Sonríe siempre para mí

13 Aniversário do Blanco


Notas iniciais
Se preparem para ler

— Tudo pronto? — Priscila sentou ao nosso lado. — Então, ai vamos nós! — Escorei a cabeça no jato e acabei dormindo olhando para a céu.


Pov Martina Stoessel.

Amanhã seria aniversário do Blanco, então, iria no shopping agora, depois depois de sair do trabalho. Não sabia exatamente o que comprar, já que ele tinha de tudo. Fui na corrida até lá, o tempo todo pensando em quê dá pra ele.

— Moça, você tem uma blusa dessa maior? — Apontei para a que estava no manequim, era branca e tinha o sistema solar meio borrado, e umas estrelas em tons de azul escuro. -

— Tem sim, só um momento! — Enquanto ela foi atrás, continuei olhando as outras, vi um boné azul escuro, do mesmo tom da estampa do sistema solar, que a moça trazia, não pensei duas vezes e peguei. — Prontinho!

— Vou levar os dois! — Sorri entregando, ela concordou indo na minha frente. — É para presente tá? — Enquanto ela fazia um embrulho em uma sacola de presente, azul claro, paguei, agradeci e fui até a praça de alimentação, comprei um japa e levei para casa. Coloquei o presente dele no meu guarda-roupa e voltei para comer, a ansiedade estava grande, meu Deus! Amanhã eu o veria. Senti meu celular vibrar, antes de olhar já sabia que era dele.

"Já tô vendo as estrelas..vai lá ver comigo!"

Sorri e corri para a sacada, olhei para elas, lindas como todos os dias.

"Já falei que elas são lindas?"

Sorri.

"Todos os dias vc fala isso!! kkk como vc tá?"

"Não sei..e você?"

Não menti.. eu não sabia.

"Tamo junto demais então..saudadeeeee, tamo longe demais cara!"

"Mas não estamos tão distante assim..lembre-se que as mesmas estrelas que eu vejo, você também vê."

"Por que eu não posso falar essas coisas bonitinhas tbm??"

"Não precisa! rs. Vou dormir, amanhã a gente se ver. Beijo!"

"Até amanhã! Beijoo!"

Respirei fundo e fui para o banho, em seguida cai na cama.


Pov Jorge Blanco.

Acabei de descer do palco, por ser festival, o show acabou cedo, agora ainda era 22:20 e apesar de cansado, sabia que aquela ansiedade me mataria aos poucos, mas do que já havia morrido nessas duas semanas.

— Pri!

— Oi Jorge! A gente já tá indo pro hotel tá? Eu sei que você tá cansado.

— Eu quero ir pra casa!

— A gente vai amanhã..calma! — Riu.

— Não, eu quero ir hoje, agora.

— Por que? — Ela me olhou assustada. — Você tá passando mal? tá sentindo alguma coisa?

— Não! Eu só quero ir.

— Ai..

— Por favor cara.

— Tá bom! — Ela já pegou o celular e se afastou falando com alguém.


Pov Martina Stoessel.

Estava no sono completamente pesado quando escultei um barulho de leve e senti alguém me apertando contra si, estava cansada demais para acreditar que tudo aquilo era real, simplesmente permaneci do mesmo modo.


Pov Jorge Blanco.

Depois de uma hora e meia, cheguei em Buenos Aires .A pedido meu, Nicolas me deixou no apartamento da Martina, abri a porta devagar, todas as luzes estavam apagadas, girei a maçaneta da sua porta e ela estava lá. Foi impossível não sorrir, tudo que eu precisava, pelo menos agora estava ali. Tirei o tênis e a camiseta preta, jogando em algum canto e me deitei ao seu lado, a abracei forte e ela não se moveu, passei a mão no seu rosto desde a testa até o queixo, ela respirou fundo. Ah! meu Deus, por que ela era tão linda? Olhei o relógio na cômoda ao nosso lado, 00:01. Meu aniversário era hoje e meu presente se concentrava ali, ela. Beijei sua testa e me permeti a descansar os olhos.


Pov Martina Stoessel.

Acordei com certa dificuldade, pelo sol entrando na sacada. Lembrei de ter deixado a cortina aberta para ver as estrelas. Bocejei e senti uma mão na minha cintura, logo depois uma perna entre as minhas, olhei já imaginando quem seria. Sim, era ele. Então não era tudo imaginação? Sorri passando a mão na sua bochecha, ele sorriu de leve.

— O aniversariante mas lindo do mundo tá acordado já?

— E mas gostoso também. — Gargalhou ainda de olhos fechados.

— Sorte a minha então não é? Por ele estar do meu lado.

— Não..sorte a dele, por ter alguém tão perfeita ao lado dele. — Enfim ele abriu os olhos e se moveu, escorou a cabeça em meu peito.

— Bom, eu nem sei o que falar..já havia planejado, mas te olhando assim, parece meio clichê né? — Ele sorriu. — Feliz aniversário Blanco.. — Com uma das mãos fazia carinho na sua cabeça e a outra passava de leve pela suas costas. — Muita paz, saúde, muito amor..felicidades, vitórias e conquistas! ah e claro..que você continue sendo esse menino de ouro, que apesar de tudo não perdeu seu eu ai dentro..

— Obrigado Tini. — Ele beijou meu ombro e me olhou. — Posso pedir meu presente?

— Ah! Eu já comprei. — Sorri apontando para a cômoda ao lado, mostrando a sacola de presente.

— Ah cara, não precisa disso.

— Ué..e que presente você tá falando? — Ergui uma sobrancelha, ele ergueu a cabeça e olhou para minha boca. Ai meu Deus! Por que ele era assim? — Eita, meu celular tá tocando. — O empurrei de leve me levantando, ele respirou fundo, sai rumo a cozinha para disfarçar que ele havia tocado. Me escorei no balcão, eu não poderia, simplesmente eu não poderia.


Pov Jorge Blanco.

Depois de acordar e ouvir as melhores palavras no meu aniversário, pensei ao certo que ganharia um bônus há mas. Engano meu! Por que ela fugia tanto de mim cara? Se foge é por que gosta, certo? Mas e se ela não gostar? Ah cara! Na boa. Essas coisas de amor e paixão são foda viu?

— Olha o que trouxe para o aniversariante! — Ela entrou com uma bandeja com café da manhã. Sorri.

— Acertou em cheio, tô morrendo de fome.

— Tudo que você gosta! — Me sentei na cama e ela me entregou, pegou a sacola azul claro e me entregou. — Pra você!

— Ah..não precisava, sério!

— Por favor. É o minimo que posso fazer né?

— Você já me deu o melhor aniversário e olha que o dia mal começou! — Ela sorriu.

— Abre! — Desfiz o laço branco, primeiro um boné azul, como eu gostava.

— Você me conhece mesmo né?

— Lógico que sim, continua..tem mais! — Coloquei a mão dentro e puxei uma blusa branca, com alhuns detalhes.

— Que massa cara! Gostei, gostei..

— Ai que alivio!

— Tava com medo que eu não gostasse? — Ela concordou mordendo os lábios. — Ah para! Qualquer coisa vindo de você, eu gosto. — Sorriu sem graça. — Mas eu não desisti do meu outro presente..

