abaixei a cabeça e suspirei, decepcionado. — Acho que eu posso tentar.

— Nós.

— O quê?

— Eu quero… eu vou com você — Ela disse, dando ênfase no “vou”, como se quisesse soar determinada.

— Melhor não. — Ela se afastou um pouco. — Vai ser perigoso. Eles são os bruxos mais fortes com quem eu já cruzei, e…

— Não importa. Afinal de contas, você vai estar lá pra me proteger, não é? — Odeio pacifistas.

— Tudo bem, só abre a cela.

— Vamos — Ela indicou o caminho.

Passamos por todas as celas e então havia uma porta que levava a um pequeno armazém, e lá encontramos a porta dos fundos.

— Tudo bem, temos que ir… — Tentei me lembrar onde a briga começaria.

— Você sabe se algum deles já está aqui?

— Um, sim.

— E como o outro vai chegar?

— Acho que… ele vai pegar um trem! Ele vai chegar às… quatro da tarde, na estação principal.

— Estação principal? Isso é muito longe!

— Mas, em compensação, temos muito tempo. Que horas são agora?

— Cinco e… alguma coisa.

— Tudo bem, talvez não tanto quanto eu queria… mostre o caminho, vamos!

— Por que não podemos pegar um táxi?

— Porque nunca tem nenhum por perto quando precisamos! Você tem um carro?

— Como o salário que eu ganho pra pagar a faculdade?

— Tem razão. — As ruas estavam vazias e os carros estavam todos estacionados. — Sabe dirigir? — Atravessei a rua, na direção de um carro.

— Meu pai me ensinou o básico quando eu era menor… — Quebrei a janela do carro, destranquei a porta e abri.

— Que bom, porque eu não sei. — Entrei no carro e comecei um feitiço para fazê-lo iniciar, que terminou quando ela chegou ao lado do carro. Destranquei a porta do motorista, mas ela não entrou.

— O que está fazendo?

— É um carro que depois podemos devolver ou a cidade. Sua escolha.

— Tudo bem… — Ela entrou.

— Sabe o caminho?

— Mais ou menos… olha se tem um mapa por aí. — Ela ordenou.

— Nada aqui — Disse após vasculhar o porta-luvas.

— Olha aí atrás. — Fui passar para o banco de trás para procurar, mas senti algo me atingir e acabei caindo inconsciente.

Acordei desesperado e com medo. Esse flashback tinha sido, no mínimo, constrangedor…

Olhei ao redor. O carro estava estacionado em uma das bombas de um posto de gasolina, e a garota tinha sumido. Tentei abrir a porta, mas estava trancada e o carro desligado, sem gasolina. O único jeito de sair seria usando um pouco mais de força, mas alertaria as pessoas no posto… que eu então reparei que estava vazio. Decidi então abrir a porta, e correr para ver o que houve. Quando entrei, encontrei as pessoas encolhidas e com medo, e mais um destroçado.

— O que aconteceu aqui? — Perguntei, olhando o corpo.

— Ele atirou, mas ela não morreu… — Um homem respondeu. — O que ela era?

— Ela? — Perguntei um pouco mais alto que eu queria.

— Uma garota loira… — Uma outra pessoa respondeu, por trás de uma das prateleiras. — Baixinha, que parecia simpática. — Me aproximei lentamente do morto, enquanto a garota era descrita antes de atacar, e pude perceber mais semelhanças ainda com minha acompanhante. Isso estava ficando bem estranho…

O homem estava com alguns ossos do peito expostos, sua camisa (ou o que restou dela) estava completamente suja de sangue e o nariz parecia ter sido quebrado. Olhei em seus bolsos, e encontrei uma carteira e um celular bloqueado por senha. Na carteira, um pouco do dinheiro nacional e um distintivo da polícia da parte norte da cidade, que era a menos pacífica. Apanhei a arma perto dele e chequei a munição. Ele teve tempo de disparar três vezes, então provavelmente tentou rendê-la e ela reagiu, socando seu rosto. Coloquei o pente de volta na arma para procurá-la. Não tinha motivos para aquela gente saber dos meus poderes.

