Notas iniciais
Agora oficialmente falando: Vou parar de prometer datas que eu nunca cumpro. Desculpem, de verdade, estou com esse capítulo pronto a um tempão e doida para ver o que vocês vão achar, só estou postando hoje, pois foi o único dia que tive tempo de digitalizar - sempre faço uma primeira versão do capítulo manuscrita - e corrigir os erros para ficar ótimo de vocês lerem kkk. Mais uma vez: ME DESCULPEM Boa leitura, espero que gostem do capítulo ♡

"Se viver requer coragem então viva pra ser feliz, não viva em vão" Chorão

Eu odiava aqueles malditos ursinhos de pelúcia. Óh grande Octavian me faça um grande favor e faça a você o mesmo que faz aos ursinhos de pelúcia. Octavian era um menino da mesma idade que eu, dezesseis anos e era o chefe da minha Corte, a famosa Primeira Corte, mas isso mão quer dizer que convivíamos em harmonia.

A verdade é que havia uma série de problemas entre mim e Octavian: Eu não gostava dele, não gostei desde que o vi pela primeira vez e isso não mudou até hoje; Quando cheguei ao Acampamento, ele como chefe, não queria me aceitar na Primeira Corte mesmo eu tendo uma recomendação da própria Lupa. Acabei sendo aceito, pois ele simplesmente não arrumou uma desculpa suficiente para me rejeitar; Octavian tem a habilidade de prever o futuro e decapitar ursinhos de pelúcia o auxilia nesse dom, mas a questão é que eu não gosto de profecias, não aprecio a ideia de um louco com uma pelúcia decidindo meu futuro. Entretanto, não é uma briga boba de adolescentes como você deve estar pensando, é muito mais do que isso pelo simples fato de que até nossos pensamentos podem ser perigosos, isso porque eu, Octavian e uma grande parcela da população, talvez até a pessoa que está do seu lado nesse momento. Todos nós somos semideuses.

Sim é exatamente isso que você leu e nenhum de nós está louco. Esse não é um conto de fadas, uma história falsa. Você está lendo meu relato de acontecimentos que ocorreram comigo e realmente aconteceram, não subestime o sobrenatural, você se surpreenderia com o tamanho da verdade oculta bem abaixo de seus olhos.

Lembra daqueles contos antigos, que alguém te contou sobre deuses, que controlavam a tudo e a todos na Roma Antiga? Eles existem, "mas e aqueles deuses da Grécia Antiga?" Eles também existem, mas essa é outra história. "Espera, então quer dizer que quem controla todo o mundo é um conjunto de deuses emocionalmente desestruturados e descontrolados?" Não tudo, ainda existe o Deus com D maiúsculo, mas no mais, sim você pensou corretamente, meus pêsames. "E onde é que você entra nessa história?" Sou filho de um deus com uma mortal, mas não qualquer deus. Sou filho de Júpiter, deus dos deuses.

E quem sou eu afinal? Sou Peter Simpson tenho dezessete anos e tenho o temperamento herdado de meu pai, então não recomendo me estressar muito. Minha mãe morreu no parto e meu excelente pai não me auxiliou em nada. Acabei por ir à um orfanato em Oakland Hills na Califórnia e por lá fiquei, quase. Com onze anos cansei de ser tachado de “o estranho”, de ser aquele, que todos temiam de que se fosse tocado, eles seriam eletrocutados. De fato, meu toque às vezes, não sempre, resulta em um choque, mas nada forte.

Fiquei rondando pela região um bom tempo, não foi difícil me acomodar e manter entretido, pois eu descobrira a habilidade de dar saltos muito altos e longos, mas não estou me expressando direito, eu voava, voo na verdade, enfim, esses são os fatos, lide da maneira que achar melhor. Eu estava adorando aquela vida, estava tudo extremamente fácil para ser franco, até que os monstros começaram a aparecer.