— Ah..Blanco! toma seu café, vai esfriar. — Ela se levantou e foi até o guarda-roupas.

— Você vai almoçar comigo hoje não é?

— Almoço em familia? — Concordei enquanto mordia um pedaço do sanduiche. — Não sei se devo então.

— Ah Tini, para né? Você faz parte da familia já.

— Então tá! — Sorriu. — Na sua casa?

— Não..na minha chácara.

— A gente vai que horas?

— Bom, quando eu terminar o café, vou pra casa, se quiser ir comigo já..

— Ah, então vou sim! A gente volta que horas?

— Não sei! Mas a gente volta hoje mesmo.

— Então vou me arrumar! — Ela foi para o banheiro.


Poov Martina Stoessel.

Enquanto tomava banho Blanco não saia da minha cabeça. "Não desisti do meu outro presente." Ai, eu estava ficando louca já! Sai de baixo do chuveiro e fui para o quarto, ouvi a tv da sala ligada e gargalhadas dele. Me vesti.

— Pronta.

— Uau, que isso? — Ele me olhou dos pés a cabeça.

— Gostou?

— Gostei, gostei demais da conta! — Ele se levantou e veio até mim. — Quero meu presente!

— Ué.. — Minha respiração falhou quando ele colou seu corpo ao meu. — Mas, mas.. tá lá no quarto!

—Não tá não..tá bem aqui! — Ele tirou meu óculos, estremeci. — Eu quero, e quero agora!


— Blanco..

— Eu quero.. — E seu celular começou a tocar, ele respirou fundo e se afastou de mim. — Oi mãe! — Enquanto ele falava com ela, lavei a louça me recuperando do que quase ia acontecer a minutos atrás. — Ela quer que a gente vá logo, bora?

— Vamos sim! — Peguei a chave do meu carro enquanto ele pegava suas coisas no quarto, desliguei a tv e fui o esperar na porta.

— Acho que a galera deve tá lá já! — Ele saiu do meu quarto com uma mochila nas costas, colocando o óculos escuro.

— Quem vai tá lá mesmo?

— Ah, galera da banda, produção.. — Enquanto eu fechava a porta ele chamou o elevador.

— Hum, tipico churrasco, bem sua cara. — Ele sorriu, aliás, foi sorrindo o caminho todo até sua casa. Chegando lá, Esmeraldo se jogou nos braços do filho, enquanto o abraçava desejava votos de felicidade meia chorosa, e não foi diferente do Carlos, que apesar de der um pouco privado, não escondeu a emoção ao falar com o filho. Lodovica fazia graça para pararem com aquele chororo todo, porém, ela também chorou.

— Mãe o Jorge tá demorando muito! — Fran reclamou ao meu lado, no carro, enquanto Carlos sintonizava em alguma rádio.

— Calma filha, você sabe como ele demora pra se arrumar né? — Ela sentou-se na frente, ao lado do marido.

— Cheguei familia, partiu pra chácara! — Blanco entrou no carro, Lodovica ergueu as mãos dando graças a Deus, arrancando risada de todos nós. — Tô gato não tô? — Sorri enquanto o olhava, ele vestia uma bermuda taquetel branca, camiseta sem manga, preta com algumas palavras em ingles branca, chinelo de dedo preto do mesmo tom do óculos escuro e boné vermelho.

— Tá, aliás, você é!

— Sei não ein? — Carlos riu dando partida, todos sorriram e falaram"hum", como se já não bastasse isso para me fazer morrer de vergonha, Blanco piscou para mim.

— Ai gente, para né? — Comentei rindo.

— Bom, eu vou colocar meu fone por que a viagem não é tão rápida. — Lodo fez o que disse e escorou a cabeça no vidro. Carlos e Esmeralda começaram a conversar sobre algo, e Blanco começou a me encarar e sorria do nada.

— O que foi? — Sorri.

— Nada..só é muito bom ter você aqui! — Apertou minha mão, sorri e escorei minha cabeça em seu ombro.

— Também gosto de estar aqui! — Ele escorou o queixo sob minha cabeça e apertou minha mão firme, fomos de lá até a chácara assim, ele me contava sobre seus aniversários passados.

Os que eu não estive presente nesses anos. E eu contava os meus. Chegamos lá por volta de quarenta minutos, era impecávelmente lindo. Depois do portão ser aberto, foi possivel ver um lago grande, no meio dele um chapéu de palha, olhei para o outro lado, arvores e mas arvores, foquei na frente. Uma casa de dois andares, com estilo de fazenda, ao redor uma área enorme, piscina ao lado e do outro vários carros estacionados.

— É que saudade daqui . — Blanco desceu primeiro, em seguida me ajudou a descer. — E ai, o que achou?

— É lindo!

— Precisa ver o por do sol do chapéu de palha, e o pomar então? nossa! — Ele entrelaçou nossas mãos e andamos rumo a casa em passos lentos, todos estavam sentados em uma mesa enorme de mármore, com uma mesa repleta de coisas. Pareciam nos esperar para tomar o café da manhã.

— Chegou o patraaaaaaão! — Facu pulou em cima dele. — Parabéns véi, muitos anos de vida pra dar muito pagamento pra mim, ainda. — Todos gargalharam.

— Nossa, que meigo você né testa? só pensa em você! Valeu cara. — Pouco a pouco os outros se levantavam e vinheram até ele, Jorge me apresentou um a um, eram uns amores, mas ainda do que imaginava.

— Vem tomar café Martina! — Mercedes me puxou me fazendo se sentar ao seu lado. — Tem de tudo um pouco, tenho certeza que gosta de alguma coisa.

— Ah, academia, amanhã você me consome. — Sorri pegando um pão de queijo e ela riu. Em seguida Blanco se sentou na ponta da mesa, tomamos café enquanto ele abria os presentes que havia ganhado. Ficamos naquilo por umas duas horas, era incrível a energia deles, eram uma verdadeira familia.

Depois de tirarmos fotos, os homens foram para a churrasqueira perto da piscina, enquanto nós mulheres fomos para dentro fazer o almoço.

— Tini, não precisa! — Esmeralda tomava a faca da minha mão.

— Ah não Meeh, deixa vai? — Ela respirou fundo e sorriu concordando.


Pov Jorge Blanco.

— Nossa cara, essa Martina é gata demais ein? Tá loco! Juliano falou enquanto eu e ele acendiamos o fogo.

— Fala isso não Juju, o patrão tá gamado. — Todos riram.

— Ah Facu, vai catar fruta ali vai. — O encarei sério, mas em seguida ri.

— Ê Jorgim tá mesmo? — Marco tirou o chapéu e colocou na minha cabeça.

— Se eu tô, ou não tô eu não sei. Mas hoje vai! — Gargalhei com eles. — Vou lá dentro pegar a carne galera!

— Vai lá Jorge, aproveita e traz uma bebida pra nós.

— Pó deixar! — Passei pela Ludmila que pegava uma mochila no carro. — Aôh Mechi.

— Oi Jor! — Ela me abraçou de lado. — Nem acredito que você tá ficando velho, de novo.

— Velho nada, eu tô gostoso! — Ri com ela. — Cadê a Martina?

— Na cozinha com gente, ajudando.

— Ih é? — Ergui as sobrancelhas. — Boa pra casar essa né?

