Notas iniciais
Oi, primeiramente esse capítulo é dedicado a Clarice, porque hoje é aniversário dela skjdhsjh Segundamente, me perdoem demorar tanto a postar. Tive alguns imprevistos. Terceiramente, não acredito que com 3 capítulos já ganhei recomendação, estou muuuuuuito feliz, obrigada Bih Silva! Quartamente(não sei nem se essa palavra existe), comecem a ler logo.

Foi um longo mês para Angie e German, levando em consideração o fato de que todas as noites de segunda a sexta eles ficaram horas juntos no Studio para fazer faxina. Angie chegava tarde em casa e se sentia exausta no dia seguinte. Olheiras começavam a se formar em baixo de seus olhos e ela bocejava constantemente durante o dia. Nos finais de semana, em vez de descansar, tinha que preparar as aulas, já que não tinha mais como fazer isto nas noites de segunda a sexta.

As coisas com German estavam bipolares. Em um dia, estavam bem. Em outro, nem tanto. Ele parecia querê-la por perto e ao mesmo tempo queria manter distância, e isso o fazia tomar atitudes que a machucava. Ele não percebia. German estava sendo egoísta, agindo do jeito em que permanecesse na sua zona de conforto e esquecendo que, para Angie, aquilo podia não estar sendo tão confortável assim.

Tudo o que Angie mais queria naquele momento era um passaporte de um mês em algum lugar calmo onde ela pudesse descansar.

– Acabei. – German entrou no Zoom, com um balde e uma vassoura em mãos. Ele e Angie haviam discutido um pouco antes, portanto acabaram por se separar na hora de limpar as salas. Ele rumou para o pátio enquanto ela ficou no Zoom.

– Hm? – ela tirou os olhos do seu celular e o olhou. Já havia acabado a limpeza minutos antes. – Ah sim. – murmurou em um tom cansado. Se levantou da escadinha do palco, onde estava sentada, e pegou sua bolsa que estava em cima do piano de madeira.

– Eu vou te levar para a sua casa. – German disse como se fosse novidade. Todas as noites ele não a oferecia carona, mas sim a obrigava a aceitar carona. Angie podia dizer quantos nãos que fosse, mas ele nunca a deixava sair na rua sozinha na escuridão noturna. A mulher estava cansada demais para contestar, e sabia que não adiantaria em nada, portanto poupou salivas e caminhou até o homem.

– Vamos logo. – disse curta e caminhou até a saída do local.

Entraram no carro e Angie não pode evitar apoiar a cabeça na porta e fechar levemente os olhos. Dormir. Era apenas nisso que pensava agora. Nunca fizera sacrifício tão grande, e admitia que diversas vezes quis desistir, mas ao ver o quanto Violetta e todos os alunos estavam aflitos com a situação do Studio Angie criava forças para continuar lutando. É apenas faxina, dizia a si mesma.

– Podemos conversar como gente civilizada agora? – German disse dirigindo entre as ruas desertas. Já passava das 22h. Angie abriu os olhos e o encarou.

– Não temos nada para conversar. – murmurou sem ânimo.

– Temos sim. O que foi aquilo, Angie? Você deu maior escândalo e eu até agora não entendi por que. – German tirou os olhos da rua para olhá-la rapidamente.

– Eu não dei escândalo. Fiquei brava porque você esfregou na minha cara que estava me ajudando com tudo no Studio só porque eu recusei um favor para você. Sabe o que eu acho? Que se fosse para me ajudar para pedir algo em troca era melhor que nem ajudasse. – a mulher bufou e voltou a encostar-se no vidro da janela.

German se calou. Não tinha o que responder e não queria mais brigar.

– Está com fome? – depois de muito tempo em silêncio, ele disse olhando para Angie. Ela novamente abriu os olhos.

– Eu estou com sono, isso sim.

– Mas está vendo aquele carrinho ali? – o homem apontou para uma praça um tanto movimentada para esta hora da noite. Angie olhou para onde o dedo dele indicava. – Lá vende os melhores churros do mundo.

– Churros? – a mulher olhou-o novamente. – German, o que..

