Sou Um Semideus?
3 Capítulo 3 - Vocês estão namorando?? o.O
Notas iniciais
Se existe uma coisa que eu odeio fazer é chorar, então eu me seguro ao máximo... Mas assim que entrei no táxi eu não consegui me conter, comecei a chorar, Gabriel e Milena tentaram me acalmar... Tentaram me fazer parar de chorar, mas eu estava me contendo a mais de cinco anos, então não foi muito fácil.
-Matheus, quer voltar na sua casa ver se sua mãe conseguiu se salvar?- Milena perguntou- é só dizer ao taxista...
Simplesmente acenei com a cabeça, precisava ter certeza, precisava de uma confirmação.
-Taxista, Rua Roscoe, numero treze, se for rápido ganha em dobro!
Acho que Milena se arrependeu de ter dito isso... O taxista foi tão rápido que minha cabeça começou a ir para junto do banco. Alguns minutos depois o táxi estava estacionado na frente dos escombros do que antes fora minha casa, sai rapidamente do táxi e corri até a casa, procurei até me cansar, mais não encontrei nenhum corpo.
-Obrigado- comecei a gritar- Obrigado, obrigado, obrigado...
Milena correu até mim e me beijou, no meio do beijo consegui ver o rosto de Gabriel, ele estava atônito com a ação repentina de Milena.
-Desde quando vocês... Vocês estão namorando?
-Não, pelo menos eu acho que não- olhei para Milena, nunca vi ela tão corada- eu tenho quase certeza que não.
-Não, Gabriel, nós não estamos namorando- Milena responde a pergunto com mais convicção que eu- mas... Quem sabe algum dia isso não aconteça.
Olhei a minha volta, e procurei alguma coisa nos escombros, algo que não tenha sido destruído, algo que pudesse ser utilizado.
-A marreta- disse, e sem nem olhar para os lados corri até algum dia fora a garagem.
A marreta de meu pai estava intacta, peguei-a, não era muito pesada. Devia ter mais ou menos um metro e meio, sem contar a cabeça de aço, era a única lembrança que eu tinha de meu pai. A única herança, sempre me perguntava o porquê dele ter deixado uma marreta.
-Agora, Gabriel, vamos logo para esse acampamento- comecei, já me sentia seguro para tal coisa- Vamos ou vai levar marretada.
Nós rimos.
-Ei, taxista, tem como nos levar para a zona rural?- perguntou Gabriel, mas não obteve nenhuma resposta- Taxista?
Gesticulei para que ele ficasse ali. Fui andando em volta do carro, com a marreta já preparada para o primeiro golpe. Mas quando cheguei à outra lateral, não tinha ninguém ali. Procurei com os olhos, sem fazer nenhum movimento. Nada.
-Não tem nada aqui- Informei- nem o taxista...
-Merda- Chingou Gabriel- e agora?
Peguei meu celular e entreguei a Gabriel.
-Simples, Ligue para algum taxista que conheça.
Ele discou, colocou o celular no ouvido e esperou. Eu estava casado precisava de uma cama, precisava dormir. Subi a colina, e olhei para o grande carvalho. Passei a mão por sua superfície e senti letras, eu sabia que letras eram aquelas. Vieram as memórias.
Estava flutuando, como se fosse um fantasma, enquanto via aquele mesmo carvalho anos antes, Quando Lola ainda estava aqui. Ao lado do carvalho estava um garoto de mais ou menos dez anos, e uma menina, eles deviam ter a mesma idade. O garoto desenhava no tronco com um canivete.
-Matheus, vamos o taxista já esta aí- Milena me fez voltar à realidade.
Olhei bem para o táxi, e ele não parecia ser comum, era todo preto, o modelo era antigo. Era um carro bem bonito, mas não parecia ser um táxi, estava mais para um carro de colecionador. Entramos no carro preto, Gabriel conversava com o motorista.
-... Você pode nos levar para a colina?-foi a única coisa que consegui escutar de Gabriel.
-Claro-respondeu o motorista, ele tinha uma voz áspera.
E acelerou.
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