— Jorge .. — Ela sorriu me puxando para o sofá. — Posso te perguntar uma coisa?

— Lógico que pode.

— Tá gostando dela não é? — Meu sorriso se desfez e respirei fundo. — Eu sei que tá.. e sei também que tá sofrendo com isso tudo aqui dentro!

— É Mechi, você me conhece igual uma mãe.

— Jor, por que você não diz logo pra ela? Não sei.. desabafar vai te ajudar.

— Por que eu to com medo, tô com medo de que ela não goste de mim como eu que gosto dela, tô com medo que ela se afaste de mim, medo dela ir embora e me deixar de novo, eu não suporto isso de novo cara, pra mim não dá! — Senti meus olhos se encherem de lágrimas, respirei fundo. — Medo das minhas fãs, medo de tanta coisa.

— Jor..primeiro, ela gosta de você, tá na carinha dela! Segundo se ela gosta mesmo, não vai se afastar, não vai embora, não vai te deixar, terceiro, suas fãs são ciumentas mas querem te ver feliz. — Ela tocou meu rosto. — Vai ser feliz menino, vai..

— Cê acha que..

— Eu tenho certeza! — Ela sorriu, a abracei.

— Valeu Mechinha, hoje vai então!

— Vai sim, agora vamos lá na cozinha por que já já vão sentir minha falta.

— Bora lá! — A abracei de lado e fomos, cheguei lá Martina chorava enquanto cortava uma cebola.

— Martina! — Tomei a faca das mãos dela.

— Blanco, é só cebola!

— Mas tá chorando do mesmo jeito, ôh mãe!

— Eu falei filho, mas do que adiantou?

— Nada! — Candelária e Lodovica falaram juntas e as outras riram.

— Eu corto, vai.. — Esme pegou a faca. — Pode ir gente! — Ela piscou para mim, concordei.

— Deixa só eu pegar.. — Peguei o que Juliano pediu, estava em cima do balcão, e me virei para ela. — Prontinho!

— Então vamos! — Ela deu espaço para mim ir para o seu lado. — Gostei daqui.

— É massa né? Gosto demais daqui! mas tarde bora fazer um churrasco brasileiro, já comeu?

— Nunca! É bom?

— O melhor! — Afirmei entregando para Juliano. — Vou te mostrar melhor, vem cá! — Segurei sua mão, vi a galera segurando o riso, mas eram bestas viu? Neguei sorrindo.

— Já estão fazendo? — Ela apontou para a carne já montada no espeto, cravada no chão e meu pai ao lado olhando com Marotti(Empresario).

— Sente o cheiro, sente..

— Hum, é bom!

— Agora não tá bom ainda, mas..daqui a pouco já pode comer! — Ela concordou olhando em volta.

— Me leva lá? — Olhei para onde ela apontava, o chapéu de palha no meio do lago.

— Ah, bora lá!

— Faz tempo que você comprou aqui?

— Não muito, um ano, acho!

— Já comprou assim? Desse jeitinho?

— Não am.. — Ham? Como assim eu ia chamar ela de amor? — Não comprei assim não! mandei fazer a maioria das coisas, por que queria do meu jeito.

— Ficou muito legal, sabia? A casa, a piscina, ah tudo né?

— Gostou né? — Sorri enquanto pisava na passarela que levava a onde ela queria ir, no chápeu.

— Gostei.. ai! — Ela apertou minha mão forte. — Eu acho que tenho medo disso! — Gargalhei.

— Você é medrosa! — A abracei de lado.

— Ah..você sabe como sou né? — Ela me apertou firme e chegamos a onde queriam-os. Ela se sentou no banco, me deitei nele, escorando a cabeça em sua perna. — Aqui é muito lindo! — Ela olhou para os lados sorrindo. — Muito.. — Já falei o quanto ela fica linda sorrindo? sério, já falei? Pois é! Foi inevitável não sorrir também. Ela me olhou toda boba. Levantei uma das mãos com cuidado e levei até seu rosto, ela fechou os olhos.

— Tini.. eu quero te falar uma coisa.

— Hum? — Ela me olhou, e levou uma das mãos até meu rosto, passando desde a testa até o queixo. Enquanto eu criava coragem, ela me olhava firme. -
— Eu..é difícil de falar, mas..

— O que é difícil? — Ela ergueu as sobrancelhas.

— Martina, cara.. lá vai! — Estufei o peito para falar.


— É que eu tô gos..perai, por que meu olho tá ardendo? Ai! Meu olho tá ardendo!

— O que? Blanco? Tá tudo bem? como..ai meu Deus! Minhas mãos. Você me apresou tanto que esqueci de lavar minhas mãos. A cebola, ai Blanco, me desculpa!

— Ai, tá ardendo demais cara!

— Vem, vem, vem, bora lavar seus olhos antes que se irritem mas! — Me levantei o puxando junto comigo, corremos até a casa. — Deita aqui no sofá que vou pegar tá?


Pov Jorge Blanco.

Concordei respirando fundo. Droga cara! Quando eu tava quase lá meu olhou foi arder, confesso que se não doesse tanto eu tinha ignorado, mas..

— Pronto! — Ela chegou com uma caixinha branca de primeiros socorros. Se ajoelhou frente a mim. — Já vai passar. Fecha os olhos!

— Já tá passando um pouco. — Fiz o que ela pediu e ela começou a passar um algodão molhado.

— Ai Jorge, desculpa, de verdade. Esqueci de lavar as mãos naquela hora!

— Não tem problema. Fica tranquila!

— Mas o que queria me falar naquela hora?

— Bom..é que, ah cara!

— Blanco? — Ela ergueu as sobrancelhas.

— Eu vou falar, calma Jorge, vai! Você consegue cara. — Ela gargalhou. — Eu tô gos..

— Filho? — Minha mãe, respirei fundo.

— Oi mãe!

— A Tini me falou, passou já?

— Já, ela limpou com..com o que mesmo?

— Soro!

— Isso ai!

— Ai que bom, deixa eu ver o olhinho! — Ela tocou meu queixo olhando, gargalhei com Martina. — Vai melhorar! Bom, te chamei por que tem um presente pra você.

— Ué, mas vocês já me deram e o combinado e que as minhas fãs mandariam pra central, não era?

— Aham, mas esse é especial demais! — Me entregou um envelope. Olhei para Martina.

— Ih, eu não sei de nada viu? — Sorri abrindo o envelope.

"Jorge, parabéns menino! Que Deus lhe proteja, guie e ilumine sempre, suceso e mais suceso sempre.

Até mas tarde! Alex"

Era impossível não abrir um sorriso com aquilo que acabei de ler. Um dos meus melhores amigos que eu não vejo a anos me falando aquilo? Espera..até mas tarde?

— Mãe? — Ergui as sobrancelhas.

— Bom..vou ser direta! — Ela sorria toda boba. — Ele vai fazer show hoje em Buenos Aires e reservamos uma área vip só pra gente aqui. — Ela fez um circulo, demonstrando todos que estavam lá.

— Ah não cara! É sério isso? meu Deus do céu cara! — Me levantei e a abracei com tudo.


Pov Martina Stoessel.

Era nitida a felicidade do Blanco , tão nitida que com os gritos dele, todos correram para ver o que era, e olha só, começaram a gritar também.

