Sorry To You

3 You should know by now


Notas iniciais
Yooooooooooooooh! :33 Tudo bem, cupcakes? ^.^ Sorry pela demora do cap ;^; Muita matéria na escola, muitas fanfics pra escrever e ler, enfim, muita coisa >.< Mas agora vou tentar recuperar o ritmo :3 Esse cap é uma interligação entre o anterior e o próximo, por isso foi um pouco parado, não quis incluir o próximo neste pra não ficar muito longo >.< Mas enfim, espero que gostem :3 AYE!!

Sinto muito, eu gosto de você
Eu só posso amar você
Então, é por isso que eu vou cantar em voz alta
Por favor, entenda.

Agora chovia do lado de fora. O som da água contra o vidro da janela enche meus ouvidos, me dando um pouco de dor de cabeça. Deitada em minha cama, com um dos braços sobre os olhos. Uma estranha fatiga me invadira desde nosso encontro com Misty. Como se meu corpo soubesse que algo tinha que ser feito em relação a isso, e ficar de bobeira não iria resolver em nada. Há muito havia passado a hora do almoço. Não desci para almoçar. Obviamente, por cavalheirismo ou apenas por querer se aproximar dela, Ash convidou a ruiva para comer e passar o dia conosco. Não queria continuar ouvindo e vendo a intimidade deles dois, então inventei a desculpa de uma enxaqueca forte para subir para meu quarto sem ter que olhar na cara de ninguém. Já se passaram mais de três horas. O sol parece ter tanto ânimo para brilhar e sorrir quanto eu, no momento. E, assim como a estrela maior, me escondo atrás de minhas nuvens para que possa chover sem que percebam que estou lá. Meus olhos já começavam a inchar de tanto chorar. E o pior é que, de certa forma, eu sei que a causadora de meu sofrimento sou eu mesma. É um dos piores tipos de sofrimento que existem: O que você causa em si mesmo ou o que você sabe que causou nos outros.

– Sê... – Ouço a voz do lado de fora. Masculina, mas claramente não se tratava de Ash, então supus que seria Clemont. Não queria vê-lo. Não queria ver ninguém. Então simplesmente fingi que não havia ninguém no cômodo, apesar de eu saber que não funcionaria. – Serena, eu sei que você está aí!

– Vaza, Clemont! – Digo, em uma voz mais chorosa do que planejava. Ponho o travesseiro sobre meu rosto rubro e úmido, na tentativa de cobri-lo no momento que o loiro entrasse, que eu sabia que entraria. Ouço-o mexer na maçaneta pelo lado de fora. – Não ouse entrar, seu...

– Tarde demais, já entrei! – Abre a porta rapidamente, fazendo um vento gelado invadir o quarto por inteiro. Ainda com o travesseiro cobrindo meu rosto, viro-me de lado, ficando de costas para o loiro, na tentativa de mostra-lo quanto rejeito qualquer companhia agora. Ele dá a risada fofa que usa geralmente. – Ei! Não me ignore.

– Sai. Daqui. Agora. – Ordeno, pausadamente, com a voz abafada pelo travesseiro. Ouço seus passos aproximando-se lentamente, e sinto-o sentar ao meu lado na cama. Droga, como esse garoto é teimoso!

– Eu não vou sair, Sê!

– O que eu tenho que fazer pra você ir embora?

Ele ri sarcasticamente.

– Acha mesmo que vai conseguir me subornar? Nada que você fizer vai me tirar daqui!

Suspiro, cansada e derrotada. De certa forma, eu sabia que Clem não me deixaria ficar a tarde toda em meu quarto mofando feito uma antissocial deteriorada pela vida e suas injustiças, e eu até gosto disso nele. Ele é uma das poucas pessoas que realmente se preocupa comigo, as outras sendo apenas minha mãe, professor Sycamore e Calem, um bom amigo meu. Ash diz se preocupar comigo, mas já notei que ele é uma pessoa muito diferente quando há alguém além de nós, Clemont e Bonnie em meio ao assunto.

– Durante o almoço, Ketchum disse que amanhã vamos fazer uma visita á Pallet e á Liga Pokémon de Johto, já que é bem perto. – Clemmy inicia. Sua mão direita, macia e meio gelada, afagava meus cabelos de modo reconfortante.

– E o que eu tenho com isso? – Pergunto, virando- me parcialmente em sua direção. Ele suspira profundamente, e o sorriso em seu rosto desaparece. Tomo coragem para sentar-me ao seu lado, abraçando o travesseiro em meu colo. – Ei... O que houve?

– Eu pesquisei esses lugares, para ver como são e quais são os melhores pontos turísticos e coisas assim...

