Notas iniciais
Essa é minha primeira long fic de KKM, que eu estou planejando escrever há eras, e finalmente consegui concluir alguma coisa que me satisfizesse. Espero que você também gostem! Apenas para esclarecer, mais uma vez, a fic é de universo alternativo. Não há mazokus, viagens entre mundos ou qualquer coisa desse tipo. Eles são apenas humanos normais vivendo na Terra. Espero que isso não as desencoraje na hora de ler. Fic dedicada à Teffy-senpai, que me apresentou esse anime maravilhoso e me encorajou a escrever a fic, tanto essa quanto a oneshot. Muito Obrigada, senpai! Sua naginata deu resultados, olha só. Bom, chega de notas, vamos à fic...

Megutte nagarete toki wa utsuroi da

O tempo mudou, uma vez que subia e descia

Mou nani ga atta ka omoidasenai kedo

Eu não consigo lembrar o que aconteceu mais, mas...

Me o tojitemireba dareka no waraigoe

Se eu tentar fechar meus olhos, consigo ouvir o riso de alguém.



— Capítulo 1 -



O pequeno garoto sentado ao balanço demonstrava desanimação e aborrecimento, que não condiziam com sua idade. Vestia roupas de aparência cara, que faziam com que ele parecesse com um pequeno príncipe. Ele tinha cabelos perfeitamente ondulados e loiros, que brilhavam refletindo a luz alaranjada do entardecer e seus olhos verdes davam a impressão de estarem sempre trancados, sem deixar que ninguém visse através deles.

Desavisado, outro garoto se aproximou. Tinha cabelos e olhos negros, algo raro naquele país. O loiro o fitou com desprezo, esperando que ele apenas fosse embora, como todos os outros que ousaram se aproximar dele antes, porém, o garoto apenas sorriu tolamente.

— Você está bem? – Ele indagou, em uma língua estranha, mas que o loiro conseguia entender.

— O que você quer? – Respondeu rispidamente também em japonês.

— Você está aí sozinho há tanto tempo... não quer brincar comigo? — O garoto sorriu mais abertamente.

— Eu não brinco! – O loiro rebateu com altivez. – Eu sou o herdeiro do meu país, tudo o que eu tenho que fazer é estudar e me esforçar para ser um bom governante.

— Que chato! – O moreno mostrou a língua. – Mas... se você é mesmo assim tão importante... por que está aqui sozinho?

— Por que eu fugi... – Ele admitiu em voz baixa, desviando o olhar.

— Se você fugiu, então não é mais um herdeiro! É um garoto normal, que nem eu! – O garoto apontou para si mesmo, estufando o peito, e o loiro o fitou surpreso. – Vamos brincar?

O pequeno loiro corou, em dúvida. Fitou o moreno com admiração. O sorriso dele brilhava tanto... e ele era tão confiante!

— Apenas segure a minha mão! — O moreno estendeu a mão na direção dele, sorrindo com animação. Hesitante, o loiro tocou-a, levantando do balanço, e sem demora, o outro o rebocou para o meio do parque.

— Eei! Yu-chan, acorde logo, ou vai se atrasar!

Shibuya Yuri ouviu o chamado da mãe, e acordou, levando a mão à cabeça e bagunçando mais ainda os naturalmente rebeldes cabelos negros. Milhares de imagens lutavam para se organizar em sua mente, sem nenhuma coerência. Ele já não lembrava mais do que havia sonhado.

Yuri levantou, preguiçosamente, colocando o uniforme branco e azul que estava preparado ao lado da sua cama. Ele era o jovem capitão do clube de baseball da escola e, mesmo durante os fins de semana, não podia deixar de praticar, com todo o seu time. O objetivo era o campeonato regional, e depois disso, talvez, o nacional, e mesmo que estivessem indo bem nas eliminatórias, não podiam relaxar. E considerando o fato do time estar sem treinador durante a temporada, só fazia com que seus esforços fossem ainda maiores.

