Notas iniciais
Nhá, Laura-chan, eu sei que deveria ser um presente de Natal, mas você me conhece, não é? T_T kkk Eu espero mesmo que goste da fic, desde a capa até cada mínima fala, eu fiz pensando em ti. ^-^ Tentei deixar o L seduzente, mas com certeza falhou, então gomen. kkk Espero que goste mesmo assim, lindja =w=
Bem, Danoninhos, espero que gostem da One >~< Mais um lemon RaitoxL pra vocês! õ/
Eu estou com medo do que vão achar... "/
Boa Leitura ♥

Raito’s POV


Voltei para casa vendo as solas dos sapatos colidirem mudas de encontro à neve fofa e alva. Minhas mãos enluvadas estavam enfiadas nos bolsos do casaco, mas mesmo assim eu as sentia irremediavelmente geladas. Olhei ao meu redor, soltando o ar vagarosamente, admirando todos aqueles enfeites natalinos que ainda se faziam presentes, deixando que a cidade ganhasse um tom brilhante e agradável. Eu havia crescido naquele lugar. A maioria das pessoas que me cercavam, eram boas pessoas, eu podia saber disso. Principalmente porque Kira excluía as ruins e amedrontava aquelas que pensavam em desviar-se do caminho ideal.

Sorri para dois garotinhos que passaram correndo por mim, quase trombando em minhas pernas e desculpando-se em seguida, em meio aos risos que lhe escapavam pelos lábios rosados de frio. Seria bom ver minha família unida e alegre, trocando presentes e comendo a bela comida que Sayu e minha mãe preparariam, como um Réveillon deveria ser. Eu ainda sentia que aquele dia livre de investigações era um desperdício e achava que mesmo fora do QG eu deveria continuar com meus planos, porque não havia tempo a perder. Mas mesmo deuses necessitam de descanso.

Cheguei à minha casa com um enorme sorriso estampado no rosto.

Cumprimentei a todos animadamente, até que meu pai me lançou um olhar incomodado.

– Aconteceu alguma coisa? – Indaguei.

– Ryuuzaki está te chamando, na Central de Investigações. Parece que alguma coisa aconteceu. – Afirmou ele com o tom firme, os olhos escuros presos aos meus. Franzi o cenho.

– Como assim me chamando? O senhor não vem comigo?

– Parece que Ryuuzaki quer que somente você vá. – Afirmou, parecendo incrivelmente contrariado com isso. Soltei o ar com força, sem ânimo.

– Será que aquele detetive não vê que é Réveillon? Já basta termos perdido o Natal. – Reclamei enquanto pegava minhas chaves sobre o armário num movimento brusco e irritado.

– Comprou o que pedi Raito-kun? – Sayu perguntou antes que eu abandonasse a casa.

– Está em cima da mesa. – Informei aumentando a voz para que ela ouvisse.

Mais uma vez eu estava na rua, mas agora toda a atmosfera agradável da situação se transformara em nada. Amaldiçoei meus pensamentos errantes de que o melhor seria não desperdiçar um dia sequer. Eu definitivamente não queria estar na presença daquele detetive novamente e atuar já começava a me dar nos nervos.

– Pode colocar seu casaco ali. – Ouvi L dizer assim que entrei na sala principal. Pousei meu agasalho no cabideiro de mogno, tirei minhas luva, coloquei-as nos bolsos do casaco e suspirei.

– Olá Ryuuzaki. – Cumprimentei com um sorriso, olhando a imagem singular do detetive sentado — à sua maneira — em frente às telas de computador, saboreando um morango vermelho e maduro.

– Olá Raito-kun. – Cumprimentou de volta, sem mudar sua expressão gélida e sem olhar para mim, apenas usando de seu tom monótono e desagradável. Eu poderia estar em minha casa nesse exato momento.

– Aconteceu alguma coisa? Meu pai disse que queria que eu viesse até aqui. – Indaguei e informei o que ele já devia saber, movendo-me em direção a ele e sentando-me ao seu lado. Os olhos negros e sombrios finalmente moveram-se em minha direção.

– Sim, aconteceu. – Afirmou com a voz parecendo cortar o ar com violência até chegar aos meus ouvidos.

