I can't get enough

Eu não posso ter o suficiente

I can't get off of your love

Eu não posso sair do seu amor

Nan neoui sarang eobsineun mot sara jungdokdoeneun geol

Em um piscar de olhos, eu estou ao seu lado

Nun kkamppak hal sai I’m by your side ip matchwobomyeon I feel so high Quando nós nos beijamos, eu me sinto tão feliz

Neoraneun solar system ane naneun shooting star kkeullyeoga geobuhal su eomneun black hole

Eu sou uma estrela cadente dentro de um sistema solar chamado você, estou puxado para você, você é um buraco negro que eu não posso negar

It’s automatic systematic in this universe nege ikkeullyeoga geobu hal su eomneun black hole

É automático, sistemático, neste universo, estou puxado para você, você é um buraco negro que eu não posso negar

Kkumsogedo kkaeeonado eonjena gyeote isseo

Em meus sonhos, quando estou acordado, estar sempre ao meu lado

Duryeowo ma nae son jaba naega neol jikyeojulge

Não tenha medo, segure a minha mão, eu vou te proteger



~Capítulo 44~

— Troca de canal, Yuri! Eu não gosto dessas novelas sem sentido… — Wolfram reclamou. Apoiado no ombro do namorado, ele comia salgadinhos despreocupadamente, com os pés para cima do sofá como se aquela fosse a sua própria casa. Yuri apenas continuou passando pelos canais então, enquanto enrolava o dedo distraidamente nos cachos de Wolfram.

— Quer ir a algum lugar? A gente pode ir ao cinema, ou no parque… — Yuri sugeriu.

— Não mesmo! Não foi você quem disse que queria ficar em casa nesse fim de semana?

— Mas não tem nada pra gente fazer… — ele deitou a cabeça pra trás, pensando em algo. – Quer ir jogar alguma coisa?

— Pode ser…

O barulho da porta abrindo interrompeu a conversa e sobressaltou os dois garotos, embora eles não tivessem realmente mais nada a esconder de fato. Ouviram o “tadaaaima~” animado que só podia pertencer à Miyako, e logo ouviram os passos dos pés descalços dela se aproximando.

— Olha só, Onii-chan‼ Tem correspondência para você! – Miya surgiu por trás do sofá, com vários envelopes diferentes nas mãos.

— Para mim? – Yuri estranhou, mas não podia levantar de onde estava agora, para pegar o que quer que fosse. Miya alcançou para ele um envelope azul-claro, diferente dos demais, apoiando-se na guarda do sofá para olhar também, curiosa. Wolfram também se ajeitou para ver melhor.

Na parte de trás do envelope, com letra prateada, vinha o nome de Yuri escrito da maneira ocidental. Quando ele abriu o envelope, um pequeno bilhete caiu primeiro, no seu colo. Ele levantou e leu. “Espero que você e sua família possam comparecer, isso me deixaria muito feliz.” Ele se apressou em tirar o resto do conteúdo, que se tratava de fato, de um convite. Mais precisamente, o convite de casamento de Suzanna Julia. O convite era escrito em japonês, na língua materna dela, e também em braile, mas também era muito delicado e bonito. Yuri sorriu automaticamente, ao perceber que ela se lembrava da promessa que havia feito, de convidá-lo para o casamento. E estava contente em saber que havia cumprido sua parte do acordo – se declarou para Wolfram, e eles estavam juntos agora.

— É o casamento da Suzanna Julia-san! – Ele bradou animadamente, embora os outros dois já tivessem a par da situação depois de ler por cima do seu ombro – Você vai comigo, não é Wolf?

— Para falar a verdade, nós recebemos um como esse lá em casa já. Toda a minha família vai. – ele respondeu, voltando a deitar a cabeça no ombro dele.

— O que? Por que não me contou antes?

— Por que pensei que você receberia um também. Se não recebesse, eu te convidaria para ir comigo, simples assim. Como somos… ou melhor, éramos, da realeza, receber convites sociais mesmo não sendo parte do círculo de amigos das pessoas é algo comum. Claro que minha mãe nunca recusa nenhum, ela adora casamentos. Tanto que já se casou três vezes…

— Ah, Miya adora casamentos também! – ela comentou, sonhadora – Os casamentos do seu país são muito diferentes dos daqui, Wolfram-kun? Acho que você já comentou sobre isso uma vez…

— Não são tão diferentes. Há um juiz de paz, ou alguém que tinha autoridade para exercer esse papel… os noivos trocam juras e votos de fidelidade e companheirismo… eles colocam alianças, e a noiva joga o buquê… Havia algumas tradições a mais nos tempos mais antigos, mas hoje em dia, tudo acontece da maneira mais simples e geral possível, como em qualquer outro lugar do mundo.

— Então quando você e o Nii-chan forem se casar, vai ser assim também…? – Miyako indagou, sorrindo.

— Claro que si- Wolfram notou repentinamente que tanto Yuri quanto Miyako o encaravam com sorrisos semelhantes e muito cheios de graça para o seu lado – O q-que vocês estão me fazendo dizer, sobre c-casamentos e tudo mais, o que é isso! – ele já foi se alterando. Miyako riu, e Yuri se adiantou para aproximar-se do namorado indignado.