Reunindo animação para jogar, Yuri se juntou à sua família na mesa. Sua mãe servia a comida, seu pai havia saído para algum lugar buscar alguém, mas como não havia prestado atenção, Yuri não saberia dizer do que se tratava, e o seu irmão mais velho lia o jornal, com um semblante sério e concentrado. A manchete do jornal parecia gritar, em letras garrafais, que mesmo em preto e branco ainda conseguiam ser chamativas: FAMÍLIA REAL DE PAÍS DISTANTE EM TÓKIO. Abaixo, uma foto de pessoas bonitas em roupas de aparência cara, em frente a uma casa luxuosa em algum bairro nobre da cidade, seguida por um longo texto em letras miúdas.

O irmão de Yuri, Shibuya Shori, suspirou, e retirou seus óculos, apertando a fonte entre o dedo indicador e o polegar, com um ar aborrecido. Ele era Diretor da empresa que mantinha relações comerciais com esse tal país distante e, portanto, teria que recepcionar a família real que se mudou para Tókio neste fim de semana. Tentando desanuviar sua mente, que estava tomada de preocupações com os preparativos, ele fitou o irmão mais novo, que comia vorazmente.

Yuri terminou de tomar seu leite, e levantou-se da mesa, colocando o amarrotado boné azul e branco do uniforme sobre os rebeldes cabelos negros.

— Aaah! Yu-chan! Você já vai? Eu estava preparando um obentou para você levar! – Shibuya Miko, outrora conhecida como Hamano Jennifer, surgiu da cozinha, usando um espalhafatoso avental cor-de-rosa.

— Eu tenho que ir, mãe! Já tô atrasado. – Ele se apressou em dizer, juntando os equipamentos espalhados pelo caminho, enquanto se dirigia à saída.

— Eu já disse pra me chamar de Mama! – A mulher resmungou, mas já era tarde, e o garoto havia saído pela porta, fechando-a com um estrondo. — Moo... é por isso que garotos não tem graça!

— Eu também tenho que ir, mãe. — O irmão mais velho levantou-se, arrumando a gravata.

— Já? Mas seu pai acabou de sair para buscar sua prima no aeroporto, você não quer esperá-la? – Ela pediu.

— Não tenho tempo suficiente. – Ele desculpou-se. – Bob-san está querendo recepcionar de maneira adequada aqueles estrangeiros, e eu tenho que apoiá-lo, como Diretor da filial Japonesa.

— Aaah! Você está falando daqueles reis de um país da Europa? – Os olhos da mulher brilharam, enquanto ela juntava as mãos sobre o peito emocionadamente.

— Não são reis. Eles são membros da realeza, de fato, mas como o país em que moravam acabou de passar por uma revolução, onde a democracia foi instaurada, não tiveram outra saída a não ser pedir asilo político. – Ele explicou.

— Oh, sim... Por favor, traga-os para jantar aqui em casa, qualquer dia desses. Eu farei o famoso Curry de Hamano Jennifer! Eles irão adorar! – Miko animou-se, ficando rapidamente empolgada com a ideia.

— Claro, claro. Eu tenho que ir. – Shori deu um beijo de despedida na testa da mãe, e saiu rapidamente. – Itekimasu, Mãe.

Iterashaaai! E é Mama!

~

— Yoo, Murata! – Yuri cumprimentou o amigo, que o esperava em frente à ponte do rio, como eles tinham combinado. Murata ajeitou os óculos, acenando em resposta, enquanto Yuri se aproximava. Diferente do habitual, Murata Ken não estava usando o uniforme do colégio particular onde estudava, mas o agasalho do time de baseball de Yuri, do qual ele era, voluntariamente, o gerente.

— Shibuya! – Ele sorriu, quando Yuri finalmente o alcançou, e eles começaram a andar. – Eu soube que seu irmão é quem vai receber aqueles estrangeiros que estão vindo pra cá, é verdade?

— Até você já sabe disso, Murata? – Yuri surpreendeu-se, desamarrotando o uniforme de baseball branco e azul que usava. – Bom, é sim. Ele deve estar indo pra lá agora. Parece que vai ter uma festa pra essas pessoas.

