Soul

16 Emoçôes


Notas iniciais
Foi mal a demora, eu to muito ocupada ultimamente com a escola e essas coisas. Quase um dois meses sem postar é muita coisa, mas eu só queria falar que não vou parar de postar por causa da minha falta de tempo. Até porque acho falta de respeito com os leitores. Enfim espero que gostem.

Eu não poderia ter certeza de que eu havia realmente feito aquilo com ele. Porque até onde eu sabia, o que era algo muito limitado porque eu não sabia droga alguma, e eu podia até matar alguém. E com facilidade. As vezes eu poderia cegar alguém com a mesma facilidade.

Mas o fato era que eu não estava nem ai em parar e deixá-lo sair daquilo. O mundo não precisa de mais idiotas. Murmurei em minha mente. Ele só seria um a menos, não iria fazer diferença.

Com a visão embaçada pelas cores fortes e a dor de cabeça fraca, pude ver Eric dar socos no ar e gritar com raiva. Ele chegou perto de me acertar umas três vezes mas eu não sei como ele não acertou.

–Sophie!– Quem estava me chamando? Seria o próprio deus que era pai do garoto que eu estava matando?



Sen fazer muito esforço, eu fiz a situação de Eric ficar pior. Seus gritos de raiva se tornaram de dor. Ele pressionou sua cabeça quase arrancando seus cabelos. Sangue começou a sair de seu nariz. O mundo não precisa de mais idiotas. Ele não vai fazer falta. Minha mente me lembrou pela segunda vez.



–Sophie! — A voz disse novamente. Eu a conhecia, mas naquele momento a voz que me chamava não parecia algo importante.



Alguém me sacudiu, uma tentativa frustrada de me trazer à realidade. E então, eu senti um forte impacto no meu rosto. Um tapa, consegui reconhecer.

Só dessa maneira eu consegui despertar e sentir que a realidade me atingiu mais forte que o próprio tapa.

Eu passei alguns segundos anestesiada, não sentindo nada em especial. O os gritos cessaram, mas meus pensamentos estavam apenas começando a gritar. Assassina! Você não merece a vida que os deuses te deram!

Olhei para os lados, me vendo cercada por uma multidão. Hazel, Piper, Jason, Percy, Annabeth, Frank. Nico estava na minha frente, entre um Eric que agonizava no chão e eu. E ao seu lado estava Elisa e Elisabeth. Todos me encaravam chocados e com medo. As pessoas estavam com medo de mim. O silêncio era mórbido. Olhei para minhas mãos e elas estavam marcadas pelas veias pretas.

Monstro! Minha mente gritou para mim.

Recuei alguns passos, com a visão embaçada, dessa vez por lágrimas que já começavam a cair. Me virei e corri.

A multidão que me cercava abriu caminho sem que eu tenha que empurrá-los. O ar estava frio ao meu redor e eu me encolhi, sem medo de me tocar. Eu não podia ceifar minha própria vida, eu esperava.

Corri para o chalé que as meninas disseram que seria meu. Ele tinha paredes pretas, janelas de vidro tão escuras que só mostravam que estavam lá pelo reflexo. Havia uma névoa preta cercando o lugar. A porta era de tábuas grossas de madeira, também escura. Havia uma varanda bem pequena, de um 1 metro mais ou menos. Cercada por roseiras, cheias de flores de um vermelho tão vivo que elas poderiam ter sido pintadas com sangue. O teto era da mesma cor das rosas, vermelho sangue. Quase tropecei nos degraus na frente do chalé.

Cheguei na porta e a abri bruscamente. Bati a porta atrás de mim e tropecei em meus próprios pés. Cai no chão empoeirado e não tive força para levantar. Ela estava indo embora entre os soluços, lágrimas e tremores do meu corpo.



××××××



Vendo tudo o que eu fiz ao garoto que mal conhecia, percebi que aquilo não havia me afetado. Eu deveria ter desmaiado. Mas estava mais forte que antes. Aquilo só comprovava minha teoria de que a morte me favorecia.

Meia hora deveria ter passado. A luz fraca do sol entrava pela janela com cortinas abertas e o insu film forte. Eu estava deitada no chão sujo em posição fetal, não pensando em nada. Em um tipo de estado de vegetativo. As lágrimas desciam pelo lado do meu rosto casualmente, e eu não estava ligando.

