Soul

10 Caindo


Notas iniciais
Não demorei tanto assim. O capítulo nem tá tão grande como os outros, mas ta grande mesmo assim. O capítulo ficou bem dramático, então não tenho nem mesmo certeza se eu gostei.

Eu estava quase dando uma risada quando vi que ele estava completamente sério.


-Eu não sei se você notou mas eu to meio que evitando a morte de certas pessoas. — Falei me sentando na cama.

-É eu ouvi falar. Anne, certo? — Tânatos disse e eu senti uma pontada de medo de ser realmente verdade. A morte dela.

-O que você sabe sobre isso?

-O que eles sabem. Eu não sei até que ponto seus poderes vão. — Então as chances de ser verdade eram grandes. Isso não era algo que eu queria escutar. — Você pode tanto ter asas quanto fazer um massacre apenas se concentrando. É imprevisível.

-Até agora eu tenho viagem nas sombras e prever uma possível morte para as minhas melhores amigas. Você poderia fazer uma lista de possibilidades pra mim. — Brinquei e ele deu um sorrisinho. Tirar um sorriso desse cara era mais difícil do que tirar um de Nico.

-Agora levanta e vai trocar de roupa. — Ele tirou a minha coberta.

-Nos conhecemos fazem dez minutos e você aje como se fosse meu pai há anos.

-Tem tanta certeza disso? Eu te conheço muito bem Sophie. Eu sei que você sempre quis fazer faculdade de arquitetura.

-Eu conto isso pra quem me perguntar. — Rebati.

-Você manteve um caderno de desenhos escondido na biblioteca. Gostava de ficar na escola porque grande parte da vida das pessoas era feita ali. Amor, ódio, amizades, decepções. Saber da vida deles fazia você se sentir humana, viva. E acima de tudo Sophie, você não simplesmente escolheu esse nome. Uma garota já te viu e te chamou assim.


Eu congelei. Ninguém sabia disso. Eu mesma mal me lembrava, fiz a minha mente esquecer isso. Havia ignorado o fato de alguém já havia me visto no início, e acima de tudo acreditava que eu estava viva na frente dela. Minha mente correu até aquela tarde.

Estava escuro do lado de fora, chovendo. O sol escondido por nuvens pesadas e assustadoras de chuva. Era o fim do outono. Eu estava sentada na entrada que dava para o lado de fora, do ginásio. Eu havia achado aquela escola faziam apenas alguns dias. Me lembro de me sentir extremamente triste, eu estava perdida no mundo faziam apenas dois meses. Estava assustada, com medo, desesperada por ajuda não importando de quem fosse. Eu queria que alguém aparecesse e me ajudasse. Não sabia o que fazer. Porque eles não podiam me ver? Porque as coisas passavam através de mim?

Era doloroso ficar ali, eu implorava, gritava para me ajudarem. Ninguém me escutava. Tudo o que eu fazia era ficar sentada, sentindo a dor, e denovo, e denovo. Eu sempre tive vontade de fazer algo mas não sabia o que era. Meses depois descobri o que era. Chorar. Era como sentir algo preso dentro de você desesperadamente querendo sair. Um final era a coisa que eu mais desejava.

Estava entrando vento pelas portas abertas. Eu podia ver isso porque as bandeirinhas no teto balançavam para frente e pra trás. Mas isso pouco me importava. Eu não podia sentir de qualquer jeito.


-Sophie? É você? — Uma menininha de nove anos perguntou. Assustada, olhei para os lados procurando alguém mais ali. Não havia mais ninguém ali, e pior. Ela olhava diretamente pra mim. Eu nunca a visto. Cabelos vermelhos, olhos verde-escuros e pele clara. Assustada, extasiada e confusa, eu balancei a cabeça. — Desculpe, eu te confundi com alguém.


Ela virou as costas e saiu correndo pela escola. Sem pensar duas vezes eu levantei e corri atrás dela.


-Espera! — Eu gritei.


