Sorte ou Azar?
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Me perdoem por não ter postado quinta, eu tive prova e nem consegui entrar na internet!
Essa semana eu vou estar bem cheia de provas e trabalhos da escola, então se eu não postar, pesso a compreensão de vocês! Até porque os próximos capítulos são bem importantes!
É isso então, boa leitura *-*
Saí do banho antes que ficasse parecendo uma ameixa seca. Me arrumei rapidamente ( http://www.polyvore.com/cgi/set?id=30129221 ), já eram 15:00 horas. Desci até a cozinha para fazer um lanche.
-Maria, tem algo bom para comer? — perguntei educadamente.
-Acho que deve ter um pacote de cookies ali no armário e algumas frutas na geladeira — ela respondeu.
-Legal, — abri o armário de cima da pia e peguei o pacote — você quer? — ofereci.
-Não obrigado — Maria recousou. Eu dei de ombros — Preciso ir no mercado Torry, você vai querer alguma coisa a mais?
-Hm... você poderia me trazer algumas azedinhas — sujeri.
-Azedinhas? — ela perguntou confusa.
-Sim! Aquelas balas de goma em forma de minhoca, sabe? — expliquei.
-Ah, claro. Eu compro, mas só desta vez! — Maria avisou.
-Obrigado! — disse guardando o pacote de cookies em seu devido lugar.
Logo em seguida abri a geladeira, retirei uma maçã de lá de dentro e fui até o pátio para pegar o Elvis.
Coloquei a coleira no cachorro com cuidado, ele não parava quieto.
-Elvis! — gritei — Para de se mover! Eu sei que você fica ansioso para ver a Maggie mas não precisa tanto. — falei passando a mão em sua cabeça para ver se ele acalmava.
-TORRY! — Maria gritou da porta da frente — SEUS AMIGOS ESTÃO AQUI!
-Já estou indo! — gritei de volta.
Peguei o Elvis, fechei a casa e saí.
-Muito bem, eu estou indo para o mercado. Juízo hein crianças! — Maria avisou.
-Não se preocupe e boas compras — respondi com um sorriso enquanto ela entrava no carro.
-Torry, — Gabi disse virando-se em minha direção — você volta para casa e nem me avisa?! — ela perguntou indignada.
-Desculpa Gabi, mas não deu tempo.
-Tudo bem, mas como foi lá com a diretora? Eu fiquei preocupada.
-Detenção. Duas vezes por semana. Por um mês inteirinho — disse revirando os olhos.
-Putz, que horror! A culpa nem foi sua! — Chaz falou pela primeira vez.
-Pois é. Eu sei disso, vocês sabem disso, mas a diretoria não sabe disso. — respondi conformada — Mas... mundado de assunto, me diz quem são esses Chaz! — disse me abaixando pois ele estava com três cachorros.
-Claro! Esse é o Scott, o Bily e essa garota linda é a Lucy — ele disse me apresentando.
-São uns amores! — falei fazendo carinho nos cachorros — Esse aqui é o Elvis!
-Ele é tão fofinho! — Gabi disse.
-É sim.. vamos indo? — sujeri.
-Vamos! — o casal disse ao mesmo tempo.
Nós passamos em frente à casa do Justin e fomos até o parque, onde conversamos muito sobre os problemas que vinham acontecendo entre nós.
.......
-Eu preciso urgentemente de um cachorro. — Gabriela disse séria. Eu começei a rir.
-Por quê? — perguntei.
-Porque eu me sinto excluída da sociedade sabia? — ela ironizou.
-Você poderia pedir de presente para o Chaz, sei lá.
-Ótima ideia! — ela exclamou. Eu começei a rir novamente.
-Olha só para eles, — fiz uma pausa — estão parecendo dois bobos no meio de todos aqueles cachorros! — falei me referindo ao Justin e ao Chaz que estavam tentado fazer com que todos os cachorros corressem atrás de uma única bolinha de borracha. Quando eles jogavam, os animais corriam e quase se matavam para pegar a bolinha então, os garotos iam até lá e tentavam separá-los, mas era uma tentativa nada feliz.
-É verdade — ela observou e riu da situação.
-EI VOCÊS DOIS! — berrei para que eles pudessem escutar — DESISTAM DISSO, OS CACHORROS SÃO EM MAIORIA! ELES JÁ GANHARAM! — começei a rir.
-NÓS NUNCA VAMOS DESIST.... AAAAH! — Justin não conseguiu terminar de falar pois quando ele finalmente conseguiu segurar a corda ligada à coleira dos bichos, foi levado ladeira abaixo por eles.
Eu e Gabi nos olhamos e começamos a rir desesperadamente, enquando Chaz corria atrás deles e Justin gritava "Socorro, socorro! Alguém me ajudaaaa!".
