Soul Survivor: O homem que sobreviveu ao Nether

14 Capítulo Flashback: Um convite, uma conversa (um pouco) amigável e desculpas


Notas iniciais
Oi. Lembram de mim? Na verdade foram 25 dias sem capítulo novo, e eu já fiquei mais de 1 mês sem postar, mas... Pra mim pareceu bem mais tempo. E quando eu digo que foi bem mais tempo eu quero dizer que foi BEM mais tempo mesmo. Esse capítulo já está pronto há algum tempo (Terminei ele na mesma madrugada seguinte ao dia que voltei da praia, que foi, se não me engano dia 11) Apesar de ter voltado há algum tempo eu não postei nada. Por quê? Por alguns motivos pessoais e outros nem tanto. Quer saber quais os "nem tanto"? Então senta que lá vem história, se não basta descer um pouco a página até as 7 últimas linhas. Simples, não? "Eu vi o que você fez aí" "Calada Sarah" Para começar eu quis compensar o fato de não ter tido capítulo na Herobrine Apocalypse no dia do ano novo. E, honestamente? Se eu pudesse teria concluído aquela história ali mesmo. Por quê? Pelo simples motivo que eu não consigo mais escrever para lá como eu escrevo para cá. E o pior de tudo é o porquê disso. Acontece que quando eu comecei a escrever aquela história eu ainda era muito novo nisso tudo, tinha pouca experiência (Não que hoje eu manje tudo sobre e saiba escrever muito melhor, eu só evolui de "escritor iniciante" para "Escritor amador 5" nesse longo ano que foi 2015) e acabei cometendo muitos erros no começo da história, além do fato que mudei muito com essa evolução e, além de isso ter refletido em como escrevo eu também passei a detestar algumas das coisas que coloquei na história ou que pretendia colocar. Ritmo muito acelerado, revelações no capítulo seis, morte no sete, daí eu comecei a adaptar coisas de Supernatural para elas encaixarem na história e no final tudo ficou uma bagunça. Eu tenho, sim, um motivo para ter matado o Thomas antes do cap. 10: Eu não sabia como prosseguir com a história sem mudar o final, e isso aconteceu por puro amadorismo, por que eu não me planejei antes de começar, só imaginei o começo e o fim e deixei o resto se desenrolar, o que eu não fiz com essa história. Além disso, eu passei por muitos problemas pessoais durante esse período, o que interferiu na frequência e no background da fanfiction. Quer dizer... não virou nenhum drama nem nada do tipo, só não está bem como eu queria E, além disso, eu tenho muitos problemas com o Nyah! Algumas vezes eu tento entrar no site mas ele não carrega (Mesmo depois de abrir outros sites), outras vezes o capítulo não era registrado, entre outros. E é por isso que escrevo: Por que, assim como todos, tenho meus problemas, e as histórias (Assim como as piadas ruins, né Br... Asura?) são um refúgio desses problemas. Ah, agora que citei-a vai aí uma pequena curiosidade: Asura foi a pessoa que me apresentou ao mundo das fanfictions, e hoje ela não posta mais nada, mas, basicamente ela é a criadora da personagem Bia. Pois é, robei memo. Mas enfim, ninguém aqui quer saber disso, não é? Vocês tão aqui pelo capítulo. Eu tava achando esse romance entre o Thomas e a Winter meio forçado, mas resolvi isso. Como? 3 capítulos novos. Mais 3 capítulos para fazer isso direito. 3 Capítulos que vão fazer muita diferença e vão me deixar mais confortável para escrever sobre esse romance que... Quase dei spoiler. Enfim, capítulo logo abaixo.

Assim que abri os olhos me deparei com Winter saindo do banheiro e imediatamente escondi meu rosto corado na cama.

— Thomas Ender seu pervertido! — Ela exclamou.

— Eu juro que foi sem querer — Cobri minha cabeça com o travesseiro.

— Ei, não se preocupe — Ela riu — Eu já me vesti. — Olhei para ela e vi que ela já estava com sua roupa íntima. — Ah mas, falando nisso, belo corpo que você tem aí, hein? — Ela se jogou ao meu lado na cama e eu olhei por debaixo do lençol, vendo que estava sem camisa.

