Sorte ou Azar?
29 Capítulo 29
Notas iniciais
-Vamos logo então! — disse animada.
-Tchau mãe, valeu mesmo! — Justin disse enquanto ligava o Range Rover.
-Dirige com cuidado e juízo hein! — Pattie avisou.
-TCHAU! — gritamos juntos quando Justin deu a partida.
-Cara, eu nem acredito que sua mãe nos deixou ir sozinhos! — Chaz disse olhando o movimento.
-Se meu pai descobrir vai me matar! — falei preocupada.
-Shawty, ele não vai descobrir, fica tranquila — Justin disse virando uma esquina.
-Ele ficou todo preocupado quando soube que você tinha me convidado, só se acalmou quando eu disse que a Gabi e o Chaz iriam junto conosco — expliquei.
-Então quer dizer que vocês dois estão nos usando para fugir de um problema, é isso? — Chaz perguntou virando-se para trás.
-Mas é claro! Você realmente achou que são tão importantes assim? — perguntei sarcasticamente.
-Óbvio, sem mim e sem o Chaz, vocês teriam mais tempo para namorar, certo? — indagou Gabriela.
No mesmo segundo, ambos paramos de rir.
-E então... é muito longe? — perguntei tentando mudar de assunto.
-Não, acho que são uns vinte minutos no máximo — Justin respondeu.
Ficamos todos em silêncio novamente por longos segundos.
-Coitado do Ryan cara, quando ele soube que nós quatro iríamos para a casa do seu pai, começou a reclamar porque ele estava sozinho e agora que nós dois estamos namorando, estamos excluindo ele dos programas legais — Chaz disse para o Justin, quebrando nosso silêncio.
-Espera aí — disse entrando na conversa — O Justin não está namorando.
-O quê? — Bieber perguntou surpreso.
-Torry, para de fingir — Gabi disse me batendo de leve no braço — A gente já sabe que vocês se beijaram.
-É, vocês se beijaram! — Chaz repetiu.
-Shawty, achei que a gente... — ele não conseguiu terminar.
-Achou errado Bieber — o interrompi — Saiba que é preciso muito mais do que um beijo para me conquistar — disse tentando bancar a durona.
-Hm... — ele murmurou — E quem sabe uns três, quatro... ou até cinco beijos não resolvam? — perguntou com um sorrisinho torto.
Gabi e Chaz apenas nos observavam enquanto discutíamos, era até engraçado.
-Dirige Justin! — gritei irritada.
-Ok, falo sobre isso com você depois — ele disse voltanto sua atenção para o volante,
-De boa cara, fiquei com pena do Ryan — Chaz disse.
-Ele vai se virar, a culpa não é nossa se o garoto não consegue se amarrar com uma menina, ele tem que aprender também — Justin respondeu.
-Concordo com o Bieber. Mas ele poderia ter vindo, a gente não iria se importar né? — indagou Gabi.
-Claro que iria! — eu e Justin respondemos juntos.
-Tá bom! Só falei — Gabi disse erguendo as mãos como sinal de rendição.
Justin e Chaz começaram a conversar entre si. Gabi colocou os fones de ouvido e eu peguei meu livro. De vez em quando Justin me observava pelo retrovisor do carro mas quando eu erguia a cabeça, ele logo desviava.
A estrada era deserta. Não havia carros, casas e pessoas por ali perto.
-NÃO! — Bieber gritou — DROGA, DROGA, DROGA! — ele começou a reclamar enquanto o carro parava lentamente.
-Por que estamos parando? — perguntei preocupada.
-Droga! — ele exclamou novamente.
-Brother, o que aconteceu? — Chaz perguntou inclinando-se para frente, tentando ver alguma coisa.
-Acabou a água do radiador! — ele berrou.
-Não acredito, você não manda o carro para revisão Justin? — disse irritada.
-NÃO BRIGA COMIGO OK? — ele disse apontando para si mesmo.
Descemos do carro raivosos. O calor estava de matar, minha roupa era leve mas mesmo assim sentia meu corpo arder.
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Justin abriu o capô e começou a vasculhar o motor do carro. Ele tirou a camisa xadrez e ficou apenas de regata branca que deixava seus músculos definidos à mostra. Ele ficava muito sexy, estava realmente parecendo o Jacob Black em Lua Nova. eu poderia observá-lo o dia inteiro se quisesse mas... querer não é poder.
-Onde está a água que minha mãe colocou no carro? — ele perguntou.