— O que está falando, Wolf? Não pretende me levar a sério? Eu sou só uma aventura para você, é isso? – ele foi dizendo em uma exagerada voz manhosa, enquanto ia se aninhando em Wolfram até abraça-lo. Ele ainda tentou afastá-lo, mas sem muito sucesso, acabando encurralado pela guarda lateral do sofá.

— Que ideia é essa, seu fracote! Como se eu fosse deixar você sair livre por aí depois de tanto tempo! – ele deixou escapar, irritando-se com a forma que Yuri parecia saber exatamente a maneira de se comportar e de falar que mais mexiam com ele. Queria parecer mais inabalado perante as investidas dele, mas sem o seu consentimento, seus braços já haviam rodeado o pescoço do outro, e seus olhos já focavam nos lábios dele. – A-aventura, francamente… até parece que não me conhece… — ele resmungou mais para si.

— Sim, eu conheço você muito bem… — Yuri sussurrou em voz mais comedida, causando aquele arrepio que sempre deixava Wolfram sem ação. Só então ele pareceu recordar que eles tinham plateia, e empurrou o moreno para trás, que percebeu também a atenta observação da garota ao lado.

— Não se incomodem comigo, podem continuar, sem problemas! – ela rapidamente entoou, abanando com a mão, ainda com o mesmo sorriso na face. Apesar de tudo Yuri grunhiu e saiu de cima de Wolfram, para a decepção da mesma. Ela suspirou e se afastou na direção do seu quarto, reclamando sobre não darem a ela nenhuma oportunidade de “apreciar”.

— Às vezes eu esqueço o quanto a sua prima pode ser audaz… — ele comentou consigo mesmo. Afastou a franja que caia nos olhos, enquanto se ajeitava para sentar direito no sofá, mas Yuri foi logo se levantando e estendeu a mão para que ele o acompanhasse.

— Vamos jogar alguma coisa lá no quarto mesmo… você gosta de jogos medievais, não é? Eu peguei um novo emprestado com o Murata…

No quarto de Yuri, enquanto ele ajeitava o console na televisão, Wolfram se acomodou no tapete, escorado na beirada da cama com uma das almofadas. Desde que começara a namorar Yuri, jogar vídeo-game se provou ser uma das atividades que os dois partilhavam com facilidade, e embora Wolfram não conhecesse muito sobre isso antes, aprendeu bem rápido, e acabou gostando bastante. Principalmente de jogos que envolvessem batalhas e estratégia, eram os seus favoritos, e como Yuri costumava ser muito impulsivo justamente nesse tipo de situação, os dois se contrabalançavam e formavam uma ótima equipe.

Minutos depois, Miko apareceu para trazer alguns lanchinhos para os dois, sorrindo bastante, como sempre quando Wolfram estava ali para visitar. Ela não escondia a satisfação que sentia ao ver os dois juntos, e Yuri até ficava com ciúmes da maneira como Wolfram parecia ter ficado próximo a ela tão facilmente. Às vezes, os dois conversavam sobre assuntos que ele nem mesmo entendia, e pareciam até mesmo ter desenvolvido algumas piadinhas internas.

Após a rápida visita, Wolfram pegou um copo de chá que ela trouxera, e se acomodou bem perto de Yuri. Dessa vez, ele jogaria, e Wolfram iria apenas dar a sua assistência intelectual de fora.

— Sabe… — enquanto dava início ao jogo, apertando os botões quase automaticamente, ele começou a falar. Wolfram ajeitou-se ao lado de Yuri de forma que pudesse escorar-se no seu ombro enquanto ele jogava, o que era de certa forma, natural e confortável, para ambos. – Quando eu conversei com a Suzanna Julia-san, há uns meses atrás, e ela me contou que iria casar… ela disse que queria que nós fôssemos juntos ao casamento. Tipo… juntos, juntos, sabe…?

— Ela sempre foi muito esperta pra notar essas coisas, isso me lembra de que eu devo agradecer ela por ter conseguido colocar alguma coisa nessa sua cabeça… — ele cutucou Yuri na testa, e então bufou, voltando a deitar sobre ele.

— Pois eu acho que acabaria notando de uma maneira ou de outra! Eu não sou tão estúpido assim sabe…

— Tem certeza?

— É claro que eu acabaria percebendo o quanto eu te amo… – ele deixou escapar, sem desgrudar os olhos da tela da televisão. – E mesmo que eu não percebesse… você daria um jeito, não daria?

Wolfram revirou os olhos. É claro que ele faria qualquer coisa por Yuri. Mesmo que isso fosse fazer algo como se declarar para ele, ou até mesmo se precisasse esperar por anos até que Yuri o recompensasse pelos sentimentos que sempre nutriu por ele, mesmo assim, ele sentia que teria feito isso sem se arrepender. Claro que não diria essas coisas em voz alta – ainda tinha muito orgulho a defender, mas sabia muito bem no seu coração que Yuri era alguém por quem valia a pena lutar ou esperar o tempo que fosse…

— Não, fracote, se você for por aí, vai acabar topando de novo com aquele troll da montanha como da outra vez. Você não tem HP suficiente pra lutar com ele, volte e consiga mais poções de cura…

Com as suas sempre excêntricas maneiras de deitar, Wolfram havia de alguma forma acabado com a cabeça apoiada na perna de Yuri, e enquanto assistia ele jogar dali, continuava a dar os seus palpites incessantemente. A música de fundo do jogo, com seus acordes de alaúde, era a única trilha sonora.

