Sonríe siempre para mí
6 Capítulo 6
— Ai Blanco. — Sorri deslizando meu corpo por baixo, me livrando dos seus braços. — Não liga pra ela não. — Ele sorriu de uma maneira diferente. — Bom, vou lavar as mãos, já que daqui a pouco os móveis chegam.
— Tenho uma idéia melhor..vou em casa e pego roupa pra gente, pode ser?
— Ah, faria isso? Por mim tudo bem, não posso ir, por que eles podem chegar né? — Mordi os lábios.
— Então, vou num pé e volto em outro. — Ele deu um beijo no meu rosto e saiu.
Me virei pra parede, olhando nossa obra de arte, estava linda..as mãos grandes e grossas dele, e as mas finas e menores minhas. Fui até o banheiro, lavei o rosto, as mãos, fiz um coque improvisado.
— Tudo certo Martina. — Jack falou. Passei pelo corredor e olhei tudo finalizado.
— Nossa, você é rápido! E pinta bem viu?
— Obrigado! — Ele apareceu carregando a escada que eu e Blanco usamos. — Aliás, foi um prazer conhecer você e o Jorge...tirei uma foto com ele, minha filha nem vai acreditar. — Sorri. -Bom namoro.. e sejam felizes aqui! — Saiu sem mas ou menos. Nem me deixou explicar.
— Mas nós não.. — Fechou a porta. — Namoramos. Ah! O que importa não é? — Neguei rindo. Tocaram a campainha, olhei pelo olho mágico, seis rapazes, com a camiseta da loja que havia comprado tudo. — A vontade, só cuidado com a tinta, ainda tá molhada.
— Pode deixar,Ma..Martina né? — O homem mas novo falou, enquanto os outros saiam. Concordei. — Prazer, sou Marcio.
— Prazer Marcio!
— Vai dá um trabalhinho por que é pelo elevador, mas..dentro de duas horas, prometo que tudo tá aqui dentro.
— Ah, que isso! — Sorri descontraida.
— Você mora só?
— Ah, vou morar né.
— Seu namorado não tem ciumes? — Ergui as sobrancelhas. — Uma mulher dessa, tão linda, morar só.. — Mordeu os lábios. Olhei assustada.
— Na verdade cara, eu tenho..e olha que estamos só ficando viu? Imagina quando a gente começar a namorar? – Blanco surgiu com uma mochila nas costas, tirando o óculos, passou por Marcio e me abraçou de lado. — Não é AMOR?
— Jor..Jorge..Jo..Jorge Blanco? — Segurei o riso e Blanco percebeu.- Desculpa, meu Deus, que vergonha, eu..eu, sinto muito.
— Só quero que respeitei ela, tranquilo cara..
— Eu..eu..eu acho melhor ajudar os rapazes. — Ficou pálido, coitado, saiu.
— É cara.. — Blanco negou. — Eu também acho.
— JORGE! — Cai na gargalhada.
— Cara folgado meu, faltando te comer com o olho, ah, puta que pariu! Gostei disso não.. — Ele virou de costas indo rumo ao quarto.
— Blanco .. — Ele parou de costas mesmo. — Você tá com ciúmes?
Pov Jorge Blanco.
Depois de pintar o quarto da Martina, que aliás, ficou lindo, nos vi completamente sujos de tinta, mas valeu a pena, o que para muitos era "obrigação" ou "chato", para mim se tornava divertido. Por causa da fama, fui privado de muitas coisas, mas ao lado da Martina, eu sentia vontade de fazer o que queria sem se importar de amanhã eu acordar e meu rosto estivesse estampado em uma revista, ja que sempre aumentavam as coisas.
Fui em casa pegar uma roupa pra mim e pra ela, já que a tinta estava em toda parte, depois de explicar para minha mãe por que esta todo pintado, subi, peguei uma muda de roupa para mim, toalha, shampoo, condicionador e sabonete, e fui até o quarto de hospedes, abri. Tudo arrumado, se não tivesse as malas no canto e o cheiro dela presente, diria que não tinha ninguém hospedado lá. Abri uma mala vermelha, a maior. Peguei a primeira roupa que vi, coloquei na bolsa e desci. Deu um pouco de trabalho pra subir no prédio, sem ser notado, mas consegui. No corredor ouvi o cara dando em cima dela na maior cara de pau. Idiota!
