Sortilégio...

18 Capítulo 18 BRING ME TO LIFE


Notas iniciais
Capítulo dedicado a quem ama Mu e Aiolia, em especial para Bia Yuuji que os ama, com um pedido de permissão da Mel Dark, a quem essa fic pertence!!! Bjs!!!XD **** A Estrofe traduzida que abre o capítulo é da música BRING ME TO LIFE do Evanescence.

Como você pode ver através de meus olhos
como portas abertas...
Conduzindo você até meu interior,
onde eu me tornei tão entorpecido...
Sem uma alma.
Meu espirito dorme em algum lugar frio,
até que você o encontre e o leve de volta pra casa.

— Tome, vai se sentir melhor. – disse Camus acomodando Hades na poltrona e lhe estendendo um copo com água.

Vendo Hades tão branco quanto os papéis na escrivaninha, atrás dele, Camus vislumbrou uma vulnerabilidade em seu pai que jamais havia presenciado. Porém, mesmo assim, sustentaria sua posição até o fim.

Hades respirou fundo e encarou o filho, olhando-o, pela primeira vez, profundamente, dentro daqueles olhos azuis e tão frios quanto os seus. Ainda se sentia trêmulo por conta da revelação inesperada e decepcionante.

— Por quê , Camus? Eu não consigo entender... Como pode trocar uma carreira de juiz por uma de... professor!

Camus puxou uma cadeira e sentou-se em frente ao pai.

— Sabe quando mamãe morreu? Lembra que ela tinha voltado do hospital, porque não havia mais esperanças e o médico disse que seria melhor ela viver seus últimos momentos em casa? Pois eu estava com ela, quando, de repente, senti que ela estava morrendo. Ela apertou a minha mão e disse que me amava e que eu nunca deveria perder a minha alma. Eu tinha seis anos... não entendi as palavras, mas senti a mão dela ficando mole na minha e quis chamar você. Ela não deixou. “Não, não incomode o seu pai...” Ela disse. Minutos depois a respiração cessou e ela morreu. Lembro-me de você só ir ao quarto dela, horas depois e ela parecia dormir... Então, quando você já ia voltar para o seu trabalho eu disse que ela tinha morrido. Você chamou o médico e nós nunca falamos sobre isso. Nós nunca conversamos sobre nada, além das suas expectativas sobre o meu futuro profissional, sobre as suas ideias retrógradas sobre direito e sobre como você odeia gente fraca. Eu cresci obedecendo minha mãe, ou seja, nunca o incomodei. Você nunca teve problemas comigo na escola, na faculdade ou em casa. Eu trabalhei para pagar meus estudos, me formei e fui o filho exemplar que jamais exigiu sua atenção. Pois agora, eu me dou o direito de escolher meu destino e se preciso escolher entre as suas expectativas e o pedido da minha mãe, eu escolho não perder minha alma!

— Você... nunca me contou que sua mãe ... Meu Deus, eu pensei que ela tinha morrido no instante em que eu cheguei. Não pensei que tinha sido tanto tempo antes, eu...

— Você não se importou, pai. Esta é a verdade! Éramos apenas a sua idealização de família perfeita. A esposa bela e submissa, o filho obediente e a sua carreira irrepreensível! Que tipo de pai, simplesmente, se cala, após o filho presenciar a morte da mãe? Você nem me abraçou! A única coisa que disse, dias depois foi: seja forte, Camus e não chore.Lamentos são para os miseráveis! E agora, se acha no direito de ficar chocado com as minhas escolhas?

— E você guardou isso, todo esse tempo, para me punir, é isso?

— Não, pai. Estou fazendo isso, porque não quero me tornar cego às necessidades dos outros, nem ser vazio e solitário. Eu quero viver com plenitude, amar de verdade e não reproduzir o status que os outros acham aceitável e normal. Eu não sinto raiva de você, apenas não vou permitir que interfira na minha vida.

— Eu sempre quis o melhor para a minha família. O tratamento da sua mãe era caro, eu queria que ela tivesse conforto e que nada faltasse a você. – justificou Hades.

