Sorrisos Mortais

20 Alguém Como Eu?


Notas iniciais
Olaaaaaaaaa pessoas! Demorei? Demorei. Pra c******? Pra c******. Por que demorei pra c******? Porque meu notebook foi pra manutenção, e adivinhem... Não tive tempo de pegar ele antes e salvar tudo o que tinha nele! Daí o notebook volta um tempo depois... Formatado... Perdi um cap quase inteiro!!!!! Eu já tinha escrito pouco mais de 1.000 palavras, gente (Vocês não sabem a dificuldade que eu tenho para escrever 500 palavras)!!! Por causa desse ocorrido eu desanimei totalmente de escrever, então fiquei até ontem parada. Além disso eu excluí sem querer uma pasta do cartão sd do meu celular e perdi muita coisa também, isso piorou o meu desânimo. Mas..... Eu disse que não abandonaria a fanfic, e não abandonei! Agora, no antigo cap que eu perdi inteiro, eu havia falado e focado no Kiyoto e na Saki, mas agora eu vou escrever sobre algo novo que eu e a MayumiKimura fizemos, uma nova personagem entrará e com ela vocês verão o ponto em que o Kiyoto pode chegar para se dar bem! Certo, espero que gostem ^^ Palavras: Shitsureishimasu – Algo como “Licença” usado ao entrar na casa de outra pessoa.

Eu estava totalmente apaixonado, não achava nada mais lindo do que o seu sorriso! Tudo estava indo tão bem... Mas foi tudo tão de repente...

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Mesmo enquanto me divirto, eu continuo ouvindo algumas vozes. Elas não me incomodam, apenas quando gritam, mas não estavam gritando nos meus ouvidos naquele momento. Eu estava me distraindo, pelo meu notebook eu administrava um site que criei, era sobre psicologia. Neste site eu me passava por um psicólogo anônimo do qual disponibilizava comentários para que as pessoas pudessem se expressar e pedir ajuda, então eu as respondia usando tudo o que aprendi pela internet, consolava-as e mostrava que seus problemas tinham uma solução. Mas eu não tinha o objetivo de ajudar essas pessoas, nunca tive um objetivo como este, eu só precisava ganhar a confiança delas como um médico real faz. Sim, eu estava conseguindo.

Havia entre os depressivos que me pediam ajuda uma garota tímida e triste. Ela pensava que eu a ajudaria com suas tentativas de suicídio... Eu a ajudava, mas não por muito tempo, aliás esse não é o meu trabalho.

“Aa... Eu não sei como lhe chamarei, isso por que não sei o seu nome, mas eu estou precisando da sua ajuda... Estou me sentindo muito mal... Por favor, me ajude! Não quero morrer... Mas parece que essa é a única solução...” Recebi esta mensagem da garota, e ao lê-la decidi iniciar o meu crime.

“Claro, estou aqui para lhe ajudar. Mas acho que seria melhor se eu a visitasse, pessoalmente será mais fácil para mim entender o que você me diz e também para poder lhe dar apoio.” Respondi. Ela aceitou e disse-me o seu endereço, dei um breve tchau e me dirigi até a casa da minha próxima “vítima”.

Ao chegar no local, toquei a campainha e fui recebido as pressas.

— Ah, que bom que chegou!

— Olá. – Sorri. – Posso entrar?

— Claro, me desculpe! – Afastou-se deixando espaço para que eu possa entrar.

Assim como pedi, entrei na residência e agradeci. Ela me levou até a sala de sua casa e sentamo-nos no sofá.

— Hmm... O que você estava sentindo durante todos esses dias? – Perguntei.

— Eu... Me sinto mais triste e... Sinto que minha existência não muda nada na vida de ninguém, e que eu tenho que apaga-la de uma vez... – Respondeu-me tentando não demonstrar muita tristeza.

— E você tem um motivo para pensar assim?

— Eu... Não faço nada certo! Tudo o que faço sai errado e nunca consigo ajudar a ninguém... Eu não faria falta.

Pensei por um tempo e então apenas disse o que ela queria ouvir. — Eu sei do que você precisa!

— Surpreendeu-se, pareceu estar aliviada. – Sabe... – Abaixei minha cabeça com um olhar entristecido. – Eu era igual a você.

— Era?

— Sim... O meu pai foi uma pessoa horrível. Ele me espancava a qualquer momento. Eu sempre pensava assim como você, mas um dia... Bom, eu consegui me libertar das mãos daquele homem. E você sabe qual foi a única coisa que salvou a minha vida? A única coisa que me impediu de cometer suicídio? {Mentirinhas do Kiyoto}

— O que? – Passei a fita-la com um olhar sério, como se o que eu fosse dizer fosse algo normal.

