Notas iniciais
E mais um capítulo flashback aqui pra vocês! Então, esse capítulo deveria ser a primeira parte de um capítulo flashback dividido em duas partes, cada um contando uma semana e explicando muita coisa, mas o primeiro dia de uma das semanas ficou muito grande (exatas 3.100 palavras), e para não deixar o capítulo muito grande (até porque esse era o motivo de dividir em duas partes) eu decidi fazê-lo em um capítulo separado. Enfim, é isso, espero que gostem, boa leitura! (E essa frase já está ficando muito repetitiva).

—E se ele não quiser ser achado? – Suzi pergunta, depois de horas de pesquisa.

—Como assim? – Pergunto, levantando a cabeça do livro sobre feitiços de localização.

—E se ele descobriu isso de bruxos supremos antes de nós e usou um feitiço para se esconder de nós para não ter que suportar essa responsabilidade?

—Ele não conseguiria. – Afirmo. – Ele é o menos poderoso de nós todos, então qualquer um de nós poderia encontrá-lo.

—Mas nós já estamos procurando ele a semanas! – Ela suspira.

—Eu sei que você está cansada, mas não podemos parar, vamos precisar de nós três se quisermos descobrir tudo sobre nós. – Digo, tentando animá-la. Em seguida o sinal da aula toca, indicando que todos os alunos que saíram para o intervalo deveriam retornar para suas respectivas salas.

—Bom, é isso, temos que voltar. – Ela diz se levantando.

—Só um segundo, eu já vou. – Digo, passando a página do livro.

—Só não demore muito, lembre do que aconteceu da última vez. – Ela vai até a estante e guarda o livro que ela tinha pegado, e em seguida sai da biblioteca.

Pouco tempo depois eu também termino de ler a página, então marco-a e guardo o livro de volta.

—Thomas! – Ouço Mike me chamar no corredor.

—Olá, Mikhael. – Digo saindo da biblioteca.

—Sua turma está te esperando. – Ele diz um pouco irritado.

—E eu estava a caminho. – Digo me virando e indo em direção à sala dos professores.

—O que você e aquela aluna vem fazer aqui todo dia? – Ele pergunta ao longe.

—Segredo! – Grito, entrando na sala dos professores. –Bom dia! – Digo a todos os professores ali presentes enquanto tirava os livros do armário.

—Bom dia, Sr. Ender. – Miriam, a bela professora de poções dos oito estrelas responde sem tirar os olhos da lista de alunos de sua turma no semestre. Eu pego meus livros de magia e vou embora para a sala dos oito estrelas.

—Olá alunos, bom dia. – Digo entrando na sala bagunçada e com alunos em pé, andando pra lá e pra cá, correndo e muitas outras coisas

—Bom dia senhor Ender! – Ouço Suzi responder ao fundo.

—Muito engraçado, irmã. – Retruco. – Eu já disse que você pode me chamar de Thomas, ou só irmão se preferir. – Eu coloco os livros em cima da mesa e todos os alunos correm em direção à suas cadeiras.

—Acontece que eu prefiro Senhor Ender. – Ela tenta começar uma discussão.

—Você não acha que está meio velha de mais pra isso?

—Você age como se já nos conhecêssemos há muito tempo. – A esse ponto todos os alunos estavam prestando mais atenção na suposta discussão aluna-professor substituto que em tudo que estava acontecendo como efeito colateral pelo estresse de minha irmã.

—Não nos conhecemos há muito tempo, isso é verdade, mas eu tinha uma Irmã mais nova, e, acredite, eu sei como funciona. – Digo me referindo à minha irmã adotiva.

—Ah, é sério? – Ela diz em um tom meio irônico e agressivo. – E se eu disser que eu estou com ciúmes dessa sua irmã mais nova?

—Eu diria. – Os alunos voltam sua atenção para mim. – que você e eu temos a mesma idade e já estamos bem velhos pra ter este tipo de discussão. – Eu pego um dos livros em cima da mesa e começo a folheá-lo até achar a página que fala sobre bruxos guerreiros.

—Uoooooou – Todos os alunos zombam em uníssono.

—E todos vocês vão ficar mais dez minutos depois da aula. – Digo me levantando da cadeira e indo em direção ao quadro branco.