— Minha mãe estava morrendo. Ela precisava de amor e... eu também! Mas isso é passado. A única coisa que eu quero de você, agora, é respeito.

Hades se levantou, sentia os olhos úmidos e a cabeça latejar. Não compreendia o filho, por mais que se esforçasse e, achava que tinha feito o melhor que podia. Não se sentia à vontade com manifestações de afeto, mas sabia oferecer proteção e conforto. O que era a vida, senão uma escalada em direção à conquista de objetivos elevados? Lembrava-se de seus pais, sempre afetuosos, mas empobrecidos e imersos numa realidade permeada pela ignorância e desprovida de ambição. Não desejava aquilo para si, nem para os seus e depois que crescera, seu mundo era voltado para a construção de uma carreira sólida, honesta e que revertesse em sucesso, conforto e abundância.

— Você é um homem adulto. Espero que possa conviver com as escolhas que está fazendo. Amor é um conceito amplo demais e nada tem a ver com essa baboseira romântica de “felizes para sempre”. Eu amei sua mãe, mesmo que não acredite nisso. – disse Hades indo em direção à saída.

Camus nada disse. Abriu a porta e despediu-se de Hades com um simples boa noite. Assim como Milo fizera, seu pai deixava o apartamento sob o pesado manto do silêncio. Só, que agora, o que o ruivo sentia, apesar da tristeza, era um grande alívio...

Hades desceu as escadas, ainda com o coração apertado. Olhou em volta vendo as pessoas caminhando e conversando. Casais de braços dados e o barulho urbano que serpenteava pelos prédios e se revelava na buzina, na música e na brisa noturna carregada de sussurros...

Há quanto tempo não caminhava assim, por entre os “mortais” como dizia Saga? Estava quase sempre entre quatro paredes, julgando, trabalhando, retirando da sociedade os maus elementos, protegendo aquelas pessoas que agora andavam em segurança. Esse era o seu triunfo, a sua missão. Que maior prova de amor poderia dar?

— Uma esmola para uma pobre velha, meu senhor? – perguntou a mendiga retirando-o de seus devaneios.

Olhando-a, Hades sentiu uma estranha familiaridade. Retirou uma nota qualquer da carteira e estendeu à mulher, embora fosse contra dar esmolas. Para ele, o ato só ajudava a propagar a mendicância e a violência. No entanto, talvez por estar, emocionalmente abalado, aquela mulher idosa tocou-lhe o coração.

— O senhor é muito generoso. Sua família deve ser abençoada. – disse a mulher. – sorrindo.

Ao ouvir aquelas palavras, lágrimas quentes rolaram pela face de Hades. Ele não soube a razão, só sentiu o peito aliviar e seu coração voltar ao normal. Retomou o caminho em direção ao carro que deixara estacionado numa rua paralela ao apartamento de Camus. Quando chegou ao veículo, viu dois jovens tentando arrombá-lo e gritou forte:

— Ei, o que pensam que estão fazendo?

Os rapazes se assustaram, mas ao ver Hades sozinho, se encheram de coragem e resolveram enfrentá-lo. O juiz pressentiu problemas e se preparava para reagir quando a mendiga surgiu detrás dele com seu carrinho de supermercado e uma vassoura velha na mão.

— Vão embora meninos mal-educados ou não respondo por mim! – disse ela.

Hades não acreditou quando os adolescentes estancaram, arregalaram os olhos e correram, após a repreensão da velha senhora que, perto dele, era do tamanho de uma criança.

— Tem que ter cuidado, meu senhor... Esses meninos crescem sem amor e só conhecem o lado escuro. Acham que possuir coisas caras os torna fortes e melhores que os outros. São apenas crianças, crianças perdidas... – disse ela sacudindo o dedo indicador e retomando seu caminho.

— Senhora! – chamou Hades.

— Sim? – disse ela coçando a cabeça.

— Obrigado pela ajuda. Diga-me, há algo que posso fazer pela senhora? Deixá-la em algum albergue? Já é muito tarde.

