Sorry
2 Capítulo 2 - Deprê??? Magina!!!!
Notas iniciais
*BEIJOMELIGA*
Aquelas lembranças me deixavam com uma vontade de chorar e amaldiçoar meio mundo, além de desejar que tudo se exploda — principalmente EDWARD e aquela piranha.
Saí da sacada do meu quarto e me joguei na cama agarrando o meu travesseiro. Só que para piorar, o perfume dele ainda estava muitíssimo forte o perfume dele e isso liberou novamente tudo o que eu estava lutando para reprimir.
10 MINUTOS DEPOIS...
TOC, TOC, TOC...
— Filha, posso entrar? — minha mãe perguntou atrás da porta.
— Claro... — eu disse com a voz embargada e rouca, secando as lagrimas. Sei que isso não vai funcionar já que meu rosto está todo inchado...
— Está tudo bem? — Ela perguntou enquanto se sentava na cama.
— Claro, só estou com dor de cabeça... Sabe como é né... Muita coisa pra pensar... — eu disse tentando fazer graça... — Você sabe, não é? Provas finais...
— Você sabe que não me engana, você pode até tentar, mas não vai funcionar... — ela disse tentando transparecer calma, tranquila, feliz... Mas percebi que ela ficou preocupada quando entrou no meu quarto. — O que aconteceu?
— Não quero falar sobre isso...
— Filha, eu sou sua amiga, mas, antes disso, sou sua mãe...
— Eu não quero falar sobre isso... não agora... quem sabe mais tarde... — eu disse respirando fundo e lutando contra as lágrimas que teimavam a cair.
— Quando você quiser, me avise. Mas eu só vim avisar que eu e seu pai vamos sair e provavelmente vamos voltar bem tarde... tipo lá pelas 23h. Acho que tinha outra coisa...
Tipo assim, do nada meu pai entrou no quarto e começou a falar.
— Reneé, você avisou do garoto que ligou pra ela?
— Era isso... Bella, um garoto te ligou umas quinze vezes...
— E o que você disse?
— Que você não estava em casa...
— Obrigada mãe...
— Não há de que. Mas ele disse que vocês brigaram... e eu quero saber o por que...
— Mãe, eu não quero falar sobre isso agora. E sim, nós brigamos.
— Reneé, vamos. — Meu pai foi o \'salvador da pátria\'... ou não...
— Claro, claro...
Quando minha mãe se levantou, percebi que eles estavam elegantemente vestidos.
— Onde é que vocês vão??
— Jantar com uns colegas de trabalho e depois, vamos ao teatro...
— Se divirtam. — Suspirei desejando que pudesse parecer verdadeiro. — É bom que alguém se divirta hoje...
— Você vai ficar bem?
— Vou mãe...
— Tem certeza? — minha mãe perguntou novamente.
— Sim mãe, pode ir... — ela me olhou com dúvida. — É sério. Vá se divertir com o pai.
— Mas Bella...
— Mãe, nada de Bella, mas Bella, nem meio mas. Vá, não se preocupe, eu estou bem e vou ficar bem.
— Qualquer coisa me ligue, ok? — ela se virou para a porta, mas, assim com o se virou tornou a fazê-lo ficando novamente de frente para mim. — Mais uma coisa... não faça nenhuma bobagem.
— Como...? — gesticulei para que ela se explicasse melhor.
— Ter uma overdose de chocolate...
— Nem se preocupe. Minha noite se resumirá em: filmes, sorvete, chocolate e muitas \'risadas\'.
— Mas por favor, tome cuidado com o excesso. Você sabe que muito açucar te faz muito mal. — Ela pausou olhando para meu pai. — Charlie, nós compramos o remédio dela?
— Qual deles? — ele a olhou com confusão.
será que eu tomo tantos remédios assim?
- O que faz ela dormir direito... Você se lembra se nós compramos?
— Creio que não... — Meu pai olhou no relógio e se assustou. — Reneé, é melhor nós irmos logo. Vamos nos atrasar muito e vamos perder a reserva do restaurante. Você sabia que eles não reembolsam o dinheiro da reserva?
— Ok Charlie... — minha mãe é do tipo pacifista, faz de tudo para evitar uma briga. — Querida, qualquer coisa é só me ligar. — opa ela percebeu. É... hoje definitivamente era um dia ruim. Minhas crises estavam a toda... santa gavetinha mágica e santo frio...[N/A: né isa? Eu sei da sua gaveta mágica...] (nessa gaveta, eu guardo coisas muito importantes. Coisas como várias lâminas, alguns band-aid\'s e é claro que tambem tinha um certo pano que estava completamente duro... opsss)
— Sim mãe eu sei...
— Tchau filha...
— Tchau pai. Ah, e divirtam-se e não façam nada que eu não faria. Divertam-se muito... — Eles se despediram novamente e sairam.
Assim que a porta fechou foi fechada, algo dentro de mim entendeu como um sinal que acabou liberando tudo o que eu estava lutando para segurar.
QUINZE MINUTOS DEPOIS...
O telefone começou a tocar. Tocar. E tocar.
Deve ser ele... de novo. Melhor deixar.
Após alguns segundos, a secretária eletronica atendeu.
-\" VOCÊ LIGOU PARA A RESIDENCIA DOS SWAN QUE NO MOMENTO NÃO PODEM TE ATENDER. DEIXE SEU NÚMERO APÓS O BIP QUE ELES RETORNARAM MAIS TARDE. OBRIGADA.\"
— Bella, sou eu... Edward — de novo. Eu sei que você está ai e que não quer me atender. Tudo bem, eu entendo a sua posição. Sei que o que você viu não tem desculpa e nem perdão. Por isso eu só peço que você me escute... eu preciso te explicar... eu preciso... — E nada... nem o som do seu choro ou a sua respiração... nada.
Com certeza eu peguei o telefone tarde demais pois só ouvi um \"tutututut...\"
— Que droga... eu não posso xingá-lo pois o maldito desligou antes que eu pudesse falar com ele, dizer o quanto o repudio por causa do que ele fez e dizer-lhe o quanto o desprezo...
lágrimas cairam sem a minha permissão.
O que é isso, hein garota? Chorando por causa dele?! Chega! Levanta essa cabeça, engole esse choro... Ele não merece. A única coisa a que ele tem direito é o seu desprezo. E isso é muito fácil de dar a ele.
A partir de hoje, nasce uma nova Bella.
Continua...
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