— E você os conhece? Como eles são? – Ken despejou as perguntas, fatalmente curioso.

— Não! Foi meu irmão e o chefe dele que foram lá buscar eles no aeroporto, eu não sei de nada. – Ele jogou a bola para cima, pegando-a no ar.

— Ah! Mas isso não é emocionante? – Murata parecia realmente animado. – Eles são nobres! De verdade! Devem ter coroa, cetro e tudo mais!

— Isso não me importa nem um pouco. – Yuri replicou, olhando para frente, segurando com força a alça da bolsa onde carregava seu taco e luvas. – Tudo o que eu consigo pensar é nesse campeonato. Nós temos que trabalhar muito duro pra conseguir passar em todas as eliminatórias.

— Ei! – Murata sibilou, parando de repente. – É melhor nós irmos pelo outro lado. Olha lá... – Ele apontou para mais a frente na rua.

Um grupo de três ou quatro garotos, todos altos, fortes, e mal-encarados, riam escandalosamente, acuando algo contra a parede de um prédio baixo e deteriorado. Se aquela imagem tivesse uma legenda, seria perigo. Aqueles mesmos garotos estavam sempre implicando com Yuri e Murata na rua, e os dois sempre davam um jeito de escapar. Mas, dessa vez, eles pareciam mais interessados em sua nova presa, que não era possível visualizar àquela distância.

Yuri deu um passo em frente, movido por seu inconsciente senso de justiça.

— Você tá louco, Shibuya? – Murata exclamou, alarmado. – Eles vão nos massacrar!

Porém, Yuri já não estava mais o ouvindo. Avançou contra o grupo, parando há poucos metros deles. Observou a vítima, antes de prosseguir. Era uma garota, provavelmente da sua idade. Seus cabelos eram ondulados e curtos, de um dourado magnífico, e os olhos esverdeados demonstravam desafio através dos longos cílios, mesmo que sua posição fosse de desvantagem. Usava roupas simples, calça jeans e tênis, com uma camisa de botão que não evidenciava suas formas. Era, obviamente, uma estrangeira, levando em conta seus traços físicos.

— E então, gracinha, não quer dar uma volta com a gente? – O mais alto dizia, com sua voz desagradável e um sorriso bizarro.

— Ei! O que vocês pensam que estão fazendo?! – Yuri pronunciou, em alto e bom som.

Os delinquentes viraram-se, sorrindo maliciosamente para o garoto, ao reconhecerem-no.

— Ora, vejam só, se não é Shibuya Yuri? – Um deles disse, arrastando a voz desagradável.

— E então, Shibuya Yuri... Harajuku Furi? – Eles soltaram mais uma vez aquela velha piada, rindo com vontade. Yuri nem mesmo prestou atenção nisso. Fitava com atenção a garota que estava sendo atacada. Dizia a ela com o olhar para que saísse correndo, aproveitando a chance, mas a loira não moveu um músculo. Apenas o olhava em resposta, fixamente.

O que essa garota tá pensando? Corre logo! Será que ela não percebe a situação em que estamos?!

Os delinquentes avançaram, com sede de sangue. Sorriam maliciosamente. Certamente bateriam em Yuri até que seu rosto ficasse inidentificável. Se o garoto tivesse pensado direito no assunto, teria notado que o taco de baseball em sua mochila seria uma arma perfeita, mas Yuri não era o tipo que pensa antes de agir. Ele já estava cerrando os dentes, preparando-se para a dor que se seguiria, levando em conta que ele nunca fora um bom lutador, quando ouviu um baque surdo, alto e preocupante, e percebeu que o garoto maior a sua frente não se mexia, com o olhar fixo e desfocado. Os outros dois o olhavam pasmados. Logo depois, o maior caiu para frente, completamente desacordado.

Yuri olhou para frente, desorientado. A garota loira que estava sendo atacada segurava uma ripa de madeira, longa e estreita em uma das mãos, enquanto encarava os outros atacantes. Sua posição não era de medo, ou de desespero. Ela estava perfeitamente ereta, segurando a madeira firmemente, em uma elegante posição de ataque. Era como um cavaleiro, empunhando uma espada. Yuri não pode deixar de admirá-la. Ela era linda...!