— Bora pra piscina? — Lodo não esperou minha resposta, que obviamente seria sim, já que o sol lá fora já estava quente e já saiu me puxando pela escada. Entramos na sexta porta, havia duas camas de solteiros, a tv de plasma estava desligada, porém o ar-condicionado ligado. — Se quiser por suas coisas no guarda-roupas.. — Ela apontou.

— Ah, depois coloco. — Sentei na cama com o jogo de edredom e almofadas brancas, abri minha bolsa e peguei meu biquine branco, a saída de banho colorida, o chinelo vermelho e o óculos do mesmo tom.

— E ai? — Lodo saiu do banheiro, acho. Vestia um biquíni azul água e uma bermuda jeans branca.

— Tá linda! — Sorri entrando da onde ela havia saido, é, era um banheiro. Depois de me despir e passar o protetor me vesti. — Pronto!

— Ual! Assim o Jorge infarta.

— Ah Lodooo, não começa! — Ela revirou os olhos.

— Espera pra ver então, espera!

— Ai Lodo, a gente é só amigos, não viaja.

— Então tá..agora vem! — Ela me puxou para tirar a foto, e ela tirou.

— Também quero!

— Assim que chegar em casa passo as fotos pro computador, ai te passo tá?

— Tá bom, agora vamos descer, por que o sol tá nos chamando! — Ela riu concordando e descemos. Passamos pela sala, aonde Mechi estava com Cande.

— Foto, foto, foto! — Lodo ergueu a câmera e tiramos.

— A Lodo dá a vida por fotos. — Cande comentou sorrindo.

— Imagina, odeio foto, eca. — Lodo fez careta e rimos.

— Que corpão ein vocês duas? ah no nosso tempo em Cande?
(elas são mais velhas ok?)

— Mas olha, até parece né Mechi? Você e a Cande estão super inteironas ai. — Elas fizeram pose e ri com Lodo. — Agora deixa a gente ir pra piscina, apareçam lá viu?

— Vão sim! — Lodo me puxou.


Pov Jorge Blanco.

— Ô Facu, me passa a carne ai! — O cutuquei, estavamos sentandos na beira da piscina, depois de me jogarem dentro dela com tudo, enquanto os outros diziam tentar assar a carne.

— Pega ai cara. — Levei até a boca. -

— Essa é da boa!

— Boa? Boa é aquilo ali, meu pai! — Ele levou o óculos até a ponta do nariz e mordeu os lábios, olhei para onde ele olhava. Lodovica e Martina só de biquini prontas pra entrar dentro da piscina. As curvas do corpo dela, as coxas, a.. não! Melhor não falar nada. Olhei novamente e me engasguei na hora. Por que ela fazia aquilo comigo cara? Que corpão, que mulherão!

— Calma Jorge, respira, levanta os braços! — Fiz o que ele pediu enquanto batia nas minhas costas.

— Mas gente.. — Minha voz saiu rouca, forcei. — Ham, ham! agora sim. Mas gente pra que isso tudo?

— Na minha cama por favor. As duas!

— Ah é.. — Sorri admirando Martina, até me tocar. — CARA, TÁ MALUCO? — Dei um tapa na sua orelha e ele riu. — Deixa minha irmã em paz! — Bufei. — E a Tini, bom.. — Sorri. — Ela já é minha! — Pisquei me levantando.

— Tá apaixonado patrão, ê laiá.

— Cala boca cara! — Dei um pulo e estralei os dedos. — Agora vai!

— Vai o que Jorge?

— Agora vai, é agora que ela é minha! — Virei o pescoço, estralando, bebi mas um gole da minha bebida e fui. — E ai meninas!

— Nossa, esqueci de passar protetor! — Minha irmã falou saindo, deu uma piscadinha para mim e foi para dentro.

— Lodovica ! Ah não disfarça não. — Ela fez careta. — Sua irmã é artista. — Ela se virou para mim e focou meu olhar curioso. — O que foi?

— Seu corpo..ah, ham? Nada! Bora entrar?

— Tá gelada?

— Deixa eu ver! — Tirei a blusa molhada e me joguei dentro novamente.

— Ai tá gelada, espirrou água em mim!

— Anda Martina, tá uma delicia.

— Não Blanco, vou ficar com frio.

— Eu te esquento, anda ! — Ela se sentou na beiradinha.

— Deixa eu ver, calma.. se tiver muito frio eu não entro. — Pós o pé dentro e eu gargalhei. — É..até que..

— Vamos am.. — Amor, de novo? eita! — Vem. — A chamei com a mão e me aproximei. Peguei em sua cintura, enquanto ela pós as mãos no meu ombro, a levantei e ela sorriu.

— Eita nós patraaaaaaaão! — Marco zoou de longe.

— Tá uma delícia mesmo. — Ela disse quando mergulhou e subiu de uma vez, tirei a água do seu rosto com os dedos, ela me olhou sem graça. Só então percebi nossa aproximação. Me aproximei mas ainda, deixando meu corpo colado ao seu, ela encostou sua testa na minha. — Blanco..

— Oi.. — Minha voz quase não saiu, é. Beijei seu ombro de leve.

Ela encostou a testa na minha e fechou os olhos, senti sua respiração acelerar em uma velocidade. Fechei os olhos e toquei seus lábios com o maior cuidado do mundo, até ouvir um gemido e ela se afastar. Ah não! O que era agora? Não deu nem pra começar o beijo cara.

— Ai! — Ela reclamou de algo. Porra, eu beijava tão mal assim? Claro que não! Ninguém beijava melhor que eu cara.

— Fooooi mal Martina , caramba cara! Eu te machuquei? — Olhei em volta tentando entender o que era, Facundo com uma bola nas mãos e ela com a mão na cabeça, fazendo careta.

— Não..ai, tá tudo bem! — Ela se afastou e foi para a escada.

— Filho de uma mãe, eu vou te matar! — Pulei em cima dele o afogando, na brincadeira claro, se bem que eu poderia matar ele já né? Já que ele havia conseguido estragar o momento.

— Uou, calma Jorge! — Ele gargalhou. — O que foi?

— Na hora que ela baixa a guarda, você vai e consegue acabar com o clima. Facu, sai daqui, é sério. — O empurrei, olhei para os lados e Martina estava indo para dentro da casa, com a mão na cabeça. — Cê machucou ela, carai! — O afoguei mas uma vez e corri para a beira da piscina.

— Jorge! Foi sem querer! — Ele fez voz manhosa. — Eu juro! — Afirmou e ficou calado. — Você vai tirar aquele aumento? — Virei para ele olhando feio, em seguida gargalhei. Por fim corri até a casa.

— Cadê a Martina? — Perguntei para Lodo sentada no sofá com o celular nas mãos.

— Ela subiu.. mas, o que? Não aconteceu?

— Não, o Facu conseguiu estragar!

— Perai, vou matar ele e já volto! — Ela correu para fora, ri subindo as escadas.


Pov Martina Stoessel.

Meu Deus, Blanco ia me beijar, ainda senti o toque dos seus lábios, mas..ai, senti minha cabeça latejar com uma batida na porta.

— Entra! — Falei me jogando na cama.

— Tini, se machucou? — Blanco entrou com um saquinho de gelos nas mãos.