-Você acha que nós devemos ajudá-los? — Gabi perguntou, contendo o riso.
-Não sei... — disse, fazendo o mesmo — eu até ajudaria, mas isso acabaria com toda a diversão!
-Você tem razão! — nós duas caímos novamente na gargalhada.
Os garotos corriam feito locos e os cachorros continuavam a dar voltas pelo parque com o Justin. Depois de alguns minutos nós vimos eles voltando por trás de onde estáva-mos sentadas.
-Vocês... me... pagam — Justin disse ofegante.
-Que vergonha Gabriela, que vergonha — Chaz disse fazendo um movimento de decepção com a cabeça.
-Ué, eu tentei te avisar Justin — dei de ombros.
-Tudo bem, a questão principal é que vocês finalmente conseguiram domar essas ferinhas! — Gabi disse abraçando o Chaz — Desculpa meu amor, prometo ajudar da próxima vez. É que vocês tinham que ver suas caras!
-Eu te amo florzinha — Chaz disse dando um selinho nela.
-Pois é, eu avisei que o Elvis dava trabalho Justin — falei pegando a corda do Elvis e puxando até mim.
-Ele e a Maggie são impossíveis! — Justin respondeu.
-Ninguém mandou sua cadela seduzir meu homenzinho — falei pegando Elvis no colo.
-Acho mais provável ele ter seduzido ela...
-Shh! Nem mais uma palavra Bieber. Você fica muito melhor de boca calada — rebati.
-Hm... — ele fez uma pausa — existe uma forma de calar minha boca desconhecida por você — Justin sorriu maliciosamente.
-BIEBER! — gritei batendo com força em seu braço.
-Ai! — ele resmungou — Isso doeu sabia?!
-Nossa, coitadinho! — ironizei.
-Eu estava preocupado com você — ele me puxou para mais perto de seu corpo e empurrou para trás uma mecha do meu cabelo.
-Comigo? — perguntei surpresa — Bom, eu estou ótima.
-Mas vai ficar de detenção por algo que você não fez.
-Na verdade... eu ajudei a fazer bagunça. Ela começou e eu devia ter parado. — baixei a cabeça.
-Acho que você só se defendeu. E... se defendeu muito bem! — Justin disse acariciando minha mão.
-Ela bem que mereceu não é? — começei a rir.
-Claro que mereceu! — disse rindo junto comigo.
-Justin, você acha que a Tiffany vai se conformar logo?
-Se conformar com o quê? — ele perguntou confuso.
-Com o fato de que você não gosta mais dela — respondi — Eu não quero mais fingir algo que não está acontecendo, eu não quero mais ser sua "namorada".
-P-P-Por quê? — ele gaguejou — Eu fiz algo errado?
-Não! — fiz uma pausa — É só que... eu tenho medo de me machucar com ela.
-Ela não vai te machucar, eu vou te proteger. A Tiffany ta ficando louca mesmo... o que eu vou fazer agora? Esse namoro só piorou as coisas.
-É por isso que eu acho que nós deveríamos contar a verdade...
-Nem pense nisso! — ele me interrompeu — Isso vai deixar ela mais brava ainda Torry! pensa nisso!
Por mais que eu não aguentasse aquela garota, o Justin estava certo. Isso iria fazer com que ela ficasse mais brava e quisesse mais vingança.
-Torry, Justin... ta ficando tarde, vocês não acham melhor irmos embora? — Chaz interrompeu nossa conversa.
-Concordo... vamos Torrance? — Justin disse estendendo sua mão para mim.
-Vamos — sorri em resposta segurando sua mão.
Nós estáva-mos os quatro indo para casa junto dos cachorros. Naquele momento desviei meu olhar e vi Sara parada perto de uma carrocinha de algodão doce. Ela chamou por meu nome e eu parei de caminhar.
-Hm.. gente eu acho que vou ficar mais um pouco aqui — inventei.
-Por quê? — Gabi perguntou.
-Acho que vou treinar mais um pouco com o Elvis já que vocês não coseguiram fazer isso antes — falei para o Justin e para o Chaz.
-Tudo bem então... até amanhã — Gabi disse.
-Até amanhã galera — me despedi.
-Se cuida Torry — Justin disse.
Esperei eles se afastarem e caminhei em direção a Sara.
-Eu sabia que te encontraria aqui — ela disse.
-Sara... diz logo o que você quer — respondi aflita.
-Nós tínhamos combinado depois da aula, lembra? — ela perguntou, mas não consegui tempo para responder — Mas a Tiffany me contou por telefone o que aconteceu, sinto muito.
-Como você me achou aqui? — perguntei desconfiada.