– Por favor, Angie – ele a interrompeu quando percebeu que ela recusaria – Estou tentando arrumar uma maneira de me desculpar com você...

– Que tal tentar apenas pedir desculpas? – a loira cruzou os braços e German revirou os olhos.

– Certo, você tem razão, eu fiz tudo errado, me perdoe. – ele disse rapidamente, fazendo a vontade dela. Ela continuou olhando-o, fazendo-o entender que ele tinha mais coisa a falar. – Eu não devia ter dito aquilo, quero que você saiba que eu quero te ajudar sem esperar nada além de um sorriso em troca. – continuou carinhoso e os lábios de Angie quase formaram um sorriso involuntário, mas ela se impediu antes que o fizesse. – Eu fui um idiota e você tem todo o direito do mundo de ficar brava comigo.

– Agora sim – ela respondeu e então olhou para o outro lado, de cara para o vidro, para que ele não visse o sorriso que ela estava prendendo até agora. Então voltou a olhar para a frente. – Dá pra irmos pra minha casa logo?

– Mas – ele franziu a testa – Você ainda está grossa. Eu já pedi desculpas, o que mais preciso fazer pra você me perdoar?!

– Eu te perdoei, ué – ela o olhou – Mas você disse que eu tinha todo o direito de estar brava, então estou brava! – exclamou um tanto divertida, mesmo que sua voz fosse séria.

– Ah, sua boba – German soltou uma risada – Vamos logo comer churros, vai – ele saiu do carro sem esperar resposta dela, deu a volta para abrir a porta e a puxou para fora. – Não adianta contestar. Vai ser meu pedido de desculpas concreto – ele puxou-a pela mão até a barraquinha de churros, que fazia fila em volta. E então, Angie sorriu para ele.

– Estou confiando em você de que esse churros é bom – ela disse divertida e German olhou-a, vendo que ela estava sorridente agora.

– Próximo! – a senhora dona da barraquinha gritou, não dando tempo para German responder a Angie. Era a vez deles. Se aproximaram da mulher.

– Dois churros, um de brigadeiro e outro de... – German olhou para Angie, como se perguntasse qual o sabor que ela ia querer.

– Quero misto, de brigadeiro e doce de leite. – Angie sorriu para German.

– Certo, sua gorda – ele riu – um de brigadeiro e um misto, por favor. – concluiu para a senhora, e esta se afastou para fazer o que fora pedido. Angie ia tirando a carteira da bolsa, mas German segurou seu braço, impedindo-a. – Eu pago.

– Não precisa, German – Angie sorriu de lado pra ele.

– Mas eu quero! – ele tirou uma nota de vinte do bolso e entregou para a senhora, que já voltara com os churros. – Aqui está, fique com o troco. Obrigado. – German pegou o seu e Angeles o dela. A loira foi a primeira a dar uma mordida, estava doida para descobrir se aquele realmente era o melhor do mundo.

Angie e German foram andando lado a lado, sem dizer nada, até o carro novamente. Ambos estavam concentrados em seu churros e em seus pensamentos. German não sabia o que estava fazendo, era tarde da noite, ele estava exausto e mesmo assim preferia estar ali com Angie do que estar em sua cama com Priscilla.

Já a cabeça da loira focava em pensar que aquilo era uma simples gentileza. Não devia criar ilusões e começar a fantasiar coisas que ela sabia que jamais seriam reais.

– Então, o que achou? – German quebrou o silêncio esquisito, se encostando de costas em seu carro. Angie lançou-lhe um sorriso.

– Infelizmente, você tinha razão sobre os churros – ela riu brevemente e então se encostou no carro ao lado dele. Olhou para cima e viu a lua cheia pairar bem em cima da cabeça de ambos.

– Eu sempre tenho razão, loira – sorriu. Olhou-a de lado e soltou uma risada vendo que o doce de leite do churros de Angie escorria pela mão dela. – Você quer um guardanapo? – falou rindo. Ela bufou e tentou limpar com o papel que segurava o alimento, mas este também já estava todo lambuzado. – Certo, eu vou buscar um guardanapo – riu mais uma vez e se deslocou até a barraquinha de novo em busca do papel para Angie se limpar.