— Eu não posso, o velho da ponte não me deixa passar… — Yuri não podia baixar os braços agora ou bateria na cabeça de Wolfram. Já estava acostumado com o gênio forte do namorado, e mesmo em horas como essa, não se irritava facilmente.

— Ah por isso que eu disse pra você voltar antes! Mas não quis me escutar! – ele prosseguiu, erguendo-se do seu posto de observação. Passou a mão pelos cabelos loiros, bagunçando-os mais ainda. Acabou passando pela sua cabeça que ele deveria ter aceitado a proposta de mais cedo, para sair em algum lugar. Não havia nada para fazer ali… — Ei, aqueles são novos? – ele apontou para uma pequena pilha de livros que estavam na prateleira mais baixa da escrivaninha.

— Miya que deixou ali para mim, são os mangás que ela compra e eu leio junto… — ele respondeu sem prestar muita atenção. Agora estava tentando fazer as coisas como Wolfram tinha sugerido mais cedo, e seu personagem no jogo parecia estar indo bem.

Wolfram deslizou pelo chão para chegar até aquele canto. Estava tão entediado que mesmo alguns mangás serviriam agora, para matar o tempo. Só então, Yuri lembrou o tipo de história que sua prima gostava, e o que Wolfram iria encontrar. Virou-se para alertá-lo o quanto antes, mas estancou no meio do caminho, perdendo a voz quase de imediato.

Só podia ser brincadeira.

Havia necessidade de Wolfram estar justamente daquele jeito na frente dos seus olhos? Não, não havia. Ele fazia isso de propósito, só podia ser. Yuri bem que tentou desviar a atenção de volta para o jogo, mas já havia falhado em manter a concentração, e seus olhos teimosamente retornavam a cada segundo para lá. Ele mordeu os lábios; “Droga Wolfram, para de apontar a sua… o seu… seu traseiro… p-pros meus olhos… e escolhe um mangá logo!”.

Wolfram pareceu se decidir entre os volumes, e com a mesma pose soberba de sempre, sentou exatamente no espaço entre as pernas de Yuri, sem realmente encostar nele, mas utilizando seu peito como encosto para as costas.

— O que foi, fracote? Continue a jogar. – ele entoou indiferentemente, ajeitando-se da melhor maneira possível e começando a ler o tal mangá. Yuri sentia os cabelos macios de Wolfram roçando em seu queixo, fazendo cócegas. Tinham cheiro de pêssegos.

Sem outra saída além de reunir todo seu autocontrole, ele decidiu que não iria ser vencido por Wolfram. Não dessa vez. Juntou as mãos novamente para segurar o controle, abraçando Wolfram no processo. Ele continuou a ler, como se isso não o abalasse. Era verdade que adorava ter Yuri tão perto, por mais que não admitisse isso sempre, mas nessa ocasião, estava apenas testando, para ver até onde Yuri era capaz de aguentar. Não era bobo, sabia bem que reações poderia causar em seu namorado descuidado. E além do mais, isso serviria como pequena vingança por sempre fazê-lo passar vergonha em horas impróprias, fosse agarrando-o na frente das pessoas, como há pouco com Miyako, ou dizendo coisas embaraçosas sem um pingo de noção. Certo, a quem ele queria enganar? Estava esperando por uma chance de se aproveitar de Yuri há semanas, e ninguém iria impedí-lo.

— Ei, Wolf… — o sussurro repentino no seu ouvido o fez estremecer. Por essa ele não esperava. Yuri estava também entrando no seu próprio jogo, e Wolfram já sentia os joelhos fraquejando só de ouvir a voz dele de tão perto. Mas não, não iria ceder tão facilmente. Ele era um Bielefeld, e não importanto a circunstância, havia nascido para vencer. Não iria ser seduzido por aquele fracote… mais uma vez. – Olha só… — ele continuou, ainda no mesmo tom de voz, ao perceber que havia conseguido uma mínima reação, sorriu para si mesmo – Eu consegui passar de fase.

— Que ótimo, continue então – Wolfram manteve a voz impassível, mas Yuri notava as pontas das suas orelhas bem vermelhas.

O loiro tentou mais uma vez parecer natural, e ajeitou-se um pouco mais próximo do colo de Yuri. Ouviu-o praguejar baixinho e conteve-se para não sorrir. “Sim, Fracote, agora você vai saber quem é que controla as coisas por aqui…”.

Havia cansado de se deixar levar pelos avanços de Yuri todas as vezes. Ele podia ser lento para um monte de coisas, mas sabia como ninguém como lidar com a personalidade complicada que o namorado tinha, e Wolfram, que sempre fora teimoso e imperativo, com uma notável força de vontade, e que nunca se dobrava as influências de ninguém, acabava sendo facilmente carregado pelo ritmo que Yuri impunha. Isso parecia até piada.