— Não, só tá doendo um pouco. — Mordi os lábios.

— Toma aqui, vai melhorar. — Ele se sentou ao meu lado e colocou em cima. — Tá melhor assim?

— Um pouco! — Bocejei.

— Vai passar..


Pov Jorge Blanco

Ela concordou com a cabeça.

— Escuta.. — Respirei fundo e olhei pela janela, para as arvores lá fora, não queria perder a coragem. — Sobre o que aconteceu na piscina, eu..sei lá..deu vontade sabe? aliás, tô com vontade faz dias já, desde que você voltou, eu..Martina , eu acho que gosto de você, eu acho nada, eu tenho certeza. — O silêncio pairava no ar. — Não vai falar nada? — A olhei e ela dormia. — Ah, que legal.. — Ri sozinho.

Quando consigo falar o que eu quero, ela dorme, muito legal. Respirei fundo, peguei o edredom e joguei por cima dela, já que o ar estava ligado e ela estava molhada e só de biquine e uma coisa que esqueço o nome, ah..é, canga, sei lá. Algo assim! Me deitei ao seu lado. Fiquei a olhando dormir enquanto passava a mão no seu rosto. Como a vida é incrível não é? Quem diria que eu me apaixonaria pela minha melhor amiga de infância? Eramos tão próximos, ai ela se foi, perdemos contanto depois
que comecei a carreira, pela correria ser grande.


Flash Back On

Eu não quero que você vá! — Eu falava meio sem rumo, no aeroporto.

— Eu também não quero. — Ela soluçava de tanto que chorava.
— Promete que um dia vai voltar?

— Prometo! — Ela se abraçou e se foi.

Flash Back Of


Porém, a sua promessa de anos atrás havia se comprido.

— Blanco?

— Oi? — A olhei.

— Acabei cochilando. Desculpa!

— Não tem problema.

— Tá frio né aqui né? — Falou olhando par o arcondicionado. — Vamos descer! — Ela se desembrulhou e foi para frente do espelho arrumar a canga. Fiquei ao seu lado.

— Foto pras minhas fãs vai! — Peguei o IPhone.

— Blanco..

— Para, elas amaram você! chega junto! — A abracei por trás, sorrimos e tirei.

— Elas vão morrer com você sem blusa. — Ri.

— É por isso que você vai tirar uma só minha do corpo todo. — Passei o celular para ela. Olhei em volta, fui para frente da parede branca, fiz belezinha com uma mão e mordi os lábios, só para provocar elas.

— Prontinho! Bora descer vai. — Enquanto ela ia na minha frente eu postava as fotos.

"Pras minhas vidas, hahaha"

Em seguida da Tini

"Olha quem tá aqui, lindona! @TiniStoessel."

Li algumas replys, desejando feliz aniversário entre outras, as fotos todas iguais, tão bonitinho cara. Já falei que elas são fodas?

"Amores, tô lendo o que posso, mas tarde entro, leio mas e responder vocs tá?"

"tô aqui na chácara com a galera, queria tds vocês aqui comigo, mas tão no meu coração viu? amo vocês demais mesmo!!"


Pov Martina

Descemos e se juntamos aos outros na piscina, em seguida veio o almoço, que estava uma delicia, passamos o resto da tarde jogando vôlei dentro da piscina, Blanco não havia tentando me beijar novamente, e eu só via um motivo para aquilo. O fato de não estarmos só. Se bem que os olhares dele, sobre mim, quando estava apenas de biquíni não enganava ninguém e aquilo me deixava sem graça, mas tudo bem não é mesmo? rs. Tomei um banho as 17:00 da tarde, sequei meu cabelo, me vesti.

Arrumei minha bolsa e desci, Blanco estava no twitter respondendo as fãs.

— Olha quem chegou amores! — Ele me puxou para o seu colo, olhei sem entender. — Twitcam pra elas!

— Ah sim, oi galerinha! Como vocês tão?

— Elas acharam nossa foto linda e pediram mas!

— Ah! Gente, a Lodo passou o dia com uma câmera nas mãos, quando ela chegar em casa..não, ela vai sair. Amanhã, ela passa e posto no twitter pode ser?

— Isso aê, hoje a noite a gente vai pra um show do Alex . — Seus olhos brilharam e eu sorri. — Mas então galera, a gente tá indo agora..

— Beijo pra voooooooocês! – Marco passou por trás e fez coração, rimos.

— A gente tá indo pra casa agora, foi bom ficar aqui com vocês nesse dia tão importante pra mim viu? Só tenho que agradecer, agradecer e agradecer a vocês por tudo, como eu falei, vocês não sabem como é bom ter pessoas maravilhosas assim do nosso lado, e vocês são essas pessoas viu? — Ele fez bico. — Amo vocês!

— Beeeeeeeeijo! — Fiz bico e soltei dois beijinhos, Blanco beijou meu rosto e desligou. — Aê! Agora vamos não é

— Vamos! — Ele desligou o not, colocou na mochila e me abraçou de lado. — Deixa eu levar sua bolsa.

— Tá pesada..

— Por isso mesmo sou cavalheiro! — Ele riu a pegando.

— Vamos, só falta vocês! — Lodo gritou do lado de fora.

— Falow cara! — Blanco fez joinha para o homem que faria a limpeza da nossa bagunça. Ele havia me contado que era quase um caseiro, já que todos os dias ia lá, cuidar da limpeza e de tudo. Entramos no carro, Esmeralda e Carlos comentavam o resultado positivo da festa, Lodo via as fotos, e Blanco parecia ansioso, mas preferi não falar nada sobre o assunto. Conversamos sobre bobagens e coisas nada haver a rota de volta para casa.

— Me deixem aqui! — Falei olhando o prédio.

— Não vai lá para casa? — Blanco fez bico.

— Não.. minhas roupas tão lá, mas a gente se encontra lá, pode ser? — Ele concordou com a cabeça. — Beijo! — Beijei seu rosto e da Lodovica . — Até mas tarde gente!

— Eu passo aqui umas 22:00 horas, pode ser?

— Pode! beijo gente. — Desci e fechei a porta, dei um oi para o porteiro e subi. Coloquei minha bolsa no quarto e resolvi fazer uma limpeza no apê, já que não havia limpado ainda hoje.


Pov Jorge Blanco.

— Jorge, nada? — Minha irmã me olhou curiosa, assim que entramos em casa.

— Nada, nada.. — Respirei fundo. — Mas ela quer cara, eu percebo isso

— Todo mundo percebe né? Vai pra cima Jorge, desempaca, sei lá. — Ela riu. —

— Aonde você anda aprendendo essas coisas ein? Lodovica, Lodovica .. — Ri.

— Ah, cala boca! — Ela jogou uma almofada em mim.

— Relaxa, ainda hoje vai! Só falta isso pro meu aniversário ficar completo.

— Como assim?

— Hoje vai! Apenas isso pra falar!

— Você me falou isso, umas.. sei lá, cinco vezes?

— Hoje é certo, por que eu sei que ela também quer. Pode chover gelo, dinheiro, mas vai, tô te falando! — Ri me levantando e dando de ombros. E não menti, hoje ainda IA! Só poderia dá essa certeza.

Resolvi dormir, já que estava cansado e a noite seria longa não é? E assim fiz.


Pov Martina Stoessel.

