Soul Off - O Diário De Uma Vampira
5 Capítulo 5 - Um pouco sobre Jonny
Ao chegarmos na casa, me assustei, parecia meio sombria e dava para perceber de longe que estava abandonada
— Bem é aqui que eu vivo, não precisa ficar se você não quiser – Jonny disse, sem jeito.
Respondi com um sorriso na cara:
E eu iria para onde? Afinal, você está me dando moradia sem me pedir nada em troca.
Jonny pegou na minha mão e disse:
— O que eu poderia lhe pedir? Você não tem nada, que eu saiba você é igual a mim.
— Não, eu não sou.. – Tentei lhe contar.
Jonny colocou os dois dedos na minha boca delicadamente impedindo que eu falasse, olhou em meus olhos e falou:
— Sim, você é!
Agarrou-me forte em seus braços e me beijou... Nunca tinha beijado na minha vida, confesso que fiquei assustada, não sabia como reagir, mas garanto foi a sensação mais gostosa que eu tive naquele dia.
Um beijo, se minha mãe soubesse, iria ficar brava? Ou orgulhosa? Eu estava feliz, acho que ela ficaria também.
— Te amo! – Falou bem baixinho em meus ouvidos
Não disse nada só o abracei, não tinha certeza se eu era capaz de amar alguém na minha vida, amar, é um sentimento tão forte afinal.
— Quer que eu te mostre a casa? — Ele perguntou, segurando em minha mão.
— Sim, por favor!- Eu respondi
— Bem aqui onde estamos é a sala – Ele disse.
Levou-me até o quarto, cozinha, e banheiro.
— Bem a casa é assim, só tem esses cômodos. – Falou acabando de me mostrar a casa.
— A onde você conseguiu essa casa afinal? – Perguntei
— Era do desgraçado do meu pai, ele disse que quando eu completasse 17 anos eu poderia vir morar aqui já que nessa idade eu já teria saído da “prisão”.
Eu confusa perguntei:
— Como? Será que dá para você me contar um pouco sobre você?
— Sim – Ele respondeu calmo.
Nós sentamos no chão mesmo e ele começou a falar:
— Não se assuste. Eu cresci sem mãe, meu pai nunca me falou muito sobre ela, dizia que ela era uma puta que me largou quando recém-nascido. Ele sempre me criou muito mal, ele, um homem rico e não dava porra de atenção nenhuma, só pensava no trabalho dele. Foi aí que eu comecei a me envolver com drogas, álcool, roubos, e coisas do gênero. E eu tinha apenas 9 anos quando comecei com tudo isso.
Não sabia o que falar, ou como agir, estava admirada, a vida dele não ela nenhum conto de fadas.
Jonny respirou fundo, continuou a falar:
— Isso nem foi tão mal. Em um belo dia ruim eu estava dormindo e acordei com um barulho estanho, levantei e segui o barulho, que me levou até o escritório do meu pai, foi aí que eu vi a cena mais marcante e tenebrosa da minha vida; Meu pai matando uma mulher depois de ter estuprado ele. Ela estava nua e sangrando muito, não sabia como reagir. Ele me viu e disse com um sorriso na cara “E é isso que temos que fazer com as vadias, filho.” A policia chegou e meu pai fugiu rapidamente, sem opção os policias me prenderam, consegui fugir, e para viver, fui roubar um mercado, e assim, fui pego novamente.
Eu olhei para ele intensamente com um olhar de espanto, e disse:
— E eu achava que minha vida era a única ruim...
— Mais ainda quero reencontrar meu “papai” temos algumas coisas para acertar – Jonny disse seriamente
Juro, naquela hora me deu um sincero medo do Jonny.
Foi então que ele me olhou e sorriu.
— Estou com fome e você?
— Estou sim, um pouco.
Jonny pegou nos meus braços e me levou até lá fora e disse:
— Me siga!
Foi o que eu fiz, não sabia onde eu estava indo, mas confiava nele então apenas o segui.
— É ali! – Jonny disse apontando a uma lojinha
— O quê? – Perguntei inocentemente
— Onde eu sempre roubo comida, mas fique calma, quero você longe disso, apenas fique onde você esta, qualquer coisa grite.
Jonny abriu a porta com apenas um grampo, a loja se encontrava fechada, alarmes não despertaram, e ele saiu da loja super rápido com um carinho de coisas, e disse para eu andar e ir direto para casa.
Ele fechou a porta da lojinha, e deu como mais um roubo prós vida, era assim que ele chamava, bem sucedido
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