Mas apesar de tudo, ele continuava sendo alguém orgulhoso, e já estava na hora de mostrar para Yuri que ele não tinha tanto domínio sobre Wolfram, como julgava. Sinceramente, ele estava adorando sentir o quanto o coração de Yuri se alterava só de ele ter chegado mais perto, e como as mãos dele tremiam ao segurar o controle do vídeo-game.

— Ei, Yuri… — ele entoou em voz baixa. Riu internamente ao sentir o leve estremecer do outro ao ouvir sua voz, controladamente baixa. – Você não cansou de jogar ainda? – murmurou, baixando no colo o mangá que lia, e passando de leve os dedos pelo braço de Yuri. Viu que ele se arrepiou por inteiro, mais do que imediatamente, e sentiu-se satisfeito. Realmente, Yuri era alguém muito fácil de se provocar.

— Você… tem alguma coisa em mente? – Yuri indagou, cauteloso, apertando o botão de “pause” do jogo. Wolfram se movimentou para erguer o rosto para trás, na direção dele, percebendo que ele mal conseguia respirar direito, de tanto que se continha. Provavelmente não queria demonstrar o quanto era fraco diante das atitudes de Wolf. O loiro esticou-se ao máximo para alcançar o rosto de Yuri, mirando sua orelha. Chegou o mais próximo que seus lábios conseguiam.

— Não tenho nada em mente… — ele respondeu normalmente, erguendo-se com um movimento ágil logo depois – Vou pedir um pouco de água para a sua mãe, já volto – ele falou como se nada tivesse acontecido, deixando Yuri em um estado de incredulidade e indignação repentinas.

Foi se precipitando para fora do quarto, quando sentiu braços envolvendo-o, antes de chegar à porta. Claro, que Yuri não deixaria as coisas pela metade, não era o estilo dele. Wolfram concentrou-se ao máximo para não perder o controle da situação logo agora.

— Você pode não ter nada em mente agora, mas eu tenho… — Yuri enlaçou a cintura de Wolfram, girando-o para que ficasse de frente para ele, mas o loiro manteve-se tão impassível quanto conseguia naquele instante.

— Não, não tem…

— Oe, Wolf, não seja malvado pra mim, eu nem fiz nada… — Yuri baixou a voz, já inclinando o rosto para atacar o pescoço desprotegido, alvo fácil e sempre visado por ele. Wolfram reprimiu o que seria uma reação bem evidente do que sentira quando os lábios tocaram sua pele, e apoiou os dois braços nos ombros de Yuri. Não, ele não seria persuadido tão facilmente, não dessa vez.

Com um movimento único, ele colocou uma das pernas entre a de Yuri , e usando apenas um pequeno impulso para dar uma rasteira, a próxima coisa da qual Yuri teve consciência, era de que estava no chão. Wolfram não deixou que ele levantasse. Partiu para cima dele, prendendo seus pulsos dos dois lados da cabeça, e imobilizando suas pernas com seu próprio corpo.

— Você acha mesmo que sempre pode fazer o que quiser comigo, Fracote idiota? — ele rosnou, e por um breve instante, Yuri engoliu em seco. Não tinha ideia do que poderia estar se passando na cabeça dele agora. — Agora é minha vez!

— O que você está pensando em fazer comigo, hm? — Yuri indagou, juntando as sobrancelhas intrigado.

— Com medo? — Wolfram sorriu, superior, mas, para sua surpresa, um sorriso espelhou-se na expressão do outro também.

— Está me ouvindo reclamar?

Quem esse fracote estava pensando que era? Querendo dar uma de esperto, sorrindo desse jeito? Ele não iria ser vencido com somente algumas palavras escolhidas e um sorriso fácil. Wolfram von Bielefeld iria tomar o controle da situação, de uma vez por todas. Só que… ele não sabia como.

Todo aquele tempo sendo teimoso e permitindo que Yuri sempre tomasse as rédeas das situações apenas para não ter que dar o braço a torcer e admitir o que sentia havia se tornado um obstáculo agora. Mas Wolfram não queria parecer idiota, armando todo aquele circo para ter Yuri embaixo de si e acabar não fazendo nada.

Respirando fundo, ele fechou os olhos – era mais fácil não ver o sorriso idiota e os olhos brilhantes dele na sua direção; deslizou lentamente, até que seu rosto estivesse à milímetros do de Yuri. Sentiu-o ofegar, abaixo de si. O que fazer? Ele entreabriu os olhos apenas o suficiente para enxergar parte do rosto de Yuri. Os lábios dele, convidativos, soltavam o ar cadenciadamente, causando arrepios onde encostasse. Wolfram escondeu o rosto no espaço entre o pescoço e o ombro dele, tentando garantir algum tempo para pensar. O que poderia fazer, para deixar Yuri tão abalado que ele não conseguisse nem falar?

— Hm, Yuri? Eu te deixo perturbado? – ele murmurou mais para si, enquanto aproveitava a posição em que estava para soprar o ouvido de Yuri. Sentiu o moreno agitar-se, tentando se mover, mas não liberou a sua imobilização, fazendo ainda mais força. Sim, Yuri era teimoso, impulsivo e gostava de agir do seu próprio modo. Ser impedido de se mover, pelo menor tempo que fosse, era o bastante para deixa-lo inquieto, para começar.