— Apenas abra seu coração... Abra seu coração. Thie aves thiailô lom, manrô tai sunakai, senhor Hades... (Que você seja abençoado com o sal, com o pão e com ouro). – disse ela dando as costas ao juiz e seguindo em frente.

Hades franziu o cenho e pegou as chaves do carro. Somente após entrar e sentar em seu Mercedes deu-se conta que a mendiga falara o seu nome, em meio a outra língua estranha, mas também familiar ao seus ouvidos. Como ela sabia?

Estava sendo uma noite peculiar e movimentada. Era melhor voltar para casa, antes que mais novidades acontecessem...

0000****0000****0000

Aiolia entrou no pequeno restaurante e não acreditou quando viu sua ex-namorada da adolescência, naquele estado. Tinham tido uma história, quando ele ingressara na faculdade. Mas, era uma época em que ele não se ligava em ninguém, só queria curtir a vida. Foi então, que após uma festa regada a muita bebida e sexo, onde ele tivera sua primeira experiência com outro homem, eles decidiram terminar e ele nunca mais soubera dela.

Quando June revelou que ela telefonara com urgência, ele não podia imaginar encontrá-la daquele jeito.

— Lúcia? – perguntou ele ao chegar à mesinha decorada com uma rosa vermelha.

— Aiolia! Continua gostando das deliciosas colônias amadeiradas... Por favor, sente-se. – disse ela. – Sei que deve estar achando tudo isso muito estranho, mas eu não tinha outra alternativa. Quase não conheço mais ninguém nesta cidade.

O jovem advogado sentou-se, ainda surpreso e pouco à vontade. Notara o olhar vazio e parado no rosto que ainda conservava uma beleza simples e sem maiores atrativos. Mas os olhos de Lúcia continuavam bonitos e singulares. Porém, ela estava cega! Como teria acontecido?

— Respondendo a pergunta que deve estar na ponta da sua língua: Eu sofri um acidente, anos atrás e o resultado foi esse. Perdi a visão e por pouco não fiquei vegetativa. Eu estava em outro país, quando aconteceu e... bem, agora eu voltei e estou retomando a minha vida.

— E no que eu posso te ajudar? – perguntou Aiolia.

— Eu conheci um homem, ele... é um homem simples, mas que cometeu alguns erros graves. Ele foi preso e eu quero que o defenda.

— E quem é este homem?

— Ele se chama Jamian.

— Hã?! – disse Aiolia se engasgando com a própria saliva.

Um garçom se aproximou oferecendo um copo d’água e Aiolia bebeu tudo, de um só gole.

— O que foi? Você está bem? – perguntou Lúcia tentando tocar no braço do grego.

— E-Estou... Apenas me afoguei, não foi nada. Meu Deus, em que mundo pequeno, nós vivemos... Pensou ele, enquanto se recompunha.

— Foi algo que eu disse? Está parecendo que você o conhece.

— Meu sócio está defendendo um garoto que foi acusado injustamente de ter assassinado um homem. Esse Jamian é o assassino.

Lúcia mordeu o lábio inferior, antes de perguntar.

— Esse homem que ele matou, quem era?

— Um chefe do narcotráfico.

— Pode parecer cruel, mas me sinto aliviada por não ser ninguém decente. – disse Lúcia sorrindo sem jeito.

— Você está envolvida com Jamian? Lúcia, o cara tem uma série de transgressões, algumas leves, outras nem tanto. Você é uma garota culta, inteligente...

— Sabe, depois que fiquei cega, muitas coisas mudaram de significado. Eu posso afirmar que vejo mais claramente hoje, que quando enxergava. Jamian surgiu na minha vida quando eu já não acreditava mais no ser humano. Eu sei que ele é um bandido, mas também sei que ele não me deixou na rua, mesmo sabendo que isso significava ir preso. Ele deve responder por seus crimes, mas quero ajudá-lo e vou fazer o possível para que ele tenha uma chance de se reabilitar.

— Bem, vou falar com Camus e veremos o que se pode fazer.

— Obrigada... Agora pode ir. Já passa da meia-noite e você está ansioso para encontrar alguém. – disse ela com um sorriso malicioso.

Aiolia sorriu.