— Recomendo que esperem aqui, para ela não suspeitar caso volte. Se eu não vier aqui de novo em… — Vi um relógio pendurado em uma das paredes. — Se eu não voltar em três minutos, fujam da cidade. — Ordenei. — Eu vou pedir reforços.

— Reforços? A quem? — Uma mulher perguntou.

— Prazer, detetive Thomas Riverwood, do FBI. Apresentaria meu distintivo, mas a mesma garota roubou ele de mim.

— FBI? E o que veio fazer aqui?

— Eu estava de férias. — Saí e fui para a parte de trás do lugar. Pegadas quase imperceptíveis, e uma mancha de sangue na parede,

— Droga, não vai sair tão fácil… — Ouvi alguém resmungar mais ao longe. Segui a voz, e encontrei a garota tentando limpar uma mancha de sangue de sua blusa num rio, convenientemente perto do posto.

— Parada aí, loirinha. — Encostei o cano da arma em sua cabeça. — Você tem o direito de se render e me explicar o que diabos está fazendo.

— Droga… — Ela suspirou. — Mas e essa arma, é pra me ameaçar?

— Por que mais eu a teria?

— Você sabe que ela não vai me ferir.

— Ah, é mesmo? — Provoquei. — E porque não? — Eu queria ter certeza. Será que ela era o alvo do Mike?

— Pelo mesmo motivo… — Ela se virou e rapidamente roubou a arma de mim. — Que ela não cai ferir você. — E atirou.

— Droga… — Suspirei. — Tudo bem, você me pegou, eu sou um bruxo. Quando você descobriu?

— Eu notei que você estava conjurando um feitiço de criação antes de você me apresentar a arma, lá na cela. Sem contar que você passou por um detector de metais sem que aquela coisa disparasse, então…

— É, bom, parabéns, mas isso não muda o fato que você matou alguém, e ainda por cima me atacou.

—Tá, e…

— E eu não posso deixar você sair assim dessa.

— Ah, por favor, ele me atacou primeiro, eu só revidei.

— Arrancando as tripas dele fora?

— Tudo bem, talvez eu tenha exagerado um pouco.

— “Talvez eu tenha exagerado um pouco?” você me nocauteou por motivo nenhum, destroçou um policial, e quer dizer que talvez tenha exagerado um pouco?

— Tá, eu exagerei bastante. Eu só quero sair dessa cidade antes de ser achada.

— Então você realmente é o alvo do Mike.

— Mike? Não, eu estou fugindo de outra pessoa.

— É, e Mike foi enviado por...

— Não, não pode ser, não chegaria a esse ponto...

— Bom, vai ver ele tem mais o que fazer. — Percebi então que havia algo errado: os únicos momentos que Locke trabalhou sozinho foram quando ele tinha que recrutar alguém, e depois que eu comecei a perseguir ele Mike e companhia estavam sempre ao seu redor.

— Eu duvido, meu chefe teria me avisado.

— Seu… chefe? — Estranhei. Era raro bruxos trabalharem em grupos naquela época, e normalmente eles trabalhavam como parceiros, como eu e Mary fazíamos, não como chefe e subordinado.

— Sim. É um cara que coordena uma gangue pequena aqui e mais uma no além-mar. Ele veio à cidade hoje para ter certeza que estava tudo bem.

— E por acaso você sabe o nome dele?

— Eu não posso dizer isso, mas eu tenho certeza que ele teria me avisado se outra pessoa tivesse sido mandada atrás de mim.

— Você pode me dizer quem é que está atrás de você?

— Ah, é uma moça que eu conheci na escola, nós eramos amigas, depois brigamos, e quando descobrimos que éramos bruxas fomos estudar juntas, mas… tínhamos ideias diferentes sobre os humanos. Ela adora eles, eu quero matar todos… sabe como é, né?