– Segura pra mim – ela disse quando ele voltou, entregando seu churros comido pela metade a ele, e então conseguindo se limpar. German deu uma mordida no churros da mulher, e ela olhou de forma brava.

– Ei! Esse é o meu! – exclamou indignada.

– Eu sei — German falou rindo. Angeles entreabriu os lábios e tirou o seu churros das mãos do homem.

– Folgado! Ai, que nojo – ela disse olhando para o doce em suas mãos novamente, ultimamente mordido por German – Você deixou a sua baba no MEU churros!

– Se não quiser, pode me dar que eu como – ele falou rindo. Angie continuava encarando o doce.

– Ah, já nos beijamos mesmo, não faz diferença nenhuma – e então ela mordeu o churros. German sentiu um arrepio ao se lembrar do beijo dela, e se incomodou pelo fato de Angie falar sobre o assunto de um modo tão natural, como se aquilo não fosse um momento especial, como se tivesse sido apenas um momento banal e que não tivesse mais significado nenhum para eles. Ficou incomodado porque, afinal, aquele momento continuava sendo precioso para German, mas Angie pareceu não se importar mais. E então o sentimento de German se tornou confusão. Por que ele ainda se importava? Por que a ideia de que Angeles possa não amá-lo mais o perturbava? Não devia fazer-lhe diferença. Mas, estranhamente, fazia. – German? – Angie chamou-lhe atenção quando percebeu que o homem mantinha os pensamentos bem longe dali.

– Hm? – ele olhou-a.

– Vamos entrar? Estou com frio. – a loira passou a mão direita pelo braço esquerdo descoberto, e então German rapidamente destrancou o carro.

– Entre – abriu a porta para Angie, depois entrou em seu lado.

Foi mais silêncio até ambos terminarem os churros. Angie estava morrendo de sono, a essa altura eram quase 23h. O dia seguinte era uma sexta-feira, ela teria aulas para dar, precisava de descanso. Não apenas o descanso físico, mas o psicológico também. Angie convivia com o stress ultimamente, e uma boa noite de sono não era um bom remédio pra isso. Naquele momento, naquele fim de noite com German, ela conseguiu esse descanso psicológico. E disso, com certeza, ela precisava mais do que o físico.

– Então – German tentou falar alguma coisa. Queria enrolar ao máximo para voltar para casa.

– Então... – Angie suspirou, limpando a boca e jogando o guardanapo no lixinho do carro. – Está tarde...

– Sim... e amanhã temos muito o que fazer... – German desviou o olhar. Precisava inventar algo para que ficassem mais tempo ali, mas nada lhe vinha na cabeça.

– Não quero ir embora – Angie deixou escapar. O homem olhou-a surpreso e ela arregalou os olhos levemente – Digo, fazia tempo que eu não relaxava um pouco como estou fazendo agora, sair e pensar em algo que não seja sobre o Studio...

German sorriu.

– Então vamos fazer você relaxar mais.

– Como? – ela se ajeitou de lado no banco do passageiro, para que pudesse ficar de frente para German. Ele fez o mesmo no banco do motorista.

– Não sei, podemos fazer um jogo, cada um pode perguntar o que quiser ao outro e temos que responder. Serve bastante pra distrair – German falou sorrindo, e a mulher evitou olhar para o sorriso dele.

– Hum, não sei não, isso está parecendo como se você quisesse saber algo sobre mim e o jogo é a desculpa – Angie levantou apenas uma sobrancelha, brincalhona, caindo na risada junto com ele.

– Nossa, como você adivinhou? – ele entrou na brincadeira, tirando mais gargalhadas de Angeles. Toda vez que a fazia rir, era como se ele mesmo pudesse sentir alegria em vê-la feliz.

– Porque eu te conheço mais do que você imagina, queridinho – a loira mordeu os lábios. – Mas eu gostei da ideia. Vamos lá, eu começo. Hum... – Angie ficou pensativa, e depois riu sozinha do que havia pensado em perguntar.

