Pov Martina Stoessel.

Senti um nó se formar em minha garganta. Eu sabia que muitas aceitariam, mas e as que não aceitassem? Eu não poderia pensar muito naquilo, ou ficaria louca.

Jorge:_ Oh mãe, eu vou contar. Uma coisa por vez tá? — Ele pareceu nervoso.

Esmeralda:_ Jorge..

Jorge:_ Eu prometi que iria contar, certo? Não menti. Eu vou contar!

Esmeralda:_ Quando?

Jorge:_ Eu não sei. — Meeh o olhou, ele respirou fundo. — Amanhã, tá? — Outro nó se formou em minha garganta. Então, eu só tinha um dia para me preparar? Ah não! É, eu ficaria louca.

Esmeralda:_ Confio em você, aliás, em vocês. — Ela pegou uma mão das mãos do Blanco e colocou por baixo da minha, sobre a mão dela. Sorriu puramente. — Agora.. vamos tomar café?

Martina:_ Ah, não.. obrigada, mas, eu tenho que ir pra casa. Nem trouxe roupas!

Jorge:_ A Lodo tem milhares de roupas, ela te empresta uma. — Ia protestar, mas Meeh foi mas rápida.

Esmeralda:_ Ele já disse! — Concordou e ele sorriu vitorioso. — Vamos tomar café juntos, pelo menos. — Concordei. — Você tem o mesmo corpo que a Lodo com certeza dar, se quiser ir tomando banho. Eu pego pra você!

Martina:_ Ah, aceito! — Ela sorriu e subiu as escadas, Blanco me puxou colando nossos corpos e encheu meu pescoço de beijinhos. — Amor, para! Seus pais podem ver.

Jorge:_ Nossa! — Ele gargalhou. — E o que que tem? Somos namorados agora!

Martina:_ Ai que lindo, ele falando isso gente. — Lhe dei um selinho. — Mas, vamos subir, quero tomar banho. Quase morro de vergonha, com sua mãe me vendo com sua blusa.

Jorge:_ É.. eu também só que sem! — Ele mordiscou meu lábio inferior, ri me afastando dele, ele entrelaçou nossas mãos e subimos. Meeh saía do quarto da Lodo com uma muda de roupas e um par de sandália nas mãos.

Esmeralda:_ Ela nunca usou, e disse que ficaria bem em você. — Me entregou, sorri agradecendo. — Vou esperar vocês lá em baixo, já já a Lodovica e o Carlos descem também.

Jorge:_ Pode deixar mãe! — Ela desceu sorrindo, toda boba, e ele me puxou para dentro do quarto. — Você viu?

Martina:_ O que? — Dobrei seu edredom, enquanto ele foi no banheiro.

Jorge:_ A cara de felicidade dela! Não tem preço mano.

Martina:_ É amor? Fico feliz! — Puxei o lençol.

Jorge:_ Imagina a Lodo? Vai pirar! — Joguei a coxa branca por cima, em seguida coloquei as almofadas vermelhas. — Ele apareceu na porta do banheiro, com a escova na boca. — Voxê jáo vio?

Martina:_ Amor, tira a escova da boca. — Ele fez careta mas tirou.

Jorge:_ Olha só! — Ele me chamou com a mão, fui até lá, e ele ergueu uma escova de dentes rosa. — Pra você!

Martina:_ Ôh amor! — Ri e lhei dei um selinho, enquanto ele passava o creme dental para mim, amarrei meu cabelo em um coque improvisado e comecei a escovar. Assim que ele terminou, abriu o box e abriu o chuveiro.

Jorge:_ Amor, toma banho comigo?

Martina:_ Não amor, te conheço. — Ri saindo de lá, me sentei na cama e liguei a tv, em torno de dez minutos depois ele voltou, com uma toalha na cintura, e a outra no ombro, os cabelos já arrepiados e seu cheiro inalando no ar.