— Onde minha roupa foi parar? — Me ajeitei para ficar de frente para ela.

— Não sei… Só me lembro que chegamos aqui e você tirou ela dizendo que estava com calor. — Quando ela terminou essa frase ficamos em silênci, analisando um ao outro naquela situação.

Seus grandes olhos azuis olhavam diretamente para mim, mas não nos meus olhos, e seu cabelo levemente ondulado que parecia mais claro que no dia que nos conhecemos estava solto, cobrindo um pouco de seu rosto fino de lábios pequenos e rosados. Além disso, seus seios fartos e o fato dela estar apenas de roupa intima me desconcentrava um pouco quando olhava abaixo de seu rosto, então tentei manter meus olhos ali, apesar de ela estar fazendo o contrário.

Sua mão deslizava delicadamente pelo meu peito, e de vez em quando ela se atrevia a descer mais um pouco, mas logo voltava, e ficamos assim até que fomos interrompidos por batidas na porta.

— Quem será que é? — Perguntei.

— Talvez sejam Summer e os outros em busca das respostas — Ela se preparava para levantar quando puxei-a de volta à cama.

— Não se preocupe, eu cuido disso. — Ela assentiu com a cabeça e se cobriu com o lençol.

Assim que abri a porta uma mão voou em minha direção e bateu em meu rosto. Aparentemente alguém não estava feliz em me ver.

— Onde ela está? — Summer entrou imediatamente no quarto.

— Bom dia pra você também Summer — Segui-a. — Ela está dormindo.

— Espero que ela esteja vestida.

— Não se preocupe Summer, o Thomas não faz esse tipo de coisa — Eu percebi que Bia e Mikhael também estavam no quarto.

— É, e até onde eu sei o Thomas é magricela, então não podemos confiar muito nisso — Calado Mikhael!

— É, bom, eu era, acontece que algumas partes de meu corpo foram destruídas por alguém, e quando elas foram repostas decidi cuidar melhor dele.

— Jura? Eu não sabia nada disso… — Mike parecia não gostar de relembrar disso.

—Eu não quero saber das briguinhas de vocês pelo lanche do primário, eu quero que ele nos explique o que está acontecendo. — Summer estava bastante irritada.

— Como eu vou explicar se eu nem sei do que estão falando? — Me sentei sobre a cama.

— Bom, você vai ter que dar um jeito, ou você vai ficar em uma situação bem desconfortável — Suzi entrou no quarto e me entregou um envelope branco.

— O que é isso? — Perguntei dando uma boa olhada no envelope endereçado a mim.

— Como vamos saber? Ainda está fechado. — Summer respondeu friamente. — E Winter também recebeu um, então imaginamos que tenha algo a ver com o que aconteceu ontem no hospital.

— Bom… Vai ver os W.H.U. estão nos agradecendo por revelar os Mages ao mundo. — Abri o envelope e puxei uma carta, que logo comecei a ler em voz alta. — “Após a demonstração de Thomas Riverwood no Hospital St. James o Ministro de Defesa Humana Frank Smith convida ele e sua parceira Winter Season para uma sessão em seu escritório no Ministério no dia 18/08/332 (dezoito de agosto de trezentos e trinta e dois) como representante dos Witch’s para discutir sobre o estado atual das relações entre os mesmos e os humanos.

Além dos três anteriormente citados também estará presente o presidente e fundador da ONG ‘Witch’s e Humanos Unidos’ (Popularmente conhecida como W.H.U.) Michael Popper.

Esperamos que compareça para discutir sobre o futuro de sua espécie.

Atenciosamente,

A Secretaria.”

— Riverwood? — Suzi perguntou assim que terminei de ler a carta

— Foi o sobrenome que ganhei de minha família adotiva — Soltei a carta perto de Winter.

— Mas então por que “Winter Season”? — Summer perguntou.

— Esse não é seu sobrenome? — Eu então me toquei que ainda não sabia o nome completo de Winter.

—Season é o nosso sobrenome, mas quando nos mudamos para cá também mudamos por que… Nós mudamos.