—Uooooooou – Minha irmã imita os outros alunos.

—Você também senhorita Ender.

—Uooooooooooooou. – Os alunos votam a zombar dela.

— Querem que sejam vinte minutos? – Eu digo enquanto começava a escrever as diferenças básicas entre um bruxo comum e um bruxo guerreiro. – Eu tenho bastante tempo livre depois daqui.

—Não tem não. – Suzi ressalta o fato de que temos que procurar nosso primo Charlie.

—Eu posso arranjar. – Eu então termino de escrever e me viro para a turma. – Muito bem, primeiro às apresentações: Meu nome é Thomas Ender, e como vocês já devem ter notado eu sou o irmão da sua colega Suzi Ender...

—O que houve com o outro professor? – Um aluno de olhos claros e um longo cabelo castanho claro pergunta.

—Bom, é por isso que eu vou dar um conteúdo tão trivial. – Digo me virando para o quadro e escrevendo o nome do antigo professor de magias gerais Mark Weston. –Digam-me, quais as principais diferenças entre um bruxo comum e um bruxo guerreiro? — Eu faço silêncio e espero eles responderem, mas depois de alguns segundos de silêncio eu me viro de volta à turma e os vejo me encarando com uma cara de "sobre o que ele está falando?" – Vocês são oito estrelas, e são os melhores alunos dessa escola. Como vocês podem não saber algo tão simples? – Pergunto olhando para minha irmã na esperança de que ela soubesse. Ela, por sua vez me olhava confusa e, provavelmente, tentando me avisar que eles nunca haviam estudado isso. – Ah, que decepção. – Suspiro. – Muito bem então, hora de conteúdo novo e, por favor, não contem ao Mikhael que eu vou contá-los isso. – Eu aponto para o quadro. – Muito bem... – Mike então abre a porta e logo em seguida pergunta:

—Alguém me chamou?

—Não, eu só mencionei seu nome em uma frase qualquer que eu disse. – Digo um pouco amedrontado por sua aparição repentina.

—Você não consegue ficar sem mim, não é? – Ele brinca. – E que conteúdo você vai dar? – Ele olha para o quadro. – Ah, filtros de percepção e materiais psíquicos, adoro esse. – Ele então vai em direção à porta. — Se precisar de qualquer coisa pode só dizer meu nome. – Ele diz saindo da sala e fechando a porta.

—Espera, o que? – Um aluno meio alto, de cabelo relativamente longo e rosto achatado pergunta.

—Você não tinha dito para não comentarmos isso? – Outro aluno que não consegui ver por estar muito ao fundo da sala pergunta.

—Não é isso que está escrito no quadro. – Mais um aluno pergunta ao lado do anterior.

Eu e Suzi começamos a trocar olhares. "Você explica", eu pedia a ela com um olhar discreto. "Este é seu trabalho" ela replica. E nós continuamos nessa discussão por olhares até que finalmente consigo convencê-la a explicar.

—Vocês não prestaram atenção, não é? – Ela grita com a barulhenta sala. – No quadro o diretor Mike viu o conteúdo filtros de percepção, e é exatamente esta a resposta. Um filtro de percepção é um feitiço de confusão que faz com que uma coisa se pareça com outra, assim você pode enganar uma pessoa e fazer a imagem de uma pintura ser real (ou ao menos parecer real para todos os outros ali presentes).

—Parabéns irmã! – Digo um pouco animado. – Agora, vamos vol... – A porta é aberta. Duas alunas, aparentemente gêmeas, entram. As únicas diferenças aparentes eram seus cabelos e olhos.

—Oi... – Uma delas, de cabelo vermelho diz, timidamente.

—Silêncio! – A de cabelo azul a repreende. – Desculpa, acho que entramos na sala errada...

—Sério?- Respondo ironicamente. — Pois eu acho que não. – Eu pego a lista da chamada que estava em cima da mesa. – Quais os nomes de vocês?

—Eu sou Summer. – A de cabelo vermelho responde.

—Então você deve ser a Winter. – Aponto para a de cabelo azul.

—Nossos nomes estão aí? – A de cabelo azul pergunta.

—De que outra maneira eu saberia seu nome?

—Isso deve ser um engano, nós somos alunas de Mark Weston. – Winter afirma.