Jorge:_ Pode ir amor! — Ele me deu um selinho e foi para frente do espelho, fui para o banheiro, lembrei de ter esquecido a roupa em cima da cama, voltei e ele estava frente ao espelho, enquanto terminava de arrumar o cabelo, fazia caras e bocas. Seus rosto bem traçado, seu corpo definido, ah! Blanco era uma espécie de anjo misturado com a beleza de todos os deuses. Peguei a roupa de fininho e voltei para o banheiro. Deixei a água percorrer pelo meu corpo, tentando relaxar, para amanhã, já que ele tornaria nosso namoro público. Ele parecia tranquilo e confiante, mas eu sabia que havia uma ponta de medo da reação delas. Estremeci por completo, desliguei o chuveiro tentando me livrar daqueles pensamentos preocupantes. Depois de me secar, pentiei meus cabelos e vesti a roupa da Lodo.

Me olhei no espelho e gostei do que vi. É, a gente tinha o mesmo corpo, a roupa havia caído super bem. Voltei para o quarto, ele fez questão que eu passasse seu perfume, para ficar com o mesmo "cheirinho" como ele disse, e descemos juntos. Carlos e Lodo já estavam na mesa, assim que nos viram, não disfarçaram a surpresa e a felicidade, e quando contamos que a gente estava namorando? Juro que faltei ficar surda.

Carlos:_ PEGA O CHAMPANHE!

Esmeralda:_ Ah essa hora? Você tá brincando não é mesmo?

Lodo:_ Vai com suco mesmo! — Ela ergueu uma taça, enquanto Blanco colocava nas outras.

Jorge:_ É nós então! Pronto! — Ele me passou uma e ergueu também, Carlos e Lodo fizeram o mesmo e brindaram.

Lodo:_ Eu falei não falei? Gente eu falei! — Rimos. — Eu sabia que aí tinha.

Carlos:_ Todos nós sabíamos não é? — Continuamos a tomar café, naquele clima gostoso. Vez ou outra Blanco me roubava um selinho, me deixando corada. Vê cada um deles ali, sorrindo, me recebendo na familia, como nunca, me fez se sentir a pessoa mas amada do mundo. Esmeralda sempre apreensiva, demostrando carinho e a felicidade que sentia por ver o filho feliz. Carlos, ah, de tio a sogro? Não importa.. sempre seria o meu tio, o melhor tio. E a Lodo? Além de amiga, cunhada, era uma irmã para mim, uma irmã que nunca tive. Senti falta da minha mãe e do meu irmão, só faltava eles ali para completar minha felicidade. Depois de tomar café, ajudei Lodo e Meeh a tirar a mesa, elas faziam planos para futuramente irem até a Flórida reverem minha mãe e meu irmão. E eu entrei no clima, por que não né? Iria adorar! Depois de terminar, Blanco me chamou para o quarto, concordei e subi com ele.

Martina:_ O que foi amor?

Jorge:_ Quero contar.. — Ele se sentou na beira da cama, e o netbook ao lado.

Martina:_ Ah não! Não! Blanco. — O nervosismo bateu.

Jorge:_ Calma, calma, calma! — Ele se levantou e tocou meu rosto, tentando me acalmar. — Elas adoram você, torcem pela gente, e quando a gente tava distante, sabiam que eu não tava bem e torceram para que seja o que existisse entre a gente, que voltasse a rolar.

Martina:_ Mas amor..

Jorge:_ Você disse que confiava em mim, então confia princesa?

Martina:_ Só um minuto! — Fui até o banheiro, lavei o rosto com água gelada. — Tá legal, calma! — Molhei o pescoço, me abanei. — Calma Martina, tá tudo sobre controle. — Blanco bateu na porta.

Jorge:_ Princesa?

Martina:_ Pode entrar. — Respirei fundo, ele entrou e me olhou preocupado.

Jorge:_ Ah! Amor! Calma.

Martina:_ Eu vou ficar bem, só um segundo. — Parei frente o espelho, enxuguei meu rosto, pescoço, amarrei meu cabelo em rabo de cavalo. — Tá tudo legal, tá tudo normal, tá tudo ótimo! — Sorri e estremeci por dentro. — Ai eu não consigo! — O abracei, e ele me apertou firme em seus braços. Ali não existia medo, dúvida, receio, nada de ruim. Me sentia protegida, me sentia em baixo de duas asas de um anjo, aliás, ele era o meu anjo. O meu anjo particular. Me afastei aos poucos, e vi que ele também estava nervoso, mas controlado, ele já era acostumado a viver momentos assim, "nervosos", "medos" em fim..