-Que água? A única coisa que nós temos são garrafas d'água vazias — disse mostrando-lhe as garrafinhas.
-Não acredito que vocês tomaram tudo! — Justin disse indgnado.
-Não fui eu! A Gabriela que bebeu sozinha — disse revirando os olhos.
-A culpa não é minha se minha mãe colocou sal demais na comida! — ela berrou do outro lado da rua enquando procurava sinal para o celular.
-Cara, não tem um risco se quer de rede aqui! Droga! — Chaz disse enquando também procurava sinal.
-Gente, vamos tentar manter a calma — Justin disse.
-Calma? — perguntei perplexa — Como você acha que eu vou mater a calma? Nós estamos perdidos no meio de uma estrada, com um carro estragado, embaixo de um calor infernal, sem água, sem sinal no celular e sem nenhuma alma viva por perto que possa nos ajudar. VOCÊ AINDA ME PEDE PARA MANTER A CALMA HEIN, JUSTIN DREW BIEBER? NÃO TEM COMO FICAR CALMA! A CULPA É TODA SUA, AGORA NÓS VAMOS APODRECER AQUI! — berrei furiosa.
-SE VOCÊ GRITAR, É CLARO QUE NUNCA VAI SE ACALMAR! ESUQENTADINHA, NÃO É A TOA QUE TE CHAMAM DE RAINHA DO DRAMA! O TEATRO FAZ ISSO COM AS PESSOAS, SABIA? — ele respondeu furioso também.
-E VOCÊ É UM IDIOTA, SABIA? — rebati.
-MAS O QUE VOCÊ SABE? AFINAL, VOCÊ É SÓ UMA NOVAIORQUINA!
-E VOCÊ É SÓ UM CANADENSE. NÓS NOVAIORQUINOS SOMOS MAIS ESPERTOS QUE VOCÊS! — disse.
-VOCÊ ACABOU DE INVENTAR ISSO! — ele disse perplexo — MAS PARA FALAR A VERDADE, EU NÃO SEI O QUE VOCÊ É! NOVAIORQUINA OU BRASILEIRA? RÁ, DUAS CARAS! VOCÊ QUER ENGANAR QUEM HEIN?
-COMO ASSIM? DO QUE VOCÊ ME CHAMOU BIEBER? — perguntei erguendo mais ainda o tom de voz.
-ISSO MESMO, DUAS CARAS!
-E O QUE VOCÊ SABE? VOCÊ É UM RIQUINHO MIMADO, JOGAR DE BASQUET....
-CHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEGA! — Chaz berrou fazendo com que meus ouvidos doessem — CHEGA, CHEGA, CHEGA!
-Foi ela quem comessou — Justin disse na defensiva.
-E é ela quem vai terminar! — disse à ele.
Parti para cima do gatoro. Começei dar socos e tapas com toda minha força em seu corpo. Ele tentava se proteger e ao mesmo tempo tentava me segurar mas era impossível.
-Me Deus! Me ajuda aqui Gabriela! — Chaz a chamou.
Ela atravessou a rua e logo os dois tentavam me segurar pela cintura. Eles me puxavam mas eu contunuava a me movimentar. Justin pegou um de meus braços com força.
-Vem aqui Torrance! — Gabi disse enquando fazia força.
-Eu vou te matar menino! — gritava.
-AI MEU DEUS! — Chaz disse quando finalmente eles conseguiram me puxar.
-RECOMPONHA-SE TORRANCE, OLHA O SEU ESTADO! — Gabi disse brava.
-Vocês não conseguem ficar um segundo sem brigar? — Chaz perguntou.
-Cara, não vai mais acontecer, prometo — Justin respondeu sério.
-É, não vai mais acontecer — disse com um sorriso sínico.
-Agora façam as pazes — Chaz ordenou — Vamos lá, estou esperando! — ele disse sem paciência.
Ambos reviramos os olhos em sinal de reprovação.
-Eu não tenho o dia todo gente! — Chaz disse.
-Me desculpe Bieber.
-Me desculpe Williams — falamos ao mesmo tempo.
Sorrimos um para o outro e voltamos aos nossos afazeres. Justin continuava a vasculhar o radiador. Na verdade, eu não fazia ideia do porque de ele continuar com aquilo afinal, nós não tínhamos a água. Mas eu não estava nem aí para isso, aquela era visão do paraíso. Justin ficava simplesmente magnífico daquele jeito.
-O que você está olhando? — ele me perguntou ao notar que eu o observava.