– E o que aconteceu? – Encorajei-o a falar quando ele demorou demais para tal. Os orbes escuros moveram-se para frente novamente.

– Olhe para isso. – Pediu. Mirei as informações dispersas nas telas e meus olhos pareceram se arregalar. Haviam ocorrido muitas, muitas mortes, apenas no último dia. Todas elas mortes de criminosos, segundo as telas diziam. – Todos eles estavam em seu dia de visitar a família, devido às festas de fim de ano. – Festas essas que bandidos têm o direito de comemorar e eu não. – E outro fator que podemos assimilar a eles é que todos haviam feito crimes bárbaros, porém tinham excelente comportamento e, por isso, mereceram esse dia de semiliberdade. Acho que está mais que óbvio que são ações de Kira. – Seus olhos voaram de encontro aos meus. – Ou eu deveria dizer suas ações?

– Não seja ridículo, L. Os números continuam subindo e eu estou aqui, como poderia estar matando alguém? – Indaguei parecendo indignado. E pela primeira vez estava com todo direito de estar. Eu não havia feito nada, oras.

Um sorriso puxou um dos cantos dos lábios finos do detetive, dando à sua face um ar desafiador.

– Ainda não desvendamos como Kira realiza seus assassinatos… De modo que, sim, podem ser suas ações. E não ouse dizer que eu posso, remotamente, estar sendo ridículo. Por favor, sei que é inteligente o bastante para enxergar que isso é algo simplesmente impossível na realidade em que vivemos. – Eu poderia dizer que ele estava sendo egocêntrico apenas por diversão, para ver minha reação perante a isso.

Deixei que um sorriso tomasse meus lábios.

– Eu posso dizer que ainda mais impossível seria que criasse modéstia, Ryuuzaki... – Comentei, zombando de sua fala.

– Não posso dizer que você é a pessoa mais humilde que conheço, Raito-kun. – Contradisse ele. Eu sorri.

– Ao menos não sou a mais orgulhosa, pois esse cargo já está sendo ocupado. – Afirmei. L deu uma breve risada.

– Espero que não esteja se referindo a mim, porque seria um grande erro dizer que eu sou orgulhoso. – Ele afirmou, parecendo saber que eu me referia ao fato de ele não admitir que se enganou em relação às suspeitas que possuía de mim. – Temos que começar a investigar, concorda?

E foi o que fizemos. Chegando a conclusão de que não seria possível impedir as mortes, mas também concluindo de que aquele não poderia ser Kira… Minha cabeça já começava a doer e meus olhos já ardiam em sono. Droga, já devia ser duas da manhã. E para quem havia acordado as quatro isso podia ser realmente muito tarde.

– Ryuuzaki, nós podemos finalmente parar com isso? Não há o que fazer, são ataques cardíacos. Não podemos impedir ninguém de enfartar, simplesmente. Eu estou morrendo de sono. – Deixei que as palavras saltassem de meus lábios finalmente, em uma súplica a L. O detetive me olhou intensamente, chegando a me deixar desconcertado.

Ele suspirou alta e demoradamente, desanimado.

– Já é tarde demais para que você vá comemorar com sua família, certo? Me desculpe, eu realmente achei que daria tempo, mas as coisas se estenderam mais que o necessário. E considerei um caso de extrema urgência... – Ele afirmou. – Você já pode ir Raito-kun, me desculpe por ter chamado a apenas você.

O detetive estava estranho. Eu pude notar algumas notas de tristeza nessa simples fala. Uma tristeza fria e azulada, chamada solidão.

– Mas você não queria que pensássemos em uma forma de impedir que as mortes continuem acontecendo? Podemos fazer isso, posso ignorar meu sono. Além disso, todos já devem estar dormindo em minha casa. E eu gostei do fato de ter me chamado para investigar isso com você, Ryuusaki. Acho extremamente melhor estar a par de tudo o que e acontece no caso. – Falei mandando à ele um pequeno sorriso. Sabia que poderia estar sendo um idiota, mas achei que aquilo fosse o certo a se fazer... E eu tinha uma ideia de como parar o falso Kira.

Mas os olhos de L mudaram de forma brusca, tanto que eu não consegui decodificar o que eles queriam dizer. Eram códigos complexos demais e sensíveis demais difusos no interior daquele negro, mesmo para mim.