– Ih, lá vem – German comentou vendo a mulher rir sem nem ter dito nada.

– Eu sempre tive curiosidade em saber disso, quantas vezes você já se apaixonou na vida? – ela sorriu – Sabe, quando eu te vi pela primeira vez, te achava tão repugnante e não podia deixar de me perguntar como um homem daqueles um dia fora apaixonado pela minha irmã. Era tão estranho.

– Bem – German sorriu. – Na época de Maria eu não era tão sério assim – ele riu. – Mas, respondendo a sua pergunta, eu já me apaixonei três vezes na vida.

Maria, Priscilla e alguém que Angie não devia conhecer, foi o que ela pensou imediatamente.

– E agora eu viro a mesma pergunta pra você – ele sorriu – Quantas vezes já se apaixonou, Angie?

– Essa é fácil, uma vez só. – a loira suspirou e abriu um sorriso triste.

– Sério? E quem foi o homem que teve esse privilégio todo?

– Não chamaria de privilégio – Angie riu – Digamos que eu não tenha tanta sorte no amor assim. Ele não me correspondeu. – ela suspirou. German se calou, pensava em dizer alguma coisa mas a própria Angeles quebrou o gelo – Minha vez novamente. Já pensei na pergunta. Se você pudesse voltar no tempo, o que você mudaria?

– Ah – German riu – Eu mudaria um pequeno fato. Não deixaria o amor da minha vida ir. – ele sorriu triste.

– Você impediria Maria de fazer aquele show? – Angie falou baixo, se sentindo culpada por haver tocado no assunto. German nada disse, apenas continuou sorrindo tristemente como antes, e a mulher encarou aquilo como um sim. – Certo, não vamos falar sobre isso. Sua vez.

– Deixe-me pensar – ele respirou fundo – Como foi seu primeiro beijo? – German riu e Angie entreabriu os lábios.

– Ah, não! Muda a pergunta! – falou rindo.

– Não! Responda essa, por favor – ele sorria divertidamente. Angie mordeu os lábios, balançando a cabeça.

– Você me paga. Tá, isso vai ser estranho. Não vou dar detalhes. Foi uma paixãozinha de colégio, eu estava no primeiro ano do Ensino Médio. Todo mundo na escola gostava do menino, e de tanta menina bonita, ele me beijou na frente de todo mundo no intervalo. Passei vergonha e fui odiada por muitas meninas durante os três anos restantes na escola.

– O moleque não era bobo não, hein – German falou rindo. – Escolheu uma garota bonita – German falou propositalmente. Algo dentro de si o fazia ter vontade de flertar com os olhos verdes de Angie que brilhavam para ele. A mulher ficou envergonhada.

– Er... posso fazer a pergunta? Já pensei enquanto você pensava também. – ela mudou o foco do assunto e German assentiu. — O que é mais difícil perdoar pra você, a mentira ou a traição?

– Bem, essa é difícil... eu odeio mentiras. Mas se um dia alguém traísse a minha confiança... eu tenho certeza de que eu nunca mais voltaria a confiar de novo nessa pessoa. Fico com a traição.

– Boa escolha – Angie disse um tanto pensativa.

– E você, hum... O que pensa todo dia antes de ir dormir?

– Olha, German, você está abusando nas perguntas! – Angie exclamou nervosa, arrancando uma risada do homem. – Não vou responder a esta.

– Certo, então vou pensar em outra. Um momento que você reviveria.

– Um momento só? Existem tantos... – a mulher disfarçou. Essa pergunta era a mais fácil possível de responder. A vez que você me beijou na cozinha, óbvio. Mas Angie jamais diria isso. – Ham... Quando eu vi a Violetta pela primeira vez depois de tantos anos. – ela mentiu, e se sentiu uma péssima tia pelo fato de que o melhor momento de sua vida tivesse sido com German e não com Violetta.

– Sabe, eu acho que também escolheria algo relacionado a Violetta – German sorriu.

