Sono Te Hanasanaide
13 Capítulo XIII
Samishi sa wa dare ni datte onnaji
Solidão é a mesma para todos
Make nai de ima kimi wa kodoku nanka ja nai
Não desista, você não está totalmente sozinho agora
Omoi doori ni nara nai mainichi wo
Todos os dias não foram como nós queremos
Jidai no sei ni nante shitaku nai
Eu não quero culpar nossa idade
Ano toki oshiete kureta yasashi sa ni
A gentileza que você me mostrou naquele tempo
Nakitaku natta hi mo aru yo
Faz com que eu tenha vontade de chorar em alguns dias
Capítulo 13
Miyako se revirava na cama, sem conseguir dormir.
Era impossível! Como esperavam que ela ficasse tranquila com dois garotos sozinhos no quarto ao lado, de portas fechadas, podendo fazer qualquer coisa… Qualquer coisa! Ela afundou o rosto corado nas cobertas, remexendo-se ainda mais na cama.
— Não dá, eu não aguento! – Ela finalmente se ergueu, andando pé por pé na direção da porta. Tropeçou nos seus sapatos que estavam jogados no chão, e bateu a cabeça na parede, amaldiçoando-os. Esfregando o local machucado, ela encostou o rosto na parede gelada, tentando captar alguma coisa. Não havia gritos, nem gemidos, nem protestos, nada do que ela esperava.
Decepcionada, ela se precipitou, quase se arrastando no chão para não se bater em mais nada, e saiu pela porta, que rangia demasiadamente alto no escuro silencioso da noite. Miya andou descalça pelo corredor desiluminado, parando em frente à porta do quarto do primo, e tão silenciosa quanto podia ser naquela situação, abriu uma frestinha.
Seus olhos se arregalaram, querendo captar alguma coisa no meio daquela escuridão toda. Ela segurou a respiração, ao sentir uma movimentação, e ajeitou os óculos no rosto, prestando tanta atenção quanto um gato em frente ao aquário repleto de peixes.
Era Wolfram quem havia levantado, era possível distinguir pelo brilho fraco dos cabelos claros, e ele vinha na direção do volume no meio do quarto, que só podia ser Yuri. Aproximando-se, Miyako conseguiu abrir mais uma parte ínfima da porta, sem chamar a atenção, e preparou-se para observar.
O loiro havia se ajoelhado ao lado do adormecido Yuri, que nada percebia, e o fitava com muita concentração. O olhar que ele lançava para o outro naquele momento… Mesmo iluminado somente pela luz da lua, alguém sem nenhuma experiência real na vida, como Miyako, podia atestar que aquele era o olhar de alguém apaixonado. Ela até mesmo suspirou, enquanto espionava Wolfram em sua observação noturna. A cena era tão terna que fez o coração despreparado de Miyako disparar. Como era possível?
Porém, de repente… O olhar de Wolfram mudou. Ele parecia perdido em seus próprios pensamentos, seus olhos perderam o brilho. E ele se inclinou, lentamente, na direção de Yuri. Miyako ofegou, tampando a boca com as duas mãos para não emitir nem mesmo um único barulho. Ela mal podia acreditar no que estava acontecendo, bem ali, em frente aos seus olhos.
Wolfram terminou com a distância que o separava de Yuri, e selou seus lábios. O toque durou menos de dois segundos, pois logo ele se separou, em choque, disparando para longe de Yuri o mais rápido que podia. Seu semblante era de puro terror, pálido e paralisado.
Miyako sentiu que não podia mais ficar ali, ou acabaria se delatando. Ainda com as mãos no rosto, ela partiu em direção ao seu quarto. Tropeçou, no escuro, e se bateu na porta, antes de enfim pular para cima da sua cama, e afundar o rosto o no travesseiro, o mais fundo que podia, para não gritar. Não, definitivamente… Ela não conseguiria dormir naquela noite.