— Eu coloquei outras pessoas no meu lugar. Eu queria morrer, então eu fazia outros morrerem! E isso funciona perfeitamente! Sempre que o faço tenho a sensação de que toda a minha tristeza sai de dentro de mim! Essa é a única cura...

— Terrível!!! – Afirmou assustada.

— Não... – Ri levemente. – Incrível.

Ela apenas balançou sua cabeça, rejeitando o que eu havia lhe dito.

— Eu... Não posso fazer outras pessoas morrerem.

— Você pensa isso agora, mas quando tentar pela primeira vez... Você se sentirá a pessoa mais sortuda do mundo por ter ouvido minhas palavras!!! – Nos calamos por alguns segundos. – Não se preocupe com as pessoas. – Rejeitou novamente o que disse balançando sua cabeça. – Elas irão para um lugar muito melhor do que aqui.

— Mas...

— Você quer algo melhor?

— O que?

— Você pode... Explodir um avião por exemplo... E presenciar tudo... Lá dentro!

— Não! – Gritou. – E-Eu não...

— Assim você poderá acabar com toda a sua tristeza de uma vez!

— Não quero envolver outras pessoas.

— As pessoas vão agradecer por serem tiradas deste mundo! – Continuou a me rejeitar. Eu já não dava mais brechas para falar, precisava pressiona-la ao máximo... O fato de eu ser um doente mental me ajudava neste aspecto, inclusive isso me deixava cada vez mais obcecado por tudo o que eu a dizia. — Eu juro pra você! Nada vai substituir o prazer que você terá quando seguir meus conselhos!!

Ela apenas colocou as mãos no seu rosto, mais um gesto que demonstrava o meu sucesso!

— Esqueça, eu me viro sozinha... Não quero fazer nada disso.

— Você é livre para escolher uma dessas duas opções que acabei de te falar, eu lhe ensino tudo..... Ou você prefere desistir? Se você quiser desistir... – Ergui um pouco minha jaqueta, deixando visível os punhos de cada espada. Ela abaixou suas mãos, olhando para o que eu havia acabado de mostrar. – Você queria morrer, não queria? Eu dou uma ajudinha... Mas vai doer... – Ri. – O que você vai querer??

— PARE! – Levantou-se assustada e fiz o mesmo.

— Você quer trabalhar comigo? – Aproximei.

— V-Você... – Fechou seus olhos e afastou-se de mim, parecia ter desespero.

— Se você aceitar trabalhar comigo, nós vamos nos divertir muito!!!

— Eu não quero matar ninguém! – Cheguei mais perto ainda, fazendo com que ela virasse seu rosto.

— Você quer!!! Você quer sim!!! – Eu estava tão perto, que ela não teve mais para onde fugir, acabou batendo suas costas na parede, assim não pode mais se afastar de mim. – Você está muito tensa... – Segurei o punho de uma Katana aleatória, retirando-a de sua bainha. Inclinei minha cabeça para a direita ameaçando dar um sorriso. – Eu vou te ajudar a relaxar.

Encostei a lâmina da espada no seu pescoço, não cheguei a corta-la, apenas uma forte ameaça já era o suficiente. Ela ergueu bem a sua cabeça para que não se cortasse e ficou quieta, essa submissão me fez sorrir.

— Imagine... As pessoas passarem pelo que você está passando agora. Você não quer se dar mal sozinha, não é? Dizem que quando a gente se dá mal junto com alguém, a gente se sente melhor do que sozinhos.

— Eu... Não quero matar ninguém........

— Não! Você pensa que não quer, mas no fundo você não vê a hora de fazer o mesmo que estou fazendo contigo! Você sabe que é bom!! Mas você foi educada diferente. Na verdade, foda-se o modo como você foi educada! O que importa é o seu melhor, certo?? E qual é o seu melhor? Explodir um avião e morrer junto com todos.. Passar todos os seus sentimentos ruins para outras pessoas... Ou ser torturada e morta pelas mãos do seu psicólogo?

— E-Eu não... N-Não quero matar ninguém...

— AAAH DROGA, VOCÊ QUER!!! E SE VOCÊ NÃO QUISER... Eu quero... – Passei a perfurar aos poucos o seu pescoço com a ponta da lâmina da minha espada.

— Pare... Eu... O-Ok... – Finalmente se rendeu.

