Sou Luna: Parte 2 - Coração Confuso
10 Confusões e Declarações de amor, Sobre Rodas.
Notas iniciais
Por Narrador
Sol e Luna ficaram frente a frente, ambas chocadas com o que viam, porém, Sol da de ombros fingindo não estar dando a mínima.
—Quem é você? — Luna pergunta, confusa.
—Não te interessa! — Exclama a moça.
—Cá entre nós, se não interessasse ela não estaria perguntando. — Diz Matteo seguido de uma piscadela.
—Quando eu pedir sua opinião você palpita.
As duas jovens eram realmente idênticas, execeto pelo modo de se vestir e pelo penteado. Elas eram basicamente como o sol e a lua. Sol usava seu cabelo escorrido e suas vestes pretas, diferente de Luna que usava o cabelo ondulado e roupas coloridas.
Sol já enfurecida e sem paciência se retira sem mais nem menos, deixando confusos e plantados o casal.
—Deveríamos segui-la? — Pergunta a jovem.
—Pelo modo como ela se veste e fala creio que sim. — Ele responde arrancando da namorada um pequeno sorriso.
Os dois juntam suas mãos mais uma vez e seguem a garota que ia em direção ao Roller.
Por Simón
Ainda com os lábios selados aos de Ámbar, sinto uma forte corrente elétrica percorrer pelo meu corpo todo, e sinto uma necessidade imensa de ficar ali beijando ela por toda tarde, mas por conta da falta de ar nos separamos.
Ámbar olha para mim com um sorriso malicioso. A encaro confuso e desejando seu beijo mais uma vez. Daniela ainda estava presente nos olhando perplexa e com raiva do que acabará de ver.
—Você acabou de ganhar uma inimiga para a vida toda! — Daniela diz encarando Ámbar.
—Não queira ser minha inimiga, querida. — Ela responde e se retira, deixando a morena com cara de boba e com ódio nos olhos.
Daniela sai batendo forte os pés me deixando a sós, então a loira começa a habitar em minha mente. Seu beijo era tão viciante e incrivelmente bom, eu estava realmente muito caído por ela. O que sinto por aquela garota não chega a ser metade do sentia por Luna.
Vejo Luna chegar na lanchonete do Roller e me assusto ao ver suas vestes, porém tento ir falar com ela. Descartei toda a tristeza que habitava em meu coração. Sentia uma imensa falta da minha melhor amiga.
—Luna, preciso falar com você... — Tento dizer, mas não consigo ao ver seu olhar sombio.
—Eu não sou a Luna, e não tenho nada para falar com você! — Ela diz em um tom frio, de um jeito que nunca havia falado comigo na vida.
Sinto um forte aperto no peito. Parecia estranho, mas essa não era a minha Luna.
Por Luna
Quando vimos que a garota sombria ia em direção ao Jam & Roller, Matteo e eu apertamos o passo com medo do que ela poderia causar. Ao chegarmos avistamos ela encarando Simón, e ele por sua vez mantia uma expressão triste. Vou até ela, e sem querer empurro o garçom que carregava dois copos de suco. Arregalo os olhos ao perceber que a bebida havia caído na menina.
—Olha o que você fez, garota! — Ela grita, furiosa — Por acaso você é cega e não consegue ver por onde anda?!
—Sinto... — Tento me desculpar, mas sou interrompida por ela que jogava um molho em minha cabeça.
—Sente muito? — Me pergunta ela com tom de deboche. — Eu não sinto absolutamente nada.
—Vo... vocês... São iguais — Gagueja Simón.
—Descubriu sozinho ou precisou da ajuda de alguém? — Ela pergunta ironicamente. — Quer saber? Estou saindo desse lugar.
Ela sai me deixando com o que parecia ser molho de mostarda na cabeça, e Simón feito uma estátua, o que era um tanto cômico.
Matteo vai até o balcão pegar algo para me limpar, me deixando sozinha com Simón, e me dando a oportunidade de falar o quanto sentia sua falta.
—Preciso falar com você. — Falamos ao mesmo tempo, e em seguida rimos juntos.
—Pode falar primeiro. — Ele diz.
—Simón, eu te adoro, de verdade. Não quero perder sua amizade. — Digo — Eu nunca quis te magoar, nunca nem passou por minha cabeça.
Sinto o calor de seu abraço me invadir seguido de um alívio em meu coração. Eu sentia tanto falta daquilo.
—Perdão, Luna, eu sei que o Matteo não é a pessoa que eu mais gosto, mas se está feliz com ele estou feliz por você. — Ele diz me abraçando forte e carinhosamente.
Sorrio mergulhando meu rosto em seu ombro. A amizade dele sempre me trouxe coisas boas, eu nem gostava de imaginar como seria se ele e eu não estivéssemos juntos, até porque seria bem estranho para nós, e para os olhos alheios. Somos como a junção da guitarra e o violão, complementos que juntos formam uma bela melodia.
Por Gastón
Sentando em um sofá do Roller penso em uma forma de fazer uma surpresa para finalmente ter a garota que amo ao meu lado.
Desde que descobri que as garotas que mais gostava no mundo eram as mesmas, meu coração vem saltado com mais frequência e felicidade, e eu necessitava com urgência ter a garota dos enormes óculos ao meu lado.
—Yo no sé lo qué me pasa cuando estoy vos... — Cantarolo e sinto uma luz acender em minha mente.
Sorrio sozinho. Aquela música dizia exatamente o que sentia quando sentia que Nina esta por perto, eu sempre fico nervoso, e quando ela abre aquele lindo sorriso fico hipnotizado.
—Gastón Perida, você é um gênio. — Falo para mim mesmo.
Vou até o balcão onde se encontava Pedro.
—Pedrinho. — Falo como quem não quer nada. — Preciso da sua ajuda.