Mas eu estava completamente ciente as pessoas do lado de fora do chalé. Eu podia sentir a vida deles. Emanando deles. Exatamente 5. Eu não estava sentindo aquilo até o meu surto de manhã, com o ciclope. Eu senti levemente as vidas quando estava com ele. Agora deve ter se agravado. Minhas teorias sobre quem estava lá fora eram: Nico, porque uma das vidas que eu sentia tinha um tom escuro, sombrio. Elisa, porque ela provavelmente iria ficar preocupada comigo enquanto Elisabeth iria ajudar na enfermaria, já que esse era seu dever quando estava aqui. Percy e Annabeth, esses dois foi na simples dedução. E havia mais alguém. Alguém com uma essência diferente. Mais pura. Meu palpite era alguém imortal. Quíron talvez. Ou talvez algum deus tenha vindo me punir.

Eles tinham batido na porta muito tempo antes de desistirem e sentar ali, quietos. Na hora que eu entrei no chale, se passaram cerca de cinco minutos. Quando os murmúrios da multidão sumiram, eles começaram a bater na minha porta. Gentilmente pedindo para que eu abrisse a porta. Mas eu estava ocupada me afogando em lágrimas. E eu não estava pronta para ouvir ninguém me dando sermão.

Minha respiração estava lenta e calma, e eu estava prestes a dormir ali. Eu não estava fraca por usar meus poderes. Apenas exausta do dia horrível.

Lutei contra o sono que chegava como um trem sem freios. Não! Eu tenho que resolver uma coisa antes.

Me sentei no chão, me sentindo lenta. Encostei na parede ao lado da porta e me estiquei até a maçaneta e abri a porta com um pouco de dificuldade.

Pude ouvir alguns suspirarem em alívio e os sentados se levantarem. Antes que pudessem entrar, eu logo disse.



–Não. Quero que vocês quatro me deem licença. Quero conversar à sós com Nico.

–Como ela sabe que nós somos quatro e que Nico está aqui? — Ouvi Elisa falar baixinho. Mas não deu muito certo porque sua voz fez eco pelo chalé.

–Eu consigo sentir a vida de vocês. Antes eu não conseguia. — Respondi e ela se assustou pois não esperava que eu respondesse. — Começou agora.

–Sophie... — Ouvi Quíron começar a falar. Eu não tinha muita certeza se era ele, porque não conhecia sua voz bem o suficiente para reconhecer.

–Eu sei as regras. Não precisa citá-las pra mim. Sei que tem consequências, mas acho que não posso me ferrar mais do que eu já estou, certo?

–Cinco minutos. Apenas isso. — Sua voz soava irritada. Provavelmente porque eu já havia dobrado suas regras duas vezes só hoje.

–Obrigada. — Respondi embora não me sentisse grata. Eu não estava grata por ele permitir que eu destruisse o coração de Nico. — Eu vou para a Casa Grande mais tarde, depois que eu descansar um pouco.



Ouvi seus passos pela pequena varanda e descendo os poucos degraus. Respirei fundo me preparando psicologicamente.



–Hey. — Nico disse soando preocupado. — Você tá bem?

–Não muito. — Fui franca. Ele pressionou seus lábios juntos. Pela sua expressão ele parecia preocupado.

–Porque está preocupado? — Perguntei tentando aliviar a tensão ali.

–Sobre o que vai acontecer com você agora. — Dessa vez eu apertei meus lábios juntos.

–Eu não estou. Você não precisa se preocupar. Eu sei me cuidar.

–É, eu vi. — Ele ironizou e eu olhei para ele irritada. — Então, queria conversar algo específico ou só queria companhia?



Companhia era a última coisa que eu queria, na verdade. Por isso ele estava ali.

Abri minha boca para responder, mas eu não tinha planejado o que dizer. Era impossível ensaiar sobre quebrar um coração. Ainda mais quando o seu está sendo quebrado também.



–Nico, eu não posso mais ficar com você. — As palavras saíram da minha boca como uma locomotiva desgovernada.