Aqueles que não foram atacados saíram correndo, deixando para trás seu suposto amigo. Este, mal conseguindo firmar-se em pé, saiu cambaleando o mais rápido que pôde.

— Vocês estão bem? – Murata finalmente se aproximou, olhando de um para outro.

— Eu estou... – Yuri respondeu, tirando o boné que por algum motivo pendia para o lado. Olhou, então, para a loira, que os encarava num misto de indiferença e aborrecimento. – E você? Está bem? Aaah!... Você não deve estar me entendendo... – Se atrapalhou, gesticulado sem jeito com as mãos. – Are you... okey? É isso mesmo? You are a... Murata, como se diz estrangeiro em inglês mesmo?

— Você é idiota? – Ela sibilou, bufando.

Idi... ota? O que isso quer dizer em inglês, Murata?

— Não é inglês, Shibuya...

— Ah! Você fala japonês! E muito bem, por sinal... – Yuri disse, parecendo um pouco confuso.

— Tanto faz. – A loira pronunciou, com altivez. – Eu não precisava da ajuda de nenhum fracote, estava me virando muito bem!

— Ei! Eu vim até aqui só pra te ajudar! – Yuri exclamou, indignado. – E ainda quase apanhei!

— Ainda bem que eu te salvei, não é? – Ela cruzou os braços, fechando os olhos soberbamente. – Você deveria me agradecer!

Yuri a encarou sem palavras. Como pessoas desse tipo poderiam existir? Não importava o quanto ela era bonita, e realmente o era, essa atitude egoísta era impensável! Nem um pouco fofo!

— Shibuya! O treino! Nós estamos atrasados! – Murata alertou, começando a correr na direção oposta.

Yuri abriu e fechou a boca, sem conseguir pensar em nada que pudesse dizer. Tudo parecia patético demais. Encarou a figura sem sentido a sua frente, que parecia decidida a ignorar sua existência, e então seguiu Murata, correndo o máximo que podia.

~

— Tadaima! – Murmurou para a sala vazia, enquanto tirava os calçados sujos de barro, e entrava na casa. Largou os equipamentos de baseball sobre o sofá, desejando apenas poder tomar um longo banho.

Yuri estava acabado. O treino não havia sido como ele planejara. Todos se esforçaram ao máximo, é claro, mas o próprio Yuri não conseguiu se concentrar suficientemente. A cada minuto, a figura da loira metida voltava a assolar a sua mente, e ele se perguntava de onde ela era, e o que estaria fazendo... Isso embaçava totalmente o seu foco. Era besteira ficar pensando em alguém de quem nem mesmo sabia o nome, ainda mais com uma personalidade tão desagradável quanto aquela. Yuri tinha consciência disso, mas a cada rebatida ou lançamento, sua cabeça permanecia presa ao acontecimento anterior, recusando-se a se focar apenas no esporte, como ele queria. E Yuri se culpava por isso. Como poderia exigir algum esforço a mais dos seus companheiros de equipe quando ele mesmo não conseguia centralizar seus pensamentos e mantê-los em ordem na hora da partida?

— Aaah! Yu-chan! – Sua mãe apareceu finalmente, animada como sempre. – Eu preparei o seu banho!

— Ok. Obrigado, mãe. – Ele murmurou, saindo na direção do corredor.

Espere, Yu-chan! – Miko chamou-o. – Você não vai receber apropriadamente a sua prima?

Só então Yuri percebeu a pequena figura, que se encolhia atrás de sua mãe. Ela era realmente baixa, talvez com algo em torno de 10 ou 12 anos. Tinha os cabelos longos e escuros, alisados até o meio das costas. Os olhos claros, que vacilavam entre o chão e a parede, estavam escondidos atrás das espessas lentes dos óculos que usava. Vestia um uniforme de escola, com uma saia cinza e paletó preto, com a gravata azul-marinho.