Ainda sem obter o consentimento de L, comecei a explicar minha ideia a ele. Tudo se baseava em, mais uma vez, usar a imprensa para amedrontar quem quer que estivesse assassinando os criminosos. Expliquei que se a pessoa soubesse que estamos conscientes de que ela não é Kira e sim um intruso, poderíamos fazê-la parar. Perante ameaças, se necessário. Fomos aperfeiçoando a ideia e ele realmente estava gostando dela. Falava coisas complicadas que iam se dispersando em meu cérebro…

Senti um tecido grosso e pesado sendo colocado sobre meu corpo, despertando meus sentidos mais uma vez. A realidade foi se fazendo presente mais uma vez. Abri os olhos em pequenas frestas, apenas o suficiente para ver o detetive erguendo o cobertor sobre mim, trazendo-o até a base de meu pescoço com uma expressão amena.

Não sei se por efeitos do sono, pelos últimos pensamentos que dominaram meu ser dizendo-me o quão solitário L poderia ser ou se por qualquer outra motivo.

Mas, automaticamente meu braço se moveu, saindo de debaixo daquelas cobertas grossas e segurando o pulso fino de L, antes que ele saísse de perto de mim.

O detetive se virou em minha direção instantaneamente, quase que sobressaltado.

– Por que fez isso ao invés de me acordar? – Indaguei quando nossos olhares se encontraram. L pareceu constrangido.

– Bem, eu gostei da sua ideia e a realizei sozinho, não achei que fosse necessá-

E eu puxei seu corpo em direção ao meu com força, o assustando e fazendo com que caísse sobre meu corpo, interrompendo sua fala. Quando vi seu rosto surpreso próximo ao meu, soltei uma risada alta, demorada e extremamente gostosa de soltar…

Eu devia estar com muito sono.

– Acho que é a primeira vez que vejo o Grande Detetive L realmente surpreso! – Afirmei com mais uma risada, só que essa era baixa e suave, menos demorada. L se permitiu dar um pequeno sorriso.

– Agora que já viu, poderia me deixar sair daqui? – Pediu. Só então percebi que estava o prendendo com meus braços e isso fazia com que as bochechas do detetive ganhassem um tom levemente mais róseo.

De repente, a realidade do que eu estava fazendo decaiu sobre mim. A realidade da merda que eu estava fazendo. O mais estranho era que o prender não fizera L zombar de mim, fazer força para sair ou me xingar. Fizera com que ele apenas ficasse enrubescido. Uma dúvida crescia dentro de mim e seria realmente patético se ela se confirmasse…

Com um pouco de esforço levei meu rosto até o rosto de L e ouvi a respiração do detetive se tornar mais urgente.

– Eu não quero te deixar sair daqui.

Droga, eu estava tratando o maior detetive do mundo como se ele fosse a Misa Amane. Eu definitivamente estava com muito sono.

Como se tudo não pudesse ficar ainda mais ridículo, eu selei meus lábios aos dele, beijando o detetive.

Era estranho, porque era a primeira vez em que meus lábios tocavam os lábios de outro homem, mas não chegava a ser horrível, pois me dava um prazer indescritível fazer aquilo. Era como se uma nova porta se abrisse perante meus olhos. L suspeitava tanto de mim e fazia tanta questão de que eu fosse detido, mas no fundo ele podia apenas ser um homossexual me desejando imensamente, assim como todas as garotas que passavam por mim.

Eu não conseguia raciocinar direito, pois o sono de certa forma nublava minha mente e se eu estava tão disposto, queria dizer apenas que meu cérebro interpretara que eu viraria a noite acordado. Mas eu ainda tinha a ciência de que o detetive me desejar era algo realmente bom para meu futuro...

Minha certeza de que L me desejava se fez quando eu senti sua língua pressionada contra meus lábios, querendo adentrá-los e aprofundar o beijo... eu não podia permitir que isso acontecesse.

A língua de L acariciava a minha e ele explorava minha boca atrapalhadamente, enquanto eu fazia o mesmo com ele. Nossas respirações eram pesadas. Sim, a minha também havia se tornado urgente...