—Eram. – Respondo friamente. – Agora se sentem que eu ia explicar exatamente isso agora. Ah, meu nome é Thomas Ender, por sinal.

—Espera, Thomas Ender? — Summer para e pergunta com um brilho nos olhos. Ela então olha para Suzi, e ela repreende-a com o olhar (Algo que provavelmente a garota não entendeu) – Você nunca me disse que ele era tão gato!

—Espera, o que? – Eu e Winter perguntamos bastante confusos com o comentário da garota.

—Summer... – Suzi diz um pouco irritada. Ela então se levanta de seu lugar e anda furiosamente e a passos largos.

—Suzi, Summer e Winter, quero as três sentadas agora. – Ordeno. Suzi me lança um olhar furioso.

—Nunca mais fale assim do meu irmão! – Ela dá uma tapa na garota.

—Ai! – A garota reclama, e devolve a tapa. Suzi, agora mais irritada, soca o olho da menina, que fica roxo. Summer então puxa o cabelo de minha irmã e as duas começam a se esmurrar.

—As duas, quietas! – Ordeno. – Suzi, venha aqui.

—Summer! – Winter chama.

—Escuta, você está apanhando, você tem que socar com mais força, quanto mais cedo você derrubá-la, melhor.

—Espera, o que? Você não ia brigar comigo? – Ela pergunta, bastante confusa.

—Eu ia, mas daí a Winter disse que a gêmea dela é melhor, e nós acabamos apostando para saber qual de vocês vai ganhar.

—Você tá falando sério?

—É claro que não, eu tenho certeza que você ganharia. Agora venha comigo que eu vou te punir por essa sua atitude infantil. – Eu então a puxo pelo braço e a levo para fora de sala enquanto Winter trazia Summer junto.

—E então, o que faremos com elas duas? – Winter pergunta após soltarmos as duas no saguão principal. Logo acima, à frente da sala os alunos se amontoavam para ver o que estava acontecendo.

—Bom, faz um tempo que eu não uso magia, então acho que vou ao estilo humano. – Eu então saco minha espada.

—De onde exatamente você tirou isso? – Winter pergunta ao notar a espada em minha mão e nenhuma bainha para guardá-la.

—Bainha invisível, criada por mim mesmo. – Eu então retiro a invenção de minha cintura e ela se torna visível. – Enquanto estiver em contato com partes específicas do corpo ela e a espada se tornam invisíveis.

—Parece bem útil. – Ela diz, estalando os dedos e cobrindo toda a borda do saguão com alguma coisa branca que impedia a visão dos outros alunos.

—O que é...

—Eu chamo de neve. – Ela me lança um olhar estranho. – Você não é o único bruxo inventor por aqui, senhor Ender.

—Ei! — Suzi grita. – Dá pra vocês pararem de namorar e ir logo com isso?

—Calada! – Grito, um pouco corado. Winter então as cobre de neve e eu jogo fogo nas duas.

—Cuidado, você pode matá-las! – Winter diz o óbvio.

—Não se preocupe, eu só estou esquentando. – Eu solto a bainha e preparo minha espada. – Espera aí. – Digo após o fogo sumir.

— É só isso? – Summer pergunta encharcada, porém ilesa após a rajada de fogo.

—Só? – Suzi, agora um pouco queimada e com a ponta do cabelo chamuscada, ironiza.

—Por que elas estão molhadas? – Pergunto me virando para Winter. – E por que sua irmã está ilesa?

—Neve é um feitiço derivado da água, e Summer é imune a qualquer feitiço derivado do fogo e... – Ela começa a explicar.

—Querem um pouco de água? – Eu interrompo a explicação dela despejando água encima das duas garotas.

—Eu entendi o que você pretende fazer. – Ela diz preparando um feitiço elétrico.

—Não! – Ouço Suzi gritar segundos antes da descarga elétrica atingí-las.

—Acho que elas já sofreram o suficiente. – Ela diz após alguns segundos de gritos.

—Mas eu ainda nem comecei... – Digo guardando minha espada.

—Melhor irmos ajudá-las, elas não vão conseguir andar sozinhas por algum tempo. – Ela diz indo em direção às garotas.

—Então vamos. – Eu acompanho-a. Chegando lá ela apoia Summer em seu ombro, e eu faço o mesmo com Suzi.