Eu estava muito atrás dela e ela não parou. Ela virou uma esquina e tempos depois quando eu virei, ela não estava mais lá. Vasculhei a escola toda várias vezes mas jamais a vi novamente. Minha mente repassava e repassava a sua voz perguntando "Sophie? É você?".

Foi desse jeito cruel que recebi esse nome. Nunca contei para ninguém, nunca pretendi contar se tivesse a chance.


-Como você sabe disso? — Perguntei ainda em choque.

-Eu te disse. Eu te conheço Sophie. Venho te olhado desde que descobri sobre você. — Ele disse olhando nos meus olhos, eu estava a ponto de desabar ali mesmo. Desviei o olhar antes que aconteçam alguns estragos. — Você confia em mim o suficiente pra dar uma voltinha comigo?

-Confiaria mais se você tivesse dado um sinal ou conversado comigo. — Falei magoada.

-Se eu tivesse, ninguém sabe o que Zeus faria com você. Eu tive que esperar até Nico te encontrar. — E me fazer ficar apaixonada por ele, acrescentei mentalmente. Respirei fundo.

-Não podemos fazer isso mais tarde? Tipo, no horário em que as pessoas normais acordam no fim de semana?

-Não. Nesse horário não tem tantas mortes. Se fossemos fazer isso durante o dia ia ser cansativo. — Bocejei antes de colocar os pés pra fora da cama.

-Ok então. Contanto que a gente volte cedo o suficiente pra eu dormir muito. — Me espreguicei e fiz uma careta ao sentir meu braço doer.

-O que é isso ai? — Ele perguntou apontando levemente para o meu braço.

-É um charme. — Brinquei.

-Deixa eu ver.


Ele estendeu a mão e eu levantei o braço. Tânatos, eu não estava me sentindo muito a vontade para chamá-lo de pai, desenrolou a bandagem do meu braço. Na última volta, senti uma sensação estranha. Uma agonia quase boa. E alívio na parte do braço que estava enrolada sem necessidade. Depois, fiquei morrendo de vontade coçar. Observei e me distrai para não coçar. Havia uma linha fina, mas profunda, toda a pele ao redor estava vermelho arroxeado brilhante e levemente inchado. E claro, tinham os pontos. De linha preta, certinhos, e com sangue seco. Fiz uma careta de nojo. Ele pegou meu braço e o ergueu de leve. Fez a menção de tocá-lo com a outra mão.


-Não encosta! — Quase gritei exasperada.

-Calma. — Ele disse sem nem olhar pra mim direito e eu fiz um barulho esquisito vindo do fundo da garganta.


Ele encostou no corte e com o dedo percorreu-o todo. Seu toque ardia porque era extremamente frio. Depois que ele fez isso, eu já estava estranhando até esse ponto, o arroxeado diminuiu e desinchou, o corte se fechou e o ardor frio parou. Assistir aquilo se curar rapidamente diante dos meus olhos foi incrível. Boquiaberta olhei para Tânatos.


-Você pode fazer isso? Pensei que você só podia… Matar as pessoas.

-É. Talvez porque eu sou um deus. Só talvez.

-Ugh. Você é irritante. — Enrolei minha coberta e joguei em cima da cama. — Sai.

-Oi? — Ele fez uma cara confusa.

-Sai. Eu tenho que trocar de roupa. — O enxotei com as mãos. Ele revirou os olhos e arrastou os pés enquanto atravessava o quarto. — Você parece ter 15 anos.

-E você parece ter 30. — O fuzilei com os olhos e bufei enquanto ele saia do quarto e fechava a porta.


Passei as mãos pelo cabelo e respirei fundo. Me olhei no espelho da porta do guarda-roupa e não fiquei feliz com o que vi. Eu tinha olheiras debaixo do olho, marcas da fronha de travesseiro na bochecha e na testa, descabelada, pijama amassado. Completamente charmosa.