— Sabe… — Tentei lembrar quem já tinha me contado aquela história antes. O Nether poderia me ajudar um pouco com isso… — Eu acho que eu já ouvi uma história parecida antes, mas não lembro muito bem quem me contou… pode me dizer o nome dessa sua amiga?

— Ah, sim, era… Mary… — Não pode ser. — Como era mesmo o sobrenome dela?

— Novak?

— Isso! — Ótimo, agora tudo estava voltando:

Quando conheci Mary, nós dividimos nossas histórias, compartilhamos experiências, e ela me contou seu lado da história. Nós dois nos aliamos para nos vingar do Mike e da amiga dela… qual era seu nome mesmo? Não, o importante é que nós dois prometemos desistir… mas nessa época, ela já tinha morrido. O que está acontecendo aqui?

Acontece que aquela não tinha sido a primeira vez que eu tinha ouvido aquela história. Não consigo lembrar quando, como, nem porque, mas eu já tinha conversado com essa garota, e ela tinha me contado sobre isso. Ela inclusive tinha dado detalhes e o nome dela… como era mesmo?

— Queria poder dizer a ela que estava certa… — Suspirou pesadamente.

— Sabe… a verdade é que não há perigo de ela vir te atacar, porque…

— O quê? Você conhece ela?

— Como você acha que eu sabia o nome dela?

— Eu achei que tinha sido um chute…

— Nah, eu nunca fui muito bom com isso.

— E o que você queria dizer?

— É que… esse bruxo que está vindo aqui, Mike, ele… bom, eu e ele temos uma história como a sua e da Mary, mas mais... complicada… lembra quando eu disse que eu estava brigando com um colega há Cinco anos?

— Lá na cela, seu amigo do ensino médio?

— É, bom… são Cinquenta anos, e… esse ano fazem vinte e três anos que eu conheci Mary, e vinte e cinco desde que ele causou a morte dela. —Tentei incentivá-la a ir comigo atrás de Mike, mas acabei deixando-a extremamente chocada.

— Vamos. — Ela se esforçou pra engolir a raiva e falou secamente, após um ou dois minutos parada, esperando que dissesse que estava mentindo, ou ao menos desse algum sinal disso. — Temos que salvar a cidade.

— E só percebeu agora? — Ironizei.

— O que você fez com os civis dentro do posto?

— O tempo que eu dei a eles foi de três minutos até eu voltar. Você gastou esse tempo quase todo parada, pensando no que fazer. Sem contar que o tiro deve tê-los assustado ainda mais, então eles devem estar longe.

— É melhor que estejam. — Ela jogou a arma longe, vestiu a blusa ainda manchada de sangue e seguiu o caminho de volta.

— É, bom… quem sou eu pra negar? Eu provavelmente faria o mesmo se outra pessoa tivesse matado o Mike.

A viagem foi longa: passamos mais de uma hora na estrada, jogando conversa fora. Descobri que ela tinha sessenta e dois, e tinha descoberto ser uma bruxa com vinte e dois. Mary a contou. Na época, ela já sabia há algum tempo, e descobriu que sua amiga também era uma. As duas contra o mundo. Depois, se envolveram com humanos, e brigaram por terem ideias diferentes. Depois que ela se mudou pra Atlântida, ela conheceu um outro bruxo, que a fez ver as coisas pelo outro lado. Ela começou a tentar agir como uma humana, mas sempre acabava parecendo uma garotinha tímida. Decidiu que era melhor assim, e às vezes ela mantinha o disfarce mesmo entre bruxos. O bruxo que a fez mudar de ideia viria a ser seu chefe, e a aconselhava a esquecer sobre Mary. Não lembrei de perguntar seu nome.

Ao chegarmos na estação de trem, faltavam dez minutos para quatro horas. Mesmo depois de ele chegar, ainda teríamos algumas horas até a briga começar. Ao menos já era alguma coisa...

