Sons Na Escuridão
1 Prólogo
Notas iniciais
As pessoas vinham de todas as direções, e algumas até paravam para ver quem era o musicista que apresentava tamanha melodia para todos. Seus cabelos estavam presos com uma simples fita, vestia um terno negro e bem alinhado, e em seu lado esquerdo, apoiava um violino Amati entre seu queixo e sua clavícula. Não era sério como a maioria dos violinistas, pois esbanjava um pequeno sorriso ao tocar.
A peça tocada era “Le Temps De Roses” de Charles Gounod na versão em violino. As pessoas ficavam estagnadas ao admirar sua incrível habilidade com aquele instrumento. E ele foi mantendo aquela pose alegre e gentil durante toda a melodia. E ao finalizar, ele roi recebido com vários aplausos do povo. Agradeceu pela forma como fora aplaudido e começou a se organizar para ir embora do local.
Quando terminou de guardar seu instrumento, ele sentiu alguém esbarrar nele e não o largar mais. Estranhou esse ato, e logo se virou para ver quem era a pessoa que o abordava de uma forma estranha. Até se assustou ao ver que não passava de um adolescente estabanado que usava boné e óculos escuros.
– Com licença, meu jovem, mas eu preciso ir.
– Me perdoe. Mas eu só queria agradecer por ter tocado aquela música. Ela ficou linda na sua versão.
– Muito obrigado. Eu fico feliz que tenha gostado, mas... você não precisa ficar segurando na manga do meu terno.
– Mil perdões! As vezes eu acabo fazendo isso quando eu fico nervoso.
– Não tem muita importância isso agora, mas eu preciso ir.
– Você virá aqui novamente? Para tocar?
O garoto era insistente, mas parecia ser o único meio de fazê-lo soltar sua manga, ele se viu obrigado a confirmar aquilo. Ele apenas suspirou, balançou a cabeça em sinal de confirmação e ficou esperando a resposta do garoto, que não veio. Até que ele estranhou um pouco isso, e logo em seguida falou um pouco alto que apareceria lá no dia seguinte.
Ele pode perceber pelo sorriso do menino que aquela informação o tinha feito feliz. Logo em seguida, ele soltou a manga do terno e agradeceu pelo o que o violinista iria fazer.
– Qual é o seu nome, menino?
– Matthew.
– Prazer. Meu nome é Francis.
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