Sorrisos Mortais
15 Um Fim, Um Começo
Notas iniciais
"Este é mesmo o meu fim?"
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~KIYOTO NARRANDO~
Naquela hora, não senti mais o coração de Narumi bater, ela havia falecido. Soltei-a, levantei-me e observei o estado de seu corpo. Ela estava magnífica. Posicionei-a sentada sobre a grama e encostei suas costas naquela mesma árvore em que ela estava apoiada no início do crime. Abri um pouco suas pernas e dobrei-as para os lados, encostando seus pés nas suas coxas. Larguei uma de suas mãos ao seu lado com seu palmo para cima e a outra deixei apoiada sobre a sua coxa. Sua cabeça estava ótima como estava, olhando reto, inclinada para a esquerda quase apoiada em seu ombro. Seus olhos estavam abertos observando o nada, seus lábios levemente separados e com aquele maravilhoso sangue tom de vinho escorrendo no canto esquerdo de sua boca. Duas longas e grossas mexas do seu cabelo estavam acomodadas sobre seus ombros e seios, todo o restante de seu cabelo estavam caídos atrás de si. Deixei-a lá, ensanguentada. Antes de sair, tornei-me como um detetive e cacei rigorosamente qualquer possível pista para desvendar o meu crime. As que eu encontrava, eu eliminava.
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Eu andava, perto de completar meia noite, relembrando cenas desejáveis.
~FLASH BACK ON~
Uma enorme multidão se curva diante do governador como sinal de respeito.
~FLASH BACK OFF~
Aproximei-me de um bairro pobre, casas simples, um silêncio escurecido pairava. Observei as pequenas moradias, dentre elas, um sobrado, um dos mais simples que havia ali. Fitei uma pequena garota à abrir o portão da casa, sim, pequena mesmo, confundi-a com Mayumi Kimura, a garota da qual tentei aproximar-me. Olhei-a mais de perto e percebi que era mesmo a pequena Mayumi. Ao virar-se de costas, dirigindo-se na direção da porta, fui até o portão, escalei-o e pulei-o. Portão foda, fez barulho só de toca-lo, isso fez com que Mayumi virasse seu rosto e olhasse para mim. Passou a dar pequenos passos para trás ao ver-me por conta do susto, procurou a chave da porta dentro de sua bolsa desesperadamente, mas, antes que pudesse encontra-la, agarrei sua cintura e peguei-a no colo. Obviamente, tampei sua boca com uma de minhas mãos para que não surtasse e chamasse a atenção. Corri pelas ruas mais desertas até aproximar-me do condomínio dos Nakamura e Matsuda. Mayumi, ao ver onde estava, desesperou-se. Ao aproximar-me daquele condomínio, foi possível avistar carros de luxo contornando todo o mesmo para que entrassem pelo portão dele, deviam chegar de alguma festa. Entrei na frente dos carros com a pequena em meus braços, obrigando-os a parar, isso bem atrás da suposta mansão de Nakamura Yushimi (Mãe do Nakamura Karui). Muitos buzinaram, outros gritaram. Apanhei uma de minhas katanas e ameacei lança-las contra os mesmos, então silenciaram-se.
– Escutem-me! Esta garota inocente, da qual está assustada sobre meus braços, poderá ser torturada e, por fim, morta na frente de todos vocês, caso recusem meus pedidos. Não se preocupem, não pedirei nada além do alcance de vocês. Saiam todos de seus carros. -- Obedeceram. — Agora curvem-se diante de mim como fazem perante o governador.
– O que??? -- Surtaram. Recusaram-se dizendo que não havia chance alguma de fazerem algo como aquilo. Claro, metidos e orgulhosos.
– Foi o que ouviram. Se não se curvarem, a garota morre. -- Meu pedido fora recusado novamente, então apanhei uma de minhas Katanas e golpeei Mayumi no estômago, não tão fundo para que ela pudesse manter-se acordada. Todos puderam escutar o início do alto grito de Mayumi, que fora interrompido, pois amarrei um pano na sua boca. A cor do meu cabelo não fora mudada, nem mesmo um fio sequer. — Se demorarem para obedecerem-me, posso machuca-los, e quem ousar fugir daqui terá sua família morta! Melhor, fazerem o que mando, sabem quem sou?
Poucos se curvaram, dentre 30 pessoas (não exatamente), somente 4 o fizeram.
– Continuarão assim? Caso prefiram, posso torturar mais alguém além da pequena!
– O que ganharemos ao lhe obedecer? -- Uma voz masculina distante perguntou-me.
– Suas vidas. -- Respondi direta e friamente. Mais alguns se curvaram, muito pouco, o homem que fez a pergunta da qual respondi, deveras curvou-se também.
Fiz cortes fundos nos dois braços de Mayumi, em seguida nas suas pernas, segurei-a e ergui-a pelo pescoço, assim, jogando-a contra o chão. Somente após isso, tornei-me reconhecível. Todos entraram em choque ao me verem. Continuei golpeando-a com chutes, socos e cortes, fazia algo assim quando recusavam meu pedido. Um tempo de tortura passou, fiz um corte profundo no seu peito, como objetivo chegar perto de seu coração, mas não cheguei. A pequena estava destruída, não aguentaria. Vi um homem chegar e fitar-me, era Nakamura Karui. O que ele faz aqui? O Karui odeia a Mayumi, ele humilha a garota, fazendo-a chorar e desejar sua própria morte, por que viria para cá?
– M-Mayumi!! -- Espantou-se ao vê-la em tal situação. A mesma fitou-o aliviada, parecia se perguntar "O que faz aqui?" Ou "Ele nunca me salvaria". — O que precisa para solta-la? -- Perguntou.
– Se quiser vê-la viva, terá de fazer com que todos curvem-se diante de mim, não somente você.
– Tudo bem. -- Curvou-se na mesma hora.
– "O que?" "Como assim?" "Ele se curvou?" -- Ouvia algo assim vindo de todos. Um terço havia feito o mesmo, dois terços continuavam intactos.
– Vamos, façam o que pediu! -- Karui gritou. — O que custa fazer tal gesto?? Ou melhor, o que custa não fazer tal gesto?? Custa a vida da Mayumi! Vamos, façam! Caso a Mayumi morra por causa do maldito orgulho de vocês, vocês morrerão juntamente com ela! -- Assustaram-se, assim como a própria Mayumi também se assustou.
Todos curvaram-se, não sobrou ninguém de pé!
"Incrível, sinto como se adorassem-me!"
Continua...
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