~
— Bom dia, crianças! – Miko saudou, animada, colocando as panquecas fumegantes sobre a mesa.
Os três adolescentes que se precipitavam pelo corredor, responderam com resmungos. Yuri, apesar do sono, parecia tão bem como sempre, e depois de um reforçado café com certeza estaria renovado. Mas Wolfram e Miyako pareciam mais dois zumbis, com espessas olheiras ao redor dos olhos, que mal se abriam para receber a luz do sol. Bem, nenhum dos dois havia pregado os olhos durante a noite, por vários motivos. O cabelo de Wolfram estava cheio de pontas amassadas. E o de Miyako estava preso só pela metade, e ela ainda trazia em uma das mãos o velho coelho Peter White (que havia sido usado para controlar os impulsos e a inquietação da garota durante a noite).
— É melhor vocês se arrumarem logo para a escola, já estão quase atrasados! – Miko exclamou, ao ver a animação com que os jovens se juntavam à mesa.
E ela estava certa. Os três tiveram que correr com o café da manhã, e se trocar na velocidade da luz, para sair na hora. Isso foi bom, por um lado, porque com toda aquela pressa, Wolfram não teve tempo para ficar constrangido em se trocar no mesmo quarto que Yuri, e nem mesmo para pensar naquilo que havia feito.
Assim, com as despedidas entusiasmadas de Miko, os três foram direto para a escola.
— Ei… Yuri-nii-chan… Dormiu bem essa noite? – Miyako começou, logo depois de um longe bocejo, como quem não queria nada. Seus olhos estavam pregados em Wolfram no tempo em que ela dizia isso.
— Dormi muito bem! – Yuri esticou-se, com seu habitual sorriso.
— Sonhou alguma coisa…? — Ela tentou mais uma vez, em voz baixa. Wolfram pareceu ficar em alerta, mesmo que sequer imaginasse que Miyako pudesse ter visto o que ele fez durante a noite. Porém… E se ela desconfiasse de algo? Seu sangue se regelou, apenas com a ínfima possibilidade.
— Sonhar… Eu não lembro… — Alheio ao conflito interno que Wolfram sofria naquele momento, Yuri continuou a pensar, despreocupadamente.
— Ah, Nii-chan… Você pode ter sonhado com… com unicórnios… Ou com uma prova de matemática… — Ela arriscou, olhando para as pedrinhas que chutava com seu sapato pelo chão. – Ou… até… até… com um beijo…
Wolfram explodiu em uma crise de tosse naquele momento, chegando a ficar com lágrimas nos olhos. Miyako se assustou, pensando que estava sendo descuidada demais, e ao ver que Yuri havia se apressado em ajudar Wolfram, dando tapas em suas costas, aproveitou para fugir correndo, antes que qualquer um dos dois a notasse.
— Tudo bem, Wolf? – Yuri parecia preocupado, depois de quase desmontar Wolfram com seus tapas.
— Eu estou bem... E pare de me chamar assim! – Ele se soltou de Yuri, e continuou andando. – Ei, onde está sua prima?? – Ele completou, falando como se não estivesse se importando com o paradeiro dela, embora as palavras recentes ainda o preocupassem.
— Ela já deve ter ido. Vamos também! – Ele correu na frente, e Wolfram não teve alternativa a não ser segui-lo rapidamente.
Chegando na escola, eles passaram reto, e nem notaram Miyako, escondida atrás dos arbustos da entrada, com medo de ser repreendida por Wolfram depois daquilo. Ela estava morrendo de vontade de conversar com ele sobre o que havia visto. Queria saber o significado daquele beijo… e saber quais intenções Wolfram tinha, e se ele possuía realmente algum… sentimento especial, pelo seu primo. Por que, enquanto ela apenas imaginava esse tipo de situação, estava tudo bem. Mas, a partir do momento em que a possibilidade se tornou real, bem… Isso a deixava completamente perdida.