Semideuses não podem saber o que são sem correr um grande risco, se você que estiver lendo isso está se identificando comigo, pare agora de ler e corra, agora, porque você não está mais seguro. Uma vez que o primeiro monstro me atacou comecei a, como dizer, enxergar melhor o mundo, ver as mais diversas coisas que seres humanos normais não veriam, inclusive mais monstros, aos milhares. Eu estava sendo perseguido por uma górgona, uma criatura com rosto e corpo de mulher, mas dentes muito afiados e asas enormes quando cheguei à beira de um pequeno rio. Estava prestes a atravessá-lo, mas assim que preparei o impulso uma loba enorme apareceu na minha frente, pelo contrário ela uivou para a górgona, que voou para longe à uma velocidade impressionante.

"Quem é você?” Ouço minha voz trêmula e me condeno, se era para morrer, que fosse com o mínimo de dignidade.

“Você finalmente encontrou seu caminho para o Tibre, criança, sou a loba Lupa, imagino, que não seja necessária mais nenhuma explicação” E não era mesmo. Não era burro, sabia que minhas habilidades não eram normais, mas tive que forçar a memória para me lembrar da história de Lupa. Conhece a antiga lenda da criação de Roma? A loba encontrou às margens do Rio Tibre dois bebês: Rômulo e Remo. Lupa os criou e quando cresceram os homens fundaram Roma, que ficava às margens do mesmo rio em que foram encontrados. Aquele rio em que fui encontrado por ela era como uma réplica do Tibre original, porém muito menor.

Na atualidade as coisas são um poucos diferentes. Hoje a loba, imortal, têm a função de encontrar semideuses, lhes dar um mínimo de treinamento e depois deixar, que sozinhos encontrem o caminho para o Acampamento Júpiter onde ela é a diretora de atividades. Lar para meios-sangues o Acampamento fornece segurança e a finalização dos treinamentos. Eu já passei por todo esse processo e agora tenho uma vida tão boa quanto tinha no orfanato.

Aperto a pia do banheiro masculino com força, que em resposta começa a trincar ameaçando se despedaçar em minhas mãos. Eu tinha feito de novo, sempre fazia. Por que eu não conseguia controlar a merda dos meus poderes? A pia quebra e praguejo em latim quando olho o sangue que jorra de minhas mãos feridas. Com as mãos em concha pego um pouco da água, que vazava em quantidades ameaçadoras de um tubo, que estourara em meu ataque de fúria e deixo que lavem o sangue, depois jogo uma mão inteira de água no rosto. De frente ao espelho era visível o ódio estampado em meus olhos muito azuis. Para piorar, a água, que joguei no rosto me deixara coberto do sangue de minhas mãos e agora meus cabelos loiros estavam avermelhados e minha pele dourada como à dos filhos de Apolo estava imunda do líquido vermelho. Solto um sorriso perante minha assombrosa imagem imaginando se Octavian não gostaria de encostar em mim agora, pois um mínimo toque causaria muito mais do que um pequeno choque.

Ainda conseguia ouvir as palavras daquele charlatão claramente, “você nunca deveria ter alcançado a Primeira Corte, você é uma vergonha para todos nós, Peter e se estivesse em meu poder você seria banido agora mesmo.” Nunca soube o que eu responderia, só sai para fora do dormitório guiado pelos fortes trovões, que ameaçavam explodir uma rua a qualquer momento. Não que os trovões estivessem relacionados a meu temperamento descontrolado, obvio que não.

Volto minha atenção para o cano estourado na expectativa de conseguir mais água, nada. A água parara de jorrar e o chão estava seco, sujo apenas pelos cacos da pia, que ameaçavam qualquer um que quisesse adentrar no banheiro. Sinto minha mão contra a parede em um soco que trinca toda a estrutura do banheiro e rezo para todos os deuses possíveis para que a estrutura caia sobre mim e acabe com isso tudo de uma vez.

Notas finais
Ok, devo admitir que estou extremamente nervosa, porque além de ser livro novo eu escrevi como se fosse o Peter e até agora era a Barbie, então não estava muito acostumada a escrever na primeira pessoa como homem, então qualquer crítica, principalmente as negativas são bem vindas, quero muito poder melhorar ao máximo os capítulos para vocês! Obrigada por lerem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.