– E ela com certeza escolheria algo com você também. – Angie falou carinhosa. German sorriu bobamente para a mulher. Não era possível como ela podia o fazer tão bem de um jeito que Priscilla nunca o faria. Não era possível que ele tivesse sido tão covarde por perder a única mulher que o fazia feliz de verdade, que o fazia perder a noção do tempo e que o fazia se sentir jovem de novo. – Hum... Já sei! Se uma estrela cadente pudesse realizar mesmo um pedido, o que você pediria?

Essa German demorou a responder. Ficou pensando sobre Angie e sobre todos os sentimentos que despertavam em si em relação a ela.

– Eu pediria para ser menos covarde em certos momentos. – German suspirou. Angie olhou-o confusa.

– O que quer dizer com isso? – ela sorriu divertida.

– Nada, nada... é melhor deixar para lá. – ele a olhou. – Angie, minha próxima pergunta para você é... se você tivesse um amor impossível, o que faria para conseguir viver este amor?

– Hmm... — ela sorriu pensativa – Nenhum amor é impossível, German – Angie o olhou, transmitindo dor no olhar – As pessoas que o tornam impossível. Se existe mesmo um amor, se ele for realmente forte, ele pode superar qualquer barreira.

German olhou nos olhos de Angie e ficou segundos sem dizer nada.

– Eu queria conseguir acreditar nisso. – ele suspirou. – Angie, está ficando tarde... acho que é melhor irmos, ou senão a Priscilla surta. – ele riu.

– Tem razão – Angie sorriu sem mostrar os dentes. – Vamos então. – ela se ajeitou no banco do carro e colocou o cinto. German fez o mesmo para então dar partida no carro e rumar até a casa de Angie finalmente.

O caminho passaram em silêncio. Angie, agora se sentindo leve e calma, estava de certa forma feliz, mas German estava confuso em meio a tantos pensamentos diferentes. Quando chegou na porta da casa dela, parou o carro bem em frente e a viu soltar o cinto.

– Ei – ela chamou a atenção dele. – Obrigada por me animar hoje. – Angeles sorriu e então finalmente se retirou e correu para dentro de sua casa rapidamente, algumas gotas de chuva caíam levemente naquela noite.

Depois que Angeles entrou segura em casa, German deu novamente partida no carro e voltou para a mansão. Entrou em casa e todos já dormiam. Foi para o seu quarto e tomou um banho rápido, com música de fundo para que ele prestasse atenção somente na letra e não em seus pensamentos. Ele também podia ouvir a chuva agora mais forte lá fora.

Saiu do banho e foi para o seu quarto, onde viu Priscilla jogada na cama, dormindo. Respirou fundo e desceu até a cozinha para beber água. De repente, escutou um trovão barulhento. Mas em vez de se assustar, sorriu se lembrando do que Angie havia lhe contado um tempo atrás.

Sem pensar, pegou o celular e ligou para a mulher loira com quem estivera minutos atrás.

– Oi – Angie atendeu com voz medrosa, como se tivesse acabado de levar um susto.

– Sabia que estaria acordada – German riu – Liguei para dizer para você não ficar com medo dos trovões, são apenas ruídos.

– Você é um palhaço – ela riu e se escondeu debaixo de seu cobertor, soltando um leve grito por causa de outro trovão.

– Tenho uma ideia – German sorriu – Pega os fones de ouvido, conecte-os em seu celular e coloque uma música tranquila para tocar. Deixa no volume máximo. Então você só vai ouvir a música, chega de trovões.

– Sabe que é uma boa ideia? – Angie sorriu. – Obrigada, mais uma vez – ela mordeu os lábios. German sorria.

– Imagina. – ele respirou fundo. – Agora vai dormir, vai – falou carinhoso – Boa noite.

– Boa noite, German – ela respondeu da mesma forma e suspirou quando ele desligou.

German tomou um copo de leite e voltou para o quarto. Estava exausto. Se deitou em seu lado da cama e ficou o mais afastado possível da esposa. Depois de hoje, tudo o que ele menos ia conseguir seria ficar perto de Priscilla novamente.

Notas finais
Comentem beijinho tchau