Me espreguicei, joguei a gaze no lixinho que eu havia colocado ali e depois bocejei. Fui até o guarda-roupa para trocar de roupa antes que eu dormisse em pé. Coloquei uma camiseta, uma calça, uma echarpe e um par de botas de cano curto. Passei a mão pelos meus cabelos ondulados só para dar uma ajeitada e sai do quarto para ir pro banheiro. Eu queria tomar um banho mas provavelmente o Sr. Imaturidade não iria ter paciência. Escovei os dentes e fui para a sala.

Chegando lá eu encontrei uma sala completamente silenciosa com semideuses espalhados por ai e um deus sentado no braço do sofá. Observei aquela cena com curiosidade.


-Então... — Falei me encostando no portal do corredor. — Vocês vão ficar acordados até quando?

-Sei lá. — Respondeu Jason. Dei uma olhada neles novamente. Eles estavam com cara de sono mas não queriam ir dormir.

-Vocês estão com cara de quem estão quase dormindo no sofá. — Comprovando esse fato, Connor fechou os olhos por um bom tempo enquanto eu falava e lutou para abri-los depois.

-A gente já ta indo. — Piper murmurou.

-Eu disse, 30. — Tânatos murmurou pra mim enquanto eu passava por ele para ir a cozinha.

-Ah não enche. — Falei mas depois senti uma pontada de medo dele ficar bravo e jogar em mim sua fúria-de-deus. Mas ele apenas me olhou com olhar divertido.


Entrei na cozinha batendo o pé. Ai eu lembrei que haviam pessoas no andar de baixo e parei. Nossos vizinhos de baixo deveriam sofrer com a gente ali. Peguei um copo de água, me distrai enquanto bebia e o líquido entrou no buraco errado. Depois de tossir meus pulmões pra fora eu voltei para a sala.


-Então...? — Falei olhando para eles e depois a TV. Eles estavam vendo Catdog e pareciam fissurados. Como uma coisa dessas é possível? Olhei para Tânatos e ele estava distraido pelo treco também. — Então...? — Falei mais alto dessa vez. Eles olharam pra mim de um jeito meio lento.

-Que foi? — Leo perguntou e só ai percebeu que eu estava vestida pra sair. — Vai aonde?

-Sair. — Eu disse o óbvio.

-Ela vai sair com o pai dela. — Percy disse apontando vagamente para Tânatos. Leo bateu os olhos nele e foi como se nem tinha o visto entrar ali.

-Santo deus! — Ele disse e o deus presente fez uma careta.

-A gente pode ir? Eu to morrendo de fome, mas vamos? — Falei. Eu queria ir logo pra voltar logo.

-Como você é fria Sophie. — Annabeth observou.

-Não é minha culpa. Não sou uma parca! — Me defendi.


Tânatos levantou do sofá, me girou colocando as mãos nos meus ombros e depois colocou nas minhas costas e me empurrou pra saída.


-Não me empurra. — Driblei as mãos dele. Peguei minha jaqueta azul de couro que estava no cabideiro e a coloquei. — Que coisa irritante.


Peguei minha chave com chaveiro da Torre Eifel e abri a porta. Murmurei um "sai" para Tânatos e ele disse alguma coisa sobre respeito. Me despedi deles e fechei a porta. Me virei e a luz do hall do andar fez meus olhos doerem. Achei Tânatos encostado na porta da escada de emergência.


-Então...? — Falei cruzando os braços na frente do corpo.

-É a terceira vez que você fala isso hoje. — Ele observou e eu bufei. — Você já fez isso também. — Fiz cara feia dessa vez. — Isso eu já não tenho certeza. — Eu queria socar o cara. Isso eu ainda não tinha feito.

-A gente vai ficar parado aqui então? Grande programação de pai e filha.

-Eu to com vontade de te jogar do telhado. Mas você provavelmente voaria ai não tem graça.

-Que doce. — Ironizei.

-Você quer fazer alguma coisa? Ok então.


Ele veio até mim, pegou meu braço de um jeito não muito delicado. Ele não estava irritado. Eu acho que esse era o jeito dele apenas. Senti um cheiro doce de flores vindo dele. Cheiro de morte. Me arrastou — nem tanto assim, mas quase — para a porta da escada de emergência. Abriu-a e meu coração foi na garganta.