—Que tipo de ajuda? — Ele pergunta com um olhar desconfiado.
—Preciso que você segure o Roller até mais tarde.
—Como que até mais tarde? A Tamara não permitiria.
—Ela não precisa saber, você é quem fica encarregado de fechar o Roller, certo? — Ele assente — Então, você pode me ajudar.
—Tudo bem. — O convenço. — Mas ela não pode saber.
—Você sabe cozinhar? — Pergunto.
—Sei, por quê? — Sorrio para ele que apenas suspira alto já entendendo e aceitando o que pediria em seguida.
Bom, já tinha o local e a comida garantida, agora só precisava segurar Nina para que pudesse fazer a surpresa. Vejo ela sentada lendo um livro. Sorrio. Como é linda a garota. Vou até ela e me sento a sua frente.
—O...oi, Gastón. — Ela diz ajeitando os óculos e voltando seu olhar para o meu.
—Oi, Nina, como vai? — Pergunto admirado com a jovem que estava a minha frente.
—Bem. — Ela sorri tímida. — E você?
—Ótimo. — Sorrio.
A noite já estava perto de cair, então ficamos conversando por vinte minutos, então inventei que ia ao banheiro e depois a acompanharia até sua casa.
Com o Roller já vazio despisto de Nina e sinalizo para Pedro dizendo que era um ótimo momento para começar com o plano. Vou para trás do palco, pego o microfone e arrumo a caixa de som. Começo a cantar.
Yo no sé lo que me pasa
cuando estoy con vos
Me hipnotiza tu sonrisa
Me desarma tu mirada
Y de mi no queda nada
Me derrito como un hielo al sol.
Cuando vamos a algún lado
Nunca elijo yo
Porque lo único que quiero
Es ir contigo
Vivo dando vueltas
A tu alrededor
Como un perro abandonado
Que en la calle te siguió
Pero yo no soy tu prisionero
Y no tengo alma de robot
Es que hay algo en tu carita
Que me gusta
Que me gusta
Y se llevó mi corazón
Yo no soy tu prisionero
Y no tengo alma de robot
Es que hay algo en tu carita
Que me gusta
Que me gusta
Y se llevó...
Se llevó mi corazón oh.
Sinto um forte alívio invadir meu coração ao ver o enorme e lindo sorriso estampado em seu rosto.
Me aproximo dela e resolvo me declarar ali mesmo.
—Nina, meu coração bate forte por você, e eu sinto que a amo como nunca amei uma garota antes. — Me aproximo mais acariciando seu rosto. — Me trouxe uma felicidade imensa quando soube que você e Felicity são a mesma pessoa. Me deixe ser o garoto que ficará ao seu lado pelo resto da vida, Nina? Eu prometo que vou te amar por todos os dias.
Ela apenas balança a cabeça positivamente e sorri emocionada. Estendo minha mão e ela entrelaça com a sua se levantando. Uso minha outra mão para acariciar seu rosto e vejo seus olhos se fecharem lentamente, faço o mesmo com os meus e então inicio um calmo e apaixonado beijo me fazendo sentir o garoto mais feliz do mundo simplesmente por estar beijando minha amada. Não me importava quem fosse o tal de Xavi, nem nada disso. O que importava era que Nina me amava e eu a amava também.
Ao que o beijo termina permanecemos ali abraçados. Sorrio. Não queria que aquela noite chegasse ao fim nunca.
Por Narrador
Luna e Matteo estavam no quarto da mesma, namorando um pouco. Mas, a morena não estava com muito animo para tal coisa naquele momento, pois seus pensamentos estava na menina idêntica a ela que vira mais cedo. Era incrível como se pareciam. Somente na aparência, pois na personalidade eram muito diferente uma da outra. Luna se perguntava de onde ela tinha saído, e se elas seriam sosias ou algo do tipo. Então, lembrou-se de um sonho estranho que tivera no dia que voltou da competição.
Sonho On
Uma menina, que aparentava ter uns quatro anos, estava no balanço. Ela sorria e ria, completamente feliz. Até que uma mulher de cabelos castanhos, muito parecida com ela se agachou para que as duas ficassem na mesma altura. Ao ver quem era, a doce meninha estendeu seus braços, e a jovem mulher a pegou no colo.
— Mamãe! — Ela exclamou, feliz.
— Ah, minha filha. Você é meu bem mais precioso, nada nesse mundo é mais importante para mim do que a sua segurança. — A mulher falou, e pegou uma medalhinha dourada em forma de lua, colocando-a na mãozinha da pequena, que abriu um sorriso terno, encantada com o que estava vendo.
— Esta é apenas uma parte da medalhinha, filha. A outra ficará com sua irmã. Se vocês algum dia se separarem pelas circunstâncias da vida as duas partes da medalha sempre vão uni-las.
— Te amo, mamãe. — A garotinha deu um beijo estalado na bochecha de sua mãe.
— Eu também, filha, eu também!
Sonho Off
Era isso. A medalhinha do Sol, Luna não sabia como, mas tinha que dar um jeito de rever a tal garota e ver se ela tinha essa medalhinha. Pensar que ela poderia ser sua irmã fazia o coração da morena saltar.
— O que foi, Menina Delivery? — Matteo perguntou, abraçando-a por detrás ao perceber que ela estava aérea.
— Matteo, aquela menina que encontramos hoje pode ser minha irmã! — Ela exclamou, e o italiano arregalou os olhos, confuso.
Rey estava em seu quarto preparando-se para dormir quando recebe uma ligação. Bufa, mas vai atender o celular.
Ele escuta o que a pessoa do outro lado da linha tem a dizer e fica tenso.
Aquela que dizia ser Sol Benson e que estava morando ali na mansão era uma farsante!
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