— Nós temos até o anoitecer. Se não o acharmos até lá …

— Tudo bem, entendi. — Ela me interrompeu. — Vamos achar ele antes que ele te encontre, senão…

— Não vão sobrar nem as ruínas da cidade.

— Certo. Alguma ideia de onde começamos a procurar?

— Bom… ele provavelmente vai estar com fome quando chegar, talvez precise ir ao banheiro.

— Certo, então eu vou ao banheiro e você…

— Eu acho que é melhor eu ir ao banheiro. — Ela parou pra pensar um pouco, e corou um pouco ao perceber o que tinha dito.

— É, tem razão… então você vai pro banheiro.

— Ah, mais uma coisa: precisamos de uma forma de nos comunicar, eu não acho que lutarmos sozinhos contra ele seja uma boa ideia. — Mike era bem assustador naquela época, e mesmo eu atualmente sendo mais poderoso e tendo mais experiência, ainda seria uma luta difícil de ganhar sem destruir ao menos metade da cidade, e isso eu queria evitar. O melhor que eu podia fazer era nocautear ele e a garota, e depois levá-lo pra longe, fora da cidade. Se desse tempo, diria a ela que ele a derrubou mas eu consegui o parar. Me parecia um bom plano.

— Tudo bem, é… precisamos ir a um lugar mais privado, não tem como eu usar magia aqui.

— Não temos tempo… — Olhei bem para tudo ao redor: o banheiro era o único lugar que ela poderia ir, mas era muito longe. Olhei pra ela. Olhei bem. Ela era meio baixinha, cerca de um e sessenta, de cabelos loiros cacheados até pouco depois de seus ombros e muito branca. Vestia calças jeans, sua blusa branca com uma mancha de sangue que não conseguiu limpar e um casaco por cima, que tinha achado no posto e usou pra cobrir a mancha. — O casaco!

— O quê?

— Cubra suas mãos com o casaco e crie alguma coisa.

— Não! Alguém pode ver a mancha…

— Droga… por que você usa roupas tão claras?

— Por que eu não usaria? Eu uso a cor que eu quiser.

— Sim, mas… esquece! Você tem algum bolso?

— Eu acho que… — Ela procurou um bolso dentro do casaco. — Sim!

— Tudo bem, então...

— Eu já entendi. — Ela tirou um walkie-talkie que tinha criado.

— Tudo bem, vamos. — Peguei-o, mas ela o segurou.

— Sabe o caminho?

— Essa não é a primeira vez que eu estive aqui, nem a segunda.

— Tudo bem. — Ela soltou e nos separamos.

Antes de ir ao banheiro, fui me certificar que seu trem já tinha chegado na estação. Corri até a plataforma principal, a tempo de ver o trem chegar. Infelizmente, ele estava com muitos passageiros, e não pude ver Mike descendo. Decidi continuar procurando ele lá: ele tinha que passar por alguns seguranças antes de ter passagem liberada para o resto da estação. Lá, a movimentação costumava não ser muito grande, então eu poderia encontrá-lo com mais facilidade. Tudo que precisava, era fingir que esperava alguém e ficar de olho nos passageiros que eram liberados até ele aparecer.

— Só espero que não demore muito… — Me encostei em um canto em que poderia ver todos os passageiros liberados sem ser notado.

— Thomas? — Ela chamou pelo rádio.

— Aqui. — Respondi.

— É que eu acabei de me tocar que… eu não tenho a menor ideia de como ele é.

— Droga. Tudo bem, é… ele é um pouco mais baixo que eu, usa óculos, cabelo escuro… — Tentei lembrar mais sobre ele. — Ele costuma vestir verde, e talvez ele esteja de mangá comprida. — Quando nos encontramos estava escuro, e ele já tinha passado no hotel e trocado de roupa, então não podia confiar muito bem no que lembrava.