Um esboço de riso de canto é exibido em sua face, que logo se torna um sorriso de orelha á orelha, exibindo pura determinação e fé, virando o olhar em minha direção.

–... E a Liga Johto é linda! E, sei lá... Tem uns lugares reservados e bem bonitos, eu acho que se você quisesse, sabe... Se declarar pro Ash... Seria um bom momento!

Ergo uma sobrancelha.

– Por que eu me declararia pro Ash? – Enterro minha face no travesseiro, apertando-o com mais força. – Não vai funcionar em nada! Ele gosta daquela ruiva chata.

– Ela não é chata só porque é sua ‘rival’ nesse assunto, Sê. – Diz, em voz brincalhona. – Ela não vai conosco amanhã, o que vai te favorecer bastante! Além disso, não se sabe se ele gosta dela mesmo. Sei lá, talvez sejam coisas do passado. E, se gostar, pelo menos você vai ter sua consciência tranquila de que ao menos você tentou...! E eu sempre vou estar aqui pra você.

Olho-o nos olhos. A infinidade acinzentada parecia estranhamente abatida, mas sorria com toda a força de sua alma. Clemont é como um irmão pra mim. Desde que nos conhecemos, quase três anos atrás, ele já ouviu quase tantos segredos e intimidades minhas quanto Calem, e me reconfortou quando precisei. Aproximo-me dele, deitando minha cabeça em seu ombro e abraçando-o como uma fonte de vitalidade.

– Obrigada, Clemmy... – Agradeço, ainda apoiada em seu ombro. Ele, no entanto, apenas continua parado, como se estivesse estático. – Eu vou tentar o meu máximo!

Sorri em minha direção. Não parece um sorriso cem por cento verdadeiro e sincero, mas continua sendo um dos mais fofos que já vi. Depois disso, Clemont insiste o máximo para eu descer com ele e comer alguma coisa, mas não consegue me convencer. Eu só queria deitar e pensar em um plano para o dia seguinte. Eu queria que tudo fosse perfeito. Claro, somente por eu estar com o Ash já tornaria as coisas perfeitas para mim, mas eu queria que fosse algo mútuo. Tem que ser perfeito para os dois. O melhor dia de todos!

Suas palavras são tudo
Você é meu tudo
Eu quero fazer você sorrir
Mais uma vez

O relógio acaba de marcar cinco e meia da manhã. Ouço um escandaloso despertador tocar no interior do quarto de Clemont e Bonnie. O loiro solta um grunhido impaciente e meio sofrido, como se recusasse a acreditar que já teria de levantar, arrancando um riso de Ash e da pequena loira, que estavam no mesmo quarto. O nativo de Pallet havia dormido no quarto ao lado do meu graças aos apelos de Clem, que o havia dito que eu estava com a clássica tensão mensal feminina. O líder de ginásio de Lumiose havia feito isso sem minha autorização ou pedido prévio, mas confesso que adorei a escolha tomada por ele. Eu queria muito ficar sozinha e somente bolar meu plano mirabolante. Tive a tarde inteira para pensar, então quando a noite chegou, pude dormir bem cedo. E cá estou eu, em plenas cinco e meia da manhã, no ápice de minha disposição. Claro, também um pouco de frio na barriga e borboletas no estômago, mas isso tudo faz parte do momento quando aquela pessoa especial vem á sua mente, principalmente quando você pretende se declarar para esse alguém. Vesti o melhor vestido que achei na mala que trouxe na viagem: azul ciano de corpete justo e saia solta que ia até os joelhos, e uma pequena faixa azul marinho na cintura. Calcei botas pardas e adornei meus cabelos com uma tiara prateada. Sinceramente, estou me sentindo bonita. Também peguei alguns acessórios dos quais posso precisar no caminho e guardei em uma bolsa preta que carrego comigo.

– Isso é assédio mental... – Ouço Clemont reclamar, ainda dentro do quarto junto com os outros. Não consigo evitar rir um pouco.

– Matemática também, e todos convivemos com isso! – Ash retruca. Ao ouvir sua voz, o frio dentro de mim parece se elevar de modo que minhas pernas enfraqueceram, fazendo-me cambalear para trás. Apoio-me na parede atrás de mim, na tentativa de manter-me de pé. – Deveríamos ir acordar a Serena.

Em um movimento súbito e com uma energia desconhecida tomando conta de mim, abro a porta á minha frente, dando acesso ao quarto em que os três estavam. Todos me observam com cara de paisagem e um pouco surpresos e curiosos, enquanto, meio sem graça, olho nos olhos de cada um separadamente. Todos ainda usavam seus trajes de dormir, obviamente. Abro um sorriso amarelo, na tentativa de acabar com o clima estranho que fora criado.