~
Era hora do intervalo, e como sempre, Miyako saiu da sala de aula sozinha, para almoçar no telhado. Nos dias em que Yuri tinha treino na hora do almoço, ela ia para lá, porque assim podia assisti-lo de longe. Hoje porém, a primeira coisa que ela percebeu, ao chegar perto das grades de proteção, foi Wolfram, sentado nas arquibancadas, observando Yuri de perto, com atenção.
— Ele gosta mesmo do Nii-chan, não é…? — Miyako murmurou, com um sorriso se formando. Sentou-se escorada no muro, como sempre, preparando-se para comer. No entanto, antes que pudesse dizer “itadakimasu”, a porta do telhado foi aberta com um estrondo.
— Heey, Shibuya! – Uma voz feminina chamou. Miyako levantou os olhos, sobressaltada, afinal nenhuma das suas colegas costumava chamá-la, e reconheceu a garota. Tinha cabelos loiros tingidos, enrolados nas pontas; olhos grandes, com cílios postiços e unhas compridas. Era Matsumoto Mariko, a representante de turma e a garota mais popular do seu ano, embora costumasse ser arrogante com as pessoas que não a interessassem, e Miyako nunca imaginou que ela pudesse chamá-la assim tão de repente. Atrás dela, estavam mais duas garotas, uma de cabelos curtos e castanhos, e a outra com um rabo de cavalo para o lado.
— M-matsumoto-san… — Miyako levantou-se, surpresa, curvando-se rapidamente para cumprimentá-la. – Eu posso ajudar?
— Ah, sim, você pode. Venha até aqui, por favor. – Ela balançou a saia curta demais, com um trejeito, chamando por Miyako.
Miya andou na sua direção, incerta, olhando para os lados como se esperasse que alguém aparecesse por ali e a dissesse o que fazer. Esfregava as mãos uma na outra nervosamente, esquecendo-se completamente do almoço intocado que havia ficado para trás.
Assim que chegou perto o suficiente, Mariko a abraçou, trazendo-a para perto, e conduzindo para baixo pelas escadas, até pararem no terceiro andar. As duas garotas a seguiam de perto, com sorrisos estranhos.
Mariko e as outras adentraram no banheiro feminino mais perto, e um arrepio passou pelas costas de Miyako ao ouvir uma das seguidoras fechar a porta. Ela sabia como ninguém o que aquilo significava. Ia ser a mesma coisa de antes. Encolhendo-se no canto mais afastado, Miya apenas esperou que fosse rápido… e sem dor.
— O q-que vocês querem? – Ela se esforçou para olhar para cima, embora sua voz tremesse tanto quanto as suas pernas.
— Nee, Shibuya… Nós queríamos muito ser suas amigas, sabia? Nós vemos você andando sozinha, sentimos tanta pena… Não, é, garotas? – Mariko entoava em um tom forçado e arrastado, e as outras duas assentiam, rindo com vontade.
— M-mesmo?
— Claro! Só que… Bem, nós vimos hoje, você estava vindo para a escola com aquele seu primo idiota… e com o Príncipe! Ah, ficamos tão surpresas… Você é amiga do Príncipe, Shibuya-chan?
— O q-que? Eu n-não…
— Ara?! – Mariko se aproximou, encurralando-a ainda mais contra a parede, com um dos braços impedindo a sua fuga. Miyako mordeu os lábios, com lágrimas juntando-se nas bordas dos olhos, parecendo menor do que já era. – Nós também vimos você andando com um garoto de óculos de outra escola… e paquerando um garoto ruivo, da loja de livros… Você é muito ambiciosa, Shibuya-chan! Quer tanto assim que os garotos fiquem em volta de você? – Miyako tentou balbuciar uma resposta, mas simplesmente perdera a voz. – Fica se fazendo de inocente e fofa, com esses óculos ridículos! – Mariko arrancou os óculos da garota e jogou longe, quebrando as lentes. As garotas riram alto, e Mariko sorriu de canto. – Mas você só quer a atenção dos garotos, não é?