— Como sabe?

— Eu sinto que está apaixonado. Como já disse, enxergo melhor, agora.

— Eu a levo em casa.

— Não é preciso. Marquei com Sharon, a amiga com quem divido o apartamento e ela já deve estar chegando.

— Certo. Então, amanhã eu te ligo com uma resposta. – disse Aiolia beijando o rosto de Lúcia.

— Estarei esperando.

0000****0000****0000

Aiolia chegou, quando Mu descia do mezanino e começava a dançar, convidando o público a acompanhá-lo. Ele sorriu, apreciando a desenvoltura e a forma sensual com que Mu dançava. Quando um dançarino do público se ofereceu, exibindo um jogo de quadris na frente do DJ, Aiolia se adiantou, exibindo beleza e juventude num jeans claro e justo, postando-se diante de Mu, quebrando a conexão do outro e dançando de um modo tão sensual e possessivo que ninguém mais ousou se aproximar.

— Aiolia? – exclamou Mu, arregalando os olhos.

— Eu mesmo. Achou que eu não viria?

Mu não soube o que responder. Após todo aquele escândalo, achou que Aiolia ia dar um tempo ou encontrá-lo em algum local distante do público. Mas ali estava ele, totalmente à vontade e mostrando interesse naqueles olhos convidativos que mais pareciam fogueiras esverdeadas envolvendo-o em calor...

— Eu achei que depois do que aconteceu... você gostaria de dar um tempo e eu acharia natural já que você é uma figura pública e é sócio do Camus. – respondeu Mu.

Um sorriso malicioso e divertido surgiu nos lábios do grego e Mu sentiu as vibrações em suas veias, bombeando quentes e rápidas em seu sangue. Ele não se lembrava de ter tido essa sensação, uma espécie de sentido de antecipação, como se algo estivesse para acontecer naquela noite... Algo que mudaria tudo.

— Não sou homem de colocar o rabo entre as pernas por causa de uma fofoca. E, aliás, eu quero você e isso não é nada inventado. Querem fotografar? Fotografem! Não vou me esconder, nem negar os meus sentimentos por você. – disse Aiolia.

Mu sorriu e vê-lo com os olhos brilhando de contentamento foi a recompensa que Aiolia desejava. Adorava o jeitinho dele, uma mistura alucinante de timidez e respeito pelo próximo. Mu não era egoísta, nem colocava suas necessidades acima das dos outros. Era inteligente e compreensivo. Quando o beijara, sentira que ele possuía uma sensualidade intensa, mas mesclada com sentimento e sensibilidade. Mu era muito diferente de todas as pessoas que ele tinha se relacionado... Era especial e já o tocara, profundamente no coração.

— Eu sei que é corajoso, mas vamos sair daqui. Não quero te expor a mais um escândalo. – disse Mu aproveitando o jogo de luzes e pegando, discretamente, a mão de Aiolia e saindo da pista.

Os dois foram até o mezanino, onde ficava a cabine de som. Lá, Aiolia abaixou a cabeça, embora Mu fosse quase da sua altura e roçou os lábios nos dele, rapidamente.

— Senti saudades... — disse próximo da boca do DJ.

Então, Mu deslizou seus dedos nos cabelos dourados e espessos e o trouxe de volta para si. Beijou-o, profundamente, pressionando sua boca contra a dele, deixando escapar um ofego de prazer em meio a resposta.

— Eu também...

Um sorriso abriu mais a boca de Aiolia e ele aumentou a pressão, deixando a língua de Mu invadir sua boca. Ela entrou e encontrou a sua... Ambas se provaram, sugaram e passearam pelos lábios e dentes...

Como era delicioso beijar aquela boca! Pensaram os dois, ao mesmo tempo.

Depois de explorarem o gosto um do outro, Aiolia afastou sua boca da de Mu e deslizou seus lábios pelo rosto dele até sua orelha, arrancando um gemido baixo.

— Vamos até minha casa... – sussurrou Aiolia.

— Ainda... estou... no meu turno de trabalho. — respondeu Mu, já com dificuldade para articular as palavras.