— E qual o sentido de usar o sobrenome real de um e o adotivo de outro? — Suzi concluiu.

— Se ele sabia o sobrenome real de vocês, então não teria como ele não saber o de Thomas. — Bia entrou na discussão — Então isso só pode significar uma coisa: Ele está escondendo o jogo. Ele deve saber mais sobre essa coisa de bruxo supremo, talvez até mesmo da localização de sua irmã e seu primo.

— Bom… Quanto a isso… — Suzi se pronuncia.

— Espera, eles ainda não sabem? — Summer pareceu segurar a risada. Ela sabia algo além de nossos laços familiares? Vou ter que falar com Suzi sobre isso mais tarde.

— É, bom, ele acha que o fato de estarmos lado a lado em uma árvore genealógica não é suficiente para a história de bruxos supremos ser real.

— Opa, opa, opa, espera aí. — Mike aparentemente entendeu o que ela quis dizer. — Então você é a irmã dele?

— Parabéns Mikhael, você é um gênio — Disse ironicamente — Não vê semelhanças entre gêmeos mas entende uma frase dessas

— O que você está insinuando? — Ele parecia surpreso com minha frase

— Mais importante que isso: Que história é essa de bruxo supremo Tommy? — Winter, que agora estava sentada na cama vestindo uma camisola e mordendo uma maçã que estava próxima da cama perguntou.

—Tommy? — Ela quer piorar a situação?

— É uma lenda bastante conhecida sobre três bruxos… — Suzi começou a explicar ao mesmo tempo que perguntei, o que fez com que ninguém ouvisse o que eu falei.

— Eu conheço a lenda, não sou burra.— Ela interrompeu Suzi — Só quero entender o que ela quis dizer com isso.

— Bom, aparentemente eu sou um dos três bruxos supremos, mas as únicas provas sobre isso são minha irmã que realmente parece ser minha gêmea e um livro de árvore genealógica que provavelmente foi modificado.

— Tommy? — Aparentemente Bia foi a primeira a estranhar a palavra.

— Sim, Tommy. Da mesma maneira que Mikhael vira Mike Thomas vira Tommy. — Winter respondeu, dando mais uma mordida da maçã.

— Ah, acabo de me lembrar — Por favor Mikhael, não diga o que acho que vai dizer. — O que vocês estavam fazendo naquele quarto ontem? — Droga.

— Bom, é… — Olhei para um relógio posicionado em minha direita. — Eu tenho que dar aula hoje e já são dez e vinte, tenho que manter o costume da pontualidade britânica, não é mesmo?

— Ainda temos três horas, você tem tempo mais que suficiente para explicar.— Droga. Ele tem bons argumentos.

— Era uma lavanderia. E a culpa foi minha. Eu avancei em cima dele e…

— Não quero saber de quem foi a culpa Winter. Ele tem um péssimo histórico com mulheres, e não quero ver ele em mais nenhum tipo de relacionamento.

— É… Oi? — Odeio boatos — Desculpa mas, quantos relacionamentos eu tive?

— Felícia, Gaby, Karoline, Mary…

— E metade desses nunca aconteceu.

— Dá pra vocês pararem? Nós estamos perdendo o foco…

— Calada Bia! — Eu ordenei e fui socado por Mike logo em seguida, me desequilibrando e caindo para trás, mas aproveitei para passar minha perna por trás da dele e puxá-la, trazendo-o para o chão comigo.

— Parem vocês dois! — Vi Suzi correr em minha direção, mas fiz um sinal com a mão pedindo para que ela parasse.

— Quer realmente fazer isso de novo? — Perguntei enquanto levantava.

— Lembra do que aconteceu da última vez? — Ele se levantou.

— Uma mão queimada, uma perna arrancada, alguns dentes perdidos, três hotéis destruídos, uma cidade afundada, outra salva de uma explosão… O que mais aconteceu? — Tentei lembrar dos danos que causamos, mas isso foi o máximo que consegui lembrar.