Sua expressão era uma máscara ilegível, mas eu podia ver por baixo. Eu havia quebrado seu coração. Fechei os olhos com força tentando evitar que as lágrimas caíssem. Eu podia sentir meu coração se retorcer de dor.



–Eu não posso te proteger de mim mesma. Não posso controlar nada. — Abracei meus joelhos, me encolhendo em um dos cantos do chalé. Ele abriu a boca para falar algo, mas eu o interrompi. — Eu vou falar agora. Quero que por enquanto apenas me escute. Eu posso perder o controle facilmente, você viu. Não quero correr esse risco. Não sei os meus limites. E além do mais, não posso e não vou te obrigar a ficar cuidando de mim. Tendo que monitorar meu temperamento, garantindo que não ocorra nada de ruim.

–Você não escolhe se eu cuido de você ou não. Você não me machucaria. Eu te conheço.

–É o que todo personagem diz, e tempo depois o outro personagem o machuca ou faz mal à ele. Você estava cego quando eu quase matei aquele menino ali atrás? — Gritei mas logo me arrependi. A temperatura do lugar já parecia ter diminuído uns cinco graus. Me encolhi mais ainda tentando manter a calma. — Eu podia ter me voltado contra você.

–Aquele menino te provocou. Ele ia te machucar. Você fez em sua defesa.

–Ele não merecia morrer. Não daquele jeito. — Sussurei.

–Talvez. Não se sabe o que ele já fez na vida. — Nico me respondeu. Ele estava menos sombrio do que eu e estava me dizendo que talvez o menino deveria ter morrido.

–Eu mal sei o nome dele. — Murmurei, escondendo meu rosto entre os braços sobre os joelhos.

–Você não pode tomar o caminho que você está indo Sophie. É mais obscuro que você imagina. Digo por experiência própria! Você não pode passar por isso sozinha!

–Eu já fiz a minha escolha. — Respondi, tentando esconder minha voz embargada.

–Eu não to ligando para a bosta da sua escolha Sophie! — Ele gritou. — Não está vendo que eu quero ajudar.

–Mas eu não quero sua ajuda! — Gritei e tirei a cabeça de entre as pernas.

–Isso não é discutível. — Ele gritou de volta.

–Pare de tomar decisões por mim!

–Não. Até você parar de ser irritante e cega o suficiente para perceber as coisas.



Ficamos em silêncio por um tempo. Ambos irritados, com raiva da escolha um do outro. Então ele voltou a falar.



–Me dê uma chance. Se algo der errado, as coisas se virarem para mim, eu sei lá, te deixo continuar sozinha.



Não respondi e ele levou meu silêncio como um sim. Na verdade era um sim, eu só não queria admitir em voz alta que ele tinha ganhado, como sempre.

Deitei minha cabeça em meus braços novamente, cansada. Eu queria que ele fosse e me deixasse dormir. E foi isso que ele fez, na verdade. Ele bufou, e veio até a porta. Eu estava encolhida do lado dela. Então ao passar do meu lado ele abaixou e beijou minha cabeça, e passou a mão pelos meus cabelos. Ele saiu e por um momento me senti vazia sem nenhum motivo aparente.



××××××



Depois que Nico se foi, eu me senti exausta e deitei na beliche. A cama de cima estava pronta, provavelmente eles haviam deixado pronta para quando eu chegasse. Deitei, me escondendo do frio com uma coberta fleece e logo adormeci.

Não tive sonhos. Não me lembrava de nenhum, na verdade. Porque dizem que sempre sonhamos mais de 1000 sonhos mas nunca nos lembramos deles. Para meu ânimo eu me lembrava apenas do preto e vazio.

Quando acordei estava no fim da tarde, quase começando a escurecer. Fiquei em um estado vegetativo, não pensando em nada apenas encarando algum lugar, por um tempo. Depois, respirei fundo, fazendo de tudo para me acordar daquele estado. Olhei e vi que do outro lado do quarto estava a minha mala. Eles devem ter feito uma mini incursão para pegar as coisas dentro do carro, raciocinei rapidamente.

Respirei fundo e me levantei, colocando os pés para fora da cama. E sem me lembrar que eu estava em uma droga de beliche, desci como se estivesse em uma cama normal.

