Soul Survivor: O homem que sobreviveu ao Nether
2 Capítulo dois: Conhecendo o Nether
Notas iniciais
–Thomas? Thomas, você está bem? — Ouvi uma voz me perguntando
–Quem é você? – Perguntei assustado
–Morte pediu para que eu te levasse para a sua essência, lá no reino de Lúcifer. – Respondeu ele
–Tudo bem. – Respondi me levantando – E qual seria seu nome?
–Meu nome é Daniel. – Disse ele.
–Tudo bem, Daniel. E como nós vamos chegar lá?
–Bom... Vai ser difícil, mas podemos chegar lá em até cinco semanas...
–Cinco semanas? – Interrompi-o – Tudo isso? Nós precisamos chegar lá mais rápido, se não Herobrine vai matar meus amigos!
–Ei, não se preocupe. – Disse ele me acalmando – Lá na Terra vão ser apenas cinco dias. É que aqui o tempo passa mais devagar. Enfim, temos que ir logo. Eu vou te mostrar alguns pontos de referencia caso você se perca, ou então morra...
–Morra? Mas eu não já estou morto? – Perguntei
–Pois é... É que mesmo você estando morto você ainda pode morrer. Então você volta para o lugar ode você apareceu originalmente aqui no Nether.
–Ah. Bom, então vamos lá, antes que algo nos mate. De novo. – Disse.
–Tudo bem. – Respondeu ele
Nós então começamos a andar pelo lugar, e depois de muito caminhar ele apontou para um grande desfiladeiro.
–Ali. Ali é o Grand Cânyon do Nether. Herobrine faz muitos sacrifícios aqui. Eu nunca soube o que acontecia com as pessoas que eram sacrificadas, mas elas nunca voltaram. – Disse ele dramático.
–Bom, então temos que ficar longe daqui. – Respondi, voltando a segui-lo.
Nós então caminhamos mais um pouco e chegamos a um lugar com pedras pegando fogo.
–Isso está pegando fogo desde sempre. Quando eu cheguei aqui isso já estava assim... – Ele então fez uma breve pausa. -... E o mais engraçado de toda essa história é que não é normal ter pedras assim, normais aqui no Nether. Eu não sei se você percebeu, mas todas elas são vermelhas. Aquelas são as únicas cinzas.
Nós então retomamos a caminhada até que eu comecei a ouvir sons de porcos. Eu então vi uma grande “clareira” com estranhos porcos nos dois pés e segurando espadas de ouro.
–Mas o que? – Perguntei
–Ah, aqui é o lugar. Você está vendo aqueles porcos, com pele desmanchada, segurando espadas e nos dois pés? – Perguntou Daniel
–É bem difícil não ver. – Respondi
–Aqueles são zombie pigmans, ou, se preferir, homens porcos zumbis. E aquele é o lugar criado por Herobrine para eles. – Disse, provavelmente se referindo a clareira.
–Eu pensei que os únicos monstros que Herobrine tinha criado eram os Ghasts – Disse assustado.
–Ah, bom, você está muito enganado. Eles foram os únicos que Herobrine não criou. Eles são almas atormentadas, com medo e que pensam que os humanos (Pelo menos os vivos) vão fazer algo a eles, e por isso atacam. Bem, não vamos mais perder tempo*, por aqui, venha, vamos logo. — Disse ele
Nós então começamos a correr até chegarmos a uma espécie de ponte por cima da lava, com muitos monstros caminhando para lá e para cá
–Ah, ótimo. — Disse Daniel irônico. — Isso vai ser um grande problema. Isso não estava aqui quando cheguei inicialmente. Acho que seu irmão sabe de sua invasão ao reino dele
–Dan, rápido, aqui! — Disse uma voz feminina a nossa frente.
–Max? Cadê você Max? — Perguntou Daniel procurando a moça que havia dito aquilo.
–Aqui, seu tonto! — Disse uma bonita moça de cabelo curto e moreno e braços longos aparecendo atrás dele
–Você demorou. Fiquei preocupado que Herobrine tivesse te capturado. — Disse ele abraçando a moça — Thomas, essa é Max. Ela vai nos ajudar a achar o caminho na ponte. Ela conhece esse caminho melhor que ninguém. Depois disso ela vai com você em busca da sua essência no reino de Lúcifer.
–É melhor irmos. Depois de chegarmos no reino dele teremos algumas horas antes que ele nos encontre, e então estaremos ferrados. Por isso, temos que chegar lá rápido, pegar sua essência, voltar ao fim da ponte, pegar o Dan e ir embora daqui. — Disse Max — Quando chegarmos vamos nos encontrar com Gabriel e ele vai nos proteger enquanto você cuida de Herobrine.
–Uau. — Disse, olhando para Max surpreso — Você gosta de planejar as coisas. Quanto tempo você levou pra pensar em tudo isso?
–Não importa. Temos que ir logo, antes que Herobrine mate seus amigos, ou volte pra cá, tanto faz. Qualquer alternativa é ruim, por isso temos que ir logo, quanto mais rápido pegarmos sua essência melhor.
–Tudo bem. Mas eu vou precisar de uma arma, se não vou acabar sendo morto. _Eu ainda tenho que me acostumar com isso._
–Morte não te deu seu punhal? — Pergunta Daniel — Use ele
–Só pode estar de brincadeira. Sério isso? Mas ele é tão pequeno, provavelmente não vai nem ao menos ferir um deles. E mesmo que faça algo a eles, é muito pequeno! Vai ser difícil acertá-los, isso se eu conseguir! — Reclamei
–Bom, não tem problema. Você pode ir atrás de nós se quiser, mas você vai ter que se acostumar a usar ele, pois é o que você vai usar para matar Herobrine e salvar a todos nós. — Disse Daniel — E, por favor, pare de me chamar de Daniel, é Dan. — Disse ele pegando sua espada de ferro
–Ótimo, isso vai facilitar muito minha batalha com Herobrine. — Disse pegando o meu punhal de quando era um anjo — Pelo menos com o de Gabriel eu podia atacar mais de longe. Esse é muito pequeno!
–Você vai dar um jeito — Disse Max — Agora temos que nos preocupar com essa ponte cheia das criaturas de Herobrine. — Disse ela, segundos antes de seus braços ficarem cobertos por chamas
–Espera aí... você é uma bruxa? — perguntei olhando para Max
–Isso realmente é importante? — Disse ela, irritada.
–Pra mim é. É que eu tinha gostado de você, mas eu tenho uma regra de não ficar com bruxas. Da última vez não deu muito certo. — Disse
–Bom, chega. Vamos lá! — Disse Dan, correndo em direção à ponte
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