Parei de beijá-lo de repente e saí de debaixo das cobertas, me posicionando acima do detetive. Montei em seu abdômen, me sentando com cuidado para não me fazer muito pesado para ele. Olhei para seus olhos negros que pareciam pulsar e soltei um riso suave.

– Você me deseja, não é? – Perguntei com um sorriso estampando minha face. L me olhou com raiva.

– Não desejo. – Mentiu.

Não entendi ao certo por que ele não admitiu o que já era mais que óbvio... Mas eu o faria admitir. Apenas por diversão, apenas por curiosidade, teimosia, apenas porque eu queria, talvez. Ou simplesmente porque o sono estava se tornando uma maldita porcaria.

– Eu não vou te soltar até que admita, detetive. – Sentenciei.

– Não há o que admitir. – Insistiu ele.

Eu devo estar enlouquecendo...

Me inclinei sobre o corpo do detetive, arqueando as costas e pousando os lábios em seu pescoço alvo. Permiti-me beijar aquele local com intimidade, enquanto segurava as mãos de L com mínima força, só o suficiente para impedi-lo de me empurrar dali. Era incrivelmente bom lamber aquela pele, ousar tocá-lo como se tivesse todo o direito, romper as tão infinitas barreiras entre detetive e suspeito. Era incrivelmente idiota também.

– Vamos, admita, não é tão difícil assim... – Sussurrei em seu ouvido. Era divertido provocá-lo, principalmente quando toda luz que nos iluminava era a vinda das telas de computador. Isso fazia soar como se realmente estivéssemos em um lugar íntimo. Como se realmente pudéssemos ser um casal.

– Você é ridículo e desnecessário, eu não desejo você e exijo que pare de me tocar, ou serei obrigado a... – Calei a boca do detetive com um beijo intenso e profundo que fluía em um ritmo viciante. L tinha um gosto extremamente doce. – Raito! – Ouvi-o dizer quando finalmente o libertei de meus lábios, sorrindo. – O que diabos está fazendo?

Não respondi sua pergunta. E não era como se eu possuísse uma resposta. Fora realmente uma ótima indagação. O que diabos eu estava fazendo?

Mas algo em meu cérebro me induzia a continuar, dizia que eu poderia me aproveitar disso, que podia ser útil. Ou eu simplesmente queria me vingar. O detetive havia acabado com minha noite, oras. Era obrigação dele fazê-la interessante novamente.

– Eu desejo você, detetive. – Afirmei com a expressão séria. Os olhos de L, já naturalmente grandes, arregalaram-se.

– B-bom isso é um problema inteiramente seu, Raito-kun. – Disse ele com a voz trêmula. A frase arrancou uma risada de mim.

– Deuses, como você é orgulhoso! – Soltei um riso rápido de puta incredulidade. L desviou os olhos dos meus e eu considerei aquilo como um belo “sim, eu sei que sou”.

Aquele momento ficaria marcado na minha cabeça por muito tempo. Era, simplesmente, o detetive L ali. O filha da puta que estragava todos os meus planos e que me arrancava noites de sono, apenas para que eu procurasse formas de desviar suas suspeitas de mim. Era ele que há minutos atrás sentava-se de sua forma estranha, olhava-me de forma amedrontadora e agia como um verdadeiro gênio. Era aquela pessoa que estava avermelhada, abaixo de mim.

Minha mão deslizou por baixo de sua camiseta e começou a acariciar a pele macia hesitantemente... Eu queria saber até onde poderia ir, qual seria a reação dele. Era curioso como aquela situação havia se formado, mas lá estava ela e eu mantê-la presente.

A reação de L foi magnífica. Ele não fez nada, se não estremecer e tremular rapidamente as pálpebras, como se estivesse sofrendo o impulso de fechá-las. Sorri. Aquilo era como um convite de entrada.

Desci um pouco em seu corpo, ficando sobre seu quadril dessa vez. Puxei L pela blusa, fazendo-o se sentar. E então uma bela proposta se fez em meu cérebro, ali, na ponta da língua, pronta para ser pronunciada. E eu iria pronunciá-la, ah, com toda certeza iria.