-Hã? — murmurei — Ah eu... eu... nada, ué! — disse ao dar meia-volta e me afastar dali.
-Torry — Justin me chamou segurando meu braço.
-O que foi? — perguntei tentando não direcionar meu olhar para seu abdômem.
-Você tá linda hoje — ele disse com um sorriso torto.
-E você tá horrível — disse brincando.
-A é? — ele se fez de ofendido — Então vem cá! — Justin disse ao levantar suas mãos que estavam cheias de graxa.
-AAAAAAAAH — gritei e saí correndo.
O gatoro começou a correr atrás de mim. Eu dava voltas pelo carro com medo de ser pega. Depois de algumas voltas, cansei e me escorei no porta-mala achando que ele havia parado mas abro os olhos levo um susto enorme de vê-lo parado ao meu lado. Justin fez um risco preto em meu rosto com um dedo.
-Bieber! — reclamei.
-Agora nós dois estamos horríveis! — ele disse e ambos começamos a rir.
-Você é louco! — exclamei.
-Por você! — ele disse me puxando para um abraço.
Me afundei em seus braços. Me senti desconfortável no início porque estava pensando em seu físico a minutos atrás mas logo acostumei. Seu perfume exalava, e com sua respiração ofegante junto à minha, podia sentir nossos corações batendo ainda mais fortes. Justin ergueu meu queixo delicadamente, me fitou por alguns segundos e depositou um selinho carinhoso em meus lábios.
-Eu vou ver se meu celular tem sinal, espera aí — Justin disse e em seguida beijou minha testa, tirando seus braços de minha cintura.
-O que você ta fazendo? — Chaz perguntou ao se aproximar.
-Shh — Justin murmurou — Alô — ele disse com o celular na orelha.
-Você conseguiu sinal?! — perguntamos surpresos.
-É pai... só um minuto porque dois tagarelas estão cochichando ao meu lado — ele disse afastando-se.
-Cara, eu preciso daquele celular! — Chaz disse eu eu ri.
-Por que bebê? — Gabi disse.
-O Justin conseguiu sinal amorzinho!
-Nós vamos para casa?! — ela perguntou com um sorriso enorme.
-Vamos, daqui a dez minutos! — Justin respondeu por Chaz.
........
-Pronto, chegamos em casa. Sintam-se à vontade — o pai do Justin disse.
-Obrigada — respondi.
-Charles, você já cnhece a casa. Depois, vocês mostrem onde fica o quarto das meninas — Jeremy disse para Justin e Chaz.
-Ok — Justin respondeu.
-Boo boo — disse uma garotinha linda que apareceu na sala.
-Hey, Jazzy! Minha linda, que saudades! — ele disse ao pegá-la no colo.
-Que amada! — Gabi disse.
-Essa é a Jazzy, minha irmãzinha — Justin apresentou.
-Ela é tão linda! — disse.
-Diga oi para a Torry e para a Gabi, Jasmyn!
-Oi! — ela disse sorrindo.
-Como vai fofa? — perguntei carinhosamente.
-Ela quer ir no seu colo! — Justin disse passando-a para mim.
-Ela é parecida com você — observei.
-Engraçado, ela nunca para no colo de ninguém, parece que você é realmente especial — ele disse me deixando envergonhada.
-Sobrei de novo! — Gabi disse.
-Deixa eles, vamos até seu quarto — Chaz disse levando-a dali.
-Acho que vou me deitar um pouco, estou cansada daquele sol forte — disse ao Justin.
-Seu quarto é o da primeira à esquerda. No fim da tarde nós vamos fazer uma fogueira com marshmallows lá fora, ok? — ele avisou.
-Legal, adororo marshmellow — disse e coloquei Jazzy no chão.
-Vem Jazzy! — Justin a chamou.
-Não! — ela disse segurando minha perna.
-Não seja teimosa, vamos lá princesinha!
-Justin, eu posso levar ela junto comigo. Nós vamos nos divertir não vamos Jazmyn? — perguntei à ela.
-Ok então — Justin concordou.
Fui até o quarto com a menina em meus braços.
-O Justin te falou sobre a fogueira? — Gabi perguntou quando entrei no quarto.
-Sim, por quê?
-Para saber... a irmã dele é uma fofa não é? — ela perguntou enquanto tirava algumas coisas de dentro da bolsa.
-Ela é linda, se parece muito com ele — respondi.