— Eu perdi a visão em um dos olhos, uma fábrica de plutônio sofreu vazamento, quatro laboratórios foram incendiados e o primeiro hospital de transplantes foi fundado para consertar o estrago que não podia ser curado por magia sem que precisássemos transmutar. — Ele parecia também não lembrar de tudo.

— Ah, verdade. — Não pude evitar um sorriso. — Bons tempos.

— Bons tempos? — Summer perguntou surpresa.

— É, bom… Ensinando uma bruxa que roubava bancos a conviver com humanos, ele ainda estava na escola de magia…

— Tentando convencer ele que Locke estava certo, ensinando magia a ele…

— Ah, suas histórias são muito chatas, o mais emocionante que você fazia era me enganar.

— E quanto a você? Tentando viver como um humano. Que bruxo ia querer isso?

— Eu.

— Você não conta, a história é sua!

— Mas é exatamente por isso que eu conto!

— Thomas Ender! — Winter gritou, assustando a todos na sala. — Pare com essa discussão ridícula e peça desculpas a ele.

— Mas, mas…

— Estou esperando. — Quando Winter terminou a frase Mike me olhou com superioridade.

— Eu também — Ele queria me provocar?

— E você também Mikhael Linnyker! — Muito obrigado Bia, ao menos não tomei bronca sozinho.

— Mas ele…

— Sem mas! — As duas reclamaram em uníssono. — Vocês não são mais crianças! — Certeza disso Winter?

— Quase duzentos anos, já viveram mais que a maioria dos outros bruxos guerreiros. — Alguém avise a Bia que não sou um bruxo guerreiro.

— Tudo bem… — Acho que não tenho escolha. — Desculpa Mikhael.

— Desculpa Thomas.

— Muito bem, é… Não entendi o que aconteceu aqui, mas acho que tudo bem. — Sério Summer? — Desde que recuperemos o foco acho que não tem problema.

— Vocês mulheres definitivamente não sabem brincar.

— Ao menos não destruímos metade do planeta por uma briguinha boba. — Não seria bom discutir com elas agora que são quatro e nós dois.

— Mas não foi nem um quarto. — Ou será que foi?

— Na verdade foram três hotéis.

Silêncio

— Sério Mikhael?

— Ah, essa foi boa. — Tão boa quanto sua defesa.

— É, foi boa para parar.

— Melhor não. — Não o incentive Winter! — É sempre melhor se aposentar após fazer algo bom. — Ah, então tudo bem.

— Estamos perdendo o foco de novo… — Não os lembre disso Summer!

— Tudo bem, dessa vez vai: — Por favor, não Mikhael! — Que tipo de relacionamento vocês dois tem? — Tudo bem, eu não vou me esquivar dessa pergunta. Eu vou responder.

— Nós… Bem, nós... estamos testando. — As palavras rasgaram minha garganta enquanto saiam. — Porque, é… — Calma, você consegue. — Ela sente algo por mim, e... depois desse quase três dias eu acho que… que também sinto algo por ela. — Consegui!

— Você acha? — Certo, já que Winter está na mesma sala que acho que eu deveria ter escolhido minhas palavras um pouco melhor. — Então aparentemente se não fossem todas aquelas coisas que eu disse no calor do momento nós ainda seríamos pouco menos que amigos?

— N-não, o que eu quis dizer foi…

— E é por isso que ele tem um péssimo histórico com mulheres. — Por favor Mikhael, poderia calar a boca?

— Mas o que eu fiz de errado dessa vez?

— Que tipo de amigos deitam um em cima do outro em um quarto? — Já fazia um tempo que eu não ouvia Suzi. Preferiria que ela continuasse calada.

— E dormem seminus na mesma cama? — Parece que você gosta bastante de piorar a situação para mim, não é Summer?

— Nós não estávamos… — Winter, assim como eu, estava corada com as duas últimas afirmações. — Ele tirou a camisa por causa do calor, e eu tomei um banho quando acordei e me vesti assim por conforto. — Obrigado por não dizer os detalhes. — E era uma lavanderia, não um quarto.

—Irmã, entenda. Poderia ser a Torre Eiffel e ninguém se importaria. Queremos saber o que e porquê, não onde.