Jorge:_ Tô ficando preocupado. Você tá em crise de nervos, cara.

Martina:_ Não, tô ótima! Vamos lá.

Jorge:_ Tem certeza?

Martina:_ Não posso perder a coragem. Vamos! — Ele se aproximou de mim e tocou seus lábios contra os meus, o beijei com ternura e carinho, como ele. Encerrei com selinhos. Voltamos para o quarto abraçados de lado, ele se sentou na cama, fiz o mesmo, colocando o netbook em sua perna. — Você tá com medo?

Jorge:_ Não!

Martina:_ Você tá preocupado?

Jorge:_ Não!

Martina:_ Você tá nervoso?

Jorge:_ Não!

Martina:_ Você tá mentindo?

Jorge:_ Tô! — Ele me olhou e eu fui obrigada a sorrir, como ele era bobo. Começou a digitar algo que preferi não ler. A única coisa que se ouvia era os dedos dele digitando rapidamente, meu coração acelerado e as batidas dos seus pés no chão. Ele parou de digitar, ficou olhando em torno de um minuto, enquanto eu o encarava e me olhou sério. Meu coração pulsou tão forte, que tive medo de parar de bater. Por que ele me olhava daquela forma? Ah meu Deus!

Martina:_ O que foi? Ai meu Deus! Elas não aceitaram? Me odiaram? Ah não! — Desabei a chorar, e ele começou a rir desesperadamente.

Jorge:_ Perdi!

Martina:_ O que? — Ele virou o netbook pra mim.

"Game Over" de super Mário.

Martina:_ Não! Você tá brincando comigo né?

Jorge:_ Desculpa princesa, mas é que..

Martina:_ Você é mal! — Enxuguei minhas lágrimas e ele fez bico.

Jorge:_ Ôh meu Deus! Desculpa meu amor, não pensei que você tava tão preocupada assim. — Ele me deu um selinho demorado, seguido por um beijo breve. — Eu não posso contar pra elas assim.. tenho que falar com a Pri e o Marotti antes.

Martina:_ E por que não fez isso antes?

Jorge:_ Por que eu tava jogando e perdi, vishe.

Martina:_ Blanco, é sério. Faz logo o que tem que ser feito, antes que eu perca a coragem.

Jorge:_ Tá, olha só.. desce, toma um copo de água com açúcar, enquanto isso, ligo pra eles, tá? — Ele beijou minha testa, concordei me levantando.

Minhas pernas estavam bambas, minhas mãos trêmulas, meu coração parecia que ia saltar pela boca. Desci, e Esmeralda batia a massa de um bolo. Ela sorriu para mim, e eu correspondi com um sorriso amarelo.

Esmeralda:_ Ou ou, o que houve?

Martina:_ O Blanco vai contar pras fãs dele, agora. — Me escorei no balcão procurando apoio, ela pareceu entender, encheu um copo com água, e colocou açúcar me dando em seguida. Bebi a metade do copo em um gole só. — Tá tão na cara assim?

Esmeralda:_ Tini... — Ela me puxou para o banco do balcão, me sentei em um e ela em outro, se virou frente a mim e pegou nas minhas mãos. — Ficar nervosa é normal, afinal, você sabe que a vida do Jorge não é fácil. Mas elas te adoram, e fazem questão de demonstrar isso. Você acha que vão deixar de gostar de você, por que vai fazer meu filho feliz? Por que você vai cuidar dele? Por que você vai se dedicar há ele? Por que você trata elas bem? — Mordi os lábios. — É claro que existem aquelas que não gostam, muito.. mas é por que não te conhecem, isso é questão de tempo pra entenderem! — Não consegui falar nada, apenas a abracei, as lágrimas que estavam presas nos olhos, caíram com facilidade. Ela sorriu e voltou a me olhar.

Martina:_ Que feio pra mim.. tinha que ter arrumado uma nora que desce menos trabalho não é?

Esmeralda:- Ah! — Ela riu. — Imagina, me sinto honrada por te aconselhar, me sinto honrada pela namorada do meu filho aceitar que eu dê minha opinião! — A abracei novamente. — Sempre vou tá aqui pra te ajudar querida.. pode ter certeza!

Martina:_ Obrigada Meeh, de verdade! — Me levantei, e subi de volta para o quarto enxugando as lágrimas. Ele ainda estava ao celular.

