Notas iniciais
Hey, escrevi esse one-shot por que meus devaneios com o Gabe tem sido mais regulares essa semana ' -' Bem, essa fic é basicamente sobre a relação entre Miguel, Lúcifer e Gabriel. Como todos nós sabemos, Gabe reclamava por que tinha que ver a briga dos irmãos, foi aí que eu imaginei isso! Espero que gostem e queria sugerir que ouvissem com a música "Sorry for everything" do Dead by April...
Enjoy peeps!

Uma brisa quente e aconchegante, vinda de um lugar desconhecido, batendo nas folhas das árvores, na grama extremamente verde e no rosto de um rapaz que olhava para os lados procurando por alguma coisa ou alguém. Lúcifer girava em seu próprio eixo diversas vezes, olhando em volta, passeando com o olhar por todos os cantos que formavam o belo paraíso.

-Ah, achei você. -a voz de Miguel soou atrás de si e ele se virou, dando de cara com o mais velho

Como sempre, seu rosto era sério, transpassando superioridade que, ao ver de Lúcifer, ele não tinha. Lúcifer sorriu maroto e assistiu seu irmão fechar ainda mais a cara.

-Que lindo sorriso, irmão. -Lúcifer zombou

Miguel rolou os olhos em reprovação e voltou novamente seus olhos ao mais novo.

-Onde está Gabriel? -ele perguntou

-Não faço a mínima ideia. Essa é a graça da brincadeira... Se bem que acho que você não saber o que é graça, muito menos brincadeira... -Lúcifer debochou

-Não tenho tempo para essa sua conversinha idiota. Ache Gabriel e venha logo. Papai quer nos ver. -Miguel falou

-E o que Ele quer? -Lúcifer perguntou realmente curioso

-Disse que quer nos mostrar uma coisa. Vai fazer uma nova criação. -Miguel explicou

-E o que seria?

-Ele disse que os chamaria de humanos. -Miguel disse e se virou dando as costas para o irmão e caminhando por onde veio

Lúcifer rolou os olhos para Miguel e voltou a sua procura por Gabriel que ainda estava escondido. E muito bem, pois não conseguia acha-lo. Do nada, sentiu um peso em suas costas seguido de um grito e caiu de cara no chão. Ouviu uma risada conhecida vinda do ser que estava em cima de suas costas, impedindo que se levantasse. Girou o corpo fazendo com que ele caísse e parasse de rir por um momento, que não durou muito, pois, segundos depois já estava rindo novamente.

-Aonde você estava escondido, garoto? -Lúcifer perguntou acompanhando a risada do outro

-Se eu disser não vou mais poder te assustar, Lúcifer. -Gabriel falou ainda em meio as risadas

Lúcifer pulou em cima do irmão, fazendo com que Gabriel se debatesse para sair dali.

-Não vai a lugar nenhum, pestinha. -Lúcifer disse bagunçando os cabelos de Gabriel

-Não, me deixa sair, me deixa sair! -Gabriel gritava, sem conseguir controlar o riso

Comparado a Lúcifer, Gabriel era um garotinho. Consideravelmente mais baixo que ele e mais infantil também.

-Ok. Vamos. O sem graça veio aqui dizer que Papai quer nos ver. -Lúcifer disse finalmente libertando Gabriel que ajeitou os cabelos o máximo que podia

-Por que? O que foi que nós fizemos? -ele perguntou olhando preocupado para Lúcifer

Lúcifer riu.

-E por que teria que ser uma bronca?

-E pra que mais seria? Você mesmo já levou tantas broncas que eu não consigo nem contar nos dedos. -Gabriel disse

-Não é bronca, não dessa vez. Miguel disse que ele iria criar uma coisa nova...

-E que coisa é essa?

-Não sei. Mas disse que os chamaria de humanos.

-Humanos... -Gabriel pareceu pensar -Que nome estranho.

Lúcifer riu com a alegação do irmão e bagunçou os cabelos do irmão, recebendo uma reclamação logo em seguida.