— Um relacionamento um pouco parecido com o que ele tinha com Mary porquê ele gosta de sofrer. — Você sabe como pegar na ferida, hein Mikhael? — Estou certo?

— Mike! — Aparentemente Bia também não gostou do que ele disse. — Pare de importuná-lo com coisas do passado!

— Ele não é a única vítima aqui! — Ele levantou o tom de voz — Sabe quantas vezes ele me perseguiu e quantas pessoas ele matou em uma tentativa egoísta de vingança?

— Eu fui egoísta em querer matar meu único “amigo” que me enganava, tentou me matar e fez de tudo para proteger pessoas que ele havia acabado de conhecer só para provar que é capaz? — Disse, no mesmo tom que ele.. Agora é minha vez de expor seus erros. — Lembra da vez que você tentou matar minha irmã adotiva só para me atingir psicologicamente e depois ainda me fez acreditar que ela tinha tentado matar você por ser um bruxo? Ou quando você atacou o hotel onde eu estava com minha primeira amiga e matou-a a sangue frio? Sabia que foi por causa disso que eu pensei que você tinha causado a morte de Mary?

— Você não tem o direito de falar de mim! Lembra que você matou quase metade da minha família só para me atrair?

— Ao menos eu nun… — Senti uma fraqueza nas pernas e caí junto com ele.

— Deus, vocês realmente são crianças — Suzi suspirou. — Agora vocês vão ficar aí e pensar nessa discussão besta que estava tendo, e só vou deixá-los levantar após se desculparem e prometerem que não farão isso de novo.

— E onde nós estamos? — Tentei dizer, mas minha voz não saiu.

— Ah, esqueci de dizer: Vocês só vão poder falar algo se eu permitir, mas eu ainda vou poder escutar o que vocês querem falar, assim eu sei quando permitir ou não que falem para o outro.. — Ela explicou. — E respondendo sua pergunta: Eu trouxe vocês dois para um lugar tranquilo.

— E se eu não quiser pedir desculpas? — Eu e ele dissemos juntos.

— Oh, parece que os dois teimosos concordam que o outro não merece perdão. Bom, nesse caso vocês vão ficar aqui no chão até apodrecerem.

— Em algum momento vou dar um jeito de sair daqui. — Dissemos, mais uma vez, ao mesmo tempo.

— Sinceramente? Eu duvido muito, já que nem mesmo o ex-diretor Locke conseguiu escapar por vontade própria, mas se vocês realmente acham que são capazes… — Ela se virou.

— Espera! — Ele não vai parar de dizer o mesmo que eu?

— Eu sabia. — Ela virou de volta e se sentou em nossa frente. — Então, o que vai ser?

— Eu… Bom, é… — Eu tentei dizer, mas acabei não conseguindo

— Ah, e vocês também não conseguem mentir, então não adianta dizer só por dizer. — Mais uma regra?

— Então acho que vou ficar aqui pra sempre. — Mais uma vez ele falou ao mesmo tempo que eu.

— Ah, vamos lá.Até agora pouco vocês estavam discutindo sobre tudo de ruim que um já fez ao outro, então por que vocês não falam sobre as coisas boas que fizeram juntos? — Essa teria sido uma boa ideia cinco minutos atrás.

— Bom, teve aquela vez que eu te desafiei a chamar a Karoline pra sair. — Ele disse após alguns minutos de silêncio.

— Nossa, acho que aquele foi o pior fora que alguém poderia tomar. —Comecei a rir.

— É, e talvez você tivesse uma chance se não estivesse tão nervoso.

— Ou se eu não tivesse sido espancado pelo cara que ela gostava algumas semanas antes. — Ele riu.

— Não, acho que não. Eu te salvei antes de ser considerado espancamento. — Nós começamos a rir.

— Viram só? Não é tão difícil assim, é? — Suzi estava com um sorriso no rosto — Vamos, o que mais?

— E quando estávamos subindo aquela montanha por um caminho perto de uma cachoeira e você escorregou, derrubou um casal de humanos e eles caíram na água? — Ele lembrou.

— Acho que eles não gostaram muito de ser interrompidos naquele momento.