-Você quer dizer que ele é lindo, isso? — ela disse sorrindo maliciosamente.
-Mas o Justin é lindo mesmo — afirmei.
-Aham, os músculos dele também, não é mesmo Torrance? — ela provocou.
-Não enche Gabriela! — disse irritada enquanto entrava no banheiro do quarto.
-Você quer me ajudar aqui Jazzy? — escutei Gabi perguntar.
Brincamos bastante com a Jazmyn. Ela pegou seus brinquedos e nos fez "tomar chá" por um longo tempo. Foi difícil de fazê-la dormir mas no fim conseguimos.
Quando acordei já se passavam das 18:00 horas, o sol já havia se escondido e Gabi não estava mais no quarto com Jazzy. Em cima de seu travesseiro tinha um bilhete.
"Estamos lá fora ajundando com a fogueira. Vem logo quando acordar, ok? Beijos, Gabi e Jazzy."
Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa confortável para enfrentar a noite http://www.polyvore.com/untitled/set?id=35255077
Peguei minha máquina fotográfica e saí.
-Boa noite — disse.
-Boa noite bela adormecida — Justin disse brincando.
-Já posso rir? — respondi sem humor nenhum.
-O que você está usando nos pés? — Justin perguntou perplexo.
-Uggs? — disse como se fosse óbvio.
-Dã — Gabi disse rindo.
-Essas botas são horríveis — ele fez cara de nojo.
-Eu pedi sua opinião? Ah, ta — respondi sinicamente.
-Não briguem novamente! — Chaz disse.
-Gente, não quero discussão. A Torrance usa o que ela quiser Justin, por favor — Jeremy disse enquanto ajudava Jazmyn com os marshmellows.
-Você quer ajuda pequeno? — perguntei para garotinho ao lado da Jazmyn.
-Torry! — ele chamou.
-Esse é meu irmão, Jaxon — Justin me apresentou.
-Olá Jaxon, prazer em conhecê-lo — sorri. Ele sorriu de volta.
Depois da janta resolvi tirar algumas fotos para recordar o momento. Sairam algumas bonitas, outras feias, outras com caretas ridículas e algumas foram apenas vultos mas valeram à pena. Contamos piadas, fofocamos e nos bobiamos muito aquela noite. Mais tarde, assamos marshmellows novamente e fizemos competição de quem comeria mais. Chaz ganhou do Bieber, que ganhou da Gabi que Ganhou de mim, ou seja, é eu perdi.
-E aí, muito cheio? — perguntei ao Justin.
-Bastante! — ele respondeu.
-Você não durou nem cinco minutos — ele disse rindo da minha cara.
-Seu bobo! Eu tenho o estômago fraco — dei de ombros.
-Claro... — ele disse e em seguida começou a me fazer cócegas.
-Para... para... para Bieber! — berrei.
Eu lutava mas era em vão. Então, levantei um pouco sua camiseta e começei a beliscar de leve sua barriga.
-Ai, ai, ai! Parei, ok? — ele reclamou.
-Não faz mais isso, eu odeio isso! — disse rindo.
-Lembra da primeira vez em que eu te fiz cócegas? — ele perguntou.
-Claro, foi no parque. Os cachorros ficavam latindo enquanto corriam em círculos! — relembrei.
-É, eles estavam animados.
-Você disse que gostava muito de mim naquele dia — disse parando de rir.
-E você sabe, que agora eu gosto muito mais, não é mesmo? — ele sussurrou em meu ouvido, fazendo com que meu pescoço todo se arrepiasse.
Justin começou a dar passos lentos. Eu estava tão envolvida com seu cheiro e com seus toques que quando percebi, já estava encurralada. Choquei meu corpo contra uma das árvores e não tive mais escapatória. Ele deu início a um beijo calmo. Senti seu hálito fresco em minha boca, seus lábios viciantes já estavam me deixando atordoada. Ele apertou minha cintura e automaticamente subi minhas mãos até seus cabelos macios.
Nada se conparava ao beijo dele. Nunca me senti tão perdida e fora de mim por alguém. Como seres humanos normais, tivemos que parar para respirar.
-Vamos entrar, já está tarde — disse e em seguida sorri.
-Tudo bem, mas amanhã nós vamos conversar — respondeu.
O que significaria "amanhã nós vamos conversar"? Não fazia ideia. Fiz minha higiene e caí na cama. Seu cheiro ainda estava impregnado em meu corpo e o perfume de seu cabelo continuava em minhas mãos. Logo adormeci.
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