— Eu? — Gargalhei. — Com ciumes? Lógico que não! — Me virei, e ela me olhava desconfiada.
— Tá Blanco! — Riu. — Se quiser ir tomar banho agora, pode ir, depois vou.
— Ah eu vou! — O Carinha que deu em cima dela, entrou. — Ah eu não vou não! — Tirei a mochila e coloquei do lado. Vai que ele desce em cima dela de novo? Ah não! — Ela riu. — Vai na frente Tini.
— Não, vou ver se veio tudo mesmo, você é meio que..desligado, pode esquecer. — Riu.
— Ah é né? — Ri. O cara não parava de olhar pra ela. Revirei os olhos. — Amor vem cá!
Pov Martina Stoessel.
Blanco me chamando de amor? Havia entendido tudo, o homem continuava me olhando, e ele com ciúmes. Bom..ele negou, mas..
— Oi amor! — Entrei na brincadeira. E fui para perto dele.
— Tô com saudade sabia? — Ele me aproximou, pousando as mãos em minha cintura. Passei as mãos em volta do seu pescoço, segurando o risto.
— Awn amor, eu também poxa! — Fiz bico e ele também segurava o riso. Olhei o carinha e ele ainda nos olhava disfarçadamente, enquanto anotava algo. Blanco beijou meu pescoço, o olhei assustada e ele riu.
— Bora matar ela hoje.. — Beijou novamente meu pescoço, me causando arrepios, ele riu.
— Ham.. — Falei sem jeito. Olhei e o homem havia saido, me soltei dele rindo.
— Carinha babaca mano!
— Ai Blanco . — Me sentei no chão. — Ele não vai mas voltar..acho! Já já os outros chegam, e ver o Jorge Blanco aqui..bom, vai dá rolo.
— Vou tomar banho então, mas óh! tô de olho! — Ri enquanto ele pegava a mochila do chão.
— Vai tranquilo. — Ri. Aos poucos foram chegando, primeiro os móveis e os eletrodomésticos, depois a decoração, por fim as louças e as roupas de cama. As 14:00 da tarde, tudo estava dentro, agora, só faltava arrumar, o que era mas fácil. — O prazer foi meu! — Assinei o último papel e eles sairam agradecendo a preferência, fechei a porta, e vi Blanco jogado no sofá.
— Até que enfim cara, não aguentava mas ficar sentado no banheiro. — Ele vestia uma bermuda bege quadriculada com um mas forte e camiseta sem manga branca.
— Fez o que? — Me sentei ao seu lado, e ele já foi jogando as pernas por cima das minhas.
— Fiquei conversando com minhas fãs.
— Ah! — Sorri. — Eu tô com fome.. — Fiz bico.
— Pedi japa pra gente, você gosta ainda né?
— Tá brincando né? O que mas gosto!
— Que bom por que já já.. — E a campainha tocou. — Chega! — Riu, enquanto se levantava.
— Tá ficando doido? é o Jorge Blanco! Ele..vai pirar?
— Ele já me conhece. — Riu indo em direção a porta. Não ouvi o que conversaram, mas logo ele voltou com um barco nas mãos. — Prontinho! — Colocou na mesa de cento com um plástico forrado por cima.
— Eu preciso de um banho! — Me olhei.
— Também acho, mas depois de comer.. — Ele já falou começando a comer. -Hum..mas tá bom demais cara!
— Deixa eu ver.. — Provei. — Hum..mas tá mesmo! — Comemos planejando os lugares que cada coisa ficaria. — Agora, eu vou pro banho.
— Vai lá, sua roupa tá na minha mochila, no nosso quarto. — Sorri, era incrível a maneira dele falar, "nosso quarto", sai de fininho e fui para o banheiro, tomei um banho demorado, a tinta não saia fácil assim, muito menos o cheiro.
Me enrolei na toalha depois de me enxugar e vestir minha langerie, fui até meu quarto. Lá já estava a cama, o guarda-roupas, que haviam montado, a mesa do computador, a cômoda e a estante. Blanco estava deitado na cama, pensei que ela estava dormindo, já que estava de olhos fechados e quietinho. Peguei a mochila, ia sair de fininho, quando senti algo puxando a ponta da minha toalha e ela indo para o chão.
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