Sorte ou Azar?
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Esse capítulo é importantíssimo hihi. Eu gostaria que vocês escutassem a música junto com a história!
OBS.: Em uma parte do capítulo, vocês vão ler uma parte sobre borboletas... queria avisar que retirei o texto do TUMBLR! Se por acaso vocês reconhecerem... haha. Eu achei o texto lindo! MAS, fiz algumas modificações!
-Vem, pode abrir os olhos! — ele disse.
-Onde nós estamos Justin? — disse enquanto abria meus olhos lentamente — Meu Deus! — disse abismada.
-E então, o que achou? — ele perguntou curioso.
-Não sei o que dizer...
-Esse é o parque Shakesperiano. O nome Stratford vem da cidade inglesa Stratford-upon-Avon, onde nasceu William Shakespeare. Todo ano temos o Stratford Shakespeare Festival, na primavera — ele explicou.
-Esse lugar é incrível! — disse.
As luzes iluminavam o grande parque deixando-o mais lindo ainda. Havia um lago no local onde pessoas dançavam ao seu redor, com leves vestidos, nada muito sofisticado.
-Justin... está acontecendo um baile aqui? — perguntei vigiando cada movimento dos casais que dançavam.
-Sim. Quero dizer, esse não é o tal Festival Shakesperiano mas, uma vez por mês eles fazem um baile anual. Apenas por diversão. Você pode ver que as pessoas são simples, não tem luxo. Crianças, jovens, adultos... todos se divertindo — ele disse ao apontar o dedo para o lago.
-Eu simplesmente... amei este lugar — disse sorrindo.
-Minha mãe sempre organiza esses festivais e bailes da cidade. Ela trabalha com eventos — disse ele — Falando nisso... ela mesma pediu para mim me inturmar com você.
-O quê? — perguntei surpresa.
-É. Ela disse que viu você na igreja. Três vezes já — ele disse ao fazer o número com os dedos.
-Sua mãe é Pattie Mallette? — perguntei ao me lembrar de um domingo em que uma linda mulher comprimentou meus pais na igreja.
-Sim, — ele afirmou — você a conhece?
-Eu nunca falei com ela mas, ela já conversou com meus pais. Sua mãe é muito bonita. Vejo muito de você nela — observei.
-Você está dizendo isso para puxar meu saco é? — ele foi irônico.
-O quê? Claro que não! — disse um pouco vermelha.
-Tudo bem, só estou brincado — ele riu — Mas, você vai todo domingo na missa? Porque desde que você chegou na cidade, minha mãe sempre comenta sobre vocês.
-Pois é... — disse fitando o chão.
-O que foi Torry? — ele perguntou ao levantar meu queixo.
-Nada é só que.... Uma borboleta! — disse mudando de assunto rapidamente — Olha só como ela é linda!
-Mas o que tem a borboleta? — ele perguntou confuso.
-Minha mãe sempre me disse que borboletas são pessoas que morreram, que tiveram uma segunda chance aqui na terra;Elas voltam na forma de borboletas, passam meses passando por um processo chamado metarmofose. E um dia, enfim, ter um único dia. O único dia de suas vidas. Minha mãe dizia que, nesse dia tão importante, a borboleta poderia salvar uma vida — fiz uma pausa para relembrar — Quando eu era muito pequena eu... eu... eu sofri um acidente de carro e quem estava dirigindo era minha irmã. Ela tinha acabado de ir me buscar na aula de ballet até que... o caminhão acertou em cheio — disse ao sentir algumas lágrimas escorrerem por meu rosto.
-Shh — Justin sussurrou passando sua mão macia em minhas bochechas — Se você não quiser contar tudo bem.