-Pois é. Tipo "Gabriel". Também é um nome bem estranho. -ele falou

-"Lúcifer" é mais estranho ainda, seu idiota! -e desta vez, foi Gabriel que pulou em cima do irmão

-Eu sei um nome mais estranho que os nossos juntos. -Lúcifer alegou

Gabriel ficou esperando o nome a qual ele se referia.

-Miguel. -Lúcifer completou rindo fazendo com que Gabriel risse também

Os dois passaram um bom tempo rindo e fazendo brincadeiras até Miguel chegar.

-Por que os dois não vieram? -ele perguntou

-Foi sem querer. Perdemos a noção do tempo... -Lúcifer disse tentando não rir

-Se não ficassem com essas brincadeirinhas, não perderiam a noção do tempo. -Miguel falou com raiva

-Gente... -Gabriel disse, percebendo o que estava começando a começar ali

Se não brincássemos, seriamos como você. -Lúcifer levantou-se, ficand-o frente a frente do irmão

Os dois se encaravam perigosamente como se, a qualquer momento, fossem se matar. Gabriel levantou também mantendo uma distância segura dos irmãos mais velhos. Sabia o que aconteceria em seguida, e não gostava de ver aquilo.

-Você é totalmente irresponsável, Lúcifer, e está sendo má influência para ele. -Miguel disse, apontando para Gabriel que recuou um passo

-E você seria boa influência? Qual é, ele iria ser um sem graça que nem você. -Lúcifer ponderou

-Melhor ser "sem graça" do que ficar levando reclamações toda hora, não é Lúcifer?

-Você se acha perfeitinho, não é?

-Do mesmo jeito que você, irmão. -Miguel falou e os dois continuaram se encarando, como numa briga silenciosa

Gabriel interrompeu aquilo, se intrometendo no meio dos dois e os separando.

-Parem, vocês dois! -ele gritou olhando para cada um dos irmãos que ainda tinham o olhar carregado de raiva

Miguel deu um olhar compreensivo para Gabriel e logo levantou o olhar para Lúcifer, que voltou a ser carregado de ódio mal disfarçado.

-Venham logo, enquanto ainda tem tempo. -foi o que Miguel disse antes de dar as costas e caminhar para aonde todos os anjos estavam caminhando em conjunto

O céu do paraíso agora era alaranjado e a brisa vinha mais fria sobre as folhas das árvores. Lúcifer respirou fundo algumas vezes e logo abriu um sorriso travesso para o irmão. Bagunçou novamente os cabelos dele e o puxou pelo ombro, seguindo os outros anjos.

***

Seis dias haviam se passado e a cada dia, uma coisa nova aparecia na Terra, como Deus havia resolvido chamar. E a cada dia Gabriel perguntava a mesma coisa: São estes os humanos?; As brigas entre Lúcifer e Miguel haviam se tornado mais violentas e, nesse sexto dia, era o dia em que a pior de todas viria...

Todos os anjos se reuniram novamente, no mesmo lugar de sempre para ver seu Pai criando as criaturas que habitavam o planeta. Miguel, Lúcifer e Gabriel ficaram de pé, lado a lado, com a tensão provida dos dois irmãos maiores que se encaravam com raiva algumas vezes.

E eles viram; Do barro, Deus moldou uma figura a sua forma e aparência, logo depois soprando-lhe dando vida a terra.

-Este é o humano? -Gabriel perguntou novamente

E finalmente a confirmação que tanto esperava veio. Lá estava o humano que ele tanto queria ver. Havia o imaginado como um dos anjos, mas era muito diferente...

-Este é o homem, Adão. -Deus falou -Minha mais bela criação.

Lúcifer encarou a mais nova criação de seu Pai com curiosidade. Parecia tão pequeno aos seus olhos, tão inútil que, para ele, era menos que uma bela criação. Qualquer um ali era mais belo que aquele ser.

-Curvem-se diante o homem. -Deus ordenou aos seus anjos

De um em um, os anjos ali presentes foram se ajoelhando, inclusive Miguel e Gabriel. Lúcifer continuou de pé e não conteve uma risada de deboche. Todos voltaram a atenção para ele.

-Não vou me curvar diante dele, Pai. -se pronunciou

Gabriel o olhou com os olhos levemente arregalados.