Limpei todo o apê, não estava com coragem de fazer o jantar, então pedi uma pizza, comi assistindo bob esponja e me achando uma criança por ainda rir com aquilo. Meu celular alarmou, já era 21:00 horas? Corri para o banho, cerca de dez minutos depois sai, me sequei, vesti um roupão branco, fui para frente do espelho enorme, pentei meu cabelo, em seguida peguei o baby lis, e enrolei as pontas, deixando o mas natural possível. Me maquiei dando realce mas aos olhos preto com glitter e a boca vermelha, me vesti.

Me olhei no espelho e gostei do que vi. Passei perfume e meu celular vibrou na minha carteira, olhei, sms do Blanco.

"Tá atrasada dois minutos! Tô aqui em baixo.."

Ri baixinho, desligando a tv do meu quarto, em seguida a luz, e por fim fechei a porta do apê, chamei o elevador, já que estava demorando, resolvi responder.

"Desculpa por isso, tô chegando!"

O elevador chegou, entrei, um homem bem arrumado não parava de me olhar, o que me deixou sem graça, dei graças a Deus quando desci para o estacionamento.

"Esquece o que eu falei.. compensou cada segundo de demora! hahaha "

Reli o sms sem entender, até um carro buzinar, olhei era ELE. Antes de chegar até a onde estava, ele desceu e gentilmente abriu a porta do seu porshe para mim. Estava tão lindo, vestia uma calça escura, coturno bege, a blusa e o boné que havia lhe dado. Além de cheiroso que até as flores invejavam.


Pov Jorge Blanco.

Caramba cara, por que ela era tão linda assim? a abracei guardando seu perfume para mim, beijei sua testa em seguida.

— Que linda que você tá!

— Você também, aliás.. a blusa ficou linda em você.

— Ah! Gostou? Eu gostei demais também!

— Tá lindo! — Ela tocou no meu boné, meio virado para o lado.

— Bora que já já começa! — Ela entrou, fechei a porta e entrei também, dei partida e ela me olhava intensa. — O que foi?

— Nada..é só que.. ah! — Gargalhou. – A Gente ta indo pro show de um cara que você não vê a anos..

— Eu sei, eu tô nervoso pra caramba, não importa quantas vezes eu veja eles cara, vai ser sempre assim! — Fomos o caminho todo falando sobre eles, eu contava das vezes que cantamos juntos, quando gravamos programas juntos e também os encontros sem ser profissionais, ela parecia gostar de ouvir tudo aquilo, já que estava atenta a cada palavra.

Assim que chegamos no local do show, Nicolas nos aguardava no estacionamento, subimos pela entrada de emergência, já que dali a dez minutos, o show começaria e não queria causar tumulto. Martima ficou surpresa assim que falei que iriamos passar no camarim dele rapidinho, e assim fizemos, depois de abraços, brincadeiras e gargalhadas, tiramos a foto juntos e seguimos para a onde ficariam-os já que a minutos começaria o show.

— Eles gostaram de você! — Falei e ela sorriu.

— Ele é um amor!

— São sim, foda pra caramba. Falar nisso, vou postar nossa foto já. Peguei o IPhone do bolso, selecionei a foto.

"Olha o presentão que ganhei de aniversário mores!! Tô feliz demais com eles aqui! :D"

— Blanco, é aqui? — Ela me cutucou, olhando para cima, olhei concordando, subimos uma escada e chegamos. A galera tava toda lá já.


Pov Martina Stoessel.

— Vou aqui Blanco! — Falei soltando nossas mãos, entrei no banheiro e Lodovica retocava a maquiagem. — Aê, adivinhando meus pensamentos é?

— Também? — Sorriu.

— Aham! — Peguei o batom da carteira. — Chegou faz tempo?

— Um pouco, por que queria ver ele no camarim.

— Ai, eu também fui, é um amor né

— Super! — Guardei o batom na carteira e comecei a passar perfume. O silêncio pairava no ar, o que não era normal, já que eu e Lodo conversávamos mas que dez pessoas juntas.

— Martina.. — A olhei. — Por que você foge do Jorge ?

— Lodo, não é assim!

— Cara, para! É assim, sim. Viu o sorriso dele hoje já? Aliás, desde que você chegou? Viu o jeito bobo que ele tá lá fora te esperando?

— Você não entende Lodovica.

— Não, você não entende. Ele te ama cara e você também. — Ia falar e ela protestou. — E nem adianta vim com esse papinho de "somos só amigos" por que pra mim isso não cola.

— Tá, e você quer que eu faça o que? Fique com ele pra no dia seguinte as fãs dele me matarem e o julgarem?

— Martina. — Ela gargalhou. — Você não entende mesmo.. elas gostam de você, se não gostassem não te suportariam perto do meu irmão. É claro que tem aquelas que não gostam, mas isso é normal.

— Lodovi...

— Não..você não tem que falar nada pra mim, tem que falar pra ele. — Ela apontou pra fora. — Desculpa se tô sendo chata, mas é que não tô suportando mas ver meu irmão sofrer.

— Sofr..sofrendo, como assim?

— Olha, eu não posso falar mas nada, só pensa no que você realmente quer tá bom? — Ela beijou meu rosto e saiu. Travei frente ao espelho, como assim o Blanco sofria? Será que tanto quanto a mim por estar distante dele? Sinceramente? não sei nem o que pensar. Abaixei a vista, quando levantei Blanco estava escorado em uma das cabines sorrindo, mas o desfez assim que viu meu rosto confuso.

— O que foi? tá tudo bem? não tá se sentindo bem? — Ele tocou meu ombro curioso e preocupado, apenas o abracei, ele pareceu surpreso mas correspondeu. — Ei..

— Eu tô bem sim.. — Me soltei dele e sorri. Ele ergueu as sobrancelhas. — Vamos lá pra fora, o show vai começar! — Entrelacei nossas mãos e fomos, era bem sigiloso, já que era todo protegido por vidro fume, havia um bar no canto, no outro lado sofá, cadeiras, almofadas grandes, e ao nosso lado uma mesa repleta de bebida .

— Eu vou pegar alguma coisa pra beber, você quer?-Discordei, olhei em volta, todos conversavam e riam. Lodo piscou para mim sorrindo. — Pronto! — Ele voltou com um copo de bebida e levou até a boca.

— Boa noite Buenos Aireeeeeeeeees! — Olhamos para o palco, ele subia. Blanco foi ao delirio e eu também, o show deles era incrível, interagiam muito bem, cantaram seis músicas, e eu acompanhava todas, assim como Blanco ao meu lado, que já havia bebido três copos de vodka, mas estava normal.

— Vou aqui pegar outro copo! — Ele se virou, seguei seu braço. — Eu tô bem cara, relaxa, é fraquinho e tô bebendo com água também! — Ele riu saindo. Voltei a olhar para o palco.


Pov Jorge Blanco.

Cheguei por trás a abraçando, ela me olhou sorrindo, pousei as mãos na barra de proteção que havia frente a ela, na altura da sua cintura. Provei a bebida que havia pegado, ela amarrou o cabelo em um coque emprovissado, que deixava ela mais linda ainda, se possivel. Beijei sua nuca e ela riu.

— Se arrepiou né? — Falei no seu ouvido, por conta da altura da música, ela fez o mesmo.