-Eu vou contar, Justin — disse me recompondo — Então... minha irmã sofreu ferimentos muito graves e não resistiu. É por isso que vamos todos os domigos à igreja. Mas... eu estive em uma situação parecida uns anos atrás. Eu estava indo na padaria, comprar pão para tomar café da tarde. A rua estava deserta, e antes de atravessa-la vi uma borboleta, toda branca. Ela ficou me rondando, e eu encantada com a situação, não sai do lugar. Um garotinho, que deveria ter uns 9 anos estava ao meu lado. Ele atravessou a rua. Foi atropelado. Um carro veio em alta velocidade, o motorista estava bêbado. A criança está morta. Poderia ter sido eu. Mas aquela borboleta estava ali para salvar a minha vida. Sabe por que? Porque minha irmã era aquela borboleta branca. Deus, estava presente ali. Agora toda vez que encontro uma dessas, sei que estou protegida — disse ainda pensativa.
-Nossa — foi a única coisa que Justin conseguiu dizer.
-Eu sei, cada vez que conto essa história as pessas ficam com... essa cara aí — disse rindo fraco.
-Eu só acho que você é simplesmente surpreendete. Eu descubro mais e mais coisas incríveis à seu respeito em cada segundo que passamos juntos — ele disse.
-Pode até ser... — pensei.
-Vamos dançar? — ele perguntou estendendo sua mão.
-Ah, eu não sei. Eu não sou da cidade Justin...
-E quem disse que precisa ser? Aliás, para uma novata você está se saindo muito bem — disse sorrindo.
-Tudo bem — sorri de volta.
Caminhamos até o lago. Havia um grande portal, com lindas flores ao redor.
-Boa noite Justin! — um senhor o comprimentou.
-Olá Jorge! — Justin acenou.
-As pessoas aqui parecem tão simpáticas — disse.
-E são mesmo. Nós temos o carisma no sangue — ele disse se gabando
— Vem, eu adoro essa música! — ele me puxou para dançar.
Cause if I got you
I don't need money
I don't need cars
Girl, you're my all, and
Oh, I'm into you
And girl, no one else would do
Cause with every kiss and every hug
You make me fall in love
Justin segurou minha mão e depositou um beijo na parte superior. Sorri envergonhada. Logo, entrelacei meus braços por seu pescoço e ele segurou de leve minha cintura. O garoto me puxou para mais perto, fazendo com que nossos corpos se chocassem. Sua respiração se misturou com a minha, fazendo com que fosse-mos agora, um só corpo. O vento batia em seu cabelo, fazendo com que os fios esvoaçassem, deixando-o ainda mais bonito. Começamos a dançar ao ritmo da música. Justin me guiava perfeitamente, ele dançava como um verdadeiro príncipe. Não tirei meus olhos um segundo sequer dos seus, que brilhavam ainda mais com a luz da lua.
And now, I know I can't be the only one
I bet there heart's all over the world tonight
With the love of their life who feels
What I feel when I'm
With you, with you, with you
With you, with you, girl
With you, with you, with you
With you, with you, oh girl
(Whit you — Chris Brown)
-Whit you, whit you, oh girl — Justin cantarolou o último verso da música, encostando nossos narizes.
Foi ivoluntário. O sorriso se brotou em meu rosto, eu não consegui esconder a felicidade. Minhas bochechas coravam.
-Você é linda — ele disse.
-Você dança bem, para um jogador de basquete — brinquei.
-Eu tenho outra coisa para lhe mostrar, doce Julieta — o garoto sussurrou em meu ouvido fazendo com que meu pescoço se arrepiasse.
-Então me mostre, querido Romeu — respondi.
Ele sorriu e me puxou para longe do baile. Pegou seu violão que estava em cima de uma das cadeiras e me levou até uma fonte, no mesmo parque.
-Justin, onde estamos indo? — perguntei.
-Senta aqui — ele disse.
-O que você vai fazer? — perguntei curiosa.
-Eu tenho uma coisa para você. Mas presta bem atenção na letra, ok?
-Hm, tudo bem então — disse confusa.
O garoto retirou o violão da capa, ajeitou as cordas e começou a tocar.