— O que você quer, Wolf? – ele perguntou, mordendo os lábios para conter-se, ao sentir Wolfram mordiscar sua orelha – Me provocar?

— Exatamente. – ele respondeu, erguendo-se para encará-lo de perto – Você sempre faz isso comigo, não faz? – os orbes verdes o encararam com um furor que ele não via sempre. Wolfram havia se animado com a brincadeira, muito mais do que imaginava.

— E você gosta… — ele respondeu sem pensar. Wolfram deixou escapar um sorriso de canto, lascivo e provocante, que o fez sentir um súbito calor.

— Então talvez você goste também… — ele voltou a aproximar os seus rostos. Yuri fechou os olhos, esperando sentir o calor e a maciez dos lábios de Wolfram contra os seus. Talvez ele fosse mais rude, dessa vez, ou seu beijo fosse lento e proveitoso como sempre. Ele não sabia, e queria mesmo que Wolfram acabasse logo com isso… mas o toque dos lábios não veio.

— Wolf… — Yuri deixou escapar uma quase súplica, ao abrir os olhos negros e se deparar com Wolfram ainda o observando de cima, rindo contidamente da velada expectativa que enxergou no outro.

— O que foi? Eu disse que eu ia fazer o que quisesse, não disse? — Wolfram gostava de estar com o controle da situação, sempre. Por mais que sempre cedesse diante das investidas de Yuri, em outros parâmetros da sua vida, isso não era usual. Estava na hora de mostrar à Yuri que o verdadeiro Wolfram von Bielefeld ainda estava ali.

Lentamente, ele liberou um dos pulsos de Yuri. Ele fez menção de erguer a mão, mas quando Wolf ameaçou prendê-lo novamente (francamente, de onde aquele corpo tão magro e delicado tirava forças?), ele resolveu continuar quieto e esperar para ver até onde ele iria com aquilo.

Quando teve certeza de que Yuri ficaria do jeito que ele queria, Wolfram soltou suas mãos de uma vez. Esquadrinhou cuidadosamente o rosto dele, prestando atenção em cada detalhe, deslizando vagarosamente o olhar pelo pescoço, e tórax. Yuri se sentiu vagamente desconfortável. Ele também olhava assim para Wolf, com aqueles olhos tão provocantes e cheios de intenções? Mesmo que o fizesse, tinha certeza de que não pareceria nem mesmo um décimo tão tentadoramente indecente quando Wolfram. Ele parecia fazer isso sem nem mesmo perceber, era apenas um instinto natural nele.

Se ele soubesse o quanto cada pequeno movimento, olhar ou gesto seu sempre fazia Yuri reagir imediatamente por dentro… de como ele conseguia perturbá-lo até com o menor dos atos, certamente, saberia que não havia nada para provar com toda aquela provocação.

Ambos já estavam com respiração pesada, causada certamente pelo nervosismo irremediável causado pela tênue sensação de estar ultrapassando outro limite invísivel e sem volta. Wolfram desceu lentamente, tocando com apenas a ponta dos dedos, o abdomen de Yuri, e mesmo por cima das roupas, ele se retorceu, deixando escapar um som baixo e deleitoso. O loiro se surpreendeu, e um arrepio desceu pelas suas costas, só de ouvir a voz de Yuri, sempre tão alta e escandalosa, naquele tom.

No entanto… Yuri não estava assim tão fora de si. Percebeu a hesitação de Wolfram, seu rosto tornando-se ainda mais corado naquele instante, e enxergou ali uma chance perfeita. Wolfram não fazia mais tanta força sobre ele, e já não segurava os pulsos dele; Yuri ergueu a mão hesitantemente, e invadiu a camisa do garoto sem cerimônia, passando os dedos de leve pela pele macia, erguendo o tecido até a cintura.

Wolfram tentou empurrar Yuri, e já ia protestar, mas dessa vez, ele foi bem mais rápido. Com a outra mão, puxou-o pela nuca, e impediu que qualquer outra reclamação saísse dos seus lábios, selando-os com seus próprios. Wolfram ofegou, tentando se separar, e via o rosto de Yuri, este de olhos fechados, tomando-o com uma destreza desconhecida, que ele só demonstrava em momentos como esse. Suas línguas se entrelaçaram, e Wolfram sentiu que havia perdido aquele duelo que só existia na sua mente. Inebriado pelas sensações causadas, ele se deixou levar, mais uma vez. Deixou seu corpo cair sobre o do outro, e sua respiração escapava, com dificuldade, entre um beijo e outro. Sentia com uma clareza quase torturante, a mão de Yuri fazendo contornos em suas costas, enquanto a outra descia pelo lado, por cima do tecido, até o…

— Yuri! — ele bradou no susto, interrompendo o beijo, ao sentir a mão de Yuri deslizar até uma zona até então inexplorada.

— Desculpa! Acho que eu sempre gostei do seu traseiro, Wolfram… é bonitinho… — Yuri entoou em um tom quase inocente, apesar de todo o contexto daquela situação, enquanto sentava-se de algum jeito ali no tapete, acomodando Wolfram em seu colo.

