Alguém bateu na porta e eu ajeitei minha gravata.

– Querido, vamos! Não quero que se atrase, meu amor.

Molhei meu rosto novamente e dei um soco na porta do banheiro.

– Merda!

De repente, vi um vulto no espelho.


– O QUE VOCÊ QUER? — gritei

Não tive respostas e comecei à chorar. Eu estava louco, só podia ser.

Respirei fundo e saí do meu quarto. Desci as escadas e minha mãe estava lá embaixo me esperando

– F-filho, você está...

– Não mãe, eu não estou bêbado e nem drogado — ri irônico — Só estou maluco.

– Não diga isso, meu amor.

Ela me abraçou e percebi que estava preocupada comigo.

– Calma, eu estou bem. Vamos ao casamento

– Tem certeza que quer ir nesse estado?

– Mãe... não podemos nos atrasar, não lembra?

Nós rimos baixo e fomos para o carro

Agora que o meu pesadelo só estava começando.
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– Senhor, aceita uma bebida?

– O que?

– Gostaria de berber algo?

– Ah sim... Por favor.

– Mas qual bebida, senhor? — o garçom já estava ficando impaciente

– O que? Eu? Não! Me desculpe, na verdade eu não quero nada

Ele se afastou estranhando o meu comportamento e eu me sentei. Minha cabeça girava me fazendo ficar tonto.

– O que está acontecendo comigo? Eu não consigo pensar.

Ouvi um barulho. Um barulho anormal. Mas ninguém na festa pareceu notar, pois continuavam dançando e se divertindo.

– Estou imaginando coisas...

Um segundo depois ouvi um barulho muito mais alto do que da primeira vez, e todos pararam para ouvir. Eu não estava tão maluco quando achava.

Silêncio dos infernos. Todos estavam esperando uma resposta antes de começarem a farra novamente.

– O que foi isso? — uma menina aparentando 10 anos perguntou ao pai

– Eu não sei querida. — respondeu gentilmente, mas com um tom de voz que percebi que aquele pai estava morrendo de medo.

Outro barulho percorreu o salão deixando todos apavorados, até que o teto começou a rachar.

Notas finais
Comentem e favoritem por favor
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.