— Pede pro Milo prá sair um pouco mais cedo...

— Podem ir agora mesmo. – disse uma voz grave e rouca, atrás dos dois.

— M-Milo! – disse Mu se afastando de Aiolia.

O grego riu, enquanto se escorava de braços cruzados, na parede.

— Eu vi quando o garotão aí subiu e tenho a dizer que estão dando um espetáculo prá um montão de gente... Vão prá algum lugar mais confortável e adequado prá dar um jeito neste fogo. Já falei com Sorento, assim que ele voltar do intervalo ele assume e você pode sair mais cedo, DJ.

Aiolia sorriu largo. Não sabia o porquê, mas simpatizava muito com Milo e nutria um afeto genuíno por ele. Será porque ambos eram gregos e se compreendiam nessa questão de ter o “sangue quente”? Não sabia a resposta, mas não importava. Se entendiam bem e o fato de ele liberar o Mu o deixava ainda mais feliz.

Mu ficou vermelho, como de praxe. Milo era sempre tão direto e tão... safado que mesmo conhecendo-o, até intimamente, sempre se surpreendia com a naturalidade e desenvoltura com que ele encarava o sexo.

— Obrigado, Milo. Fico te devendo uma! – disse Aiolia pegando Mu pela mão.

— Vou anotar no meu caderninho. – respondeu Milo com um sorriso que disfarçava a tristeza que sentia. Vão ser felizes! Pelo menos alguém terá prazer essa noite. Pensou enquanto Mu acenava e sorria com uma mistura de timidez e excitação.

0000****0000****0000

Eles bateram a porta, envolveram-se nos braços um do outro, as bocas coladas e famintas... Consumido pelo desejo, Aiolia quase possuiu Mu ali, contra a porta aberta do seu apartamento. Mas o bom senso, embora por pouco, prevaleceu e ele tirou as chaves da fechadura e recuou. Então, tornou a beijar Mu e fechou a porta com um chute.

Ofegante, o peito de Mu subia e descia e a camiseta preta e justa já revelava seus mamilos túrgidos pela excitação produzida pelas mãos de Aiolia em seu corpo. O grego os sentiu com os polegares e já não podia esperar mais para colocar a boca neles, sentir-lhes a textura, o gosto da pele... Deus, estava excitado, muito excitado!

Entretanto, mesmo que sua ereção estivesse explodindo dentro da calça justa ele se afastou um pouco e prendeu seus dedos nos de Mu, puxando-o para si e levando-o em direção ao quarto.

Aiolia apertou um interruptor de luz, mas o brilho fraco do candelabro de cristal que pendia do teto alto e ornamentado, mal iluminava a cama abaixo dele. Entretanto, mesmo que a cama baixa e larga não fosse a única peça do mobiliário do quarto, ainda assim ela dominava o espaço e trazia à tona uma energia propícia à intimidade.

Mais um beijo quente e eles despiam as roupas rindo como duas crianças. Aiolia se deliciava mordiscando os lábios de Mu, enquanto o ajudava a livrar-se da camiseta e da calça jeans. Quando chegou a sua vez, Aiolia gemeu deliciado quando Mu tocou a comprida e dura extensão de carne que se insinuava contra o tecido da calça justa e arfou, enquanto ela foi libertada...

As pernas do grego eram cobertas de pelos dourados e suas coxas eram perfeitas. Com aquele corpo esguio e musculoso na medida certa, ele bem poderia ser um ator ou modelo... Qualquer coisa que se relacionasse à beleza!

Mu prendeu a respiração ao vê-lo daquele jeito e sabendo que despertava tamanho desejo em um deus como Aiolia. Ele se afastou, deslizando suas mãos sobre o peito de Aiolia e o grego sentiu o coração bater forte com o toque suave de Mu. Com os olhos cheios de desejo e contrariando sua natureza passiva, Mu se ajoelhou diante de Aiolia, passando as mãos sobre sua barriga malhada e sobre o quadril magro... A pele bronzeada e sedosa ondulava sobre os músculos...

Mu envolveu os dedos em torno do falo de Aiolia e este pulsou forte dentro da mão dele.

