Notas iniciais
Olá pessoas lindas! Estou atrasada como sempre ¬¬' me desculpem. Acho que pelo fato de Sorry ser a minha primeira postagem da semana sempre eu acabo demorando para pegar no tranco u.u' Espero que gostem do capítulo! Outro capítulo curto ¬¬' Boa leitura!

Makoto desceu os degraus de pedra correndo muito mais rápido do que seria prudente. Se ele parasse por um instante sequer, sabia para onde seus pés o levariam.

A bicicleta de Haru estava ao pé da escada como esteve nos últimos dias. Era solitário olhar para ela, então Makoto rapidamente subiu na sua própria bicicleta e começou a pedalar rumo ao clube de natação.

Fazia quatro dias que Haru não ia à escola, desde o incidente do rio. Então, na escola e no clube, Makoto estava sozinho, sentindo-se como uma peça incompleta. Ele conversava com as outras crianças, sempre havia muitas pessoas com quem conversar, como quando chegou ao SC naquele dia, mas não era a mesma coisa. O que restava para Makoto fazer naqueles dias era esperar. Esperar para que sua vida saísse daquele hiato e voltasse a ser sua vida.

Makoto estava sozinho no vestiário do SC, terminando de se trocar. Subitamente, ele sentiu um impulso de se voltar para a porta, como se houvesse alguém ali, o observando. Como se quem estivesse ali fosse...

— Haru...

Haru estava parado na porta como uma aparição, ofegante e com o rosto vermelho, ele tinha sua bolsa do SC pendurada no ombro.

— Oi.

Os dois se encararam por um instante.

— Como assim “oi”? O que aconteceu? Você está se sentindo bem? — Makoto começou a perguntar depois de seu breve momento de surpresa.

Haru apenas caminhou até os armários, enquanto resmungava sua resposta com a cabeça baixa.

— Agora eu estou melhor.

— Você não está bem. Você está respirando com dificuldade, ainda está com febre?

Haru colocou sua bolsa no armário e começou a se trocar, ignorando a pergunta de Makoto. Havia um limite para o quanto Haru poderia agir como bem entendia, e aquilo definitivamente passava do limite.

— Haru! — Makoto levantou a voz, finalmente irritado a tal ponto.

— Eu corri até aqui, — Haru respondeu simplesmente.

— De onde?

— Da minha casa. É óbvio.

— Mas, Haru, você nem foi para a escola hoje cedo.

— Eu fiquei melhor à tarde.

Haru agia com se Makoto não estivesse ali. Ele não olhou para Makoto e Makoto se perguntou se era porque Haru achava que não lhe devia explicação ou se era porque sua preocupação apenas o incomodava.

Makoto cerrou os dentes e os punhos. Doía que Haru tratasse sua preocupação com tamanho descaso, mas ainda assim, era incapaz de desistir.

— Haru, o que você vai fazer se você ficar com febre de novo?

— Makoto! — Haru fechou a porta do armário com força, quando disse o nome dele, assustando Makoto.

—O-O quê?

Haru finalmente se virou para ele. Seus olhos azuis não estavam duros como gelo, mas límpidos como a água.

Eu queria que você visse que eu estou bem.

Haru se aproximou de Makoto e pousou a mão sobre o ombro dele.

— Obrigado, — ele disse ainda olhando-o nos olhos.

Obrigado por salvar minha vida.

Obrigado por se preocupar.

Sem dizer mais nada, Haru saiu do vestiário. Makoto soltou o ar lentamente em um suspiro, junto com a tensão que enrijecia os músculos dos seus ombros. Suas sobrancelhas inclinadas suavizaram enquanto olhava para a postura elegante de Haru.

Eu estou bem, não se preocupe.

Somente Haru conseguiria desarmar Makoto com apenas uma palavra.

Uma palavra que ele não esperava ouvir e nem achava que precisava, mas que o deixava feliz mesmo assim.

Makoto se esqueceu de sua preocupação, Haru estava de volta e mesmo que fosse um tanto inconsequente, Makoto sabia que ele ficaria bem agora.

— Não me preocupe assim, Haru-chan, — Makoto disse baixinho para si mesmo com um leve sorriso, seu primeiro sorriso verdadeiro depois de vários dias.

Notas finais
Essa conversa deles acontece na primeira novel de High Speed, comecinho do terceiro capítulo, que é o meu favorito! Bom, novamente, no original é narrado pelo ponto de vista do Haru. Depois disso tem uma cena em que ele pede desculpas para a Aki e ela agradece por ele ter resgatado o cachecol dela. A história vai começar a andar um pouquinho no próximo capítulo, assim espero, porque meio que parece que ela vai para onde quer ^^' Obrigada aos sobreviventes!