— Eu já disse para você parar de falar desse jeito indecente! Você não era assim antes, Yuri... — Wolfram perdeu-se na metade do pensamento, e o nome que deveria soar como uma repreensão, acabou se transformando em um meio gemido. Tudo por que Yuri, aproveitando a oportunidade, tratou de atacar o pescoço de Wolfram, traçando um caminho de beijos pela pele rosada.

O cheiro, a voz, o gosto… tudo em Wolfram era perfeito, era demais para Yuri aguentar. Ele nem sabia mais o quanto estava sentindo falta de estar perto dele. Não perto, da maneira como já estavam todos os dias. Perto de um modo que ele sabia que ninguém mais seria capaz de chegar. Ele poderia dizer que gostava de sentir que Wolfram era seu, mas a verdade era outra: era ele quem pertencia inteiramente àquela pessoa.

Em outro movimento preciso, Yuri girou Wolfram cuidadosamente sobre o tapete felpudo, indo direto aos lábios cheios, sem chance de deixá-lo mudar de ideia. Wolfram o abraçou pelo pescoço, segurando com força nos cabelos escuros, bagunçando-os, enquanto sentia as mãos precisas de Yuri apertando sua cintura, erguendo mais a camisa amarrotada.

Ouviu sua própria voz escapar, lamuriante, ao sentir os lábios ávidos de Yuri mais uma vez em seu pescoço, puxando a gola da camisa para baixo e deslizando em direção ao ombro, e mais do que imediatamente, escondeu o rosto com o braço, abafando a voz. Miya e a senhora Shibuya ainda estavam em casa; era o que o mínimo de consciência que ele ainda possuia avisava, lá no fundo, mas falava tão baixinho que ele mal conseguiu prestar atenção. A porta estava fechada, não estava? Ele já não recordava.

Quando se deu conta, sua camisa já estava aberta, e Yuri deslizava os lábios e as mãos para baixo, sem nenhuma parcimônia. Ele queria xingá-lo, mas tudo o que a sua voz produzia eram ruídos cada vez mais indistintos, e que só motivavam ainda mais o outro. Em um breve segundo em que Yuri se afastou para beijá-lo novamente, ele colocou as mãos em seu abdomen, puxando a camisa com força para arrancá-la também, Não era justo que só ele acabasse naquela situação execrável, afinal. Embora… ele não tivesse tantos motivos assim para reclamar.

Yuri aceitou de bom grado ter a roupa retirada, e depois de se livrar da peça incômoda, voltou a atacar os lábios de Wolfram. Parecia um naufrágo que finalmente vê terra depois de muito tempo. Wolfram o abraçou mais uma vez, sentindo a pele exposta tocando diretamente a sua mão, os músculos das costas se evidenciando a cada movimento que Yuri fazia acima de si. Mordeu os lábios, com aquela sensação de calor insuportável e arrepios desconcertantes, que de forma conflitante, pareciam tomar seu corpo por inteiro, ao ponto de quase transbordar.

— Y-yuri… — ele choramingou no ouvido do outro, ao sentí-lo pressionar o corpo contra si, e ele imediatamente entendeu o motivo da queixa, sem precisar pensar muito. Fazia quanto tempo desde que eles haviam se tocado dessa forma? Ele nem lembrava mais, mas sabia bem o quanto o corpo de Wolfram era sensível, e parecia que ele já havia chegado ao seu limite.

Wolfram fechou os olhos com força ao perceber que Yuri afastara-se apenas o suficiente para confirmar sua suspeita, e não quis ver o pequeno sorriso de satisfação dele ao comprovar o resultado dos seus esforços, despontando como um evidente indício entre as pernas do garoto.

— Wolf… você quer que eu dê um jeito nisso, hm? — ele indagou, baixo e lentamente, vendo o rosto de Wolfram adquirir ainda mais cor. Com a respiração ofegante, ele não tinha coragem nem de encará-lo, quanto mais de responder àquela pergunta. Yuri não se encontrava em posição de provocar muito, pois estava em situação semelhante, mas para ele, ver o rosto suplicante de Wolfram tentando se esconder, e completamente irritado por não ter controle por ao menos isso, com certeza, era compensação suficiente.

— Cala a b-boca, fracote... – ele tentou se esconder mais uma vez, mas Yuri não deixou. Queria mandá-lo andar logo e se apressar com isso, mas seu orgulho o impedia de ser completamente honesto mesmo em uma hora como essa.

Yuri não precisava mais de palavras muito diretas da parte de Wolfram para entender o que ele queria, na realidade, estava acostumado a ter que interpretá-lo a maior parte do tempo, e havia ficado mesmo muito bom nisso, mas nesse momento, resolveu que queria realmente vê-lo expressar-se sinceramente.

Inclinou-se depositando pequenos beijinhos pelo rosto e pescoço, deslizando perigosamente a mão pelo abdômen, e sorriu contra a pele dele ao sentí-lo contorcer-se, impaciente. Yuri mordiscou o lóbulo da sua orelha, com a mão quase descendo até o objetivo final, e então, voltando a subir. Wolfram rosnou em desagrado. Sabia que Yuri fazia de propósito, e isso estava quase levando-o à loucura.