Cai no chão com força, batendo meu tornozelo na quina da cama de baixo e usando as mãos para diminuir o impacto mas acabei machucando os pulsos. Gritei ao cair e ao sentir a dor nos pulsos. Eu mal conseguia respirar.com a dor aguda e forte.



–Sophie?! — Ouvi uma voz do outro lado da porta.

–Morreu! — Consegui responder.



A porta se abriu e Annabeth entrou no chalé. Parou na porta ao me ver rolando e xingando até o universo no chão. Logo ela voltou a ação e veio me ajudar.



–Esqueceu que estava em uma beliche? — Ela perguntou tentando esconder um sorriso.

–Continua rindo. — Murmurei e ai ela riu de verdade.



Ela ofereceu a mão para me ajudar a levantar e para completar o meu curso diário de burrice eu estiquei a mão para ela pegar. Mas ao puxar o meu pulso explodiu em dor mais uma vez. Soltei da mão dela com um gritinho de dor e cai sentada no chão.



–Parece que machucou o pulso. — A olhei com um olhar de não me diga e ela me puxou pelo braço.



Antes que pudesse dizer algo sobre a dor em meu tornozelo ela me colocou de pé. Meu tornozelo doeu com o peso, para variar. Apoiei na cama mas sem poder usar as mãos direito, usando apenas um pé para ficar de pé.



–E o tornozelo também. Sophie parece que você gosta de se machucar. — Olhei pra ela com os olhos cheios de água, tentando fuzilá-la com o olhar. O que eu obviamente não consegui.



××××××



Na conclusão meus pulsos ficaram quase bons com dois pedaços de ambrosia, e meu pé teve que ser enfaixado e teria que ficar assim até a noite seguinte. E eu estava mancando. Pelo menos não estava doendo muito.

E outra coisa que ocorreu era que eu era o assunto do Acampamento. Todos sabiam do que eu havia feito na área do chalé, o meu surto. Novamente senti aquela vontade forte de voltar a não existir mais. E havia uma nova, eu queria ir embora dali.

Logo que Quíron soube que eu havia me machucado, ele fez questão de aparecer na enfermaria. E para melhorar, enquanto cuidavam das minhas lesões havia uma pessoa na cama ao lado. E quem era essa pessoa? Sim! O garoto que eu quase havia matado!

Quando dei o primeiro passo dentro da enfermaria, todos ficaram olhando do garoto para mim, pensando que eu ia surtar e tentar matá-lo novamente. Fiquei com vergonha do que havia feito. E me arrependi, muito.

Depois, Quíron me levou para a Casa Grande porque precisávamos conversar. Aquela parte do dia era a que eu mais queria evitar. O segui de cabeça baixa, ignorando os olhares dos outros campistas. Era um excesso de coisas para ignorar.

Chegamos na Casa Grande e entramos na sala. A primeira coisa que notei era que estava lotada. Parei na porta da sala, assustada e morrendo de medo. Eu pensei que seria mais fácil, e que apenas ele iria decidir o que iria acontecer comigo. Mas a verdade era que ele havia me trazido para um verdadeiro julgamento.

Dei um passo para trás, assustada com as caras sérias e lábios pressionados em preocupação em confusão. No meio de tudo aquilo estava Nico, me olhando como se me dissesse sinto muito e eu te amo ao mesmo tempo. Aquilo me deu coragem o suficiente para não sair correndo da sala, mas mesmo assim eu queria ir embora.



–Você me disse que precisava conversar comigo. — Murmurei para Quíron.

–E nós vamos. Mas não somos só nós dois.



Eu iria o fuzilar mas achei melhor não. As pessoas ali já estavam com uma má impressão minha, era melhor não piorar. Então apenas olhei para o chão tentando conter a pequena raiva que se formava em mim. Depois do que aconteceu eu aprendi que os sentimentos eram mais perigosos do que pareciam.



–Pode se sentar ali. — Ele disse apontando para uma poltrona vermelha, velha e gasta.



Nico estava do lado dessa poltrona, no canto do sofá. Ao seu lado estava Percy, Annabeth, Leo, Piper, Hazel e Jason. Travis e Connor também estavam ali, mas estavam do lado oposto da minha poltrona velha. Os oito pareciam com raiva, irritados pelo julgamento, provavelmente. A expressão de Nico era tão fechada que parecia que ele iria virar um garoto-bomba e explodir o acampamento.