-Ajoelhe-se, Lúcifer. -Miguel ponderou sem olhar para o irmão

-Sou mais forte que ele, sou mais poderoso que ele. Poderia destruí-lo em segundos... -Lúcifer falou alto para que todos ouvissem -Por que me curvaria diante deste verme?

-Lúcifer! -Miguel desta vez gritou

-Acha que é melhor que ele, Lúcifer? -Deus perguntou

Ele soltou uma risada nasalada e pôs-se a responder:

-Tenho certeza. E se acha que vou me curvar perante um verme, prefiro que me mande para o inferno.

Miguel balançou a cabeça em reprovação e Gabriel virava os olhos de Miguel para Lúcifer, esperando alguma reação do mais velho. Foi então que a voz de seu pai ecoou calma, porém clara e séria.

-Miguel, tire-o daqui.

Gabriel arregalou os olhos e olhou para Miguel que se levantou relutante.

-E... Para onde o levo, Pai? -Miguel perguntou

-Para o inferno, já que ele pediu.

Lúcifer olhou para todos os anjos que prestavam completa atenção na conversa. Em segundos a calmaria e a paz do paraíso se tornaram um tumulto sem fim. Alguns anjos defendiam Lúcifer enquanto outros não e Gabriel acompanhava tudo de longe, sem saber o que fazer. Seus olhos pararam nas duas figuras no meio da multidão que agora brigavam violentamente. Miguel nem Lúcifer tinham pena um do outro, se batiam com tanta força que poderia se matar a qualquer momento.

Foi então que aconteceu. Lúcifer deu um ultimo olhar para Gabriel e gritou em para que o ajudasse. Mas Gabriel não se mexeu. Não sabia o que fazer, não sabia quem defender. Lúcifer gritou enquanto ainda olhava para Gabriel. Miguel usou de todas as suas forças e os portões do inferno se abriram na Terra, segundos depois a silhueta de Lúcifer pode ser vista sendo jogada em sua direção e suas asas sendo queimadas. Logo após, todos os outros anjos que apoiaram Lúcifer estavam indo na mesma direção. E assim como se abriram, os portões se fecharam.

Gabriel ainda estava parado olhando agora para o nada, respirando pesadamente. Percebeu que um anjo, que parecia menor que ele se encolhia ao seu lado. O reconheceu depois de alguns segundos. Castiel. Ele se encolhia ao lado de Gabriel e logo depois, correu em direção a Deus. Não percebeu quando Miguel se aproximou dele. O irmão mais velho tocou seu ombro e o olhou, tentando passar algum conforto a Gabriel.

-Foi melhor assim. -Miguel disse

Gabriel o olhou com o cenho franzido e tirou sua mão de seu ombro e se voltou a observar a Terra. Miguel seguiu seu caminho, assim como os outros anjos, como se nada daquilo tivesse acontecido.

***

A noite caía na terra e Gabriel observou Deus criar mais um deles. Dos humanos. Mas este era diferente do primeiro, e foi criado a partir de uma das costelas do homem.

-Esta é Eva. Mulher de Adão. -Deus falou e olhou para Gabriel

Este observou os dois humanos, vendo o que eles faziam.

-Humanos... Seres estranhos. -alegou

***

Lúcifer encarava o corpo de Gabriel. As lembranças tomaram sua mente e não pôde evitar sentir pena e se sentir culpado pelo que tinha feito. As palavras de Gabriel ainda ecoavam em sua mente.

"Não estou do seu lado, nem do de Miguel. Estou do lado deles." Como ele poderia estar do lado deles... Se não fossem por eles, nada daquilo teria acontecido...

Lembrou-se do olhar de Gabriel para ele no dia em que foi, literalmente, chutado para fora do paraíso. Estava atormentado e indeciso. Não podia culpa-lo.

Lamentou-se uma ultima vez por ter dado fim a vida dele, mas era tarde para se lamentar. O havia matado e não havia mais volta...

-Sinto muito, irmão, por tudo. -e então, saiu, deixando para trás o único com qual já havia se importado

Notas finais
Rewiens?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!