– Ryuuzaki... – Sussurrei enquanto sorria. Puxei-o para um abraço, apertando-o com cuidado contra meu corpo e beijando a curva de seu pescoço. – Estamos em festa, não é? Podemos nos dar uma folga e podemos aproveitar... Podemos ficar juntos apenas por essa noite. Fique comigo, Ryuuzaki. Apenas por essa noite.

Estava feito. Simplesmente. Está feito.

Me afastei levemente, querendo encará-lo. Os olhos negros mergulharam nos meus e ele parecia sofrer uma discussão interna naquele exato momento. Um sorriso tomou meus lábios. L parecia uma garotinha.

– Você deve estar delirando. – Concluiu por fim. Deixei uma risada baixa e suave soar, arrepiando os pelos do detetive.

– Eu sei que estou. Por que não delira comigo, L? – Sugeri com humor. Ouvi o detetive soltar um pequeno riso.

E mais uma vez interpretei sua ação como uma confirmação.

O beijei novamente, dessa vez com mais intensidade, mergulhando a mão em seus cabelos e puxando-o para mim. Coloquei L sobre meu colo e nossas línguas investigavam a boca um do outro com voracidade, se acariciavam e se entrelaçavam... L começou a mover os quadris sobre meu colo e seus lábios começaram a saborear meu pescoço...

Então resolveu ficar ousado?

Comecei a despi-lo enquanto meu membro fisgava sob a cueca. Abaixei a calça de L até seus joelhos e ele começou a tirar o resto por si mesmo... Em um reflexo mudei as posições, deitando-o no sofá novamente e ficando sobre ele, saboreando cada mínima parte de seu corpo com desejo, enquanto ele suspirava com meus toques.

– R-raito-kun! – Ele soltou quando comecei a acariciar sua semiereção, apalpando-a com vontade e desejo. Seu membro começou a ficar cada vez mais rijo e com um sorriso tirei a boxer de seu corpo.

Toquei em seu órgão, dessa vez sem nenhum tecido para refrear meus movimentos.

– Ahn! – L gemeu. Ele... gemeu.

Algo dentro de mim me instruía a fazê-lo gemer cada vez mais e cada vez mais alto... E foi o que aconteceu quando eu acomodei sua glande no interior de minha boca e comecei a fazer movimentos circulares com a minha língua, pressionando-a.

– Raito! Ah... Ahn... – Ele estava enlouquecendo e eu sequer havia começado direito. L era sensível. Provavelmente namorava pouco, por ser detetive, por ser gênio, por ser estranho ou por estar esperando alguém bom o bastante...

Era patético, eu estava dando esse prazer aquele detetive ridículo.

Mas era por ele ser tão incrivelmente ridículo que a situação se fazia agradável... Ele se tornava adoravel naquelas condições. Argh, eu também devo estar sendo incrivelmente patético.

Abocanhei todo o membro e L pareceu enlouquecer com as sucções ritmadas que eu depositava no local. Ele arqueava as costas, jogava a cabeça para trás e soltava gemidos altos e potentes... De repente parei com o que estava fazendo, libertando-o. O detetive grunhiu.

– R-raito... – Disse como em um pedido. Sorri.

– Fique calmo, ainda não acabamos. – Assegurei com a voz rouca.

Tirei minha própria roupa, querendo me livrar dos tecidos incômodos o mais rápido possível. E foi o que aconteceu...

Já desnudo me aproximei do corpo de L... Um L deitado, com o membro visível e ereto, as pernas levemente abertas, o abdômen magro exposto, com pequenas marcas deixadas por mim e a expressão envergonhada sendo emoldurada pelos cabelos desalinhados.

– Eu realmente te desejo, detetive. – Falei mais uma vez. E sabia que após fazer o que eu faria ele também admitiria...

Também?!

Mordisquei o pequeno botão rosado e comecei a brincar com o outro, usando minha mão esquerda. Me dava uma sensação ótima tê-lo nos lábios, pequeno e levemente rígido. Era tão diferente dos seios femininos... Mas mesmo assim era incrivelmente excitante. E... o fazia gemer.

Minhas mãos pegavam toda carne que encontravam e a apertavam sem grande força, apenas necessitando sentir aquele corpo sob si.

Meu membro já estava latejando quando eu levei meus dedos aos lábios de L, querendo que os chupasse.