There's gonna be one less lonely girl
(One less lonely girl)
One less lonely girl
(One less lonely girl)
There's gonna be one less lonely girl
(One less lonely girl)
One less lonely girl
How many "I told ya"s
"Let's start over"s and "shoulder"s
Have you cried on before
How many promises
Be honest, girl
How many tears you let hit the floor
How many bags you packed
Just to take them back
Tell me that: How many either "or"s
But no more
If you let me inside of your world
There'll be one less lonely girl
Oh, I saw so many pretty faces
Before I saw you, you
Now all I see is you
(I'm coming for you)
(I'm coming for you)
No, don't need these other pretty faces
Like I need you
And when you're mine
In the world
There's gonna be one less lonely girl
(I'm coming for you)
One less lonely girl
(I'm coming for you)
One less lonely girl
(I'm coming for you)
One less lonely girl
There's gonna be one less lonely girl
(I'm coming for you)
I'm gonna put you first
(I'm coming for you)
I'll show you what you're worth
If you let me inside your world
There's gonna be one less lonely girl
Estava totalmente sem fala. Quando eu iria imaginar que alguém faria tudo isso, por mim? A música era simplesmente incrível. E ele tinha... a voz mais dócil que eu escutara em toda minha vida. Nunca vim para a Stratford com a intenção de encontrar um namorado. Mas parece que as coisas acontecem quando menos esperamos. Eu não posso dizer que amo o Justin, mas depois dessa música, e depois da noite maravilhosa, não posso mentir, eu estava completamente "caidinha" por ele. O cabelo, os olhos, o... sorriso. Tudo tão lindo. Ele estava parado ali, bem em minha frente, todo perfeitinho.
Me inclinei um pouco para perto de seu corpo, senti sua respiração acelerada. Fui chegando cada vez mais perto. Seu cheiro doce se exalava e seu hálito fresco batia em meu rosto. Logo selei nossos lábios e dei início a um beijo. Seus lábios eram macios e aveludados. Rapidamente ele envolveu minha cintura com uma mão e com a outra acariciou meus cabelos. Nunca imaginei que poderia me sentir tão bem com um simples beijo. Seus lábios eram viciantes, seus toques graciosos. Justin foi tão doce. Terminamos o beijo com alguns selinhos e nos separamos.
-Justin... — suspirei — eu não sei o que dizer...
-Shh — ele colocou o indicador em meus lábios — Foi o melhor beijo da minha vida. Foi o melhor encontro da minha vida. Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida, até agora.
Um sorriso enorme estampou meu rosto.
-Eu realmente, estou gostando de você — ele completou.
-Eu também. Na verdade, ninguém nunca cantou para mim — ri fraco.
-Para tudo se tem uma primeira vez — ele disse rindo também.
Nos fitamos por mais alguns segundos. Seus olhos caramelados me tiravam completamente da realidade. Nossos lábios se encostaram novamente por uma iniciativa dele mas, desta vez o beijo fora mais curto.
-E agora? — perguntei.
-E agora... você vai ser minha namorada mas, de verdade. Sem fingimento nenhum — ele disse.
-Você está me pedindo em namoro, é? — perguntei irônica.
-Nunca senti isso por ninguém. Você foi a única pessoa que eu realmente senti, que posso confiar. Você me ajudou desde o princípio, você entendeu minha situação e não me julgou. Você não é como aquelas garotas bobas que só querem ficar comigo por interesse, você realmente é leal — ele fez uma pausa — E eu amo isso em você.
-Eu acho que me senti atraída por você desde a primeira vez em que esbarrei com você pelo corredor da escola — disse com um sorriso bobo no rosto ao relembrar novamente a cena.
-Eu senti isso desde o dia em que você entrou por aquela sala e sentou examente ao meu lado na aula de espanhol — disse ele.
Nos beijamos, mas desta vez foram apenas leves selinhos.
Naquela noite estrelada percebi que ele realmente gostava de mim. Aquela música era apenas uma das mil razões.
Notas finais
Em fim, EU ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DESSE, PORQUE FINALMENTE SAIU O TAL ENCONTRO TIPO, COMPLETO KKKKK
REVIEWS? REVIEWS? REVIEWS? REVIEWS? REVIEWS? *-*
SIM NÉ! POR FAVOR, ESSE CAPÍTULO É MEGA IMPORTANTE KKK Bjs :*
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