— Tudo bem, mas… verde claro ou escuro?

— É… acho que claro.

— Tudo bem, então só tenho que procurar por alguém de verde, manga longa e cabelo escuro.

— E óculos.

— Tudo bem, entendi.

Enquanto conversava com a garota, não prestei atenção nas pessoas saindo, mas quando desliguei pude ver ele, ao longe, indo na direção dela.

— Droga… — Com tantas pessoas na frente, não tinha como correr sem correr o risco de perdê-lo de vista, mas se andasse ele ia chegar até ela, e não ia ser nada bom. — Certo, então eu vou correr até onde ele está e procurar por ele de lá.

— Procurando por mim? — Ouvi-o atrás de mim, assim que cheguei.

— Mike? Por que você está aqui?

— Por favor, não finja que não estava me perseguindo.

— Não, eu ia me encontrar com uma amiga e estava atrasado.

— Sei. E qual o nome dessa amiga?

— É…

— Eu sabia. Você não tem amigos.

— Ei, isso é…

— Depressivo.

— Não, é… quer dizer, também, mas não é o que eu ia dizer! Escuta, eu não estou mentindo.

— Sei.

— Eu posso te apresentar a ela. Eu conheci ela pela Mary, e quis me encontrar com ela pra avisar que ela morreu, eu só me encontrei com ela uma vez, e não lembro o nome dela.

— Nisso eu posso acreditar. A Mary deve ter feito bastante por você, pena que não foi o suficiente…

— O que você está insinuando?

— Nada, não… eu só acho que essa é a única garota que você conhece, e é só porque sua namorada te apresentou.

— Pra começar, nós nunca namoramos.

— Que orgulho do meu garoto...

— Eu vou te matar.

—Tente, e você morre antes de se virar.

— Ui, que bravo… — Tinha como agir como aquele imbecil que eu era aos… sei lá, alguma coisa entre oitenta e cem. — Não combina com você, mas faz até você parecer perigoso.

— Haha, engraçado, principalmente vindo de você.

— Aposto que sou mais assustador que você.

— Ah, sim, claro que é. — Me virei, ficando cara a cara com ele.

— Eu sou. — Acertei sua barriga e dei-lhe um gancho de direita. Caiu na hora. Felizmente, as pessoas ao redor notaram apenas o momento que ele atingiu o chão, ninguém me viu o atacando. Fingi que ele tinha desmaiado, que éramos irmãos e que ia levá-lo a um hospital.

Levei ele até um beco próximo, o amarrei e o mantive lá por algum tempo.

— Achei que você não estava atrás de mim. — Ele reclamou quando acordou.

— É, mas eu encontrei essa bruxa que eu tinha falado, ela perguntou pela Mary, uma coisa levou à outra e agora ela quer te matar. Não posso deixar, posso?

— Desgraçado...

— Juro que não pretendia. Não juro que estou dizendo a verdade, mas…

— Se você jura, você tem que estar dizendo a verdade.

— Eu sei. Enfim, você vai ficar aqui e eu vou falar com ela. Temos um assunto a tratar.

Corri de volta para a estação e fui até a garota. Disse a ela que o tinha capturado, e a levei até ele. Ela merecia saber exatamente o que aconteceu. Seria decepcionante, e bem perigoso, mas ela merecia.

Quando voltamos, já era noite. O tempo passou muito rápido. Entramos no beco, e ele não estava mais lá. Por que estaria? Provavelmente tinha se encontrado comigo e começaram a se matar. Tínhamos que impedi-los.

— Você realmente precisava ir me chamar?

— Bem, eu...preguiça?

— Você mente muito melhor que isso, eu sei.

— Ele não deve estar muito longe, ainda podemos achá-lo, mas vai ser mais fácil se nos dividirmos. — Tentei lembrar onde ocorria o “evento”.

Acabei seguindo o caminho que passava de volta pela estação. Procurei-os por muito tempo, e quando estava desistindo, comecei a ouvir as explosões, do outro lado da cidade.