—Espero que tenha sido um bom presente. – Ela diz com sua voz rouca.

—Como assim? – Pergunto.

—Seu presente de aniversário, eu não comprei nada, então espero que isso conte como presente.

—Mas hoje não é meu aniversário. – digo, imaginando que ela tinha esquecido que dia era.

—É sim. – Ela responde firmemente.

—Suzi, hoje é treze de agosto.

—Exato. – Ela diz aos tropeços.

—Nosso aniversário é três de julho.

—Não é não.

—Vocês não sabem o dia do próprio aniversário? – Winter zomba.

—Eu sei sim, é dia três de julho. – Respondo enquanto subia os primeiros degraus da escada.

—Eu tenho certeza que é hoje. – Suzi retruca.

—Então nós não comemoramos mais aniversário. – Digo.

—Mas...

—Sem mas. – Interrompo-a.

Quando terminamos de subir os degraus Winter removeu o feitiço e todos os alunos correram para a sala enquanto eu e Winter ajudamos nossas irmãs a sentarem em seus lugares.

—Muito bem, sem mais interrupções eu espero. – Digo me virando para o quadro. – Muito bem, antes dessa nossa interrupção eu fiz uma pergunta que ninguém soube responder. Agora a pergunta vai para Summer e Winter, as duas alunas que chegaram atrasadas. Vocês podem me dizer as diferenças entre bruxos guerreiros e os outros tipos de bruxos, mais especificamente os bruxos comuns?

—Bom... –Winter começa sua resposta. – As principais diferenças são que os bruxos comuns só lutam quando necessário, e, além disso, os bruxos guerreiros sempre lutam usando uma espada em que eles depositam parte de seus poderes. Além disso, bruxos guerreiros quase sempre tem algum ajudante quando vão se aventurar em algum lugar, e eles podem utilizar o poder que eles depositaram em suas espadas.

—Perfeito! – Grito satisfeito com a resposta de Winter.

—Muito obrigado senhor Ender. – Ela diz com uma voz meio sensual.

—Então, agora que vocês já sabem as diferenças, hora de saber o que aconte... – O sinal que indicava o final da aula toca. – Acho que vai ficar pra próxima aula. – Os alunos começam a sair para fazer qualquer coisa aleatória nos quinze segundos de troca de professor e eu vou até onde Suzi está sentada.

—Eu estou bem. – Ela diz se levantando. – Eu usei um feitiço de cura enquanto a Winter se exibia.

—Queria que minha gêmea fosse tão esperta – Winter diz se aproximando de nós.

—Bom, os gêmeos de nós duas são igualmente cruéis. – Summer comenta.

—E se entendem muito bem. – Suzi complementa.

—Dariam um ótimo casal. – Summer volta a afirmar isso e eu volto a corar. Winter então me olha com uma cara de Parece uma boa idéia

—Eu tenho cento e noventa e três. – Tento usar minha idade como um argumento para dizer "não"educadamente.

—Eu tenho cento e oitenta e nove. – Ela responde.

—Poderia dar certo. – Suzi tenta me provocar. Instantes depois, os alunos voltam para a sala.

—Depois conversamos. – Digo me dirigindo ao corredor, onde reencontro Miriam e sigo em direção à sala dos três estrelas. Na aula com eles nada de muito interessante aconteceu, e quando a aula acabou eu fui para a sala dos sete estrelas, onde um aluno não parava de reclamar das diferenças entre os sete estrelas e os oito estrelas.

—Aonde vocês pensam que estão indo? – Digo ao voltar à sala dos oito estrelas. – Lembram-se dos dez minutos extras?

—Ah não! – Os alunos reclamam.

—Winter, você pode sair.

—Tudo bem. – Ela diz saindo de sala. – Vou te esperar lá fora, Summer. – A bela garota de cabelos azuis então sai de sala.

Eu então aproveito o tempo para explicar o que aconteceu com o ex-professor deles, como eu e Mathias tentamos salvá-lo do ogro enorme e de quanto Mikhael pediu para eu substituir o ex-professor até ele encontrar alguém fixo.

—Muito bem alunos, liberados. – Eu então ajudo Summer a se levantar e vou com ela e Suzi para o lado de fora.