Era como se eu olhasse pela beira do terraço. Os prédios eram diferentes. Aquilo não era NY. Eles eram mais brilhantes, luzes neon, leds. Vegas. Eu estava vendo Las Vegas. Tânatos soltou meu braço e eu recuei, batendo as costas em uma grade.

Completamente aterrorizada, eu virei de costas e recuei um pouco. Estavamos em uma espécie de passarela. Não havia saída, a não ser pular. O vento frio me chicoteava, bagunçava meu cabelo e faziam minhas roupas voarem.


-Essa é uma plataforma. Teoricamente ela não existe, mas se eu quero eu posso fazer essas coisas aparecerem. — Ele falava normalmente. Era como se sua voz fosse superior ao vento.

-Então estamos aqui só para você se exibir. — Tive que falar quase gritando para ser soar mais alta do que o vento e os ruídos lá embaixo.

-Não. Estamos aqui porque eu quero que você pule.

-O QUE? - Gritei de verdade dessa vez. Minhas mãos tremiam com o medo e as minhas pernas não estavam muito firnes também. — Eu não vou pular. Nunca. Nós estamos mais de 150 metros do chão!

-173 para ser exato.

-Porque você quer que eu pule?!

-Asas, Sophie.

-E que merda isso tem a ver? — Eu gritava com ele e ele não mudava o tom de voz, o que me fazia gritar mais ainda com ele. — Eu não vou criar asasdo nada só por pular aqui! Você é louco!

-Eu tenho, você logicamente também tem. Existem duas maneiras de você criar asas. Uma é naturalmente. Outra é assim. Pergunte para as filhas de Éolo se quiser.

-Então vamos esperar naturalmente! Eu não vou precisar delas. — Apertei mais ainda a grade atrás de mim.

-Sim você vai. — Seu tom calmo e sempre sombrio estava me irritando. — Pule.

-NÃO! - Gritei com medo. Meu coração batia muito rápido e meus olhos se enchiam de lágrimas de medo.

-Eu estou mandando Sophie. — Em outras circunstâncias eu pararia para admirar o jeito que ele falou meu nome. Soou com uma pontada de sotaque de algum lugar.

-NÃO!


De repente, a grade que eu me agarrava desapareceu. Cai em queda livre em direção a Las Vegas. Gritei a plenos pulmões, com medo. O vento era pior, mais rápido, mais frio. Fazia as minhas bochechas balançarem, Eu girava no ar mal conseguindo distinguir chão ou terra. As luzes se tornavam mais próximas. Eu estava com medo e com raiva de Tânatos. O frio na barriga era tão ruim que chegava a doer. Eu já podia ver as pessoas e elas pareceram não ver uma garota caindo a 100 km/h.

Então alguma coisa aconteceu. Minhas costas arderam e ouvi o som de algo crocante, tipo osso quebrando não uma bolacha. Mas eu continuei caindo.

Eu estava a pouquissimos metros do chão quando algo me segurou pela cintura. Gritei mais ainda, batendo naquilo que me estava segurando, algo não muito lógico mas eu estava em pânico. Consegui olhar o que era. No caso era alguém. O maldito Tânatos.


-ME COLOCA NO CHÃO. AGORA! - Gritei em meio a um choro de medo.


Em silêncio ele obedeceu. Sem reclamar, sem rebater algum insulto idiota. Pousamos em uma rua movimentada, mas as pessoas apenas desviavam de nós. Eu acho que elas não nos viam. Mas essa era a última coisa que eu queria prestar atenção. Assim que meus pés tocaram o chão me virei e empurrei Tânatos com força mas sem fazer muito efeito. Sua expressão era completamente ilegível. Corri sem saber onde ir. Só queria ficar longe dele. Virei uma rua menos movimentada e parei. Encostei em uma parede e por reflexo sentei. A rua não era suja então não vi muito problema. Me encolhi, coloquei os braços ao redor das minhas pernas e apoiei a testa no joelho. Sentada ali, no meio de uma rua, eu chorei.