— P-por favor, Matsumoto-san… — Miya mal conseguia enxergar, ainda com as lágrimas, e Mariko tornou-se um borrão disforme e amedrontador, enquanto as outras duas garotas eram apenas sorrisos assustadores pendurados no espaço embaçado.
— Não diga meu nome com essa voz!! – Mariko gritou, e Miya soluçou. – Você está atrás do nosso Príncipe, não está? Pois desista! Desista! Uma garota feia e gorda como você jamais conquistaria ele!! E agora, você sabe… — Ela tentou sorrir ternamente, passando a mão nos cabelos compridos de Miyako. – Nós só queremos a sua amizade, Shibuya… Só a sua amizade… E amigas ajudam umas as outras, não ajudam? Não ajudam? Responda! – Ela gritou mais alto, puxando a mecha de cabelo que tinha nas mãos, e Miyako chorou.
— S-sim! – Ela soluçou em resposta, e Mariko soltou o cabelo, sorrindo satisfeita.
— Então… Você vai nos apresentar ao Príncipe, como suas amigas, e vai fazer isso direitinho, não é? Você vai falar bem de nós, e vai fazer ele se apaixonar! Não vai?
— Wolfram-kun… — Miyako murmurou, encarando Mariko mesmo que mal pudesse enxergá-la. – Ele já tem alguém que ama, ele nunca vai querer você!
— Você está me desafiando, Miyako?? — Ela gritou, com raiva, empurrando Miyako para o chão. – Eu estou dizendo para você fazer isso, sua garota imbecil e patética! Quem você pensa que é??
— Não… — Com dificuldade, Miyako conseguiu pronunciar, e então fechou os olhos e abraçou os próprios joelhos, sabendo muito bem que agora, Mariko e as outras partiriam para as agressões físicas.
— O que vocês estão fazendo? – A porta se abriu e uma voz ecoou. As garotas ofegaram ao mesmo tempo, recuando alguns passos. Miyako não conseguia enxergar nada, e não reconhecia aquela voz, mas correu como podia naquela direção.
Quando chegou perto, distinguiu apenas cabelos loiros, e chorou com vontade ao reconhecê-lo. Inesperadamente, Wolfram a abraçou, protetor.
— Shibuya-san caiu, e nós estávamos tentando ajudá-la. – Mariko respondeu, com a voz branda e trêmula. Escondendo o rosto em Wolfram, Miyako balançou a cabeça, negando a afirmação febrilmente.
— Vocês acham que eu sou idiota? – Wolfram bradou alto, assustando as garotas. Colocou Miyako atrás de si, avançando um passo, e ela segurou o seu suéter pelas costas, com uma das mãos. – Eu sei o que vocês estão fazendo, intimidando a Miyako! – Ele afirmou, com os olhos de esmeralda tão furiosos como nunca haviam visto. Aproximou-se mais, fazendo as garotas recuarem, sem nada a dizer. Pegou os óculos quebrados do chão, e voltou a olhar para elas. – Se voltarem a fazer isso… Se ao menos ousarem dirigir o olhar para ela, eu nem sei o que eu faço com vocês! Vocês é que são patéticas! Eu espero nunca mais ter que ver pessoas horríveis como vocês na minha frente! – Ele sibilou, e então virou-se para Miyako, sem ficar para ver a reação das meninas. – Vamos, Miyako, seu primo está procurando por você…
Assim que se afastaram o suficiente, Wolfram tirou as mãos das costas de Miyako, e entregou para ela os óculos. Ela colocou nos olhos, enxergando apenas um mosaico dos corredores da escola.
— Obrigada, Wolfram-kun… — Ela balbuciou, sem olhar para ele.
— Era o mínimo que eu podia fazer. – Ele disse apenas. – Elas machucaram você?
