Sorte Ou Azar? - A Aventura do Século
1 Como meu Pesadelo Começou
Alguém bateu na porta e eu ajeitei minha gravata.
– Querido, vamos! Não quero que se atrase, meu amor.
Molhei meu rosto novamente e dei um soco na porta do banheiro.
– Merda!
De repente, vi um vulto no espelho.
– O QUE VOCÊ QUER? — gritei
Não tive respostas e comecei à chorar. Eu estava louco, só podia ser.
Respirei fundo e saí do meu quarto. Desci as escadas e minha mãe estava lá embaixo me esperando
– F-filho, você está...
– Não mãe, eu não estou bêbado e nem drogado — ri irônico — Só estou maluco.
– Não diga isso, meu amor.
Ela me abraçou e percebi que estava preocupada comigo.
– Calma, eu estou bem. Vamos ao casamento
– Tem certeza que quer ir nesse estado?
– Mãe... não podemos nos atrasar, não lembra?
Nós rimos baixo e fomos para o carro
Agora que o meu pesadelo só estava começando.
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– Senhor, aceita uma bebida?
– O que?
– Gostaria de berber algo?
– Ah sim... Por favor.
– Mas qual bebida, senhor? — o garçom já estava ficando impaciente
– O que? Eu? Não! Me desculpe, na verdade eu não quero nada
Ele se afastou estranhando o meu comportamento e eu me sentei. Minha cabeça girava me fazendo ficar tonto.
– O que está acontecendo comigo? Eu não consigo pensar.
Ouvi um barulho. Um barulho anormal. Mas ninguém na festa pareceu notar, pois continuavam dançando e se divertindo.
– Estou imaginando coisas...
Um segundo depois ouvi um barulho muito mais alto do que da primeira vez, e todos pararam para ouvir. Eu não estava tão maluco quando achava.
Silêncio dos infernos. Todos estavam esperando uma resposta antes de começarem a farra novamente.
– O que foi isso? — uma menina aparentando 10 anos perguntou ao pai
– Eu não sei querida. — respondeu gentilmente, mas com um tom de voz que percebi que aquele pai estava morrendo de medo.
Outro barulho percorreu o salão deixando todos apavorados, até que o teto começou a rachar.
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