— Mu... – gemeu o grego fechando os olhos por alguns segundos, enquanto era empurrado sobre a cama baixa.

Um sorrisinho devasso se formou nos lábios delicados e Mu lambeu a ponta do falo de Aiolia antes de abocanhá-lo devagar, enquanto roçava de leve os dentes... Era delicioso senti-lo assim, enlouquecido, totalmente seu...

Aiolia jogou a cabeça para trás enquanto Mu o sugava profundamente para dentro de sua garganta. Com sua língua, Mu lambia cada gota de excitação que se formava e cada vez que o fazia, Aiolia gemia cada vez mais alto e seus dedos se emaranhavam nos cabelos de Mu segurando-o contra o corpo, fazendo amor com a boca quente e úmida...

Mu sentia o falo latejar dentro da boa e provocava-o, deslizando os lábios pela extensão, molhando-o com saliva e, ao mesmo tempo enchendo as mãos nas nádegas redondas e cheias, sentindo prazer na musculatura rija e nos grunhidos que escapavam da garganta de Aiolia.

— Mu... Não... n-não quero gozar... – protestou Aiolia, sua voz rouca de paixão.

Ele tentava fazer Mu parar, mas seus quadris pareciam ter vida própria e ondulavam contra a boca que o acolhia. Mu o segurava ainda mais forte... Com lábios e mãos numa sincronia perfeita, afundando as unhas dentro da carne firme e sentindo os tremores do corpo de Aiolia vibrando em sua língua...

Aiolia se rendeu e deixou que o orgasmo o atravessasse com a intensidade de uma lâmina afiada. Ele gritou e estremeceu, enquanto Mu recebia o gozo dentro da boca e sorvia com gosto, sentindo seu próprio falo pulsar em compartilhar do prazer de Aiolia.

O grego arquejava, a pele úmida de suor, o coração descompassado, enquanto Mu lambia o gosto dele dos seus lábios e sorria com o rosto afogueado.

Ainda entorpecido pelo gozo intenso, Aiolia abriu os olhos vendo a língua rosada de Mu passar pelos lábios e seu corpo incendiou, novamente. Ele cobriu a boca de Mu com um beijo faminto, a língua deslizou entre os lábios, entrando e saindo da boca que lhe dera prazer.

Atônito com a rapidez com que Aiolia já se mostrava pronto, Mu estremeceu com um suspiro quando o grego sugou seus mamilos, enquanto as mãos dele percorriam seu corpo... Para baixo até o quadril, as coxas, as nádegas, as costas, até voltar à parte de trás das coxas, apertando-as, fazendo-o sentir a pressão daquelas mãos quentes e ansiosas.

Entre beijos e mordidas, Mu sentiu os dedos de Aiolia adentrarem seu corpo, massageando-o por dentro, fazendo ansiar por mais...

Aiolia posicionou-se entre as pernas de Mu, ergueu-lhe a perna esquerda, colocando-a sobre o ombro, enquanto movia os lábios pela parte interna da coxa... Sua língua, lenta e quente sorvia a pele clara, deixando marcas e irradiando prazer...

— Ah... Como eu desejei fazer isso... seu corpo é lindo...Você é lindo. – murmurava Aiolia, enquanto explorava a pele quente de Mu.

Onde antes estavam os dedos, agora era a língua de Aiolia que se mexia para dentro e para fora, umedecendo a entrada, fazendo a musculatura de Mu tensionar e ele gemer alto, crispando os dedos no lençol.

— A-A-Aiolia... – gritou Mu ao sentir o grego abocanhá-lo e lambê-lo, enquanto o apertava e o mantinha refém daquelas mãos grandes e fortes.

Aiolia sorriu, os lábios vermelhos e a respiração rápida... A perna de Mu ainda levantada por sobre o ombro dele. Fitando-o nos olhos, Aiolia guiou-se pulsante para dentro do corpo que o enlouquecia como nenhum outro fora capaz... O comprimento e a largura do falo adentraram o corpo de Mu, fazendo-o ofegar e agarrar-se aos ombros fortes de Aiolia. O grego sentia os músculos de Mu apertá-lo à medida que ele entrava e saía e Mu via a dor rascante ceder ao prazer de sentir-se totalmente tomado pelo amante...