— Não, você chegou antes… M-muito obrigada por isso. P-por favor, não conte para o Nii-chan… — Ela tropeçou, mas continuou a andar. – E-ele vai contar para a Oba-san… E ela vai se preocupar…
— Certo… Eu digo para ele que você caiu. Mas… a-aquilo que você disse antes… — Ele olhou para cima, e para os lados, e então voltou a fitar Miyako, fazendo-a parar, no canto do corredor. – O que você quis dizer com “ele já tem alguém que ama”? Era apenas uma forma de fazê-las afastarem-se, não era?
— Não… — Miyako baixou os olhos. – Eu vi… Me desculpe, Wolfram-kun… Mas eu vi o que você fez com o Yuri Nii-chan… E-eu não queria bisbilhotar, mas…
— Não conte a ele! – Wolfram a interrompeu. – Eu não conto sobre o que houve, e você também fica em silêncio!
— Wolfram-kun…. V-você gosta muito do meu primo, não é? – Ela levantou os olhos claros, e viu Wolfram desviar os seus. Ele corou, e ela não precisou ouvir nenhuma resposta para ter a confirmação que esperava. – Eu apoio você! Acho que você deveria se declarar e ficar com ele! Você me salvou apenas por causa dele, não é? Eu sei…
— Pare de falar besteiras! – Wolfram a cortou novamente. — É c-claro que eu não…
— Você corou… — Ela disse inocentemente, balançando-se nos pés. Wolfram apressou-se em esconder o rosto com a mão. – E você gaguejou…
— Isso não vem ao caso!! Você vai ficar bem quieta sobre isso, não vai falar a ninguém!! – Ele bradou, encarando-a furiosamente. – E eu não… não gosto daquele fracote, só para constar…
— Então você é do tipo que beija garotos adormecidos sem nenhum motivo? – Ela arqueou uma sobrancelha, com um sorriso. Mesmo com os óculos rachados, ela se divertiu ao ver o semblante desconcertado do sempre tão austero Wolfram.
— Você é a mesma garota aos prantos que eu acabei de salvar? – Ele franziu os olhos, desconfiados, e Miyako riu fracamente.
— Eu não vou contar… Só quero que saiba que eu estou disposta a ajudar, só isso…
— Ajudar? – Ele indagou retoricamente, com voz aguda. – Não tem nada pra ajudar!
— Claro… Claro…
— Eeei, Wolf, Miya-chan! Eu procurei vocês por toda a parte! – Yuri surgiu pelo corredor oposto, com algo em mãos. – Aqui, encontrei seu obento…
— Ah… Eu esqueci ele lá em cima… — Ela se apressou em pegá-lo, comendo tudo rapidamente, de pé mesmo.
— O que estavam fazendo? Seus óculos quebraram Miya-chan…? – Yuri parou, intrigado.
— Nada! Não foi nada… Vamos logo, fracote, eu quero comprar comida! – Wolfram começou a andar, empurrando Yuri pelos ombros. – E você, baixinha, não vem? – Ele virou-se para trás, na metade do caminho.
— O quê? – Ela pareceu surpresa. – Eu?
— Acho que... você pode almoçar conosco a partir de agora… — Ele respondeu, contrariado, virando o rosto para o lado. Yuri concordou, e Miyako os seguiu apressadamente, surpreendida.
— Obrigada… — Ela sussurrou contidamente, olhando para o chão. Na verdade, ela se sentia um pouco feliz agora. Havia ficado triste com aquela situação anterior, é verdade… mas ela sabia como superar aquilo. Já era um problema conhecido, ela podia lidar com isso agora. Ainda mais quando… tinha dois belos príncipes como aqueles para socorrê-la quando ela precisasse. – Ei, Wolfram-kun… Vocês formam um casal fofo! – Ela cochichou, sem que Yuri ouvisse.
— Calada, garota! – Wolfram repreendeu, corando novamente. – Calada!
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