– B-Bom dia! – Tento dizer, gaguejando com o nível de vergonha que se encontrava em mim pelo que eu acabara de fazer.

– Oh. Bom dia, Sê! – Ash responde, expondo um sorriso sincero. Sinto minha face ruborizar por completo. Clemont e Bonnie sorriem de canto. – Estava falando sobre você agora. Já está pronta?

Assinto com a cabeça, com o olhar fixo em meus próprios pés. A última coisa que gostaria de fazer é manter contato visual com o nativo de Pallet. Isso faria com que o frio na barriga e as malditas borboletas no estômago se intensificassem a ponto de ficar quase insuportável e minha face fosse tomada por um vermelho impossível de passar despercebido por todos eles. Sento-me no beliche de baixo, ao lado de Clemmy, pondo minha bolsa de lado e apoiando meu queixo com as mãos, enquanto espero-os terminar de se arrumar. O loiro observa-me com certa curiosidade, enquanto mantenho meu olhar sem um foco específico e faço um biquinho irritado, devido ao descontentamento comigo mesma e minha timidez.

– Você está... Bonita. – Ouço-o sussurrar para mim, um pouco acanhado. Viro meu olhar em sua direção, vendo-o completamente avermelhado e com um arrependimento sem tamanho em sua face, como se desejasse retirar as palavras que havia acabado de falar por pura vergonha de minha reação. Sorrio de canto.

– Obrigada, Clem.

– Você pretende fazer aquilo hoje? – Pergunta, voltando seu olhar para mim novamente. Suspiro, sentindo-me um pouco derrotada.

– Acho que se é pra ferrar tudo, melhor fazer isso logo, assim posso começar a recuperar meu coração mais rapidamente.

Ele consente com a cabeça. Levanta-se e vai até uma mala parda que estava próxima á cama. De lá, retira uma camisa azul com detalhes amarelos e calças jeans.

– Vejo que Bonnie achou suas roupas, afinal! – Digo, rindo. Ele revira os olhos, com um sorriso de canto.

– Na verdade, eu as achei. Não queira nem saber onde estavam. Me pergunto como e por que Bonnie as colocaria em um lugar tão...Desnecessário.

Sua face é tomada por uma expressão de puro nojo e repulsa. Franzo o cenho com uma expressão de dúvida. Apesar de ter apenas onze, quase doze anos, Bonnie é uma garota bastante esperta. Conheço-a há bastante tempo, e não é a primeira vez que apronta com o irmão. Nestes três anos que passamos em uma jornada juntos com Ash, presenciei muitas façanhas dessa garota. Pergunto-me onde ela teria colocado as roupas de Clemmy, mas resolvo que seria melhor não descobrir. Afinal, se ele ficou com tanto nojo, imagino que seria algo realmente bastante desnecessário.

Dentro de poucos minutos, os três já estavam prontos. Bonnie usava um vestidinho simples vermelho e sapatilhas cor-de-rosa. Ash vestia as roupas que usava sempre, o conjunto azul e branco e seu fiel boné azul e vermelho. Clemmy usava as roupas que pegara anteriormente na mala. Descemos juntos para tomar café da manhã. Sentamos á mesma mesa do dia anterior. Ash falava animadamente sobre como nós iríamos adorar a região de Kanto, e sobre como é legal ter nossa companhia com ele. Bon apenas comia seus bolos e croissants, que dividia involuntariamente com seu irmão. Eu comi apenas alguns biscoitos e tomei um copo de suco de morango. Quando estou muito ansiosa ou nervosa com algo, meu corpo tende a reagir de diversas formas, e uma destas é um enjoo supremo quando como muita coisa, então preferi evitar acidentes.

Após o breve desjejum, Ash nos guiou até um dos muitos ônibus de turismo que estavam estacionados em frente ao hotel. Todos eles possuíam destinos distintos, assim como horário de retorno. Subimos á bordo do ônibus de número oito, que iria até a estação da cidade de Pallet, onde ficaríamos por cerca de duas horas e em seguida seguiríamos até a sede da Liga. Havíamos recebido o número de nossos assentos previamente: Eu ficaria na poltrona vinte, ao lado de Clemmy, na vinte e um. Ficaríamos atrás de Ash e Bonnie, respectivamente nas poltronas dezoito e dezenove. Fiquei com a poltrona ao lado da janela, para a minha sorte. Afinal, gosto da visão do lado de fora e do céu azul. Me inspira a pensar e imaginar coisas, mesmo que sem sentido.

Notas finais
Um pequeno clima entre Clemont e Serena ;3 Acho que eles seriam um casal fofo *-* Enfim, espero que tenham gostado :3 Nos vemos no próximo cap o AYE!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.