—Até que enfim, hein amor? – Winter, que esperava do lado de fora da sala, me provoca.

—Então... Eu e a Suzi estamos atrasados para algo muito importante, então... – Tento usar a busca por Charlie como uma desculpa para atrasar a conversa.

—Relaxa Thomas, nós temos muito tempo pra isso. – Suzi olha tentando dizer estou com muita preguiça pra procurá-lo, e ainda estou machucada, vamos deixar para amanhã, por favor, e eu retorno com um Tudo bem, mas você me deve uma.

—Eu não sei exatamente o que vocês quiseram dizer com essa troca de olhares, mas acho que é melhor continuar sem saber. – Summer, agora de volta ao normal, perguntava.

—Antes que perguntem, eu usei um feitiço de cura nela. – Winter explica aos leitores que não entenderam porque Summer estava bem.

—Isso era meio óbvio. – Suzi diz.

—Eu sei, mas algumas pessoas conseguem ser tão lentas quanto o escritor, então achei melhor explicar logo.

—Tudo bem então. – Respondo, conformado.

—Então... Que tal irmos ali e deixar eles discutindo sua relação? – Summer aponta para o saguão de entrada vazio chamando Suzi.

—Tudo bem. – Ela puxa Summer escada abaixo.

—Então... – Digo olhando para Winter. – Elas acham que nós temos algum tipo de relação...

—E nós não temos? – Ela diz se aproximando de mim. — Porque eu acho que... – Ela então me beija.

—Thomas! – Mike aparece repentinamente no corredor vazio depois de alguns segundos e eu afasto Winter de mim.

—Olá, Mikhael. – Digo, um pouco constrangido, mas feliz por aquele beijo ter acabado. – O que você...

—Preciso da sua ajuda. Bia encontrou uma pista, e nós decidimos chamar você, Mathias e Suzi para pegarmos... – Ele então parece finalmente notar a presença de Winter no local.

—Então... Essa é a Winter, uma aluna da classe dos oito estrelas, e ela escutou tudo...

—Oi Winter... – Ele diz meio constrangido.

—Oi diretor... – Ela responde corada, provavelmente se perguntando o mesmo que eu: Será que ele viu?

—Então... Eu e a Winter estávamos indo procurar a Suzi e a gêmea dela, Summer, para irmos comer uma pizza... — Minto para afastá-lo. – Será que isso pode ficar pra depois?

—Tudo bem... – Ele concorda e começa a se afastar de nós.

—Isso foi constrangedor... – Digo alguns segundos depois de Mikhael sair de nossa vista.

—Será que ele...

—Acho que não. Ele teria reclamado se tivesse visto.

—Então... Que tal a pizza que você disse? – Ela diz sorrindo.

—Bom... Melhor avisar nossas gêmeas para não nos esperarem. – Concordo.

—O que você quer dizer com isso? – Ela pergunta rindo.

—Bom... Eu quis dizer que eu mudei de opinião quanto ao nosso relacionamento

—Isso é bom, não é? – Ela pergunta mais uma vez fazendo aquela voz sensual.

—Eu espero que sim. – Digo um pouco me lembrando de Mary.

—Muito bem, vamos lá. – Ela diz, descendo a escada.

—E então? – Suzi pergunta ao nos ver chegando.

—Não nos esperem acordadas, garotas. – Winter responde imediatamente.

—Ah, é mesmo? – Suzi lança um olhar meio irônico para Summer.

—Muito bem então, mas vão para a casa da Suzi, assim vocês não nos acordam.

—Ei! – Repreendo-as

—Summer, pra casa, agora! – Winter briga com sua irmã. – Não dê spoilers sobre a noite de hoje – Summer e Suzi começam a rir.

—Então... Por hoje só pizza. – Digo, e Winter parece desapontada.

—Bom, boa pizza pra vocês – Suzi diz saindo da escola.

—Espera por mim! – Summer diz indo atrás dela. Agora sozinhos, eu e ela olhamos um para o outro como se pudéssemos ler os pensamentos um do outro, quase como se pensássemos igual.

— Pizza e vídeo game? – Eu e ela dissemos em uníssono.

— Vamos! — Ela finalizou.

Notas finais
Allons-y, para quem não sabe significa "vamos/vamos lá" em francês.