Jorge:_ Comemorar como Marotti? — Sorriu. — Lógico! Só se for com aquelas cachaça das brava. — Esperou ele falar algo e riu. — Falow cara, valeu por tudo! Segunda nós marca esse trem de coletiva aí então! Abraço. — Ele desligou, o olhei aflita. — Tudo certo!

Martina:_ O que eles falaram? Pode? Vai dar tudo certo?

Jorge:_ Liguei primeiro pra Luz, ela não ficou tão surpresa, sabia que nunca fui de me amarrar a alguém assim, e disse que tudo bem. Que poderia contar hoje, que seria melhor ainda, pra não ficar fugindo de perguntas chatas.

Martina:_ E o Marotti?

Jorge:_ Disse que quer ser o padrinho de casamento! — Ele gargalhou, como parecia mas tranquilo, relaxei um pouco. — Bora?

Martina:_ Agora?

Jorge:_ Sim princesa, agora. — Ele me puxou para um abraço, inalei um pouco da sua força para mim. Eu precisava daquilo. — Acho melhor primeiro só postar no twitter que tô namorando, depois posto que é com você, e a noite, quando tiverem mais acostumadas com a ideia, pergunto se querem twitcam de nós dois.

Martina:_ Acho perfeito.

Jorge:_ Então vambora! — Ele respirou fundo e passou a mão nos cabelos, estava nervoso. Ótimo, duas pessoas nervosas juntas, não sairia boa coisa. Me sentei ao seu lado na cama, o twitter já estava aberto, ele apontou o dedo para a tela.

"O Jor não postou foto com a Martina hoje ainda né? Ontem estavam tão lindos naquela, aliás são lindos!"

Sorri, ele começou a falar coisas nada haver, elas entravam no clima e ele ria alto,

Jorge:_ Essas meninas são meias safadas né?

Martina:_ Nem sei com quem aprenderam sabe? — Ele me olhou pelo cantinho do olho e riu. Em seguida começou a seguir e responder alguns fã clube, a cada letra teclada, era uma pulsação do meu coração que acelerava. Ficamos naquilo em torno de cinco minutos. Respirou fundo e me olhou, concordei.

Jorge:_ Como eu falo? — Começou a digitar..

"Tô namorando!"

Jorge:_ Não.. isso vai ser sério demais! -

"Oi, tô namorando!" -

Jorge:_ Não.. já falei oi, droga! Hum..

"Tô apaixonado galera, beijo pra vocês!"

Jorge_ Não.. esse beijo pra vocês parece irônico!

Martina:_ Ai Blanco, você tá me deixando mais nervosa.

Jorge:_ Tá bom.. bora! E começou a digitar.. "Tô namorando amores! Parei de safadagem, kkkkk tô namorando! ♥" Agora vai! — Novamente respirou fundo, leu aquilo inúmeras vezes e quando ele ia clicar para twittar, peguei sua mão, o impedindo.

Martina:_ Só quero que você sabia, que eu te amo muito.

Jorge:_ Eu também te amo, amo demais! A ponto de enfrentar meu maior medo, de machucar minhas fãs! — Vi seus olhos se encherem de lágrimas, e quando finalmente ele clicou, fechou o net, o deixando de lado na cama.

Martina:_ Você não vai olhar?

Jorge:_ Não agora.. — Ele me puxou novamente para outro abraço, o apertei firme. — Vai dá tudo certo, vai dá.. — Beijei seu rosto de leve, e ele encontrou meus lábios, eram nervosos, urgentes, mas se acalmou aos poucos. Encerrei o beijo e encostei a testa na dele, permanecendo de olhos fechados.

Martina:_ Eu te amo!

Jorge:_ Muito! — Ele se deitou, se escorando na cabeceira da cama, e me puxou fazendo com que me deitasse em seu peito. O celular dele anunciou repetidas mensagens em seguida.Ele começou a ler uma a uma e rir. — Mechi disse..

"Que coisa lindaaaaaaaaa! felicidades ao casal."

Jorge:_ O Facu.

"Se amarrou patrão véi, aoooow trem!"

E foi lendo outras inúmeras, abriram a porta com urgência, olhamos juntos, era Lodovica , seu rosto eufórico, não negava a felicidade.