— Larga de ser bobo Blanco. — Sorri. Começou outra música, ela ergueu os braços e começou a cantar, e dançava de leve, mesmo com o corpo colado no meu. Sua cintura com leves movimentos entre minhas mãos, suas pernas deslizavam entre as minhas, sua bund..não, melhor não falar nada. Caramba cara! que mulher era aquela? Neguei com a cabeça para disfarçar meus pensamentos, ela se virou de frente pra mim. Meu Deus, por que ela fazia aquilo comigo? — Tô cansada de ficar em pé.

— Quer sentar? — Olhei para os sofás, por serem baixinhos, não daria de ver o palco. — Vem cá! — Coloquei a bebida na barra de proteção, olhei em volta, e várias pessoas estavam sentadas nela, com as pernas para dentro, a ergui com cuidado, mas deixando de frente para mim.


Pov Martina Stoessel.

Seus braços firmes em minha volta, seu cheiro em mim. Ai! Eu estava ficando louca, louca por querer ele, louca por tentar fugir dele. Fiquei frente a ele, ficando abaixo da sua altura pouca coisa. Olhei para os lados, a banda se divertia, e Facu fez joinha pra mim, e apontou para Blanco. Sorri, olhei para Blanco, olhava para o palco. Olhei também.

— Agora, bora aquela do nosso parceiro Jorge Blanco, que tá ali no camarote. — Jorge ergueu o braço sorrindo, apesar deles não o veem, já que era fumê. – Se hay amor y nada mas no es necesario nada, nada mas– Ele parou de sorrir e me olhou. – si hay amor olvidate del calendário nada nada mas..– Respirei fundo o olhando. – donde voy ahi vas me acompanaras – Suas mãos que estavam na minha cintura, me apertaram mais. – donde vayas se ire ..– Ele negou com a cabeça, cantando junto com eles baixinho. – Y Te seguire.– Ele concordou com a cabeça. Minha respiração acelerou. –

— Eu quero você! — Ele falou baixinho. Não devia ter ouvido certo.

— Ham? — Ele se aproximou do meu ouvido, tirou uma mecha do meu cabelo, do meu rosto, colocando atrás da minha orelha. -

— Eu quero você! — O olhei incrédula. Meu Deus! Será que a aquela paixão de anos atrás, não havia morrido nele também? ou melhor..será que era mesmo paixão? Ele olhou para minha boca. Passou a lingua de leve nos seus lábios e se aproximou de mim.

— Ham..não! Blanco, você não sabe o que tá falando, eu.. — Ele me interrompeu.

— Não Martina! Para! — Ele pareceu agoniado. — Eu quero você, eu quero ficar com você! — Meus olhos se arregalaram. — Sempre quis!

Pov Jorge Blanco.

Havia me segurado a noite toda, dias, semanas, desde quando ha vi, aliás, havia me segurado anos, mas aquela música, ela ali na frente. Ah não! Eu tinha certeza que a queria e não por uma noite, como muitas, mas para todas as noites e dias. Não deixei ela responder, a puxei com tudo, fazendo ela descer de onde estava sentada, sua respiração acelerou, toquei meu nariz no dela, ela estremeceu. Selei nossos lábios, ah, aquela boca, tão macia, tão delicada, tão ela, tão minha, aos poucos nossos lábios foram ganhando movimento, ela poz uma mão na minha nuca e a outra no meu rosto. Como ela não havia negado, comecei a agir, apertei sua cintura mas forte e próxima de mim, e a outra, na sua nuca. Pedi passagem para sua boca, ela permitiu. Ouvi algumas pessoas comentando, mas não me importei e nem me importaria.


Pov Martina Stoessel.

Fui pega de surpresa naquela noite, quer dizer..eu não sabia se realmente aquilo tudo era uma surpresa, eu esperava a tempos. Seu beijo, ah! Aquele beijo, de alguma forma me mostrou que a paixão de anos atrás não havia morrido, e sim, era paixão. O cuidado dele, a firmeza dele, o beijo dele. Meu Deus! Que homem era aquele? Ficamos nos beijando por minutos, quando nos faltou ar, encerrei com selinhos. Ele encostou sua testa na minha e permaneceu de olhos fechados.

— Desculpa..desculpa, mas eu precisava. — Ele tocou seu nariz no meu, estava geladinho. — Se não quiser olhar mas pra minha cara, eu vou entender, vai se dificil, mas eu.. — Não o deixei terminar de falar, agora eu o bejei. Como assim, "eu não querer ele?" eu o queria, tanto quanto ele me queria, ou quem sabe até mais.


Pov Jorge Blanco.

Eu jurava que ela negaria, mas não negou. Eu jurava que ela ficaria brava depois, mas não ficou. Eu jurava que aquele beijo, seria o último, mas não foi. Sorri entre o beijo, não conseguia segurar minha felicidade.

— Daaaaaaaaaaaale patrão! — Escutei uma voz atrás mim, reconheci de primeira, era Facundo. Ficamos nos beijando por alguns minutos e encerrei com mordidas.

— Ual! — Ela sorriu.

— Isso foi.. — Respirei fundo atrás da palavra certa, mas não encontrei. — UAL! — Repeti e ela sorriu. Aquele sorriso, ah, por que ela era assim? Tão perfeita? A beijei novamente, dessa vez sem medo algum, por que eu sabia que ela também queria. Lembrei dela ter reclamado que estava cansada, e como eu queria que aquela noite durasse para sempre, a peguei de leve pela cintura e a sentei aonde ela estava novamente, ficamos nos beijando por alguns segundos a mais, e ela escorou a cabeça em meu ombro, com as mãos em volta do meu pescoço. Sua respiração me fazia arrepiar, me arrancando e sorrisos, se bem que não precisava de muito naquela noite, para sorrir mas ainda né?

— Você é um príncipe. — Ela susurrou.

— Você é uma princesa! — Beijei seu pescoço e ela sorriu. Nossa cara! — Eu não conseguia conter meu sorriso, lhe dei um selinho, a beijei novamente e ela permaneceu com a cabeça em meu ombro, quando encerrei, ela respirou fundo. — Tá cansada?

— Só queria que essa noite durasse para sempre. — Ela voltou a se sentar normalmente, pegou meu rosto com as palmas das mãos e beijou meu nariz.

— A gente pode fazer durar, só a gente! — Coloquei uma mexa do seu cabelo para trás, ela me puxou para mas perto, a abracei pela cintura, ela escorou seu rosto no meu, com a outra mão peguei minha bebida e levei até a boca. Ela apenas me olhava. — O que foi? — Ri.

— Você é tão lindo!

— Você é uma princesa, já disse.

— Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeê! — Minha irmã e Facundo chegaram jogando confete em nós dois, que sabe Deus a onde haviam conseguido. — Fala aê gente! — Lodo fez bico.

— Aeeeeeeeeeeê! — Todos gritaram e nós rimos. Eles voltaram para onde estavam.

— Tem aquela também assim óh..que não é nossa, mas é pra acabar de uma vez! – Alex começou a cantar. –Mi corazón busca sin parar una estrella no alto deste mar.. Vaai Galera!


Pov Martina Stoessel.

— ...Agora é com vocês!