– Eu não... vou. – Balbuciou ele.

Encarei-o indignado.

– Você é inacreditável! – Exclamei com um falso riso, entrecortado pelos ofegos. Me aproximei de seus ouvidos. – Eu acabei de te levar ao paraíso, detetive. E eu te desejo mais do que tudo nesse mundo... você poderia me dar isso de presente? – Mordi seu lóbulo e em seguida o suguei, fazendo-o soltar um gemido abafado.

– M-mas... – Tampei seus lábios com os meus e o beijei profundamente mais uma vez.

– Vamos lá, L! – Incentivei quase que em desespero. E para minha surpresa ele pegou uma de minhas mãos e levou-a a própria boca, sugando um dos dedos com vontade. Era enlouquecedoramente bom sentir meu dedo ser sugado por ele, enquanto seus olhos me fitavam tão provocantes.

Levei meus dedos à sua entrada, o preparando para aquilo.

– Eu posso ir? – Perguntei após distribuir beijos pelas costas do detetive, posicionado entre suas pernas desrespeitosamente.

– Pode. – Foi quase um sussurro.

Mas o suficiente para me fazer me pronunciar em sua entrada, sentindo meu membro ser comprimido pelas paredes de seu ânus e adentrar com cuidado o lugar...

– Aaaaah! – Gememos em uníssono. Mas eu gemi com o irremediável prazer que me assolou. E L com a irremediável dor. A terrível dor a qual eu me sentia extremamente insensível naquele momento... Era simplesmente bom demais. Era mais apertado que nas mulheres, os corpos pareciam se encaixar melhor, era simplesmente...

Eu tinha medo de meus pensamentos, mas não podia evitá-los.

Aquilo me enlouquecia.

Os únicos pensamentos que eu conseguia ignorar, que fingia nunca ter pensado, eram os relacionados ao L. Ao meu pior inimigo. Era uma situação ridícula da qual eu não abriria mão nem em mil vidas. L tirava minha sanidade.

Comecei a estocar, meu quadril indo para frente e para trás parecendo ter vontade própria, enquanto eu invadia o detetive repetidas vezes... Eu gemia sem pudores.

Peguei L e fiz com que ele se virasse de frente para mim, eu queria ver seu rosto enquanto o fazia. Se antes eu o achava vermelho, agora pensava que ele era um verdadeiro tomate...

Passei suas pernas por sobre meus ombros e segurei-o pelas coxas, estocando com cada vez mais força, indo até o limite de seu corpo...

– Aaaah! Raito! – E então ele pareceu enlouquecer de prazer. Eu havia finalmente atingido sua próstata e golpeava-a repetidamente...

Se antes somente eu sentia prazer, agora ele gritava enquanto empurrava o quadril contra meu pênis, enlaçava meu pescoço e jogava a cabeça para trás.

Meus gemidos eram cada vez mais altos e a velocidade das estocadas era cada vez maior...

Comecei a masturbá-lo e entramos em uma sincronia perfeita e invejável, o barulho dos corpos se chocando sendo audível.

L se desfez antes de mim e permitiu que eu insistisse nos movimentos até que eu mesmo me desfizesse, em espasmos, no seu interior.

Quando terminei, achei que fosse morrer de cansaço, por mais que me sentisse imensamente satisfeito...

– Feliz ano novo, detetive. – Sussurrei enquanto arfávamos deitados no sofá. Beijei seus lábios rapidamente e então o abracei com força, morto de sono.

Eu não me lembro de um dia ter dormido tão bem, mesmo sabendo que L velava meu sono incansavelmente.

E acho que foi por estar tão sonolento que eu não percebi. L, afinal de contas, não admitira que me deseja. Mas, de qualquer forma, eu também não o soltara.

Notas finais
E então, Milka-chan, gostou da fic? >-<' Eu realmente espero que sim... E pode ser sincera, eu não vou me matar se você tiver odiado, apenas apagarei essa e farei outra. Eu achei extremamente infantil.
Espero que se alguém além da Bluee leu isso, tenha gostado também, eu me esforcei bastante. õ/
Obrigada por ler e eu ia amar saber a opinião de vocês...
Kissus no Kokoro ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!