— O que você escolhe?

— Eu vou... ‘Passar meus sentimentos ruins para as pessoas’.....

Ao ouvir o que queria, soltei-a e guardei a Katana, dando uma leve risada satisfatória.

— Amanhã eu voltarei aqui para ensina-la tudo o que você vai precisar – Sorri gentilmente e ela apenas ficou calada. Passei a sair da sala, deixando-a para trás. – Tchau – Sorri novamente e saí da casa.

No outro dia eu voltei, como havia dito, e bati na porta de sua casa. Ela não abriu, então entrei após alguns minutos esperando. Entrei como se a casa fosse minha, apenas pedi licença.

— Shitsureishimaaasu. – Ela não estava na sala, então decidi olhar o resto da casa. – Michiko? Estou entrando. – Passei a andar por toda a residência olhando os cômodos a procura dela. – Michiko!

~MICHIKO NARRANDO~

Eu estava no meu quarto deitada encolhida em minha cama, as janelas estavam fechadas e a luz apagada, tudo bem escuro. Eu havia ouvido a voz do meu psicólogo, por isso não saí de dentro do quarto. Percebi uma sombra do outro lado a porta, até que ela se abriu e pude vê-lo carregando algo nos ombros.

— Aah, você está ai. – Disse acendendo a luz.

Assim que o quarto ficou claro, pude ver-lo segurando um homem acorrentado e desmaiado! Fiquei quieta, eu sabia que teria que mata-lo.

— Vem, como você quer matar se não sabe como se faz?

Neguei e me cobri, fiquei esperando a sua reação, que eu sabia que não seria muito boa. Ele veio até a minha cama e largou o garoto ao meu lado, então eu me sentei e o olhei... Ele ainda riu.

— Olha como ele é forte, vai ser um pouco complicado quando ele acordar.

Me deitei novamente e continuei calada.

— Ei!!! Hm... Você não vai colaborar? – Levantou-se – Mata ele sozinho então. – Dirigiu-se até a porta do quarto, mas parou assim que passou da porta. – Ah, só uma coisa. Homicídio qualificado, no seu caso, significa tortura ou dificultação de defesa.

— E-Eu não quero matar ninguém...

— Ou você mata ele, ou ele te mata... Ou você vai presa.

— E-Eu não! Você que trouxe ele aqui!

— Mas ele está na sua casa.

— Mas...

— E se você continuar me rejeitando, -- Interrompeu-me. – eu não vou te tirar da cadeia.

Calei-me, levantei e retirei o garoto do quarto, levando-o para fora de casa.

— O que você vai fazer??

— Não vou sujar a minha casa com sangue. – Saí e ele me seguiu. Fui até um local vazio e deixei-o no chão

— Hmm... Você quer uma Katana?

— Que seja.. – Me entregou uma e eu a segurei.

— Cuidado!!!! Essa é a mais afiada que eu tenho aqui!!!

— Não ligo. – Aproximei-me do garoto e encostei a ponta da lâmina na cabeça, ele apenas ficou sério, então o fitei.

— O que você está pensando? Além de ser grossa ainda quer fazer isso?? Você não pode simplesmente mata-lo, isso não mudará nada na sua vida!

— É pra matar, não é? Então pronto. – Por que fui dizer isso? Levei um soco que fez com que eu largasse a Katana.

— É melhor você pensar bem antes de falar algo a mim, principalmente se for para me desrespeitar. – Pegou a Katana do chão e agachou ao lado da vítima. – Aprenda.

Ele cortou a mão do garoto como se estivesse com um machado em mãos! Aquilo era cruel, virei meu rosto, não queria ver tal cena... Imaginem aquela mão se desprendendo do pulso...

— Primeiro nós precisamos deixa-lo pronto para quando ele acordar. – Fez muitos, muitos cortes em uma das pernas, nem mesmo sobrou espaço para mais.

Naquele momento seu cabelo se tornou preto e seus olhos vermelhos, mas eu não havia reparado na hora, pois logo ele abriu a boca do rapaz e colocou a ponta da espada lá dentro, rasgando toda a gengiva. Após isso ele retirou a espada e se sentou no chão.

— Acho que já é demais pra ele, agora só precisamos esperar ele acordar.

Me sentei um tanto longe e permaneci de cabeça baixa.

— Por que... Por que eu achei legal o que você fez...?

— ... Por que você é como eu... – Permaneceu calado por alguns segundos e passou a rir, do nada. Fitei-o e ele fez o mesmo. – O que foi?

— Por que você riu?