A garota estava em perigo.

Corri até lá o mais rápido que podia, mas estava muito longe. Já tinam derrubado o quinto ou sexto prédio quando cheguei lá, em tempo apenas de ver Mike me… jogando Thomas para longe, na direção do que parecia ser um restaurante. A arena se resumia a uma cratera cercada das ruínas de alguns prédios.

A garota não parecia estar por perto, o que era bom. O ruim é que, se eu parar a briga… eu não podia fazer muita coisa sem alguém que soubesse adulterar memórias. Mas e se eu tivesse interferido, mas tivessem apagado da minha memória e do Mike?

— Por que é tão complicado?! — Reclamei.

— Thomas? — Ouvi a garota chamar, e fui puxado, caindo por cima dela. — Ai. — Me afastei.

— Você está bem? — Olhei-a de cima a baixo. Claramente, ela não estava. — Como isso...

— Seu amigo é…

— É, eu sei… — Não poderia fazer muito por ela. Sua perna direita tinha sido esmagada pelos destroços de alguma coisa. — Vou precisar da sua ajuda pra levantar isso, é muita coisa junta. —Arregacei as mangas, respirei fundo e me abaixei.

— Não…

— O quê?

— A única forma de você me salvar seria me levando a um hospital imediatamente, e não tem nenhum por perto.

— Eu me viro.

— Thomas… é uma vida desperdiçada ou uma cidade salva. — Percebi que ela estava chorando. Aposto que pensava em quão injusto estava sendo, mas ainda sim ela queria se mostrar forte.

— Eu nem sei seu nome… — Não pude conter as lágrimas. Eu tinha acabado de conhecê-la, mas por causa da Mary, sentia que já nos conhecíamos há muito tempo. E eu ia perdê-la. Assim como perdi Mary, e como provavelmente perdi Winter.

— Frusciante. Dani Frusciante. — Ela sorriu.

— Dani… — Sorri de volta e peguei sua mão. — Foi um prazer te conhecer.

— Eu digo o mesmo.

— Não se preocupe, garota. Eu vou te salvar. Prometo.

— Essa não é uma promessa que você pode cumprir.

— Sim, eu posso. Talvez não agora, mas posso.

— Vá. — Ela soltou minha mão.

Enxuguei as lágrimas e me virei. Não estava tão triste quanto eu queria. A tristeza estava se transformando em um outro sentimento. Um sentimento ruim. O ódio estava me consumindo. Estava perdendo o controle do meu corpo. Não me importei. Apenas permiti que ele entrasse, e deixei-o partir pra cima de mim, do Thomas do passado, com tudo. Ele merecia morrer. Mesmo com todos os meus esforços, a cidade vai afundar. Mas não serão eles. Será apenas uma pequena manifestação de minha raiva.

Notas finais
E se eu disser que eu também esqueci o que ia dizer aqui? -mentira Duas coisinhas (de novo): Eu tive que cortar MUITA coisa nesse capítulo pra ele ficar desse tamanho. Tive também que adaptar o começo e o final. Eu basicamente passei a tesoura no capítulo. É que essas interrupções foram me fazendo esquecer o que ia acontecer, aí eu ia fazendo de um jeito diferente de como ia ser toda vez. Segundo: Os capítulos flashback nem sempre ocorrem no final de um capítulo. Por exemplo, no capítulo "A Ponte", ele ocorre enquanto o Thomas tá descansando. Nesse caso, temos dois: o de quando ele é nocauteado e o de quando acaba. Eu só vou postar o de quando acaba, porque... enfim. Acabou. Agora, se me dão liscença, vou voltar a dormir (mentira, não durmo mais, vou ler tudo o que postaram nesses dois meses que eu passei sem nem entrar no Nyah! e depois... sei lá.) Se quiserem, deixem seus comentários. Se não... sei lá, toma um suquinho. Tchaaaaaaau