Um tempo depois, ouvi alguém se agachar na minha frente.


-Me deixa em paz. — Murmurei com raiva.

-O que eu fiz pra você? — Não era Tânatos. Assustada eu olhei para cima e recuei ao mesmo tempo.


Uma mulher estava lá. Ela deveria ter uns 28 no máximo. As lágrimas faziam a minha visão ficar turva mas não era difícil ver que ela era nova. Seus cabelos eram pretos até a cintura com cachos perfeitos nas pontas. Sua pele era bronzeada e seus olhos eram cinza claros e espertos. Pareciam prestar atenção em tudo. Algo naquele rosto me fazia lembrar de alguém. Acho que eram os olhos que pareciam com os de Annabeth.


-Desculpa. Eu pensei que era outra pessoa. — Envergonhada, sequei meu rosto.

-Qual foi o problema? — A olhei torto por ter perguntado isso. — Uma estranha pode ajudar alguém se precisar. Nunca leu livros? — Ela deu um sorriso lindo e eu ri levemente.

-Meu pai — Me senti estranha por falar isso, mas não seria legal mencionar nomes. — é um idiota.

-Sei como é. Vamos dizer que ele não um exemplo dos melhores. — Outro sorriso leve apareceu no meu rosto. Seus olhos escanearam meu rosto e eu desviei o olhar para o chão. O jeito que ela olhava fazia parecer que ela estava vasculhando minha cabeça. — Deixa eu te dizer uma coisa: Não importa o que eles, os pais, façam. Eles provavelmente fazem por amor. Também não importa se eles não tem tempo para você. As vezes eles estão muito ocupados, ou não sabem como agir perto ou o que fazer. E é impossível que eles não se importem. Sempre vai ter uma vozinha na cabeça deles querendo saber como você está ou o que está acontecendo com você.

-Você fala como se soubesse bem como eles pensam. Você é mãe? — Dessa vez eu vasculhei o rosto dela e ela não recuou ou desviou o olhar.

-Sou. Você é muito esperta Sophie. — Eu não me lembrava de ter dito meu nome. Assustada por causa daquilo, mantive meu rosto limpo dessa expressão. — Eu acho que você deveria voltar para o seu pai.


Olhei para a rua pela qual eu tinha vindo. Não havia sido muito justa com ele. A estranha que assustadoramente sabia meu nome, estava certa. Ele provavelmente não sabia como me tratar. Voltei meus olhos para a moça morena. Algo nela, algo mais que os olhos, me era familiar.


-É, eu acho que sim. — Respondi.


Ela me deu um sorriso encorajador e se levantou. Me ofereceu a mão para me ajudar a levantar e eu aceitei. Limpei a minha calça e ajeitei a minha roupa. Arrumei o cabelo e passei a mão pelo rosto pra ter certeza de que não tinha lágrimas. Me virei para a mulher novamente.


-Obrigada...? — Perguntei e ela riu.

-Esperava que me reconhecesse. Palas Atena. Mas pode me chamar de Atena como todo mundo.


Era por isso que seu rosto me era familiar. Eu a vi na Reunião no Olimpo. Não fiquei chocada por não tê-la reconhecido e sim porque ela, uma deusa, havia me consolado enquanto eu chorava como uma criança.


Ouvi estouros altos e meu coração disparou. Virei para olhar e eram apenas fogos de artifício de um cassino. Quando virei o rosto novamente a deusa não estava mais ali. Não fiquei parada a procurando. Apenas voltei pelo caminho por onde vim.

Notas finais
Eu preciso de ajuda. Eu queria que vocês me ajudassem a divulgar a fic. Comentem nas suas fics, indiquem para alguém que gosta de PJO, falem no twitter (alias me sigam se tiverem @M1dnightFlower) e etc. Por favor, eu queria muito mais leitores. Eu estou com poucos favoritos e está sendo um pouco desanimador pra postar. Se tiverem fics também, me mandem os links. Eu adoro ler fics de leitoras