Soul Eater: The Next Generation
2 Primeiro Dia de Aula - Parte II
Notas iniciais
–Sou Sarah — apresentei-me com um sorriso.
–Bonito nome e você também — elogiou e corei instantâneamente.
–A-arigatou.
Jim sorriu e virou-se para a frente e percebi que a professora havia chegado. Pelo menos parecia ser a professora. A mulher tinha os cabelos longos e negros com uma franja reta caindo sobre os olhos escuros. A pele pálida a fazia parecer um fantasma, assustadoramente bonita. Decifrei ter origem japonesa.
–Oe minna — ela disse e bateu palmas para chamar a atenção da turma. -Meu nome é Ikari Risaki e serei a professora de vocês um bom tempo — ela sorriu e suspirou. — Se não for muito incômodo, gostaria que cada um de vocês falasse nome, idade e o que gosta de fazer.
Um por um, todos foram dando as informações que Risaki-sensei pedira. Não era necessário que saíssemos de nossos lugares o que me deixou mais tranquila. Na vez de Jim, ele sorriu e falou sem qualquer vestígio de nervosismo.
– Sou Dimitri Liann mas todos me chamam de Jim. Tenho 16 anos e gosto de ler e jogar vídeo-game.
Tsuki suspirou e começou a falar com ar desinteressado.
–Sou Tsuki Star, tenho 14 anos e gosto de dormir até tarde o que infelizmente é impossível já que sou obrigada a vir pra escola.
Eu ri e Risaki-sensei arregalou os olhos, espantada.
–Ok, sinceridade acima de tudo — ela falou e risadinhas ecoaram pela sala.
–S-sou Sa-Sarah Eva-va... — parei, estava nervosa novamente. Olhei para Tsuki que murmurou "Respire fundo e se acalme".
Fiz o que Tsuki instruiu e ajeitei os óculos.
–Sou Sarah Evans, tenho 14 anos e gosto de ler e assistir filmes de terror.
Ouvi algumas risadas e um comentário de uma menina qualquer: "Que nerd".
–Sou Derek Star, tenho 17 anos e gosto de escrever poemas e desenhar.
A próxima a se apresentar era uma garota de cabelos claros e olhos violeta. Tinha um ar orgulhoso e intrometido.
– Sou Victoria Morgan mas todos me chamam de Tori, tenho 15 anos e gosto de fazer compras.
Ela terminou de falar e me fuzilou com os olhos violeta que pareciam estar envoltos em uma chama da mesma cor. Mal me conhecia e não gostava de mim. Ódio gratuito, acontece nas melhores famílias.
Fomos dispensados para o intervalo assim que as apresentações acabaram. Segundo Risaki-sensei as aulas durariam menos nos primeiros dias.
Passei o intervalo conversando com Derek, Jim e Tsuki. Quando o sinal tocou para voltarmos à sala de aula Derek, Tsuki e Jim fingiram não ouvir mas como uma boa nerd fui para a sala rapidamente.
Assim que coloquei os pés na porta fui surpreendida por um empurrão e um soco no nariz. Meus óculos caíram, impedindo-me de ver quem era.
–Fique longe do Dimitri, ele é meu — falou uma voz que reconheci como a de Tori.
–Até onde sei da minha vida eu não tenho dona — ouvi a voz de Jim enquanto uma garota de cabelos azuis e peitos enormes me ajudava a se levantar. Tsuki.
–Vadia — Tsuki murmurou. — Está tudo bem Sarah?
–S-sim mas p-perdi me-meus óculos.
–Prontinho — Derek disse e recolocou os óculos redondos em mim, deixando minha visão nítida como era pra ser.
–A-arigatou — agradeci sorrindo sem jeito e senti um líquido viscoso escorrer do meu nariz. Passei a mão e vi o sangue nos meus dedos.
–Droga, aquela vaca machucou você — Tsuki falou, levantando meu rosto para ver melhor de onde vinha o sangue. — Eu já volto.
Jim e Derek me ajudaram a se sentar. Ainda sentia as costas e cotovelos doloridos do tombo. Tsuki voltou minutos depois com papel toalha e bolinhas de algodão. Limpei o sangue com o papel e coloquei os algodões no nariz.
–Arigatou minna — agradeci novamente e me levantei para voltar ao meu lugar.
–Relaxa, eu ainda vou quebrar a cara dessa Victoria — Tsuki falou, socando a própria mão e eu ri.
O resto da aula passou rapidamente. Risaki-sensei explicou alguma coisa sobre almas e fomos dispensados.
Mamãe e Tsubaki estavam nos esperando do lado de fora da escola. Me despedi de Jim e dei um abraço em mamãe enquanto Tsuki e Derek falavam com a mãe deles.
–Como foi o primeiro dia na Shibusen? — mamãe me perguntou e rezei para que ela não notasse os algodões no meu nariz.
–É... sobrevivi — respondi e dei de ombros.
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