Ambos experimentavam uma embriagante troca de sensações. Aiolia, penetrando, sentindo a acolhida estreita engolfando-o, apertando-o. Mu, recebendo, contorcendo-se de êxtase cada vez que era tocado no fundo do corpo e sentia os espasmos de prazer imiscuir-se na pele, ossos e nervos...

Mu gemia em desespero, Aiolia aumentava o ritmo e se enterrava mais fundo e mais forte, enquanto buscava a boca de Mu para beijar, lamber-lhe os lábios voluptuosamente. Os dois arquejavam e sentiam o orgasmo possuí-los com suas ondas furiosas, fazendo-os gritar o nome um do outro e agarrarem-se até deixar marcas avermelhadas na pele...

Um grunhido soou na garganta de Aiolia, fazendo-o estremecer e segurar os quadris de Mu com ambas as mãos, puxando-o para si, enquanto investia dentro dele com força. Num movimento profundo, ele inclinou a cabeça para trás, o pescoço contraindo com a força do clímax, os dentes cerrados...

Mu sentiu o líquido quente da liberação tão fundo dentro de si como se Aiolia estivesse tocando o centro de seu ser e logo em seguida, seu gozo projetou-se no torso do grego, quente e abundante, acompanhado de um gemido longo vindo das profundezas da garganta.

Os dois estremeceram convulsos e, finalmente, o turbilhão acalmou deixando Mu tremendo e Aiolia sem fôlego.

Mu sentiu como se todo o seu corpo tivesse amolecido e por fim, uma languidez deliciosa foi tomando conta, levando-o para junto daquele que lhe resgatara o coração e a vontade de amar. Ainda com o coração aos pulos, Aiolia o aconchegou contra o peito, envolvendo os braços ao seu redor. Sem saber por que, lágrimas surgiram nos olhos de Mu, enquanto as mãos de Aiolia lhe acariciavam as costas.

Aiolia notou o silêncio de Mu e tocou-o no queixo, virando-o para si. Foi então que notou o brilho das lágrimas nos belos olhos.

— Você está bem? Eu te machuquei? – perguntou preocupado.

— Estou bem... você não me machucou. Muito antes pelo contrário, você me fez sentir uma felicidade que eu pensava não existir. Acho que estou emocionado, só isso. – respondeu Mu passando os dedos nos olhos.

Aiolia sorriu e beijou a umidade salgada. Depois beijou-lhe os lábios e tocou-os com a ponta do indicador.

— Eu te amo, Mu. – disse ele olhando-o bem dentro dos olhos.

Mu sorriu daquele jeito que fazia o peito de Aiolia aquecer. Tocou a face corada do grego e beijou-o com sofreguidão.

— Também te amo, meu amor... — disse ele quando afastou os lábios e aninhou-se na curva do pescoço de Aiolia e ambos fecharam os olhos, plenos de contentamento.

Notas finais
*****OBRIGADA A TODAS PELO CARINHO!!!!! E, não fiquem tristes pela fic estar entrando na reta final, ainda faltam alguns capítulos!!!*risos *** Como essa personagem não pertence a CDZ, então vou esclarecer que Marin, a namoradinha de Ikki que foi deixada por ele, reencarnou como Lúcia e agora precisa da ajuda dele reencarnado como Aiolia para viver o seu amor. *****Bjs aos que tem deixado review, até mesmo sem PC( Pandora, eu te amo!!!), aos que priorizam a leitura e não podem comentar ( eu sinto a energia de vocês, podem acreditar!!) e aos que se posicionam, perguntam, pedem ( vocês são como o SOL na minha vida!!!) **** E gente, desculpas pelo texto amontoado, mas tenho tido esse problema com o editor de texto do Nyah que mostra uma coisa quando eu posto, mas fica outra para se ler! E não adiante eu editar que permanece sempre a mesma coisa amontoada! Uma verdadeira M....!