Lodo:_ Você já viu como tá o twitter?

Jorge:_ Devo confessar que tô me segurando pra abrir?

Lodo:_ Pois abra, está uma festa só! — Meu coração parece que levou uma dose de morfina com a última palavra. Só consegui agradecer a Deus em pensamentos.

Jorge:_ Seeeeeeeeeério cara? Mas elas nem sabem com quem é.

Lodo :_ Jorge, as vezes parece que você não é meu irmão! — Ela revirou os olhos e eu ri. — E não tá na cara já? — Ela me olhou sorrindo. — Entra, você vai ver só. É claro que algumas não gostaram muito, mas é normal... — Blanco a olhou pedindo pra parar.

Martina:_ Não.. eu sei. E até entendo! — Sorri sem graça.

Lodo:_ Bom, mas a maioria amou, o seu nome já virou até trending tops! — Ela riu. — Vejam! — Ela saiu sorrindo. O silêncio pairou no ar.

Ele puxou o net e abriu, atualizou e para a nossa surpresa, ou minha, pelo menos, estavam pra lá de eufóricas. Pareciam que haviam ganhado na loteria ou algo parecido. Sinceramente? Nunca vi coisa mas linda na vida do que aquilo. A felicidade delas, era a dele e sabiam que ele estava feliz. Vi brotar no rosto dele, um sorriso único, pelo qual nunca havia visto antes. Me fazendo tirar o ar, e minhas pernas ficarem bambas. Começou a ler algumas replys baixinho, e seus olhos se encheram de lágrimas, assim como os meus. Ele tentou falar algo para mim, mas não conseguiu, então começou a digitar.

"Eu tenho as melhores fãs do mundo! obrigado por estarem sempre comigo, amo vcs de mais!! minhas vidas!"

Sorri e beijei seu pescoço de leve.

Jorge:_ Não vai ser preciso saber que é com você não é mesmo? Todas já sabem!

Martina:_ Estava tão na cara assim?

Jorge:_ Que sou apaixonado por você? Sim, estava! — Sorri e o beijei, ele sorriu e mordeu meus lábios com força. Minha felicidade era tanta, que mal cabia no peito. Encerrei com selinhos. – Puta que pariu!!! Tenho as melhores fãs do Mundo! — Sorriu e me deu um selinho.

Martina:_ Tem, sem dúvidas algumas.

Jorge:_ Bora postar uma foto? — Ele já puxou o iPhone do bolso e juntou nossas mãos, as entrelaçando, e tirou. Enquanto ele postava pelo celular, fiquei vendo o movimento da home dele. E tinha coisa mais linda que aquilo? Não! Nos mandavam felicidades, pediam fotos, algumas se diziam emocionadas, outras já postavam links de sites de fofocas, divulgando nosso namoro. E é claro.. tinha algumas que me xingavam, tentei não levar a mal, elas tinham medo de o perder, isso era claro, e eu no lugar delas também teria. Vi várias pessoas comentando em uma foto, abri e era das nossas mãos, na legenda o meu twitter e um coração. Sorri e lhe dei um selinho.

Martina:_ Amor tá ótimo, tá lindo, mas tenho que ir pra casa não é?

Jorge:_ Ah não! Já?

Martina:_ É amor, tá uma bagunça lá.. tenho que arrumar tudo.

Jorge:_ Ah! — Ele fez bico. — Então tá, vou te deixar! — Enquanto ele procurava um boné que combinava com a bermuda tectel branca e a blusa polo rosa, me despedi de Lodo, Carlos e Meeh. Agradeci um a um por tudo, marcando um jantar durante a noite em um restaurante japonês, mas tarde. Blanco me esperava no carro, havia colocado um boné preto, do mesmo tom do seu chinelo, ele abriu para mim, depois de entrar, passei o cinto e dei graças a Deus por tudo aquilo que estava acontecendo comigo. Ele deu partida com um sorriso imenso no rosto, assim que chegamos na saída do condomínio vários fãs o aguardavam, camisetas estampavam seu rosto, óculos para se protegerem do óculos, e uma feição de surpresa, por seu Porsche está se aproximando. — Eu vou descer, você vai? — Respirei fundo, pedindo uma resposta a Deus.