-Eu já te vi aqui com o Bieber algumas tardes... achei que hoje não seria diferente — ela deu de ombros.
-Aonde você quer chegar com essse papo fudado Sara? — eu estava ficando sem paciência.
-Tudo bem, eu vou direto ao ponto... quero me desculpar com você Torrance.
-O quê? Por quê? — perguntei, muito desconfiada.
-Torry... eu sei de tudo. Eu sei de coisas que você nem imagina.
-Tudo? Tudo o quê?
-Por exemplo... Eu sei que você e o Justin não namoram. Eu escutei a conversa de vocês na biblioteca. Dês daquele dia eu sei que é tudo fingimento — ela disse. Eu congelei, imagina se ela tivesse contado para a Tiffany? O que seria de mim agora?
-Ah meu Deus, e você contou isso para a...
-Não — ela me interrompeu — Eu não contei nada para a Tiffany se é o que você quer saber. Eu até pensei nisso, mas eu sei que você é uma pessoa legal Torry. Você ajudou o Paul, você ajudou o Justin, você ajudou o Charles e a Gabriela... e principalmente: você reergueu o clube do coral. Eu não poderia te prejudicar, você nos ajudou tanto! Agora, mais do que nunca, nós estamos certos de que podemos vencer!
-Sara, eu não sei nem o que dizer... — as palavras haviam escapado de mim. Eu estava até emocionada em saber que ela confiava em mim.
-Não diga nada. Apenas aceite minhas desculpas — Sara sorriu — eu posso te ajudar Torrance, eu e a Ashley. Na verdade nós nunca gostamos da Tiffany. Nós entramos no grupo de líderes de torcida apenas para ter mais popularidade. Nós andamos com ela porque... ela era legal, ela conhecia muita gente legal — Sara explicou.
-Então... foi tudo interesse?
-No início sim e agora... bom, nós nos tornamos muito próximas, a Tiffany conta tudo para mim e para a Ashley. É por isso que se você precisar de ajuda eu estou aqui. Sei lá, acho que posso descobrir os planos dela e te contar, só para você e o Justin terem cuidado — ela sugeriu.
-Mas isso é desonestidade — respondi.
-Eu sei, mas minha ficha já está suja mesmo Torrance, isso não vai fazer diferença. E bem que a Tiffany merece, por toda a vergonha que ela me fez passar — ela estava com um olhar vingativo, eu não gostava muito disso — Então, o que acha?
-Eu... eu... — fiz uma pausa e pensei bem antes de responder — eu topo. Mas você jura que ta sendo sincera?
-Claro que sim! Olha, eu prometo te contar todos os planos dela para tentar te prejudicar e... vão ser muitos, esteja preparada — Sara avisou.
-Eu vou estar — sorri em resposta — Obrigado Sara, obrigado mesmo.
-Magina Torry, você não merece ser enganada — ela disse e logo em seguida nós nos abraçamos.
-Tenho que ir agora, — falei saindo de seus braços — até amanhã.
-Tchau Torry até amanhã.
xxx
No dia seguinte...
-Prontinho, chegamos — Justin disse ao parar o carro no estacionamento da escola.
Justin desceu do carro, abriu minha porta e me ajudou a descer como ele fazia todas as manhãs. Eu amava isso nele, o cavalheirismo. Todos os garotos deveriam ser assim na minha opinião.
Nós entramos na escola e o sinal bateu. Finalmente sexta-feira havia chegado e nós estaríamos livres da escola por duas longas semanas.
-Legal, hoje tem aula de literatura — Justin comentou.
-Não sabia que você gostava tanto assim de ler — disse surpresa.
-Eu gosto... mas depois daquela nossa representação de Romeu e Julieta, eu conto as horas para a professora nos dar um trabalho parecido — Justin sorriu de canto.
-Seu bobo! — respondi.
........
Depois da aula, eu tinha ensaio do coral. Fui até a sala acompanhada por Nick.
-E aí, como ficou a situação de vocês ontem? — ele perguntou abrindo a porta.
-Nada bem, nós pegamos detenção — respondi.
-Que chato Torry, mas pelo menos ela não expulsou vocês!
-É, você ta certo. Minha mãe me mataria! — disse rindo fraco.
-Torrance! — Peter disse se paroximando.
-Oi Peter — respondi com frieza — Você não cansa de me atormentar não?
-Eu? O que foi que eu fiz? — o garoto perguntou com uma voz melancólica.
-Você começou com aquela "guerra de comida", eu peguei detenção, sabia?
-Nossa Torry! Mas que chata, foi só uma detenção! Parece que você tem sempre que fazer tudo certinho, sempre. Será que não cansa ser assim? — Peter perguntou aruqueando as sombrancelhas.
-Ei! Eu não sou assim! — respondi ofendida.