Dei passos rápidos e me sentei. Por conta do nervosismo e da hiperatividade eu comecei a balançar as pernas rapidamente e bater as dedilhar teclas imaginárias na minha perna. A mão de Nico subitamente apareceu e parou meus dedilhados, segurando minha mão contra minha perna. Havia uma pontada de carinho ali, apesar de ele ter ficado irritado com meus dedos nervosos.



–Bom, agora que estamos todos aqui, podemos dar início. — Dar inicio ao julgamento, você deveria ter dito. Pensei amargamente. — Sophie Seele está aqui porque machucou gravemente o campista Eric Whitehill. E eu os chamei aqui porque temos que decidir o que fazer à respeito disso.



O silêncio foi mortal. Todos se entreolhavam, olhavam para o chão ou sussuravam um para o outro coisas que eu não me interessava em ouvir. A primeira a falar foi uma de cabelo vermelho vivo que eu não imaginava de quem ela era filha.



–Não podemos falar nada na frente dela assim. — Bufei impaciente. Aquilo iria durar alguns minutos ou a vida inteira? — Ela pode ficar com raiva e nos matar durante a noite, quando ninguém estiver olhando!

–Eu não vou matar ninguém! — Respondi com raiva e em resposta à isso, as pontas dos meus dedos começaram a ficar pretos, com as veias começando a surgir.



Todos suspiraram, com o medo (que eu estava vendo como uma aura aspiral de amarelo rodeando-os) emanando deles tão forte que eu veria quilômetros de distância. Os que estavam do lado oposto ao dos meus amigos se levantaram, com medo. Mas eles se mantiveram calmos, apesar de eu ver uma pontada de medo manchando o lado deles do cômodo. Eu não os culpava. Fechei os olhos por alguns segundos, respirando fundo.



–Sophie se acalme! Pelos deuses, vocês todos sentem. — Quíron disse impaciente.

–Estou calma. — Murmurei abrindo os olhos e olhando minhas mãos, que tinham voltado ao normal.

–Estou vendo. — Uma menina grande e forte murmurou.



Para provar eu levantei minhas mãos, exibindo meus dedos brancos, finos e grandes. Eles se sentaram finalmente, mas mantinham a distância de mim e se espremeram do lado oposto do sofá. Afundei na minha poltrona, cansada de tudo aquilo.



–Viu Quíron?! Ela não consegue se controlar! Quem garante que ela não vai nos matar bem aqui? — Disse um garoto de cabelos cabelos loiros e olhos azuis brilhantes. — Tire ela daqui.

–Will, mantenha a calma. — Quíron respirou fundo e olhou pra mim e logo eu soube que ele concordava com o que o garoto disse. — Sophie, devo pedir para que se retire da sala.

–Mas porque?! — Perguntei indignada. — Eu não fiz nada. E vocês não podem fazer um julgamento sem a pessoa que esta sendo julgada.

–Este não é um julgamento e sim o veredicto. Por favor nos dê licença.



Fiquei indignada. Eu merecia ficar lá dentro. Afinal aquilo me dizia respeito. Bufei irritada e me levantei, saindo pela porta como um furacão, batendo-a atrás de mim. Cruzei os braços, irritada.

Ainda tem como entrar ali sem ser pega. Disse a parte sombria da minha mente.



Respirei fundo, tentando lutar contra a minha curiosidade imensa. O que era melhor: ficar ali e esperar alguém me contar o que foi decidido ou ir ver por mim mesma? Claro que a segunda opção teria um preço. Eu teria q sentir o vazio, a falta de um coração batendo dentro de mim e a falta de ar infinita.


O preço não valia a pena. Na verdade era tão injusto que eu quase ri. Então, eu apenas sentei na escada velha de madeira da entrada da Casa Grande.

Notas finais
Me digam o que acharam. Como acham que esse cabo-de-guerra do Nico e da Sophie vai acabar? E quais poderes vocês acham que a Sophie tem? Me contem sobre sua vida, qualquer coisa.