— O que foi, Wolf? – ele sussurrou contra o seu ouvido, fazendo a respiração de Wolfram entrecortar enquanto ele tentava conter o que seria um surpreso gemido. A voz de Yuri causava cócegas em seu ouvido – Você quer que eu pare por aqui…?

— Insolente idiota, o que você pensa que está f-fazendo? – ele murmurou, tentando parecer alguém com pleno controle das suas ações. Yuri enlaçou-o em outro abraço, rindo contidamente contra o pescoço de Wolfram, e voltando a incitá-lo da sua maneira, prendendo-o entre as suas pernas e impendindo que ele tentasse escapar mais uma vez.

Wolfram já estava sentindo-se desconfortável. O aperto em seu baixo-ventre era insuportável, e Yuri continuava provocando-o, ora no pescoço, ora na orelha, as pontas dos dedos deslizando pelo peito exposto, até o umbigo, e retornando pela cintura…

— N-não Y-yuri… — a voz de Wolfram soou suplicante, implorando por algo, e Yuri sentiu um arrepio esquentar seu corpo dos pés à cabeça. O loiro o agarrou com toda a força que possuía, puxando-o para si, e movimentando-se de maneira a conseguir encostar seu corpo inteiramente no de Yuri. Um gemido escapou de ambos os lábios, em uníssono, quando sentiram os volumes rígidos um do outro entrando em contato, mesmo que por baixo das roupas.

Com as pernas rodeando Yuri, Wolfram garantiu que ele não fosse tentar provoca-lo mais uma vez. Segurava-o com força, com as duas mãos, e conseguiu aproximar-se o suficiente para alcançar seu ouvido.

— P-por favor, Yuri… — ele sussurrou, fechando os olhos. Logo depois, encostou os lábios na orelha de Yuri, lentamente. Foi o bastante.

Ele empurrou-o novamente contra o tapete, e desceu a mão de uma só vez, desabotoando a calça caqui que Wolfram usava com destreza desconhecida. A voz de Wolfram ecoou doce em seus ouvidos, quando ele enfim sentiu o membro quente e pulsante responder ao seu estímulo. Suavemente, ele passou a movimentar a mão, aplicando a pressão exata para arrancar mais gemidos incontidos de Wolfram, que só pareceu recordar superficialmente o fato de que havia mais pessoas naquela casa, e que ele tinha que abafar sua voz.

Cravou as unhas nas costas de Yuri, e trazendo-o na sua direção, escondeu o rosto no seu ombro, enquanto ele continuava a intensificar gradualmente o toque. Sem pensar, mordeu a pele de Yuri para esconder outro gemido que queria desesperadamente escapar pela sua garganta. Ouviu-o arfar, e com um sopro de coragem vindo de algum lugar, desceu também sua mão, até poder, desajeitadamente, abrir a calça de Yuri.

Ele fez menção de se afastar, surpreso pelo ato repentino, mas Wolfram não deixou que ele fizesse isso. Tomou seus lábios, invadindo-o também com a língua, enquanto sua mão adentrava pela roupa de baixo do moreno e fazia com ele o mesmo que estava a receber. Os beijos ocultavam os ruídos que ameaçavam soltarem-se, e enquanto sentiam seus corpos cada vez mais afoitos e rápidos, mais difícil ficava de esconder isso. Já estavam cobertos de suor, e a respiração se tornava ainda mais ofegante. Wolfram era um tanto desajeitado, e afinal, era sua primeira vez fazendo algo assim, mas Yuri não reclamaria. O nome dele continuava a escapar, em murmúrios, dos seus lábios, a cada segundo.

— Ah, aahn… Y-yuri… — foi a vez de Wolfram chamar, enquanto mordia os lábios – E-eu v-vou… q-quase…ahn, eu…

— Espera… m-mais… han… um pouco… — Yuri movimentou-se por cima de Wolfram e ambos aumentaram a velocidade das suas mãos. Aquela sensação quente e formigante espalhando-se pelo seu corpo, ele já conhecia, mas parecia que ainda era muito mais intensa e inebriante do que ele lembrava. O corpo de Wolfram se contraiu, estremecendo enquanto o líquido quente escorria pela mão do outro, e o de Yuri enrijeceu, vindo alguns segundos depois, dando tempo de Wolfram tirar a mão antes.

Sentindo-se como se estivesse anestesiado, Yuri deixou-se cair por cima de Wolfram. Não tinha forças nem para se manter erguido, mas ele permitiu que se aconchegasse e até o abraçou. Eles ficaram assim por algum tempo, sem precisar dizer nada. Ainda sentiam remanescentes da sensação recente ecoando em seus corpos, e precisavam regularizar as frequências cardíaca e respiratória.

Estavam cobertos por uma fina camada de suor, e mais os outros fluídos corporais, mas por aqueles breves segundos, isso não importou tanto. Enquanto sentia a mão esquerda de Wolfram passando por seus cabelos, quase distraidamente, Yuri deixou escapar uma risada.