— Si pudieras alumbrarme un camino Hasta ti, es posible que te pueda encontrar – Blanvo cantou no meu ouvido, me arrepiei inteira, sorri e o beijei. Como ele poderia ser tão assim? Tão, tão.. tão perfeito? Encerrei quando me faltou ar.

— Tô com sede.

— Você quer beber o que?

— Quero te acompanhar na vodka. — Pisquei e ele riu negando.

— Vou pegar uma ice pra você, é melhor. — Ele me deu um selinho e saiu. Voltei a olhar para o palco, tentando acreditar em tudo que tinha acontecido.


Pov Jorge Blanco.

— Uma ice por favor. — Pedi.

— Dalhee patrão! — Facu chegou zuando.

— Você ê viu cara? Agora foi! — Meu sorriso mal cabia nos meus lábios.

— Ela manda bem?

— Pra caramba! — Ri pegando a bebida. — Vou lá cara, valeu pela força.

— Que isso parceiro! — Ele piscou e eu ri, voltei e entreguei a ela, bebeu a metade em um gole só. — Uol, vai com calma princesa.

— Eu estava com sede, eu disse. — Ela riu me entregando e terminei de beber. — Ah, já vai acabar? — Olhei para o palco a onde ele se despedia.

— Vai, mas a gente vai jantar ainda. Depois te deixo em casa, tá? — Ela afirmou com a cabeça, a abracei por trás.

— Nosso amigo Jorge Blanco que hoje tá fazendo aniversário galera! — Todos gritaram. — Até a próxima Buenos Airees, valeu! — Alex finalizou e as cortinas se fecharam. A galera começou a descer, minha mãe não segurava o sorriso no rosto me olhando com Martina, o que era bom, já que ela sempre teve muito ciúmes.

— Vem Tini. — Entrelacei nossas mãos, ajudei a descer a escada já que ela tava com um salto muito alto. — Ô galera, a gente vai jantar lá no japa né?

— Vamos sim Jorge, eu reservei. — Priscila tocou meu ombro falando. Saimos pela saida de emergência, para evitar agitamento, entrei no meu carro com Martina, na frente a banda ia na van, e atrás de mim, meus pais e minha irmã e por último Nicolas com Facu, Marotti e Priscila.

Eu olhava para Martina e não segurava o sorriso, mal acreditando que tinha conseguido. Ela me olhava tranquila, mas ao mesmo tempo pensativa.

— O que foi? não gostou do show?

— Não..claro que gostei Blanco.

— Então o que foi?

— Suas fãs..elas, não sei.

— Você não quer que elas saibam que a gente ficou, é isso?

— Não, mas é que.. elas mal me conheceram, e ai. — Ela mordeu os lábios.

— Olha, elas torciam por nós.. isso é bem claro, apesar de estranho, já que elas são muito ciumentas. — Ri. — Mas se não quiser que elas saibam, pelo menos agora, tudo bem.

— É melhor assim. — Ela concordou com a cabeça, mas tranquila agora. O sinal fechou, parei o carro, a olhei e lhe dei um selinho, depois outro, outro e acabou se transformando em um beijo. Só me afastei quando buzinaram atrás, meu pai era uma graça.

— Prontinho, japa pra nós! — Parei o carro, frente a onde costumava a ir com a galera, desci e abri a porta pra ela e já fomos entrando já que aquela noite era reservado para nós. Cumprimentei o pessoal e todos nos sentamos em uma de vidro, com várias flores e velas. Bem japonês mesmo.

— Pode mandar servir já? Tô morrendo de fome. — Minha irmã se queixou.

— Pode! Serve ai pra nós companheiro. — Trouxeram três barcos, comemos em uma facilidade incrível, enquanto Lodovica não parava de tirar fotos.

— Até que enfim né? — Mercedes olhou para mim e Martina, dei um selinho nela e todos fizeram "awn".

— Ôh mulher dificil gente, pelo amor de Deus, mas valeu a pena, aliás, por ela vale né?

— Acho que vou vomitar. — Facu zuou. — Isso tá me dando enjôo.
— Ôh Facu, a gente tá comendo, para de falar isso.- Camde riu. Continuamos comendo tranquilamente.

— Pode trazer! — Priscila praticamente gritou, um dos garçons chegou com um bolo nas mãos com as velas acessas. Todos começaram a cantar parabéns.

— Ah não acredito! — Ri, enquanto ele colocava o bolo na minha frente.

— Com quem será, com quem será, com quem será que meu irmão vai casar? — Lodo cantou.
— Vai depender,vai depender,vai depender se a Tini vai querer! — Até minha mãe entrou no clima.

— Discurso patraaaão! — Juliano gritou da ponta da mesa.

— Bom, eu nem sei o que falar, só tenho que agradecer vocês pela surpresa, pela noite, por estarem comigo sempre. E aqui não tem essa coisa de primeiro pedaço não, por que todos vocês são especias demais pra mim!

— Aê! — Aplaudiram.

— Mãe, corta o bolo! — Ficamos lá por cerca de mas uma hora, comemos o bolo e ficamos jogando papo fora, aos poucos foram se despedindo e indo embora. Agradeci a cada um por tudo, entrei no carro com Martina, meus pais e minha irmã vinham atrás. Insisti para que ela dormisse lá em casa, mas negou. — Por favor, bora.. — Fiz bico.

— Hoje não Blanco.

— Você vai trabalhar amanhã?

— Não.. assim, por semana, tenho direito a duas folgas, trabalhei três semanas direto, então tenho direito a seis dias, vou pegar uns dias pra folgar.

— Então por que não quer ir? Já enjoou de mim? — Fiz manha.

— Own meu Deus, que nenem! — Ela me deu um selinho. — Lógico que não Blanco. — Parei frente o apartamento dela e desliguei o carro, e meu celular tocou.

— Oi mãe?

— Você vai dormir ai, ou vem pra casa filho? — Ouvi uma risadinha dela em seguida.

— Eu nem trouxe nada, vou pra casa, já já chego tá?

— Tá bom, beijo! — Desliguei, tirei o cinto, me aproxei dela e a beijei, ficamos assim por minutos, um beijo calmo e doce, porém ela arranhou minha nuca, ai já era. O beijo foi ficando intenso e rápido.


Pov Martina Stoessel.

Meu Deus, que homem era aquele? Ri entre o beijo, que estava pra lá de calmo, senti sua mão se desviar do meu queixo, descendo pelas minhas costas, então decidi encerrar. Sua respiração estava ofegante.

— É..melhor eu ir embora mesmo. — Ele riu e me deu um selinho. — Obrigado pela noite, foi maravilhosa! — Ele me deu outro selinho.

— Amanhã a gente se vê, certo?

— Certissímo! — Lhe dei um selinho e desci, fechei a porta e subi, observei que ele só saiu quando viu que eu estava segura dentro. Ouvi o barulho do motor se afastar aos poucos. Eu não sabia de uma coisa e tinha certeza de outra. Eu não sabia se estava fazendo ao certo. E a certeza que eu tinha é que por ele valia a pena.

Notas finais
Look chacara: http://www.polyvore.com/m/set?.embedder=11428930&.svc=copypaste-and&id=225584655 Look show: http://www.polyvore.com/m/set?.embedder=11428930&.svc=copypaste-and&id=225665814