— Oi! – Ele sorriu abertamente acenando na direção da garota, que permaneceu imóvel, corando a um nível absurdamente rápido. – Eu não me lembro de ter uma priminha tão nova... Você está no fundamental? – Ele perguntou, inclinando-se na direção da garota, falando no tom de voz especial que se reserva às crianças.

— E-eu não estou no fundamental!! Tenho a mesma idade que você!! – A garota exaltou-se, sobressaltando Yuri. – Você não se lembra de mim, Yuri nii-chan? – Ela indagou de repente, mudando o tom de voz radicalmente, tornando-se hesitante e branda.

Yuri riu sem graça. Não, ele não se lembrava daquela garota...

— Claro que lembro... anh... Prima-chan...

— Você nem lembra meu nome! – Ea exclamou, indignada. – Eu sou Shibuya Miyako! E você prometeu que casaria comigo quando éramos crianças! Nós somos noivos!

— Oh! Yu-chan! Você fez mesmo isso? – Miko, estupefata, abraçou Miyako, que fazia beicinho, com os olhos marejados. – Que insensível! Você deveria ao menos saber o nome dela depois de prometer algo assim!

— Mas eu... não lembro de nada disso... – Ele tentou argumentar, sem ação.

— Ao menos ajude a Miya-tan com as malas. Leve até o quarto dos fundos, eu arrumei para ela.

— Arrumou o quarto? Por quanto tempo ela pretende ficar aqui? – Yuri inquiriu, tolamente.

— Você não me quer aqui, Yuri nii-chan? – A garota voltou a soluçar, agora a beira das lágrimas.

— Yu-chan! Não diga essas coisas! – Sua mãe o repreendeu. – Miya-tan veio até Tókio para completar seus estudos. Ela vai iniciar o ensino médio, na sua escola, a propósito. Você tem que cuidar dela, viu?!

— Yuri nii-chan vai cuidar de mim? – Ela sorriu fracamente, com os olhos brilhando.

Yuri suspirou. As duas estavam decididamente se unindo contra ele. Resolveu não prolongar a situação, avançando na direção das malas que repousavam em um canto, e nas quais ele não havia reparado antes.

— NÃO! – Miyako gritou, avançando protetoramente contra a mala que Yuri havia escolhido para começar a carregar. Abraçou-a, cerrando os dentes, com o rosto muito corado. – Nii-chan não deve ver o conteúdo dessa mala! Nunca! Ninguém deve ver!

— Eu só ia... levar a mala até o quarto... – Yuri balbuciou, confuso.

— Eu levo! – A garota pegou todas as malas ao mesmo tempo, com dificuldade e, arrastando as pernas bambas corredor adentro, ela as levou.

— Ela não é fofa? – Miko disse entusiasticamente. – Você deveria ser mais como a Miya-tan, Yu-chan... – Ela acrescentou, em tom de decepção. – Vai ser bom ter alguém como ela quando os reis do país da Europa vierem jantar aqui em casa...

— Eles vão vir aqui? – Yuri indagou, pasmo.

— Sho-chan disse que ia convidar. – Ela respondeu, com um grande sorriso. Yuri sorriu sem graça. Pelo que conhecia do irmão, isso soava como uma promessa forçada feita às pressas para aliviar a animação excessiva da mãe. – E como foi o seu dia, Yu-chan? O treino foi bom? – A mãe perguntou, mudando de assunto repentinamente.

— Foi... – Ele respondeu sem entusiasmo. Lembrou-se do encontro sem sentido, que dispersou toda a sua atenção. Aquela garota loira! Quem ela pensava que era, falando daquela maneira depois de ser salva?!

Yuri estava irritado com aquilo. E isso não era nem um pouco comum. Ele se sentia um pouco mal, afinal, não era da sua natureza irritar-se com tanta facilidade.

Por que raios aquela garota mimada e enjoada não saia da sua cabeça?

Notas finais
Muito obrigada a quem leu até aqui, espero que tenham gostado. Opiniões, comentários, qualquer coisa, me deixariam muito feliz n_n Kisuu~ [Revisado]