— ... Você entenderá quando tiver problemas mentais.

— Problemas mentais? É o que você tem, né?

— Não se preocupa – Sorriu como se estivesse sendo gentil. – Você também pode ter algum dia.

— Não quero...

— Hmm... Ok, então.

No fim eu tentei ir embora, mais ele me obrigou a ficar e ver o que faria com o garoto...

~KIYOTO NARRANDO~

— Eu não quero ver isso!!! Por que você... P-Por que você está me obrigando a fazer isso..? – Gritou.

— Por que eu preciso de uma ajudante, quero ver morte sem ser o assassino... – Na verdade eu queria ser o assassino... Mas deste modo, não seria eu o culpado pelo crime, não seria eu que levaria a pena, com ela no meu lugar haveriam menos provas de que eu sou o Kiyoto. – E eu vou levar você até o meu mundo.

Assim acabou tudo, torturei o rapaz e a obriguei a vê-lo morrer. Após toda a tortura e ocultação de provas do crime, obriguei-a a ir até a minha casa.

~NO CAMINHO~

— Hmmmmmm.... – Ri alto observando tudo o que me mostravam, não importa se eram da minha mente, eu gostava de ver. Percebi que a Michiko estava quieta, então fitei-a. – Você está estranha.

Ela sorriu bem leve, percebi que já estava transformando-a numa louca, assim como eu.

— Incrivel... Mas... Da próxima vez deixe-me fazer. – Passou a olhar para o céu, mas vi arrependimento no seu olhar, como se ela não quisesse ter falado aquilo.

— Claro... – Parou e colocou suas mãos sobre o seu rosto. – O que foi?

— E-Eu estou estranha... – Disse ao me olhar.

— Hmm... Eu também. – Continuei a andar e ela fez o mesmo.

Após um tempo de caminhada, avistei uma mulher adulta com um corpo exuberante e cabelos loiros. Ela estava de costas, ótimo para ataca-la. Parei de andar olhando para a mulher.

— Você quer? – Perguntei. Ela parou e a olhou, então fitou-me curiosa.

— Quero-... – Colocou suas mãos na boca e rejeitou novamente.

— Vem. – Ignorei-a.

Caminhei até a mulher e, ao chegar bem perto, segurei-a pelo ombro normalmente, para que parasse. Ela parou, mas quando se virou para mim...

— Kiyoto-san? É você? – Perguntou surpresa. Soltei-a sem entender o que estava acontecendo. – Kiyoto-san!

Michiko ficou totalmente calada, até mesmo se afastou um pouco.

— Lembra-se de mim? Eu sou a médica que cuidou de você após aquele acidente – Sorriu.

— Huh? Você... – Eu realmente não estava entendendo. Por que ela foi se lembrar de mim?? Como?? Já fazia tanto tempo!

— Nossa, como é bom te ver melhor!

— Aa...

— Você não sente mais dores? Nenhuma cicatriz?

— Aa... Não.

— Que boom! Certo, tenho que ir... Foi bom te ver novamente, tchau!

Fiquei quieto, sem reação. Ela apenas saiu. Então olhei para a Michiko, que permanecia séria.

— ‘Kiyoto’?

— Huh?

— O seu nome.

— ... Isso não vem ao caso. – Continuei a caminhar.

“É, aquela já era... Porra! Por que ela teve que se lembrar de mim??”

— Ei! P-Por isso você quer que eu seja... Uma maluca... Como você...

— Cala a boca.

— Não! V-Você é maluco, eu não quero mais andar com você...

Parei e fitei-a com um olhar de deboche.

— Não me importo. Você será como eu. Eu não sou uma pessoa tão ruim... Eu sou seu psicólogo. – Ri – Eu salvei a sua vida...

Continua...

Notas finais
Aaah, foi isso! Até que eu agradeço por ter perdido o antigo cap, assim tive a oportunidade de escrever um melhor ainda :D GENTE eu nunca, nunca na minha vida inteira escrevi um cap inteirinho em apenas 2 dias!!! UM CAP DE 2000 PALAVRAS!!! Milagre... E me desculpem por não responder algumas MPs, eu parei de entrar no Nyah depois do ocorrido com o meu Notebook rsrs Espero que tenham gostado do cap ^^ Foi um tanto trabalhoso escreve-lo em apenas 2 dias, tentei ser rápida ao maximo, pois já enrolei muito... Mas, aqui está ^^ Comentem okay? Digam a mim o que gostaram e o que não gostaram no cap de hoje. Obrigada Ateeh ^^