— Acho que eles não se importaram, já que eles só nos perseguiram por três dias depois disso.

— Três dias? — Suzi perguntou. — Desde quando humanos aguentam tudo isso?

— Mas você deveria ter visto o que eles fizeram quando finalmente nos pegaram. — Tentei colocar a mão na barriga, mas lembrei que estava paralisado.

— Nunca achei que fosse agradecer por ter um órgão inútil como o apêndice no corpo. — Mike concluiu.

— Espera… Eles arrancaram seu apêndice? — Suzi estava surpresa. — E por que não fizeram nada?

— É que naquela época nós não queríamos matar humanos. — Respondi.

— E no final foi essa uma boa escolha — Ele me interrompeu — Eles eram bem legais e nós conseguimos convencê-los a devolver nossos apêndices.

— E eles também foram de grande utilidade para acabar com nossa guerrinha.

— Isso me lembra que algum dia tenho ir no túmulo deles e agradecer por isso. — Mike riu. — Se não fosse por eles eu provavelmente teria morrido naquele vazamento de urânio.

— Sinto muito por todas as coisas que eu te fiz Mikhael. — Disse após alguns segundos.

— Eu digo o mesmo, e ainda sinto por fazê-lo relembrar de tudo isso. — Ele respondeu.

— Ok, acho que isso é o suficiente. — Ela disse se levantando. — Vamos, levantem. — Senti meu corpo ficar mais leve e quando me toquei estava de volta na cama do quarto de hotel com Mikhael deitado ao meu lado e Winter, Bia e Summer na mesa.

— O que está acontecendo aqui? — Mike perguntou.

— Estamos jogando baralho. — Summer, que estava de costas para nós, levantou sua mão cheia de cartas

— Sim, nós estamos bem, obrigado pela preocupação. — Me levantei da cama.

— De nada. — Bia disse, jogando uma das cartas em sua mão na mesa.

— Tudo bem, dane-se. — Fui até o pequeno banheiro no quarto e joguei água em meu rosto. — Ei, alguém sabe que horas são?

— Você está atrapalhando Tommy.

— Me desculpe então senhorita Winter. — Enxuguei o rosto e olhei para o relógio. 19:54. Droga. — Estamos atrasados.

— Não tem problema, podemos dizer que estávamos muito cansados de ontem. — Mike disse, agora sentado na mesa.

— Bati! — Summer comemorou.

— Droga! — As outras duas reclamaram enquanto Summer colocava suas cartas na mesa.

— Quantas vitórias consecutivas foram com essa? Cinco? — Ela debochou.

— Seis. — Winter corrigiu.

— Ah, verdade. — Ela começou a embaralhar as cartas.

— Vocês estão jogando a tanto tempo assim? — Perguntei me sentando na mesa de frente para Winter.

— E vocês duas ainda não ganharam nenhuma?

— É, bom, depois que Suzi usou aquela magia estranha dela nós colocamos vocês dois na cama e, como vocês estavam demorando decidimos pegar um baralho que estava no criado-mudo. — Bia explicou.

— Como vocês nos colocaram na cama se nem estávamos aqui?

— Na verdade o corpo de vocês estava, mas a mente não… Ou algo assim. — Winter tentava se lembrar de algo, provavelmente da explicação de Suzi.

— Bom, ela usa magia psicológica, então provavelmente é isso. — Summer disse enquanto distribuía as cartas. — Também vai jogar Thomas?

— Pode ser. — Ela continuou a distribuir. — Mas, falando nisso, onde ela está?

— Foi dar uma volta. — Winter respondeu. — Disse que o feitiço requeria muita magia.

— Me acordem quando acabarem! — Mike voltou a se deitar.

— Não prometo nada! — Peguei minhas cartas e comecei a jogar.

Notas finais
Fui copiar o texto do capítulo para cá e, adivinha? 7 PÁGINAS! Pois é, não sei muito bem o que colocar aqui, então... Sei lá, passa lá no capítulo da outra história, tem uma pergunta que eu quero muito que respondam. Enfim, vou voltar a assistir a live do Funky aqui (Ele tá revendo o primeiro "Meu PC jogando".