— O que foi, Yuri? – Wolf indagou, virando o rosto para que Yuri não pudesse ver o quanto ainda estava vermelho.

— Sabe, eu já estava querendo fazer isso com você de novo há um tempo… — ele admitiu, elevando-se sobre Wolfram para fitá-lo. Ele o encarou chocado por um segundo, mas então virou o rosto novamente. Suas orelhas queimavam.

— E-eu… -eu… também… — ele disse entredentes, tão baixo que Yuri não teria como conseguir ouvir nada além de um resmungo.

— O que disse?

— Nada, não disse nada! Se não ouviu não vou repetir! – ele bradou – Vamos, nós temos que sair daqui e… e l-limpar…

— Ah, é verdade… — Yuri só pareceu lembrar disso agora – Mas antes… — ele voltou-se novamente para Wolfram, beijando-o docemente – Eu te amo muito, sabia?

— É claro que eu sabia, fracote – ele encarou-o seriamente, apertando a ponta do seu nariz, o que o fez rir – Eu amo você também, esqueceu?

~

— Aí estão vocês! – Miya exclamou ao ver os dois garotos vindo do corredor, depois de sair do banheiro juntos (o que felizmente, ela não chegou a perceber). Estava jogando alguma coisa na televisão da sala, e parecia algum vídeo game parecido com o que eles jogavam antes no quarto de Yuri. Wolfram corou imediatamente ao lembrar de como o jogo anterior havia acabado.

— Yuri! O que é essa roupa molhada aqui na lavanderia? – a mãe de Yuri, saindo da cozinha para a peça dos fundos, gritou de lá – Você lavou roupa?

— N-não.. eu não! Não sei o que é! – ele respondeu rápido demais, e Wolfram escondeu o rosto com uma das mãos. Não tinha como ele ser mais óbvio.

— Nee, Wolfram-kun não tava usando calça jeans antes! Aliás, essa calça não é do Nii-chan…? – o sorriso dela espalhou-se pelo rosto. Além das roupas trocadas, ela ainda atentou aos cabelos bagunçados dos dois garotos, a camisa amarrotada de Wolfram, e o rosto culpado de Yuri tentando disfarçar aquele brilhinho nos olhos. — Vocês parecem… renovados. – ela comentou, cheia de insinuações no olhar, esperando que eles realmente fossem deixar escapar alguma informação preciosa.

— Não sei do que está falando – Yuri segurou a mão de Wolfram e já foi puxando ele para fora, antes que sua mãe resolvesse vir ali também. – Vou levar o Wolf em casa.

Os dois saíram para a rua, e Yuri não queria nem pensar se Miya tinha ouvido por acaso alguma coisa comprometedora, embora fosse evidente que alguma coisa ela já tinha deduzido. Não podia imaginar a tortura que sofreria quando retornasse para casa, e ela resolvesse interroga-lo. Apesar disso, enquanto eles caminhavam pela rua, Yuri não conseguia disfarçar um sorriso.

— Idiota, para de rir desse jeito! – Wolfram de um tapa no braço de Yuri, mas lá no fundo, estava feliz também. Sabia que logo, mais passos adiante seriam dados no seu relacionamento com Yuri, mas gostava do rumo e do ritmo que as coisas estavam levando. — Hm… Yuri…

— Sim? Algum problema? – ele fitou Wolfram, com os olhos negros mais brilhantes e vívidos que Wolfram já vira em alguém. Não conseguiu evitar o sorriso em resposta que isso ocasionou.

— Nada… — ele escorou o rosto no ombro de Yuri, sem parar de andar, afagando seu braço. Sentia-se um pouco tolo agora, mas que pessoa apaixonada que não age tolamente? Era melhor aproveitar essa sensação enquanto ela ainda era fresca e vivaz. Ele suspirou, satisfeito. – Nada mesmo.

Notas finais
Gente... depois de muuito tempo, FINALMENTE consegui terminar esse capítulo. Queria dar uma compensação para todos vocês, por serem sempre tão pacientes comigo, esse tempo todo, e tolerar meus atrasos e minhas basteiras, então, aí está, mais uma vez pegassaum Yuuram~~ embora eles não tenham chegado nos termos finais, ainda, continuem torcendo para que esse dia chegue logo o/ Só imaginem que tive muitas crises escrevendo esse capítulo, ele foi refeito umas três vezes, e a parte do ecchi então, nem se fala, foi sofrido .-. tem palavras ali que ainda não acredito que fui capaz de digitar..... enfim, não fiquei muito satisfeita com o resultado, pra ser sincera mesmo... mas espero que vocês gostem, e relevem minha pequena falta de inspiração pra fazer algo melhor... Devem imaginar já o motivo da demora, e do cansaço para escrever. Equação bem simples: trabalho + faculdade + umas ilustrações que eu tinha prazo pra terminar de um livro + poucas horas de sono +... outros motivos que não vale a pena comentar = sem muita motivação pra escrever... E eu amo tanto escrever essa história, que me sinto culpada demais por isso... mas eu tenho muitas muitas ideias para continuar e espero que o resto dos fatores colabore para que não demore tanto da próxima. Bem, aguardo suas opiniões, e até breve (espero) o/