-Ah não? Então prova.
-Como? — perguntei.
-Eu fuquei sabendo que seus pais vão viajar quinta-feira que vem e só vão voltar no sábado então eu pensei... festa na sua casa, eu levo a bebida, o Ben pode descolar algumas coisinhas para nós — ele desafiou.
-O quê? Mas nem pensar! — respondi rindo. Até parece que eu faria uma festa. Logo eu? Torrance Williams? De jeito nenhum, meus pais me matariam se descobrissem!
-Ta vendo? É esse seu problema, medo. Torrance, teus pais vão ficar três dias fora! Aposto que você quase não sai de casa, e agora seria a hora perfeita pra uma diversão! — Peter disse.
-Não Peter! Eles confiam em mim! — recusei novamente.
-Vamos Torry! Você não vai ter que fazer nada, eu juro! Eu me encarrego de tudo — Peter prometeu.
Para ser bem sincera, eu nunca quebrei as regras. E talvez uma vez na vida isso não fosse problema afinal, eu realmente estava precisando de uma diversão!
-Tudo bem Peter, — suspirei. Nem acredito que eu estava concordando com aquela maluquisse — mas eu tenho uma condição!
-Fala! — ele disse animado.
-Sem bebida alcoólica. Nada, absolutamente nada disso, entendido?
-Mas Torry...
-Shhp! — o interrompi — Se tiver bebida, não tem festa! — falei em um tom autoritário.
-Okay... você venceu! — ele disse por fim — Aí galera, prestem atenção em mim um pouco — Peter disse virando-se para o grupo — Vai ter festa na casa da Torry, quinta-feira! Quero todos vocês lá!
-Festa na casa da Torry?! — Nick perguntou surpreso.
-Uhul, eu estava louco por uma festa à semanas já! — Paul disse.
-Legal, mas vai ser o quê? Festa à fantasia? Não obrigado, eu me recuso — Marie disse com frieza.
-Marie, para com essa implicância boba com a Torry! Só porque ela tem talento, não significa que você tem que julgá-la dessa forma, ela já demonstrou ser muito legal e eu sei que você, mais do que todos nós, sabe muito bem disso. Só está se fazendo de durona — Krista disse, levantando-se de onde estava sentada.
-Tudo bem, eu admito que a Torry é legal — Marie revirou os olhos — mas por favor não me façam pedir desculpas!
-Não se preocupe Marie — respondi.
-Mas agora é sério gente... vai ter o que nessa festa? — Ben perguntou.
-Vai ter comida e... música? Sei lá — falei confusa.
-Nós vamos na sua festa Torrance, vai ser divertido. Assim podemos nos connhecer melhor! — Ashley disse.
-Ótimo, então nos vemos quinta de noite, na casa dela galera — Peter falou em meu lugar.
-Boa tarde pessoal — Senhor Silvester disse ao entrar na sala — O que vamos fazer hoje?
-Ensaiar para as regionais — respondi, como se fosse óbvio.
-Claro Torrance! Vamos começar, todos em suas marcações pessoal! — ele disse e nós nos organizamos.
-Just a small town girl, livin' in a lonely world / She took the midnight train goin' anywhere - Nick começou cantando.
-Just a city boy, born and raised in South Detroit / He took the midnight train goin' anyw...
-PARA, PARA, PARA! — Marie me interrompeu — Você ta fazendo isso errado Torrance! Professor... como nós vamos ganhar assim? — ela disse. Eu sabia que era tudo provocação.
-Marie... estava perfeito! Por que esses ataques agora?! — Sr. Silvester perguntou.
-Porque é simples! Eu deveria estar cantando esse dueto, não ela! — Marie girtou.
-Marie... — eu tentei falar alguma coisa mas não sabia o que — eu não queria ter feito isso... você podia ter me avisado!
-Não Torrance! Nós escolhemos você porque você canta muito bem! A Marie tem que entender que ela não é o centro do universo! — Nick disse bravo.
-Eu concordo com o Nick — Oliver disse do fundo.
-Marie, são apenas as regionais! E a sua voz ainda predomina muito na música! Você é praticamente o coro inteiro! — Paul disse.
-O Paul ta certo, volta para o seu lugar Marie e por favor, vamos voltar a ensaiar! — Sr. Silvester falou, tentando manter a calma.
-Tudo bem, — ela disse baixando a cabeça — me perdoem... eu não queria prejudicar ninguém. Desculpa por tudo Torry, mesmo.
-Magina, eu te entendo — falei.
-Ótimo, vamos do começo então pessoal! E um, dois... um, dois, três... vai!
Notas finais
Mandem muitos, por favor gente!!!
Posso dizer que vem festa e confusão por aí... haha
Beijos, até mais :*
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